Recentemente, divulgou-se a opinião sobre o futuro da política de drogas no Brasil do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defende maior liberdade de uso da maconha. Fernando Henrique disse que um mundo sem drogas é inimaginável, expressando a visão da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia. Ao alegar que a sociedade conviverá sempre com as drogas, defende com uma clara distorção da racionalidade a ideia de que isso deveria tornar os usuários imunes ao sistema criminal. Teríamos uma inovação na área dos direitos humanos, na qual todos nós deveríamos ter o direito de continuar usando drogas ilícitas, independentemente das consequências negativas para o indivíduo e para a sociedade. Por essa visão, seria um abuso dos direitos individuais qualquer constrangimento ao uso de drogas.
No Brasil, a lei que regula o consumo de substâncias (Lei nº 11.343/2006) trouxe mudanças significativas, com menor rigor penal para o usuário. Ainda não se sabe se produziu alguma diminuição do consumo de drogas. Todas as evidências indicam o contrário. Em relação à maconha e à cocaína, somos um dos poucos países do mundo onde o consumo está aumentando. No mínimo, essa nova lei não impediu esse aumento. Estamos com maior liberdade para usar drogas, mas os usuários continuam tão desinformados e desassistidos de tratamento quanto antes.
A defesa do direito ao uso de drogas é uma visão por demais simplista e não leva em consideração a complexidade do uso de substâncias, em particular as modificações que o uso de drogas provoca no sistema nervoso central. Parte-se do princípio de que todos os usuários de drogas teriam plenas capacidades de decidir sobre o seu consumo. Não podemos afirmar que todos os que usam drogas estejam comprometidos quanto ao seu julgamento, mas podemos argumentar que uma parte significativa dos usuários apresenta diminuição de sua capacidade de tomar decisões.
As drogas que produzem dependência alteram a capacidade de escolher quando, quanto e onde usar. É ilusório pensar que um dependente químico tenha total liberdade sobre o seu comportamento e possa decidir plenamente sobre a interrupção do uso. É por isso que os dependentes persistem no comportamento, com grandes prejuízos individuais, para sua família e para a sociedade.
Se, por um lado, a opinião de Fernando Henrique carece de legitimidade com relação aos direitos humanos básicos, pois não existe um direito ao uso de drogas ilícitas, por outro, temos aspectos do debate que não foram mencionados. Por exemplo: existe uma relação entre saúde e direitos humanos. As Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde desenvolveram recentemente o conceito de que todos deveriam ter o direito ao mais alto padrão de saúde possível (right to the highest attainable standard of health). É um conceito relativamente novo, com não mais de dez anos. Afasta-se de declarações vagas sobre saúde e responsabiliza a sociedade e o sistema de saúde pela implementação de políticas que garantam a qualidade dos cuidados.
Recentemente o Estado de São Paulo deu um bom exemplo de garantia do mais alto padrão de saúde possível ao proibir o fumo em todos os ambientes fechados. O que se garantiu nessa nova lei não foi o direito de fumar, mas o direito de a maioria da população ser preservada do dano da fumaça. Mesmo os fumantes têm o seu direito a um mais alto padrão de saúde garantido ao ser estimulado a fumar menos. Esse foi um exemplo de como é possível termos intervenções governamentais que preservem o direito à saúde e ao mesmo tempo sinalizem uma intolerância ao consumo de uma droga que mata um número substancial de cidadãos.
Experiências de sucesso em outros países apontam na direção de combinar estratégias, do setor de Justiça com o setor educacional e de saúde, para que se obtenham melhores resultados. Leis que sejam respeitadas e fiscalizadas tendo como objetivo o bem comum. A Lei Seca, que proíbe o beber e dirigir, identifica o indivíduo e impõe sanções, também pode ser um exemplo, pelo número de vidas salvas até o momento. O fato de se criar uma intolerância com o fumar ou com o beber e dirigir em nenhum momento produziu desrespeito aos cidadãos que fumam ou bebem.
No Brasil não temos uma política de prevenção do uso de drogas. Deixamos os milhões de crianças e adolescentes absolutamente sem nenhum tipo de orientação sobre prevenção do uso de substâncias. Fornecemos muito mais informações sobre o meio ambiente do que com os cuidados de saúde. Temos uma boa política de prevenção ambiental, mas não temos com relação às drogas. Não temos um sistema de tratamento compatível com a magnitude do problema, deixando milhares de usuários completamente desassistidos.
