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sexta-feira, outubro 30, 2015

Mídia dos EUA destaca princípios da IASD

Os princípios da Igreja Adventista do Sétimo Dia foram destaque em uma das principais redes de comunicação do mundo, a norte-americana Cable News Network (CNN). A reportagem foi produzida porque nesta terça-feira, 27, institutos de pesquisa dos Estados Unidos apresentaram dados que mostraram uma virada nas intenções de voto dos norte-americanos às primárias eleitorais republicanas. Antes o cenário vinha sendo dominado pelo candidato Donald Trump. Agora, com quatro pontos percentuais à frente, aparece o médico adventista Ben Carson, com 26% de intenções contra 22% de Donald Trump, segundo colocado.

Com estes resultados, a mídia norte-americana intensificou suas análises sobre a vida do neurocirurgião aposentado Ben Carson, com destaque para suas crenças religiosas. Dentre as inúmeras matérias que estão sendo feitas abordando esta temática, chamou a atenção nesta quarta-feira, 28, o artigo escrito por Daniel Burke, editor de religião da CNN. Em seu texto, intitulado No que os adventistas do sétimo dia como Ben Carson acreditam, o articulista detalhou algumas crenças adventistas, alegando que o próprio rival, Donald Trump, mencionou que não sabe nada sobre a fé vivida por Carson. Burke ainda afirma que muitos americanos também não sabem quase nada sobre a Igreja Adventista, que celebrou, em 2013, 150 anos de existência.

O artigo da CNN menciona que há um milhão de adventistas nos Estados Unidos, cerca de 18 milhões ao redor do mundo e oferece um “breve curso” sobre três crenças fundamentais da Igreja que são compartilhadas por outros protestantes e evangélicos. O texto comenta que (destaque em itálico para trechos traduzidos do original):

1) Os adventistas acreditam na Bíblia como a infalível palavra de Deus. Honram as Escrituras como um recurso inquestionável de sabedoria, inspiração e guia. A Igreja diz que “em Sua Palavra Deus deu ao homem o conhecimento necessário para a salvação”. Um aspecto interessante neste item foi a menção clara de que os adventistas acreditam na literalidade da Bíblia e, portanto, na literalidade de Gênesis 1, que destaca o criacionismo, ou seja, a ideia de que Deus criou o mundo em seis dias.

2) Os adventistas acreditam que Jesus veio para salvar os humanos dos seus pecados. Adventistas, como outros cristãos, também acreditam nos dois outros membros da Trindade: Deus, o Pai, e o Espírito Santo. A salvação vem através do arrependimento dos pecados e da fé em Jesus, mas a graça é finalmente garantida somente por Deus.

3) Os adventistas acreditam nos conselhos bíblicos contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Seguindo para a parte final do artigo, Daniel Burke cita outras quatro doutrinas que são exclusivas dos adventistas do sétimo dia:

1) Os adventistas guardam o sábado, o “sétimo dia”. Os adventistas consideram o sábado santo e guardam esse dia, como Deus fez, no sétimo dia da semana da criação, de acordo com a Bíblia. O autor ainda explica que os adventistas também consideram bons exemplos sobre esse assunto o fato dos judeus terem guardado esse dia no Velho e Novo Testamentos, e Jesus ter seguido este hábito no Novo Testamento.

2) Os adventistas não acreditam no inferno. Diferentemente de outros cristãos, os adventistas não acreditam no inferno como um lugar com lagos de fogo e tormento eterno. Isto porque a Igreja não encontra um local como este literalmente descrito na Bíblia, explica Douglas Morgan, professor de História da Igreja na Universidade Adventista de Washington. … Adventistas também argumentam que um Deus de amor não condenaria Seu povo – mesmo pecadores – a uma punição sem fim. Na visão da Igreja, quando as pessoas morrem, elas ficam como que dormindo no pó da terra até a segunda vinda de Jesus, quando Ele julgará os vivos e os mortos. Os bons irão para o céu e os maus serão aniquilados.

3) Eles acreditam que a segunda vinda de Jesus é iminente.

4) Os adventistas acreditam nas visões e profecias de Ellen White. Douglas Morgan, professor de História da Igreja na Universidade Adventista de Washington, diz que os adventistas acreditam na Bíblia como a autoridade final, e nos escritos de Ellen White como “uma luz menor que aponta para a luz maior” – ou seja, as Escrituras Sagradas.

Repercutindo estes artigos que estão sendo publicados na imprensa norte-americano, jornais brasileiros também estão abordando essa temática, analisando a fé do candidato republicano Ben Carson.

O blogueiro Guga Chacra, do Estadão, por exemplo, redigiu um texto com o título Qual o significado de Ben Carson ser líder nas primárias republicanas? em que destaca que os norte-americanos estão optando por um candidato “super conservador”. Ao analisar o perfil de Carson, Guga enfatizou os seguintes aspectos: ele é radicalmente contra o aborto, os direitos dos homossexuais e questiona a ciência em relação ao aquecimento global ser causado pelo homem e diz acreditar na teoria da criação (Adão e Eva).


Fonte: Agência Sul-Americana de Notícias

quinta-feira, outubro 22, 2015

O Desafio Final

O ebook "O Desafio Final" surgiu após anos de pesquisa e oração, como contribuição ao estudo historicista das profecias de Daniel e Apocalipse, visando uma compreensão mais clara sobre os recentes acontecimentos da história mundial e como eles apontam para a iminente Volta de Cristo "sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória". (Mt 24:30).

O propósito maior da profecia bíblica é aumentar a fé na Pessoa de Cristo: "Desde já vos digo, antes que aconteça, para que quando acontecer, creiais que EU SOU". (Jo 13:19). Por isso, espero que o leitor seja recompensado espiritualmente com a análise desse material. E que, sem vacilar, decida de coração "adorar aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas". (Ap 14:7).

Porque você já está envolvido!

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terça-feira, outubro 13, 2015

Ben Carson: Estamos mais perto do fim dos tempos

O pré-candidato republicano à presidência dos EUA, Ben Carson, disse que o mundo poderia estar se aproximando do seu fim, mas que nós temos capacidade de mudar o rumo. 

Quando Carson foi perguntado pela jornalista Sharyl Attkisson se acreditava que o fim dos tempos estava perto, ele disse: "Você poderia supor que estamos chegando mais perto disso".

"Há pessoas que têm um sistema de crenças que vê este fenômeno apocalíptico ocorrendo e [acreditam] que eles são uma parte dele, [e] que não hesitariam em usar armas nucleares se eles obtivessem posse delas", disse Carson a Attkisson, uma ex-repórter da CBS News.

[...]