O tema proposto por Fernando Henrique Cardoso é importante, traz a oportunidade de debatermos que tipo de política construir para a próxima geração. Queremos uma sociedade em que o uso de drogas seja um direito adquirido? Ou queremos uma sociedade muito mais ativa, em que o sistema de Justiça funcione em sintonia com os sistemas de saúde e educacional e possamos criar ações baseadas em evidências científicas para diminuir o custo social das drogas?
Talvez um mundo sem drogas jamais exista. Como também não existirá um mundo sem crimes ambientais ou sem violações dos direitos humanos. Isso, no entanto, não é desculpa para descartar o ideal e continuar a lutar pelo objetivo de um mundo melhor. Tolerar as drogas, banalizar o seu consumo não é a melhor opção para uma sociedade que valorize a saúde e os melhores valores de respeito à dignidade humana.
Ronaldo Laranjeira, professor titular de Psiquiatria da Unifesp, é coordenador do Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas (Inpad) do CNPq
Fonte: Estadão, 28 de setembro de 2009.
segunda-feira, setembro 28, 2009
quinta-feira, setembro 24, 2009
Ensaio para a lei marcial
Comentário de Jesse Woodrow sobre a "Conferência Internacional da Gripe Suína", realizada em Washington D. C., em 19-21 de agosto.
quarta-feira, setembro 23, 2009
Solução simples para o aquecimento global
O movimento 10:10 apoiado pelo Guardian é uma maneira maravilhosa de capacitar as pessoas comuns a participar do grande movimento de mitigar o aquecimento global. Nós não podemos esperar até que os governos estejam iluminados o suficiente para legislar e superar as emissões de carbono. As questões são urgentes. Temos que agir agora, sem qualquer atraso. O poder da opinião pública e da ação popular terá um forte impacto sobre a conferência sobre o clima a decorrer em Copenhagem.Uma coisa que podemos facilmente fazer para alcançar este objetivo: podemos declarar o domingo um dia livre de combustível fóssil ou um dia de baixo carbono ou, pelo menos um dia de economia de energia. Podemos começar esta semana, este mês ou em 2010. Podemos começar individualmente e coletivamente. A longa viagem para reduzir as emissões de dióxido de carbono pode começar aqui e agora. Há não muito tempo o domingo era usado para ser um dia de descanso, um dia de renovação espiritual, um dia para as famílias se reunirem, mas mudamos o domingo de um dia de descanso para um dia de compras, vôos e direção de carros. No entanto, no contexto das emissões excessivas de dióxido de carbono na atmosfera, que estão trazendo transformações catastróficas, podemos e devemos restaurar o domingo para ser um dia de Gaia, um dia para a Terra. [grifo acrescentado]
Não haverá grandes dificuldades em reduzir o uso de todos os não-essenciais e não-urgentes combustíveis fósseis para um dia por semana. Podemos facilmente fechar supermercados, lojas e postos de gasolina. Podemos reduzir a nossa mobilidade ao estritamente necessário e sem prejudicar a economia de qualquer forma. Podemos desfrutar o domingo, mais uma vez, com a nossa família e amigos. Podemos participar de jardinagem, escrever, pintar, caminhar, fazer pão ou simplesmente passar o tempo na contemplação. Isto será bom para a nossa saúde pessoal, bem como para a saúde do planeta. Teremos tempo para nossos amigos, tempo para brincar com os nossos filhos e tempo para a família. De repente podemos reduzir 10% das nossas emissões de carbono na atmosfera fazendo do domingo um dia de baixo carbono e ao mesmo tempo, tornar-nos mais saudáveis e felizes. Então, vamos fazer do domingo um dia de descanso e renovação, em vez de um dia de viagem e trabalho.
O aquecimento global ou as mudanças climáticas são apenas um sintoma do nosso profundo desejo de consumir, consumir e consumir. O problema externo das emissões de carbono está relacionada com o problema interno do desejo. Se ficarmos numa corrida exaustiva 24 horas, sete dias por semana, somos obrigados a poluir o nosso espaço interior, bem como o espaço exterior. A velocidade é a maldição da civilização moderna. A solução para o aquecimento global é simples: diminuir o ritmo. Devagar é bonito. Mesmo se não podemos diminuir todo dia, pelo menos, desacelerar no domingo.
Se você é um cristão então o domingo lento deve ser natural para você, se você é um muçulmano, faça da sexta-feira seu dia de baixa emissão de carbono, se você é judeu, então o sábado pode ser o seu dia para economizar energia, se você seguir uma forma secular de vida, então escolha o seu próprio dia de carbono-livre. Pelo menos no domingo, nós podemos ser cidadãos e não consumidores.