Em seguida, ela perguntou se o fim dos tempos pode ser evitado ou se está profetizado. Carson disse que ele sempre escolheria acreditar que a situação pode ser melhorada.

"Eu acho que temos uma chance de, certamente, fazer tudo que nós pudermos para melhorar a situação".

[...]

Fonte: CNN

domingo, outubro 04, 2015

Efeito catalisador

"Ben Carson, o neurocirurgião aposentado que atualmente está no topo da lista de candidatos do Partido Republicano à Presidência, possui algumas crenças incomuns. Ao defender o criacionismo, ele disse que Satanás está por trás da teoria do Big Bang e da promoção da evolução. Ele [também] abraçou e endossou a teoria conspiratória [do falecido senador Joseph] McCarthy que afirma que nefastos marxistas se infiltraram por décadas em todos os escalões da sociedade, incluindo as PTA's americanas [Parent-Teacher Association] - a fim de destruir os Estados Unidos. Mas, ao que parece, a visão de mundo conspiratória de Carson vai além de tudo isso. Em uma palestra dada há um ano, Carson, que é adventista do sétimo dia, indicou que aceita uma sombria profecia transmitida um século e meio atrás por uma das fundadoras de sua igreja. Ela alegou que, como parte do fim dos tempos (do período apocalíptico, quando Jesus Cristo supostamente irá retornar e batalhar com o diabo), virá o tempo quando os adventistas do sétimo dia serão presos pelo governo e até mesmo condenados à morte simplesmente por observar o descanso no sábado e não no domingo".

Assim começa a matéria assinada por David Corn no site americano Mother Jones. O autor, então, continua mencionando os livros O Grande Conflito e Love Under Fire (resumo e adaptação do Grande Conflito na linguagem de hoje), para demonstrar a suposta "visão conspiratória" dos adventistas que creem que no futuro haverá uma perseguição contra os guardadores do sábado. O autor chega até a citar um ex-adventista que hoje considera o pensamento escatológico da Igreja sem fundamento.

"Questionado pelo site Mother Jones se Carson acredita na profecia de perseguição do sábado e se pensa que os adventistas do sétimo dia, em algum momento serão considerados criminosos, presos por forças do governo e, finalmente, condenados à morte, um acessor do candidato afirmou em um e-mail que esta 'não era uma interpretação honesta no todo. Tentar torcer a fé de uma pessoa está rapidamente se tornando um esporte favorito da esquerda. Esse tipo de intolerância expõe quem eles realmente são, não o que eles afirmam ser. [Carson] nunca mencionou a profecia que você citou'".

A pré-candidatura de Ben Carson à presidência dos EUA tem levantado muitos questionamentos mesmo entre os adventistas. Em primeiro lugar é bom lembrar que ele não é um candidato da Igreja Adventista, porque a Igreja não tem e jamais terá candidato próprio para qualquer eleição, uma vez que a igreja defende uma posição apartidária, e também a separação entre Igreja e Estado. No entanto, deixa seus membros livres, como cidadãos, para assumir eventuais posições na esfera pública. Então, é certo dizer que Ben Carson não é o porta-voz da Igreja Adventista, e a Igreja Adventista não se resume a Ben Carson. Durante a campanha ele poderá expressar em muitos momentos ideias particulares que, não necessariamente, correspondem ao pensamento oficial da Igreja.

Por outro lado, de uns anos pra cá, percebe-se um esforço para rotular a fé adventista como "louca" e "fundamentalista". Especialmente por causa do criacionismo e da guarda do sábado. Esse tipo de atitude é condenatório porque abre as portas para o chamado delito de opinião - criminalizar alguém simplesmente por ter uma opinião ou ideia diferente. O que, de fato, futuramente confirmará com precisão a profecia bíblica: que os EUA, seguindo o exemplo de Roma, iriam abdicar seus princípios de liberdade religiosa e civil, estabelecendo uma lei de caráter religioso mediante o poder civil (união Igreja/Estado). E que isso provocará perseguição a quem manter sua consciência ligada à Palavra de Deus.

O que poucos imaginavam é que a pré-candidatura de um adventista à presidência dos EUA poderia produzir um efeito catalisador para a disseminação das três mensagens angélicas. De qualquer forma, achando as crenças de Ben Carson absurdas ou não, toda a nação americana e por extensão o mundo está tendo contato com verdades bíblicas importantes. E quando a crise final realmente chegar, o que agora parece absurdo aos olhos de muitos, demonstrar-se-á o cumprimento fiel da Palavra de Deus.

"Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal". (Is 56:2).


domingo, setembro 27, 2015

Papa Francisco nos EUA - Parte 2







"Ele é a personificação da Doutrina Social Católica", foi assim que o vice-presidente americano, Joe Biden, se referiu ao papa Francisco. É a primeira vez que um político de alto escalão dos EUA acompanha a comitiva de um papa em todos os locais de visitação durante a viagem pelos EUA. O católico Joe Biden estava ameaçando entrar na campanha presidencial pelo partido Democrata. Agora pelo menos sabemos o porquê ainda não o fez. Caso já estivesse na disputa não poderia sair em muitas fotos próximo ao papa. E o contrário, ou seja, sair primeiro em muitas fotos próximo ao papa seria uma estratégia promissora pois lhe daria muito mais visibilidade eleitoral posterior.

quarta-feira, setembro 23, 2015

Papa Francisco nos EUA

O 266º papa reservou o 266º dia de 2015 para encontrar-se com o presidente Barack Obama na Casa Branca. É o 29º encontro da história entre um papa e um presidente norte-americano. Os locais escolhidos para a visita do papa nessa viagem aos EUA não poderiam estar mais carregados de significado escatológico. É a primeira vez na história que um papa visita na mesma viagem a Casa Branca (Poder Executivo), o Congresso americano (Poder Legislativo), e o Independence Hall, na Filadélfia - local onde foi assinada a Constituição Americana em 17 de setembro de 1787 e que, portanto, mantém uma ligação simbólica com o Poder Judiciário. Usando o jargão popular para expressar uma verdade profética, pode-se dizer que, com essa viagem, o Vaticano está fazendo o cabelo, a barba e o bigode. É a profecia se cumprindo perante os olhos de todos: o Vaticano tomou conta dos EUA.


Assim como em 2008 o então presidente George Bush foi receber o papa Bento XVI na base aérea Andrews, assim também, desta vez, o presidente Barack Obama fez essa deferência indo encontrar-se com o papa Francisco em seu desembarque, algo que os presidentes americanos não costumam fazer com outros chefes de Estado.

domingo, agosto 23, 2015

A Besta da terra - Parte 3

Ainda outro fator colaborador na aproximação entre a Igreja Romana e o protestantismo foi o movimento ecumênico. Formalmente, o início do ecumenismo ocorreu com a Conferência Missionária Mundial, em junho de 1910, em Edinburgh, Escócia, organizada e presidida pelo metodista norte-americano John R. Mott. “John R. Mott tinha um alvo bem definido ao realizar essa conferência: fazer Jesus Cristo conhecido por todos neste mundo. Com a intenção de alcançar esse alvo, ele buscava a união do maior número possível de cristãos para dar início a uma evangelização mundial abrangente”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.25).

Ele conseguir reunir mais de 1300 delegados, “representantes oficiais de várias sociedades missionárias. Ao organizar esta conferência, Mott convocou estas sociedades e não as igrejas. Isto possibilitou a busca de cooperação na missão e afastou o risco da busca de uma única igreja que congregasse todas as denominações cristãs”. (Wikipédia – John Raleigh Mott).

Com o aumento de poder e influência desse movimento, a Igreja Romana, mesmo antes do estabelecimento do Vaticano, sentiu necessidade de pronunciar-se. No início de 1928 o papa Pio XI publicou uma encíclica sobre a “promoção da verdadeira unidade de religião”. Nela o bispo de Roma repudia o desejo de união a qualquer custo dos cristãos dizendo que “estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis”. E conclui: “é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembleias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo”. (Encíclica Mortalium Animos, 06 de janeiro de 1928).

Em 1946, John R. Mott ganhou o prêmio Nobel da Paz pelo seu “longo e frutífero trabalho em unir os povos de muitas nações, raças e comunhões num vínculo comum de espiritualidade”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.26). E em 1948, também com seu apoio, surge a maior organização ecumênica mundial: O Conselho Mundial de Igrejas (CMI). John Mott torna-se presidente do CMI em 1954, e em janeiro de 1955 veio a falecer.

Na 3ª Assembleia Geral do CMI, realizada em 1961, Nova Déli (Índia), “houve pela primeira fez observadores católicos presentes”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.37). A partir desse ano, as ideias marxistas foram recebidas pelo CMI e nascia o “evangelho social”. Logo em seguida, o pensamento católico sobre o ecumenismo alcançaria o ponto da virada com o Concílio Vaticano II. Como tomar parte no movimento ecumênico sem abrir mão da primazia de Roma? Várias decisões e declarações deste concílio prepararam o catolicismo para assumir mais tarde o protagonismo dentro do movimento ecumênico. Especialmente as que preparavam o terreno para o surgimento do carismatismo dentro do catolicismo. “O Vaticano II foi um verdadeiro Pentecostes como o mesmo João XXIII havia desejado e ardentemente pedido”. (A História Renovação Carismática Católica). “E não vê nenhum motivo para que se estabeleça uma oposição entre ‘carisma’ e ‘ministério’ ou ‘carisma’ e ‘instituição’”. (Ibidem). “A Renovação Carismática Católica... teve origem com um retiro espiritual realizado em fevereiro de 1967 na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA)”. (Ibidem). “E com a cooperação do Movimento Carismático, o pensamento ecumênico se alastrou de maneira explosiva dentro da igreja católica”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.38).

Embora a Igreja Romana continuasse afirmando ser o único meio de salvação, o Concílio Vaticano II alterou profundamente a linguagem ecumênica oficial da igreja com um decreto do papa Paulo VI: “Esta cooperação [de todos os cristãos], que já se realiza em não poucas nações, deve ser aperfeiçoada sempre mais, principalmente nas regiões onde se verifica a evolução social ou técnica. Vai ela contribuir para apreciar devidamente a dignidade da pessoa humana, promover o bem da paz, aplicar ainda mais o Evangelho na vida social, incentivar o espírito cristão nas ciências e nas artes e aplicar toda a espécie de remédios aos males da nossa época, tais como a fome e as calamidades, o analfabetismo e a pobreza, a falta de habitações e a inadequada distribuição dos bens. Por essa cooperação, todos os que creem em Cristo podem mais facilmente aprender como devem entender-se melhor e estimar-se mais uns aos outros, e assim se abre o caminho que leva à unidade dos cristãos”. (Decreto Unitatis Redentigratio, 21 de novembro de 1964).

Com uma nova embalagem e tendo como eixo central de união o carismatismo, “em 1968 foi criado um grupo comum de trabalho com a incumbência de manter o contato entre o Vaticano e o Conselho Mundial de Igrejas”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.38). “E pela primeira vez na história, o papa Paulo VI visitou a sede do Concílio Mundial de Igrejas em 1969”. (La Ecumenicidad Religiosa para el Nuevo Orden Mundial, p. 24). Todos os esforços da Igreja Romana continuaram nessa direção: incentivar a união de todos os cristãos mantendo a primazia de Roma. E foi durante o pontificado de João Paulo II que a diplomacia papal mais priorizou o ecumenismo buscando conquistar definitivamente os “irmãos separados”. Segundo as palavras de João Paulo II: “Desde o começo de meu pontificado, fiz do ecumenismo a prioridade de minha preocupação e ação pastoral”. (Liliane Borges, O ecumenismo no pontificado de João Paulo II).


Por isso, nos primeiros anos do pontificado de João Paulo II, o protagonismo de Roma dentro do movimento ecumênico aliado ao surgimento da Direita Religiosa nos EUA culminou na união diplomática entre os dois Estados. Alberto Rivera, ex-jesuíta, “explica que estando sob o juramento dos jesuítas, foi-lhe dito que um sinal secreto seria dado aos jesuítas quando o movimento ecumênico houvesse acabado com o protestantismo, em preparação para a assinatura de uma concordata entre o Vaticano e os Estados Unidos. O sinal seria que um presidente [norte-americano] faria o juramento [de posse] em frente a um obelisco. Pela primeira vez na historia dos Estados Unidos, a cerimônia de juramento foi mudada para o lado oeste do Capitólio, e o presidente Reagan fez o juramento em frente ao monumento de Washington. Isso aconteceu em 20 de janeiro de 1981”. (Los Padrinos - Alberto Tercera Parte, p. 26).

Posteriormente, no mesmo mandato do presidente Reagan, em 10 de janeiro de 1984, os EUA estabeleceram relações diplomáticas com o Vaticano - algo impensável para os Pais Fundadores da América.