Fonte: Guardian
NOTA: Bingo! Há dois anos e meio o blog Minuto Profético alertou seus leitores de que esse dia chegaria. E chegou! A ligação entre a suposta "crise" do aquecimento global e o descanso dominical obrigatório era óbvio demais para passar desapercebida. A adoração luciferiana (através da guarda do domingo - dia de Gaia) será imposta ao mundo mediante legislação civil conforme o apocalipse já havia revelado. O que no texto acima é apenas sugestão, logo se transformará em obrigação legal. O verdadeiro dia de guarda - o sábado do sétimo dia - será pisado pelo mundo. De que lado você vai ficar?
"Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a tua lei está sendo violada" (Sl 119:126).
terça-feira, setembro 22, 2009
Fim das liberdades se aproxima
Um canal de Tv do estado de Massachusetts (EUA) exibe matéria sobre a aprovação da lei de segurança que obriga todos os cidadãos a vacinar-se contra a gripe suína, ou pagar multa ou até mesmo ser preso! Será esse um ensaio do que está para acontecer em breve na crise final? Deus tenha misericórdia de nós...
segunda-feira, setembro 21, 2009
ECOmenismo: lavagem cerebral
Mais duas notícias que demonstram o ECOmenismo em ação:
1) O movimento global Tic Tac Tic Tac, lançou uma peça publicitária (mistura de evolucionismo com ECOmenismo) para forçar a opinião pública a uma ação global contra as mudanças climáticas (aqui)...
2) O filme-documentário "A Era da Estupidez", será lançado amanhã para converter os restantes daqueles que ainda não se renderam ao movimento ECOmênico...
E as liberdades cada vez mais ameaçadas e o fim cada vez mais próximo...
Quem viver verá...
1) O movimento global Tic Tac Tic Tac, lançou uma peça publicitária (mistura de evolucionismo com ECOmenismo) para forçar a opinião pública a uma ação global contra as mudanças climáticas (aqui)...
2) O filme-documentário "A Era da Estupidez", será lançado amanhã para converter os restantes daqueles que ainda não se renderam ao movimento ECOmênico...
E as liberdades cada vez mais ameaçadas e o fim cada vez mais próximo...
Quem viver verá...
Ecumenismo intolerante
Católicos, evangélicos, muçulmanos, judeus e, principalmente, seguidores de religiões de origem afro se reuniram na Praia de Copacabana ontem durante a 2ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. Cerca de 80 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, tomaram quase um quilômetro da orla.
Participaram do evento o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos; o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso; além de representantes dos estados e da Nigéria. Marcada para as 10h, a manifestação atrasou quatro horas para esperar o grupo de judeus, que estava na sinagoga.
Para representar a unidade entre as religiões, o sucesso evangélico ‘Faz um Milagre em Mim’, de Regis Danese, foi cantado em iorubá pelo sacerdote do candomblé Babá Òguntundelewa.
“Votamos o estatuto da Igualdade Racial para dignificar, sobretudo, as religiões afrodescendentes. Mas o governo federal apoia todos os segmentos religiosos”, defende o ministro Edson Santos.
Segundo a coordenadora da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Rosiane Rodrigues, o ato tem o objetivo de alertar para os malefícios da discriminação religiosa. “Não há nada pior do que o fundamentalismo. Todas as religiões estão aqui, menos os neopentecostais”, critica ela.
Representando a Arquidiocese do Rio, o padre Fábio Luiz considerou o ato importante para concretizar o discurso de paz e tolerância pregado pelas religiões. “Temos que viver isso e combater a mentalidade intolerante”, declara.
Fonte: O Dia
Fotos: O Globo
NOTA: É um vício que sempre costuma se repetir - em nome da tolerância age-se de forma intolerante. A liberdade religiosa é algo louvável, porém, não quando invocada para fins ecumênicos, até porque diversos segmentos não apóiam o ecumenismo...
Participaram do evento o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos; o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso; além de representantes dos estados e da Nigéria. Marcada para as 10h, a manifestação atrasou quatro horas para esperar o grupo de judeus, que estava na sinagoga.
Para representar a unidade entre as religiões, o sucesso evangélico ‘Faz um Milagre em Mim’, de Regis Danese, foi cantado em iorubá pelo sacerdote do candomblé Babá Òguntundelewa.
“Votamos o estatuto da Igualdade Racial para dignificar, sobretudo, as religiões afrodescendentes. Mas o governo federal apoia todos os segmentos religiosos”, defende o ministro Edson Santos.
Segundo a coordenadora da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Rosiane Rodrigues, o ato tem o objetivo de alertar para os malefícios da discriminação religiosa. “Não há nada pior do que o fundamentalismo. Todas as religiões estão aqui, menos os neopentecostais”, critica ela.
Representando a Arquidiocese do Rio, o padre Fábio Luiz considerou o ato importante para concretizar o discurso de paz e tolerância pregado pelas religiões. “Temos que viver isso e combater a mentalidade intolerante”, declara.
Fonte: O Dia
Fotos: O Globo
NOTA: É um vício que sempre costuma se repetir - em nome da tolerância age-se de forma intolerante. A liberdade religiosa é algo louvável, porém, não quando invocada para fins ecumênicos, até porque diversos segmentos não apóiam o ecumenismo...
Uma droga chamada açúcar
A revista Veja desta semana traz como matéria de capa reportagem sobre os males do açúcar. Leia aqui alguns trechos: "O açúcar começa a ser considerado um vilão da saúde humana, um veneno tão prejudicial que merece ser tratado com o mesmo rigor empregado contra – suprema decadência! – o tabaco. Está mais perto o dia em que um pacote de açúcar trará a inscrição: 'O Ministério da Saúde adverte: este produto é prejudicial à saúde.' O açúcar, em suas várias formas, é o grande promotor da obesidade, mas seus níveis altos no sangue podem ser associados a quase todas as moléstias degenerativas, do ataque cardíaco ao derrame cerebral e ao diabetes. Existem suspeitas científicas sérias de que o açúcar possa até ser uma das causas de alguns tipos de câncer. Na lista, está o câncer de pâncreas, o mesmo que matou o ator Patrick Swayze aos 57 anos na semana passada. Em Harvard, pesquisadores acompanharam 89.000 mulheres e 50.000 homens e descobriram que os refrigerantes podem aumentar o risco de câncer de pâncreas em mulheres, só em mulheres. Antes que os homens se sintam premiados pela natureza, outro estudo, que examinou 1.800 doentes, sugere que uma dieta açucarada pode aumentar o risco de câncer do intestino grosso em homens, só em homens."Mas, se o açúcar, como o tabaco, subir ao patíbulo, o refrigerante se tornará o cigarro da vez. Nos Estados Unidos, já há um movimento, incipiente mas sólido, integrado pelos cientistas mais reputados do país, contra o consumo de refrigerante. Os estados de Nova York e do Maine discutiram a possibilidade de cortar seu consumo a golpes de imposto. Em Nova York, o governador David Paterson propôs uma alíquota de 18%, mas recuou depois de perceber a má vontade dos parlamentares e a força do lobby do açúcar, cujo poder é lendário na política americana. Recentemente, um artigo publicado no New England Journal of Medicine causou furor ao defender uma taxa punitiva sobre os refrigerantes. A repercussão se deveu à assertividade do artigo – que sugere tratar o açúcar como se tratou o tabaco – e à identidade de seus autores. Um é Kelly Brownell, renomado epidemiologista da Universidade Yale. O outro é Thomas Frieden, que, trabalhando na prefeitura de Nova York, liderou o combate à gordura trans e fez 300.000 nova-iorquinos largar o cigarro. Agora, Frieden assessora o presidente Barack Obama como cabeça do CDC, órgão que cuida do controle e da prevenção de doenças.
"Fechando o cerco, o professor Walter Willett, uma sumidade acadêmica que chefia o departamento de nutrição da escola de saúde pública de Harvard, lidera o lobby para convencer a indústria a adotar uma fórmula de refrigerante menos prejudicial à saúde. Quer que cada latinha ou garrafa tenha, no máximo, 50 calorias, o equivalente a três colheres de chá de açúcar. Uma lata de refrigerante normalmente tem 150 calorias, o equivalente a dez colheres de chá de açúcar. Um adulto que bebe uma lata com 150 calorias por dia pode chegar ao fim de um ano quase 7 quilos mais gordo. Elegantemente, Willett declarou: 'Quando um adulto se acostuma a comer tudo doce, fica difícil apreciar a doçura suave de uma cenoura ou uma maçã.' No mês passado, outro golpe duríssimo. Pela primeira vez na história, a American Heart Association, a entidade dos cardiologistas, divulgou limites específicos para o consumo de calorias de açúcar. Surpreendentemente, definiu níveis inferiores aos comumente recomendados. As mulheres não devem consumir mais que 100 calorias de açúcar por dia, o que corresponde a pouco mais de seis colheres de chá de açúcar. Para os homens, o limite diário é de 150 calorias, ou dez colheres.