Trinta anos mais tarde, o ecumenismo já é capaz de produzir cenas que só a profecia bíblica poderia antecipar. No início de 2014, diversos ministros carismáticos e pentecostais presentes em uma reunião nos EUA, patrocinada pelo ministério evangélico Kenneth Copeland Ministries, ouvem a preleção do bispo anglicano Tony Palmer, o qual apresenta um vídeo gravado por ele mesmo, com uma mensagem pessoal do papa Francisco apelando à união completa dos cristãos sob a liderança do Vaticano. Antes de apresentar o vídeo Palmer se apresenta como o profeta Elias enviado “para converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais”, demonstrando não haver mais razões para protestar contra a Igreja Católica, e convidando todos a se unirem. Depois de assistirem o vídeo do papa Francisco, os líderes do evento dão glória a Deus, bem como recebem e pronunciam uma benção do e para o Vaticano.

Embora Roma venha enfatizando o “escândalo da divisão” do cristianismo desde o Concílio Vaticano II, e promovendo o diálogo com as várias denominações cristãs “separadas” de Roma, e também com as diversas religiões não cristãs, essa mesma postura de contemporização e relativismo tem afastado igrejas e grupos cristãos mais conservadores. A principal razão para isso é que “o quadro escatológico da igreja de Deus antes da segunda vinda não é o de uma megaigreja reunindo toda a humanidade, mas o de um 'remanescente' da cristandade, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus (Apocalipse 14:12)”. (Bert Beverly Beach, Ecumenism - Boon or Bane?).

O ecumenismo papal conseguiu cumprir seu papel como cavalo de Tróia graças à atitude do próprio protestantismo: “O catolicismo na verdade em muito se assemelha ao protestantismo que hoje existe; pois o protestantismo moderno muito se distancia daquele dos dias da Reforma”. (EGW, O Grande Conflito, p. 571). Por tudo isso, pode-se notar que a besta da terra já atingiu o ponto profético onde fará com que os habitantes da terra adorem a primeira besta. E aqueles que não receberem a marca da besta (guarda do domingo) nem o número do seu nome, terão sua liberdade econômica bloqueada (Ap 13:17). "Pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis". (Ap 13:18).

O número 666 era associado às religiões de mistério na antiga Babilônia e usado na adoração ao sol. O que confirma novamente que as duas bestas do apocalipse 13, ao proporem um governo mundial, e a guarda universal do domingo estarão agindo sob a mesma influência pagã-ocultista das antigas religiões de mistério. Contra esse futuro sistema religioso Deus pronunciou a mais solene advertência nas Escrituras: “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro”. (Ap 14:9 e 10).

E também deixou um convite: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos”. (Ap 18:4).

“Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU”. (Jo 13:19).

sexta-feira, agosto 14, 2015

A Besta da terra - Parte 2

A opinião pública mundial será manipulada acabando por aceitar a imagem da besta devido aos sinais espetaculares realizados pela América protestante: “E realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens. Por causa dos sinais que lhe foi permitido realizar em nome da primeira besta, ela enganou os habitantes da terra”. (Ap 13:13 e 14 – NVI).

Só o fato de certos indivíduos supostamente possuírem o poder de realizar milagres não significa por isso, que é o poder de Deus que os acompanha. A Volta de Cristo revelará grandes surpresas: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor, porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mt 7:21-23).

Da mesma forma, Jesus nos alertou sobre o surgimento de falsos profetas operando sinais e maravilhas com o fim de enganar os fiéis: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24:24). Embora Deus seja poderoso para efetuar todo e qualquer milagre que desejar, em alguns casos, a Providência tem propósitos que estão além da compreensão humana e escolhe não realizar o milagre (veja o caso de Paulo em 2Co 12:7-9, e o de Eliseu em 2Rs 13:14, 20). 

Além disso, as Escrituras revelam que as forças das trevas também podem operar supostas maravilhas como contrafação dos planos de Deus com o propósito de enganar (veja o caso dos magos do Egito que fizeram uso do ilusionismo contra Moisés em Ex 7:11 e 12; de Satanás que pode se transformar em anjo de luz para enganar – 2Co 11:14; e de demônios camuflados que fazem sinais e maravilhas para combater contra o Reino de Deus – Ap 16:14).

Um comentário adicional sobre “fazer descer fogo do céu à vista dos homens” (Ap 13:13). O protestantismo apostatado poderá citar a profecia de Malaquias para demonstrar que o fogo caindo do céu é obra de alguém enviado por Deus: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor" (4:5). A chave para não ser enganado está no verso anterior: "Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos" (Ml 4:4). Portanto, todo aquele que vier no "espírito de Elias", deverá demonstrar sua credencial divina confirmando a Lei de Deus! Dentro dos Dez Mandamentos está o verdadeiro sinal de Deus para o Seu povo: "Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica" (Ex 31:13). Qualquer um que fizer descer fogo do céu, mas negar o sinal de Deus (o sábado do sétimo dia), na verdade, não provem do Senhor.

A crise final do mundo atingirá o clímax depois da formação da imagem da besta nos EUA, quando os demais países seguirem seu exemplo decretando uma Lei Dominical compulsória. O espírito de totalitarismo próprio da Idade Média então ressurgirá: totalitarismo político, econômico e religioso: “E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome”. (Ap 13:15-17).

A polarização do mundo será total. De um lado os que adoram a Deus e tem o seu sinal (o caráter de Deus demonstrado na guarda dos mandamentos, em especial o sábado). Do outro lado, os que adoram a besta e a sua imagem (obedecendo a Lei Dominical) e recebem a sua marca. Como o ponto central da crise final será a adoração, seria bom lembrar que os quatro primeiros mandamentos da Lei de Deus têm como pano de fundo a adoração:

Mandamentos
Transgressão
1-    Não terás outros deuses diante de mim.
Adorar a besta (Ap 13:8).
2-    Não farás para ti imagem de escultura.
Fazer a imagem da besta (Ap 13: 14 e 15).
3-    Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
A besta blasfema contra Deus (Ap 13:6 e Lc 5:21).
4-    Lembra-te do dia de sábado para o santificar.
Obedecer a Lei Dominical (Ap 13:16).

A grande pergunta então é: Como, afinal, os EUA se aproximaram de Roma e foram influenciados pelos seus princípios? Em primeiro lugar, sem dúvida, foi devido à apostasia do protestantismo, que aconteceu essencialmente por causa do surgimento da Teologia Liberal. A teologia protestante, influenciada por diversas filosofias seculares, como o Humanismo (Renascença), o Iluminismo (Alemanha), o Ceticismo (França), e o Deísmo (Inglaterra), viu surgir em seu seio o método histórico-crítico de interpretação bíblica, base de sustentação para a Teologia Liberal.