"Os EUA são a barricada mais potente contra o açúcar do refrigerante, mas não a única. A Inglaterra e a França estão proibindo a propaganda de refrigerantes na televisão. No México, onde a obesidade cresce num ritmo assustador, o refrigerante está sendo banido das escolas. Na Alemanha e na Bélgica, a proibição vale até para o comércio nas imediações das escolas. Na Irlanda, celebridades não podem fazer comerciais de refrigerantes dirigidos ao público infantil. O açúcar e a obesidade que dele advêm são um problema em todo o planeta, inclusive no Brasil. Examinando dados relativos a 2005, a Organização Mundial de Saúde estimou que 1,6 bilhão de seres humanos estejam acima do peso e 400 milhões, obesos. (...)
"Obviamente, há diferenças entre o açúcar e o tabaco em termos de agressão ao organismo. A começar pelo fato de que nunca precisamos de tabaco para viver, mas necessitamos de açúcar – embora nos baste o açúcar encontrado naturalmente nas frutas, no leite e no mel, nos legumes e temperos. Do ponto de vista exclusivo do funcionamento metabólico humano, é inteiramente desnecessário o açúcar que se adiciona a alimentos e bebidas, sucos, bolos, balas, doces, pudins, chocolates e a uma infinidade de produtos que nem desconfiamos conter açúcar, como cerveja e massa de tomate. Como tudo o que é desnecessário ao metabolismo, o açúcar em excesso faz mal à saúde. (...)
"Teme-se que, pela primeira vez desde a guerra civil (1861-1865), a expectativa de vida [dos norte-americanos] caia devido às mortes por obesidade. A estatística é tenebrosa: 34,3% dos americanos com 20 anos ou mais estão obesos. Entre as crianças de 6 a 11 anos, que bebem hoje mais refrigerante do que leite, a incidência chega a 17%. No Brasil, a situação é menos grave, mas preocupa (veja a tabela).
"O refrigerante não virou o alvo número 1 do cerco ao açúcar apenas por causa do alto consumo. Há pesquisas mostrando que a ingestão de caloria em forma líquida pode ser mais prejudicial à saúde que a de caloria de alimentos sólidos. Por motivos ainda desconhecidos, a caloria em forma líquida dribla o radar do apetite humano e retarda a sensação de saciedade, o que nos leva a comer mais, e engordar. (...)
"O resultado é uma devastação, porque um mal provoca outro, que por sua vez provoca um terceiro, colocando em movimento um carrossel que pode incluir cárie dentária, hipertensão, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, falência renal, cegueira, doenças nervosas, amputações – e algo como seis a sete anos de vida a menos. (...)"
Fonte: Michelson Borges
terça-feira, setembro 15, 2009
Terrorismo publicitário
Problemas ambientais? Certamente existem, dentre os quais o aquecimento global provocado pelos gases de efeito estufa não é nem o principal, nem tão pouco 100% verdadeiro. Por trás do atual discurso ambientalista há grandes interesses políticos-religiosos que visam destruir as liberdades civis e impor uma ditadura mundial (algo profetizado em apocalipse 13:15-17). Esse ECOmenismo está usando o medo como arma política para provocar mudanças planejadas através do "efeito manada" - levando todos a seguirem para uma única direção desejada. Prova disso é a peça publicitária abaixo encomendada pela ong WWF Brasil a uma das maiores agências publicitárias do país.
Saiba mais: "Ambientalismo: arrombando consciências".
Saiba mais: "Ambientalismo: arrombando consciências".
segunda-feira, setembro 14, 2009
sexta-feira, setembro 11, 2009
Papa convida a descobrir dimensão religiosa da ecologia
Bento XVI fez um convite, nesta quinta-feira, a descobrir a dimensão espiritual e religiosa da defesa do ambiente e da natureza.
[...]
"Neste sentido, é oportuno recordar mais uma vez a estreita relação que existe entre o cuidado do meio ambiente e o respeito às exigências éticas da natureza humana, já que quando se respeita a ecologia humana na sociedade, também a ecologia ambiental se beneficia", continuou explicando o Papa.
Fonte: Zenit
NOTA Diário da Profecia: Na "ética da natureza humana", expressa referência temos à lei natural (leia-se mandamentos católicos), onde se encaixa com facilidade o já conclamado pelo pontífice, "sentido ecológico do domingo".
[...]