Em 1771, o teólogo alemão Johann Solomo Semler (1725-1791), influenciado pelo Iluminismo (a razão em lugar da Revelação) e pelo Deísmo (descrença do sobrenatural na história) publica o primeiro de quatro volumes (1771-1775): Tratado sobre a Livre Investigação do Cânon. Esse Tratado lança as bases de uma “revolução da hermenêutica”, pois estabelece os fundamentos para o método histórico-crítico de interpretação bíblica, pilar de sustentação da atual Teologia Liberal. Em sua obra, Semler declarou: “A raiz de todos os males é usar os termos ‘Palavra de Deus’ e ‘Escritura’ como se fossem idênticos”. (Gerhard F. Hasel, Teologia do Antigo Testamento – Questões Fundamentais no Debate Atual, p. 15 e 16). Para ele, nem toda a Bíblia era resultado de inspiração, mas sim um mero documento histórico, que devia ser examinado por meio de uma metodologia científica, histórica e, portanto, crítica. O objetivo do pesquisador seria “descobrir o cânon normativo dentro do cânon formal. Este último consiste na coleção dos sessenta e seis livros que compõem a Bíblia, formalmente reconhecidos pela Igreja antiga como a Escritura da Igreja Cristã. O cânon normativo seriam as partes destes livros que são realmente a Palavra de Deus”. (Augustus Nicodemus Lopes, O Dilema do Método Histórico-Crítico na Interpretação Bíblica, p. 121).

“Oficialmente, a Teologia Liberal teve seu inicio, no meio evangélico, com o alemão Friedrich Schleiermacher (1768-1834), o qual negava essa autoridade e igualmente a historicidade dos milagres de Cristo... Para ele, o que valia era o sentimento humano: se a pessoa ‘sentia’ a comunhão com Deus, ela estaria salva, mesmo sem crer no Evangelho de Cristo”. (Wikipédia – Teologia Liberal). O protestantismo norte-americano foi influenciado profundamente pela Teologia Liberal, que alterou a cosmovisão dos seus seguidores, e preparou o caminho para, posteriormente, o protestantismo aceitar outro conceito teológico igualmente perigoso, que transformaria a América em um poder muito parecido com Roma papal. Trata-se da Teologia do Domínio.

Como resultado da apostasia e, consequentemente, da perca de influência espiritual sobre a sociedade, o protestantismo precisou lançar mão do poder político ao invés do poder espiritual para voltar a ter influência perante a sociedade. O principal expoente da Teologia do Domínio foi Rousas John Rushdoony, nascido em 1916, em Nova York, o qual publicou em 1973 uma obra (900 páginas) intitulada Institutes of Biblical Law. Ele considerava que as leis do A.T. ainda seguem vigentes no mundo moderno, com exceção daquelas que o N.T. aboliu especificamente. Baseado no plano de Deus para Adão de que ele exercesse o domínio sobre toda a Terra e sobre os animais (Gn 1:26), Rushdoony transformou essa ideia na grande comissão: os cristãos devem submeter todas as coisas e todas as nações a Cristo e a Sua lei, sendo responsáveis por aperfeiçoar a sociedade, incluindo os governos civis, de modo que Jesus possa voltar. Da mesma forma que o teólogo católico Agostinho (pode-se ver aqui a semelhança com Roma papal), Rushdoony também acreditava que os cristãos terão êxito em converter o mundo colaborando para a chegada do milênio de paz na terra. (Marvin Moore, Apocalipse 13, cap. 19.)

Na verdade, a Teologia do Domínio encaixou-se perfeitamente com a cultura norte-americana que, desde o início, via tudo sob a ótica de “um povo eleito para uma missão universal”. (Vanderlei Dorneles, O Último Império, p. 75). “A vertente terrena do milênio de paz figura na interpretação profética dos dispensacionalistas norte-americanos, para quem o milênio de paz será nesta Terra, sob o reinado do Messias”. (Ibidem, p.60). A Teologia do Domínio foi o último degrau na escada para unir os católicos e a direita cristã norte-americana, atualmente atuando para alcançar o mesmo objetivo. Como se pode perceber, do ponto de vista bíblico, a grande comissão de Cristo aos Seus discípulos foi para testemunhar a todas as nações e não para dominá-las (Mt 28:19; 24:14; At 1:8). O mandato de Cristo é testemunhar para pessoas, e não dominar instituições.

Foi também na década de 70 que surgiu nos EUA a Direita Religiosa, um movimento político-religioso cujo propósito era influenciar a política com propostas conservadoras. Em 1979, o reverendo Jerry Falwell fundou a Maioria Moral, outro movimento político-religioso conservador com a intenção de colocar na Casa Branca alguém que fosse influenciado pelos religiosos – o que de fato ocorreu na eleição presidencial de 1980, quando Ronald Reagan venceu o pleito com o apoio de todos esses movimentos. Na década de 80 a política norte-americana sofreu muita influência da Direita Religiosa, e em 1989, surgiu também a Coalizão Cristã, cujos expoentes principais foram Pat Robertson e Ralph Redd. A influência desse grupo aumentou tanto que na década seguinte foi manchete da revista Time: “À Direita de Deus – Conheça Ralph Redd. Sua Coalizão Cristã está em campanha para assumir o controle da política dos EUA, e está funcionando”. (15 de maio de 1995).


E nas duas décadas seguintes, “a Direita Religiosa americana tornou-se cada vez mais católica... Escritores católicos emergiram como líderes intelectuais da Direita Religiosa nas universidades, entre os ideólogos políticos, na imprensa e nos tribunais, promovendo uma agenda, que na sua forma mais teórica envolve uma reivindicação da tradição da lei natural de Tomás de Aquino”. (Howard Schweber, The Catholicization of the American Right, Huffington Post, 24 de fevereiro de 2012). Em outras palavras, a América protestante não só já está parecida com Roma papal, mas também foi tomada pela mesma.

(Continua aqui)



A Besta da terra - Parte 1

João também viu “outra besta emergir da terra” (Ap 13:11).  Aqui começa a descrição de outro poder que possui semelhanças e diferenças em relação à primeira besta. Uma das semelhanças é que, a exemplo da primeira, também é chamada de besta por se tratar de um poder que assumiria caráter político-religioso. Por outro lado, há duas diferenças significativas na origem desse poder. Enquanto a primeira surgiu “do mar” (símbolo profético para povos, multidões, nações e línguas – Ap 17:15), ou seja, de um lugar densamente povoado, a segunda besta surge “da terra”, simbolizando um lugar despovoado.

Outra diferença é que, a primeira besta, a exemplo dos impérios que a precederam, surgiu quando “os quatro ventos do céu agitavam o mar grande” (Dn 7:2). “Ventos” é um símbolo profético para guerras, conflitos: “Trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro ângulos do céu... e enviarei após eles a espada, até que venha a consumi-los” (Jr 49: 36 e 37). Então, a segunda besta “em vez de subverter outras potências para estabelecer-se... deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente”. (EGW, O Grande Conflito, p. 440).

Igualmente importante para se determinar a segunda besta é verificar a época de seu surgimento, que pode ser confirmada pelo contexto imediato da passagem: “Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai” (Ap 13:10). Essa foi a última informação profética dada ainda sobre a primeira besta demonstrando que, assim como Roma papal perseguiu e exilou aqueles que aceitavam apenas a autoridade das Escrituras durante a Idade Média, assim também o poder romano seria em algum momento exilado. O que de fato se cumpriu em 1798 quando as tropas de Napoleão prenderam o papa Pio VI e confiscaram as terras de Roma. Portanto, o contexto imediato sugere que a segunda besta surgiria nessa época.

Que poder surgiu em um local antes despovoado e assumiu hegemonia sem precisar anular outros pela guerra no final do séc. XVIII? “Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América”. (EGW, O Grande Conflito, p. 440).

A segunda besta “possuía dois chifres, parecendo cordeiro” (Ap 13:11). A princípio, a segunda besta possuía características de inocência e brandura próprias de um cordeiro. Na história do surgimento dos EUA pode-se perceber duas características distintivas que fizeram dessa nação uma potência: a liberdade civil e a liberdade religiosa. A Declaração da Independência dos EUA afirma: “Todos os homens são criados iguais e dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre eles, a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. (Wikipédia – Declaração da Independência dos EUA).

O espírito de liberdade religiosa próprio do protestantismo também prevaleceu entre os colonizadores norte-americanos que haviam fugido das perseguições de Roma na Europa buscando novas terras além-mar onde pudessem adorar a Deus segundo os ditames da sua própria consciência. Tendo a liberdade religiosa como base, a Primeira Emenda da Constituição Americana foi redigida assim: “O Congresso não fará qualquer lei referente ao estabelecimento de religião, ou proibindo o livre exercício desta”. (Wikipédia – Primeira Emenda à Constituição dos EUA).

No entanto, o fundamento da sua força não duraria para sempre, pelo contrário, a profecia apontou para uma futura mudança de atitude da segunda besta: “mas falava como dragão” (Ap 13:11). “A ‘fala’ da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política”. (EGW, O Grande Conflito, p. 442).

Como fator agravante, a profecia ainda afirmou que os EUA exerceriam “toda a autoridade da primeira besta em nome dela” (Ap 13:12 – NVI). Algo inesperado e surpreendente deve ocorrer: a segunda besta que foi estabelecida sobre os pilares da liberdade civil e religiosa, desenvolveria o espírito de intolerância e perseguição da primeira besta, agora sim justificando o próprio símbolo profético (besta)! Para que isso se cumpra os EUA devem de alguma forma anular ou reinterpretar radicalmente sua própria Constituição que foi concebida sobre os fundamentos da liberdade civil e da liberdade religiosa.

O profeta João viu então a próxima ação da segunda besta: “Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada”. (Ap 13:12). Ou seja, os EUA deverão impor alguma lei (as leis são a “fala” da nação) cuja observância constituirá um ato de adoração ao papado. Como o sinal do poder de Roma é a observância do descanso dominical, é de esperar que os EUA, em algum momento, estabeleçam uma Lei Dominical obrigatória, cuja observância constituirá ato de adoração ao papado. “Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma”. (EGW, O Grande Conflito, p. 479).

Embora seja difícil aceitar que os EUA, paraninfo mundial da liberdade, um dia possam renunciar sua própria Constituição e decretar uma Lei Dominical, é bom lembrar que desde 1961, a Suprema Corte norte-americana entende que, leis dominicais por razões seculares não tem relação com o estabelecimento de religião e, portanto, não ferem a Primeira Emenda: “Em função da evolução das nossas Leis Dominicais [Sunday Closing Laws] ao longo dos séculos e de sua ênfase mais ou menos recente em considerações seculares, não é difícil compreender que quando escritas e administradas atualmente, a maior parte delas, pelo menos, são de caráter secular, e não religioso, e que, atualmente, elas não têm qualquer relação com o estabelecimento de religião. . .” (McGowan vs. Maryland, caso 366 U.S. 420, 444 -1961).

Roma sempre reconheceu que o dia de guarda bíblico é o sábado: “A palavra escrita de Deus ordena, de modo absoluto, repetitivo e o mais enfaticamente que o Seu culto seja observado no Sábado, o sétimo dia, ordem essa acompanhada da mais positiva ameaça de morte para com o transgressor”. (Catholic Mirror, 23/set/1893). Da mesma forma, assinala que a mudança para o domingo é uma criação da própria Igreja Católica: “O sábado cristão [domingo] é, por conseguinte, até esse dia, o filho reconhecido da Igreja Católica como esposa do Espírito Santo, sem uma palavra de protesto do mundo Protestante”. (Ibidem). E que essa mudança não tem base bíblica pode-se confirmar pela carta que o bispo Inácio de Antioquia, no começo do segundo século (por volta de 130 d.C.), escreveu aos fiéis de Filadélfia: “Alguns membros da comunidade se haviam separado do bispo porque consideravam necessário que se observasse o sábado... De fato, para provar que o sábado devia ser abolido em favor do domingo, Inácio de Antioquia não podia valer-se de nenhum testemunho escriturístico. O único argumento era que o domingo era o dia da ressurreição de Jesus.” (Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs, p. 711).

Na sequência da visão profética, João viu que a segunda besta influenciaria quase o mundo todo “dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu” (Ap 13:14). A palavra “imagem” (grego, eikon) significa semelhança, figura, estátua. Para determinar o que é a imagem da besta, é preciso entender a formação da própria besta.

“Quando se corrompeu a primitiva igreja, afastando-se da simplicidade do evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, perdeu o Espírito e o poder de Deus; e, para que pudesse governar a consciência do povo, procurou o apoio do poder secular. Disso resultou o papado, uma igreja que dirigia o poder do Estado e o empregava para favorecer aos seus próprios fins, especialmente na punição da 'heresia'... Foi a apostasia que levou a igreja primitiva a procurar o auxílio do governo civil, e isto preparou o caminho para o desenvolvimento do papado - a besta”. (EGW, O Grande Conflito, p. 443).

Como a imagem da besta é uma cópia da própria besta, essa imagem será formada da mesma maneira: "Assim a apostasia na igreja [protestante] preparará o caminho para a imagem da besta". (EGW, O Grande Conflito, p. 444).

"A fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela igreja para realizar os seus próprios fins”. Ibidem, p. 443.

“Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a inflição de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável”. Ibidem, p. 445.