"Neste sentido, é oportuno recordar mais uma vez a estreita relação que existe entre o cuidado do meio ambiente e o respeito às exigências éticas da natureza humana, já que quando se respeita a ecologia humana na sociedade, também a ecologia ambiental se beneficia", continuou explicando o Papa.
Fonte: Zenit
NOTA Diário da Profecia: Na "ética da natureza humana", expressa referência temos à lei natural (leia-se mandamentos católicos), onde se encaixa com facilidade o já conclamado pelo pontífice, "sentido ecológico do domingo".
Mundo passará por resfriamento global
"Eu não pertenço ao time dos céticos." Em princípio, não haveria motivos pelos quais Mojib Latif começasse assim sua apresentação durante a Conferência Mundial do Clima, realizada pela ONU em Genebra, na Suíça.Afinal de contas, ele não estava fazendo uma apresentação para mais de 1.500 dos principais cientistas do clima do mundo todo por acaso - ele próprio é um dos autores diretos dos estudos feitos pelo IPCC, o órgão da ONU que vem alertando há anos sobre o aquecimento global e a participação do homem nesse aquecimento.
Ser considerado um cético, nesse caso, significa não concordar com as conclusões dos estudos feitos pelo IPCC, seja uma discordância total ou mesmo parcial. E, ao longo dos anos, à medida que mais e mais cientistas "aderiam" às conclusões dos estudos patrocinados pela ONU, contrariar essas conclusões passou a ser encarado como uma postura política, na qual os argumentos científicos foram deixando rapidamente de serem importantes.
Latif, aparentemente temendo ser relegado ao "ostracismo científico" reservado a quem tem ousado desafiar a postura oficial, achou melhor se antecipar a qualquer acusação.
E não é para menos. As conclusões que ele iria apresentar a seguir, baseadas nos seus estudos mais recentes, aparentemente contrariam tudo o que o IPCC tem divulgado.
Segundo Latif, "nos próximos 10 ou 20 anos", uma tendência de resfriamento natural da Terra irá se sobrepor ao aquecimento causado pelos humanos. Se ele estiver correto, o mundo está no limiar de um período de uma ou duas décadas de resfriamento global. Somente depois, diz o cientista, é que o aquecimento global se fará novamente observável.
O resfriamento seria causado por alterações cíclicas naturais nas correntes oceânicas e nas temperaturas do Atlântico Norte, um fenômeno conhecido como Oscilação do Atlântico Norte (NAO - North Atlantic Oscillation).
Opondo-se ao que hoje pode ser considerado a ortodoxia das mudanças climáticas e do aquecimento global, o pesquisador do IPCC afirmou que os ciclos oceânicos foram provavelmente os grandes responsáveis pela maior parte do aquecimento registrado nas últimas três décadas. E, agora, o NAO está se movendo rumo a uma fase mais fria.
Os dados sobre os ciclos naturais oceânicos são suficientes para explicar todas as recentes variações nas monções na Índia, nos furacões do Atlântico, o degelo no Ártico e vários outros eventos.
E Latif não está sozinho em suas conclusões contestadoras. Vicky Pope, do Serviço Meteorológico do Reino Unido, lançou uma torrente de água gelada na estrela mais recente dos defensores do aquecimento global antropogênico: a redução da camada de gelo do Ártico.
Segundo ele, a perda dramática de gelo na cobertura do Ártico é parcialmente um produto de ciclos naturais, e não do aquecimento global. Relatórios preliminares sugerem que o degelo neste ano já é muito menor do que foi em 2007 e 2008.
"As pessoas vão dizer que isso significa o fim do aquecimento global. Mas nós temos que faz esses questionamentos nós mesmos, antes que outras pessoas os façam," defendeu-se novamente Latif.
O reconhecimento da importância dos fatores naturais sobre tantos eventos antes atribuídos ao aquecimento global causado pelo homem equivale a assumir que os modelos climáticos não são tão bons quanto se desejaria para predizer eventos de curto prazo.
"Em muitos sentidos, nós sabemos mais sobre o que irá acontecer em 2050 do que no próximo ano," admite Pope.
A afirmação tem mais sentido do que possa parecer à primeira vista. Os modelos climáticos, a grosso modo, são projeções estatísticas a partir de eventos passados. Isso os torna adequados para prever tendências, embora haja muito menos certeza sobre um ponto específico na curva de projeção - vale dizer, sobre a previsão para um ano específico.
Mas isto não alivia muito as coisas. Os modelos do IPCC têm sido alvo de uma sequência de críticas (1, 2, 3) que podem minar muito mais a credibilidade das recomendações do órgão do que de suas conclusões científicas.