“A história se repetirá. A religião falsa será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho, que não possui santidade alguma, será estabelecido como foi a estátua de Babilônia. A todas as nações, línguas e povos se ordenará que venerem esse falso sábado”. (EGW, Eventos Finais, p. 134).

sexta-feira, julho 24, 2015

A pregação política do papa Francisco pode ser a chave para os candidatos à presidência dos EUA

Para ser eleito em 1960, John F. Kennedy, um católico, foi forçado a dizer à nação que ele não aceitaria ordens do papa. Nas eleições de 2016, tal separação não será necessária. Com um número recorde de católicos aspirantes à Presidência e o descontroladamente popular Papa Francisco visitando a nação neste outono, muitos candidatos - católicos ou não - estão buscando maneiras de ligar-se à missão e visão deste pontífice argentino.

Os tempos mudaram. Com um vice-presidente católico, seis juízes católicos na Suprema Corte, um presidente da Câmara de Deputados católico, e um grande número de católicos no Congresso, a idade de ouro do catolicismo na política americana chegou. Isso teria sido inimaginável há apenas algumas décadas atrás. Kennedy foi o primeiro presidente católico. O irlandês católico Al Smith provavelmente perdeu a campanha de 1928 por causa de sua religião.

Esta ascendência dos católicos para a vanguarda da política americana só foi acelerada pelo inovador papado de Francisco. Sua viagem de setembro para os EUA será o principal evento das primárias presidenciais de 2016.


Os políticos e os candidatos estão provavelmente planejando como utilizar melhor a primeira viagem do pontífice aos EUA para levar adiante suas agendas. A viagem do papa Francisco não será sobre política, mas seria ingênuo ignorar as implicações políticas de uma visita durante a qual ele é esperado para promover sua recente encíclica sobre o cuidado com a criação de Deus, a obrigação religiosa para defender a dignidade dos imigrantes, dos pobres e dos não-nascidos, e o escândalo moral da desigualdade social e de uma economia que mata.

O auge político da viagem será o seu discurso ao Congresso dia 24 de setembro.


[...]

Fonte: Time

NOTA: "São de grande alcance os planos e modos de operar da Igreja de Roma. Emprega todo expediente para estender a influência e aumentar o poderio, preparando-se para um conflito feroz e decidido a fim de readquirir o domínio do mundo, restabelecer a perseguição e desfazer tudo que o protestantismo fez... Os homens cerram os olhos ao verdadeiro caráter do romanismo, a aos perigos que se devem recear com a sua supremacia. O povo necessita ser despertado a fim de resistir aos avanços deste perigosíssimo inimigo da liberdade civil e religiosa". O Grande Conflito, p. 565 e 566.

sábado, fevereiro 07, 2015

Papa Francisco vai discursar no Congresso dos EUA

O papa Francisco vai discursar diante das duas câmaras do Congresso norte-americano a 24 de setembro, no âmbito de uma visita aos Estados Unidos, anunciou hoje o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner.

Francisco será o primeiro papa na história a dirigir-se às duas câmaras do Congresso norte-americano (Câmara dos Representantes e Senado).

"Nesse dia, sua santidade será o primeiro papa na história a dirigir-se a uma sessão conjunta do Congresso", afirmou Boehner, em declarações aos jornalistas no Capitólio, sede do Congresso.

"Estamos agradecidos que o santo padre tenha aceitado o nosso convite e certamente ansiosos para receber a sua mensagem em nome do povo americano", acrescentou.

O convite estava a ser considerado pelo Vaticano há cerca de um ano.

Boehner, juntamente com a líder democrata da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi, endereçaram o convite em março.

O papa Francisco confirmou no ano passado que ia visitar os Estados Unidos em setembro deste ano para participar num encontro mundial das famílias, que vai decorrer em Filadélfia.

Nancy Pelosi afirmou que os legisladores norte-americanos estão "honrados e muitos felizes pelo facto do papa Francisco, o primeiro pontífice nascido nas Américas, ter aceitado o convite".

O pontífice oriundo da Argentina "renovou a fé dos católicos em todo o mundo e inspirou uma nova geração de pessoas, independentemente da sua filiação religiosa, a serem instrumentos de paz", acrescentou a democrata.

Durante a visita ao território norte-americano, Francisco vai celebrar uma missa, a 27 de setembro, na maior e mais central avenida de Filadélfia, a Benjamin Franklin Parkway.

Francisco será o quarto papa a visitar os Estados Unidos.

NOTA: Algo impensável vai acontecer. Os EUA vão abrir sua casa de leis para ouvir o chefe da instituição que no passado foi perseguidora e inimiga da liberdade. Seguindo as pegadas de Roma os EUA estão negando seu próprio passado e tornando-se parecidos com ela... A crise final está próxima... 

terça-feira, maio 06, 2014

EUA mais perto de um Estado policial

Os militares dos Estados Unidos, sob a autoridade presidencial, podem prender, sequestrar e deter por tempo indefinido, sem acusação formal — ou sem o devido processo — qualquer cidadão americano que represente uma ameaça à segurança nacional”. Esse entendimento, exposto em uma decisão de um tribunal federal de recursos dos EUA recentemente, foi confirmado pela Suprema Corte do país, de uma forma indireta. Na segunda-feira (28/4), a Suprema Corte se recusou a julgar um recurso contra a decisão do tribunal inferior, o que equivale a mantê-la, noticiam o site WND, a agência Reuters e outras publicações.

Há anos, o fato de a CIA e os militares americanos prenderem suspeitos que representam qualquer tipo de ameaça aos EUA em outros países, e de levá-los para Guantánamo Bay ou outras prisões secretas em vários lugares do mundo, nunca incomodou muito a maioria da população americana. Mas, agora, qualquer americano pode amargar o mesmo remédio dentro de casa — culpado ou inocente, como no caso dos estrangeiros.

Com essa decisão da Justiça, as discussões na comunidade jurídica passaram a girar em torno do conceito de “estado policial”, em que os militares e os órgãos de segurança exercem o poder de polícia sobre a população, sem comprometimento com os princípios do “estado de Direito”.

Não se espera que o Judiciário se mantenha alheio à tentativa do Congresso e do presidente de “estabelecer a base jurídica para o estabelecimento do estado policial e a subjugação da cidadania americana, através da ameaça de prisão e detenção por tempo indefinido, sem direito a advogado, sem direito a confrontar os acusadores e sem o direito a julgamento”, escreveu à corte um grupo de advogados.

Na opinião dos advogados que representaram os demandantes, a decisão dos tribunais superiores coloca em risco os direitos fundamentais de qualquer “criador de caso” (como jornalistas) que, segundo as autoridades federais, possam ter qualquer envolvimento com “terroristas”.