A rigor, a descoberta de inconsistências e incompletudes nos modelos climáticos é algo mais do que previsível e verdadeiramente faz parte do desenvolvimento do trabalho científico. Nenhum cientista jamais defenderia que esses modelos sejam completos ou acabados. Na verdade, essas críticas e defeitos são até mesmo desejáveis, na medida que demonstram que o conhecimento está fazendo progressos.
O grande problema é que esses modelos e seus resultados têm sido rotineiramente apresentados como fatos definitivos ao grande público, principalmente através do que se convencionou chamar de "catastrofismo climático" - uma série de projeções alarmistas, feitas por cientistas, que têm chegado ao noticiário mas que pouco têm a ver com ciência.
O próprio fato do IPCC apresentar projeções para o ano 2100 sempre foi alvo de críticas dentro da comunidade científica, já que nenhum outro campo das ciências se atreveria a tanto. E o campo específico da meteorologia sempre afirmou que a precisão das suas previsões está na exata medida do volume de dados coletados e do período de tempo coberto pela previsão - quanto mais curto o prazo, mais precisa seria a previsão.
Com isto, torna-se muito mais problemático convencer qualquer um de que as conclusões dos modelos climáticos acertarão as previsões para daqui a 50 ou 100 anos se eles não conseguem dar conta de eventos de curto prazo. Será mais difícil convencer sobretudo os políticos, que têm o poder para iniciar atitudes concretas de combate aos efeitos do atual estilo de desenvolvimento grandemente danoso ao meio ambiente, cause ele aquecimento global ou não.
Fonte: Inovação Tecnológica
Hollywood e o apocalipse

Uma chuva de meteoros começa a cair do céu, atingindo carros e abrindo crateras no asfalto de uma rodovia. Vinda do nada, uma imensa onda escura avança sobre o Himalaia e varre com sua fúria um mosteiro solitário fincado no seu topo. A Terra treme: torres de vidro caem como estantes de supermercado e bairros inteiros são engolidos pelas fendas que se abrem. Em Roma, o domo da Catedral de São Pedro despenca e rola sobre a multidão. É o fim do mundo. Esse turbilhão de imagens pertence ao filmecatástrofe “2012”, aguardado blockbuster que estreia no dia 13 de novembro. Mas a superprodução de Roland Emmerich não é a única a retratar o apocalipse. Na mesma linha de enredos caros, está programado para o início do ano que vem o filme de ação “O livro de Eli”, estrelado por Denzel Washington. O ator é o Eli do título, um sobrevivente que vaga pelo cenário em ruínas dos EUA guardando um livro que teria o segredo para a salvação da humanidade. Essa onda de filmes sobre o fim dos tempos chegou até ao cinema mais sisudo, como o drama “A Estrada”, baseado no livro de Cormac McCarthy, sobre um pai que protege seu filho de homens que a luta pela sobrevivência transformou em canibais.
Nem mesmo a comédia e o desenho animado ficaram alheios à moda recente: no primeiro caso se enquadra “Zombieland”, que mostra o planeta destruído por uma hecatombe e habitado por mortos-vivos e; no segundo caso, basta trocar os zumbis por bonecos feitos de farrapos – no desenho animado “9 – A Salvação”, que estreia no dia 18, eles são os únicos seres que sobreviveram ao armagedon.
Várias explicações já foram levantadas para explicar o fenômeno. Historiadores da sétima arte lembram que épocas de incerteza sempre suscitam esse tipo de filme. A crise do petróleo dos anos 1970, por exemplo, deu origem a “Terremoto” e outros “disaster movies”. E o momento atual é pródigo em dúvidas sobre o futuro. À ameaça do desemprego, resultante da crise econômica, e à paranoia do terrorismo somam-se os desastres ecológicos e as pandemias globais. No extremo oposto ficam os argumentos dos especialistas em efeitos especiais. Para eles tudo não passa do fascínio pelo movimento: o espectador adora ver as coisas explodirem ou virem abaixo como um castelo de cartas.
Uma das cenas mais impressionantes de “G. I. Joe – A Origem de Cobra”, entre os filmes mais vistos atualmente no Brasil, é uma perseguição passada nas ruas de Paris que deixa um rastro de destruição, culminando com a queda da Torre Eiffel no rio Sena.