O processo em questão foi movido por um grupo de pessoas e diversas organizações, sob a liderança do jornalista Chris Hedges, um ex-repórter do New York Times, que ganhou um Prêmio Politzer em 2002 por seus trabalhos na “cobertura do terrorismo global”, e a jornalista investigativa islandesa Kristinn Hrafnsson, porta-voz da Wikileaks, alegam que as autoridades federais podem prendê-los a qualquer tempo, por exercer seus direitos constitucionais de informar.

Entre os demandantes também estão nomes conhecidos por suas obras e por sua luta em favor das liberdades individuais, como Daniel Ellsberg, Jennifer Bolen, Noam Chomsky, Alex O’Brien, Kai Warg All e Brigitta Jonsottir, além de alguns parlamentares. E há uma grande variedade de organizações que não têm qualquer relação umas com as outras, nem mesmo de posicionamento político.

Todos buscaram a Justiça na esperança de conseguir uma declaração de inconstitucionalidade da Lei de Autorização da Defesa Nacional. Essa lei especifica o orçamento e as despesas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, mas também traz outros dispositivos, como o de conferir autoridade aos militares para exercer determinadas ações relativas à segurança nacional.

A lei é reeditada pelo Congresso todos os anos. A edição de 2014 foi aprovada no Senado em um momento em que o país estava distraído com um escândalo, depois de passar, quase sem ser notada, pela Câmara dos Deputados.

A lei não se refere a americanos como “terroristas”. Usa a expressão “extremistas domésticos”, um neologismo que ameniza a terminologia mais dura, para não deixar a impressão que os EUA têm terroristas. Mas condena explicitamente aqueles que se associarem a terroristas ou darem qualquer suporte a organizações terroristas.

Como a lei é vaga, ela é descrita como uma “espada de Dâmocles” sobre a cabeça de qualquer americano que ameace a segurança nacional. Pode ser, por exemplo, um cidadão que divulgue informações ou documentos que coloquem o governo americano em maus lençóis — como o que fez Edward Snowden, o ex-agente de segurança que divulgou milhares de documentos oficiais da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA.

“É uma lei claramente inconstitucional”, disse Hedges aos jornais.



“É um enorme e grave assalto à democracia. Ela subverte 200 anos da legislação que mantém os militares fora das políticas domésticas do país”.

“A Suprema Corte não teve coragem de confrontar o Congresso e o governo para proteger os cidadãos americanos contra detenção militar. O governo ganhou e, assim, criou um momento trágico para o povo americano. Algum dia isso será visto como uma vergonha para a Suprema Corte”, disse o presidente do Instituto Rutherford, John Whiteehad.

Há precedentes de detenção em massa. Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, o governo dos EUA prendeu e colocou em campos de concentração milhares de japoneses-americanos. E fez isso com as bênçãos da Suprema Corte, no caso Korematsu v. United States.

Para os críticos da lei, o governo Obama pode negar que haverá prisões indiscriminada de cidadãos americanos, porque a história mostra que o governo americano não é avesso a fazer isso.

sexta-feira, março 28, 2014

Obama encontra-se com o papa Francisco no Vaticano

O Papa Francisco e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniram-se, esta quinta-feira [27], no Vaticano, durante 50 minutos e discutiram o direito à vida, tráfico humano e conflitos mundiais.

A reunião durou mais do que a habitual conversa de meia hora entre o papa e os chefes de Estado e de Governo que o visitam.

Depois de trocarem prendas, Obama e Francisco saudaram-se com um longo aperto de mão, ainda que o Papa sempre tenha mantido um semblante sério.

A reunião começou às 10:30h (hora local), tendo o Papa recebido Obama na sala do "Tronetto", junto à biblioteca privada.

"É maravilhoso conhecê-lo", afirmou Obama a Francisco, que respondeu "bem-vindo, senhor Presidente".

Obama enviou saudações da sua família ao Papa, referindo que a última vez que esteve no Vaticano visitou o seu antecessor, Bento XVI, tendo sido acompanhado pela mulher e filhas.

"Houve uma conversa sobre questões de particular relevância sobre a Igreja naquele país (EUA), como o exercício dos direitos de liberdade religiosa, da vida e da objeção de consciência", refere um comunicado do Vaticano.

O Papa defendeu o direito dos médicos que se recusam a realizar abortos nos Estados Unidos.

Obama e o Papa Francisco concordaram, durante a reunião, sobre um "compromisso comum" para erradicar o tráfico humano e discutiram a reforma da imigração nos Estados Unidos.

Os dois chefes de Estado sublinharam a necessidade do direito internacional ser respeitado em zonas de conflito em todo o mundo e uma "solução negociada entre as partes envolvidas" nestes conflitos, refere o comunicado do Vaticano, que não menciona que conflitos foram abordados na reunião.

O Papa presenteou Obama com a sua primeira exortação apostólica, "Evangelii Gaudium" (a alegria do evangelho), publicada a 26 de novembro, e um medalhão que representa o "anjo da paz", como o próprio Francisco explicou a Obama.

O presidente norte-americano disse que o texto iria dar-lhe força em situações vividas no Salão Oval e pediu ainda ao papa para rezar por ele e sua família.

Obama entregou ao Papa uma caixa em couro e madeira com sementes de frutas e legumes dos jardins da Casa Branca, para serem plantadas nos jardins da residência de verão de Francisco, em Castel Gandolfo.

"Se tiver a oportunidade de vir à Casa Branca, conhecerá os jardins", disse Obama, a que o Papa respondeu em espanhol: "porque não?".


Fonte: Jornal de Notícias 

No dia em que manteve o primeiro encontro no Vaticano com o Papa Francisco, Barack Obama deu uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Serra onde pediu ao mundo que "ouça a voz do Papa". Sobretudo nas questões relacionadas com a pobreza e com as injustiças criadas pelo fosso entre ricos e pobres, já que noutras temáticas - como a contracepção e o aborto - não é possível encontrar consensos.

Fonte: Económico 

NOTA: É o 27º encontro de um presidente norte-americano com o bispo de Roma. Atualmente os EUA são vassalos do Vaticano porque o protestantismo se apostatou e se deixou levar pelos encantos diplomáticos da Santa Sé, a qual não mudou nada na sua essência. Os EUA, pelo contrário, estão flertando com a união de Igreja/Estado (especialmente a ala fundamentalista/republicana) seguindo as pegadas de Roma. Obama é mais uma marionete nas mãos do Vaticano e dos banqueiros mundiais. E apesar da sua ideologia "progressista" (leia-se marxista) tem como conselheiros mais próximos líderes formados nos maiores colégios jesuítas da América.