Resultado dos novos recursos digitais, essas destruições virtuais estão se tornando cada vez mais sofisticadas e passaram a ter como alvo famosos ícones urbanos (como o centro de Los Angeles, reduzido a escombros em “Exterminador do Futuro: A Salvação”) ou maravilhas do mundo antigo (a exemplo das pirâmides do Egito em “Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados”). Em “2012”, orçado em US$ 200 milhões, quem se parte em pedaços como um boneco de açúcar é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Emmerich, diretor do filme, disse em recente entrevista que não se incomoda em ser associado ao gênero “disaster movie”: “O filme mais visto de todos os tempos, ‘Titanic’, não passa de um filme-catástrofe.” Nas produções mais baratas, tais efeitos de ponta são dispensados.
De forma criativa, os diretores de arte estão lançando mão de tragédias reais, como o furacão Katrina, cujas imagens de devastação serviram de pano de fundo para “A Estrada”. Uma delas mostra navios encalhados numa autoestrada: foram captadas por uma equipe que fazia um documentário durante as enchentes. Para dar um clima mais tenebroso, usou-se o céu enfumaçado do dia do atentado ao World Trade Center e de um vulcão nas Filipinas. O diretor John Hillcoat garante que ninguém vai perceber. E conseguiu assim que o orçamento de seu trabalho não ultrapassasse os US$ 20 milhões.
Fonte: Isto É (09/09/2009)
sexta-feira, setembro 04, 2009
William Wilberforce
"Deus pôs diante de mim dois grandes objetivos: a abolição da escravatura e a reforma dos costumes."Nascido no grande porto de Hull em 1759, William Wilberforce iria, um dia, liderar a causa da abolição da escravatura no Reino Unido. A morte prematura do pai fez com que o jovem William fosse viver com os tios, influenciados por George Whitefield, um dos primeiros promotores da campanha para despertar a fé religiosa, e por John Newton, um ex-traficante de escravos e evangélico convertido.
Newton tornou-se um herói para Wilberforce, instilou nele o desejo pelo Cristo e a repulsa pelo tráfico de escravos. A mãe de William, alarmada com o desenvolvimento do filho nas “inclinações metodistas” logo o pôs num internato e na Universidade de Cambridge, numa tentativa de solapar sua fé. Cambridge iria aclarar as idéias, mas não destruir completamente sua fé.
Wilberforce, que desde cedo desejou seguir carreira na política, ingressou para a Casa dos Comuns em 1780, aos vinte e um anos. Apesar de jovem, foi um bom parlamentar, com uma voz excepcionalmente atraente que impressionava os ouvintes. Numa viagem ao Sul da França, William sofreu uma segunda conversão, que reviveu a fé de sua juventude. Ele procurou seu velho amigo John Newton. Newton o aconselhou a permanecer na política, acreditando que Deus o tivesse feito para esse propósito.
Em dois anos Wilberforce se convenceu de que deveria tomar para si a causa dos escravos. Ultrajado pelo comércio de escravos patrocinado por sua nação, propôs uma lei no Parlamento em 1787, para aboli-la. Parecia que a lei iria passar sem uma oposição significativa. No entanto, as forças pró-escravistas agruparam os possíveis apoios e derrubaram a moção de Wilberforce. Contudo, a lei foi rejeitada, mas Wilberforce continuou a campanha, apesar dos sacrifícios pessoais que envolvia. Finalmente, em 1807, William testemunhou o Parlamento aprovar a lei da abolição por 267 votos. O triunfo deu-lhe imenso prestígio, fato que o permitiu buscar outras idéias para melhorar a qualidade e a moralidade da vida na Grã-Bretanha. Seus esforços fizeram com que a bondade, mais uma vez, estivesse em alta na Inglaterra e permitiu que fossem lançados os fundamentos do grande renascimento moral do período Vitoriano.
Fonte: Acton Institute
quarta-feira, setembro 02, 2009
É a ciência onipotente?
Trecho de um debate entre o apologista cristão William Lane Craig, e Peter Atkins, apologista ateu.
A intolerância dos tolerantes
Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia baixou uma resolução proibindo os psicólogos de tratar as homossexualidades como patologias. Na época, o pastor Israel Belo de Azevedo publicou a reflexão abaixo, a qual se mantém atual em meio às novas polêmicas sobre o tema.
Será a psicologia uma ciência? A pergunta pode parecer tosca, não fosse uma resolução baixada pelo Conselho Federal dos psicólogos. Desde o dia 23 de março de 1999, portanto, ficamos todos sabendo, pelo Diário Oficial da União, que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão". Não adianta discordar porque, como manda a praxe, ficaram revogadas todas as disposições em contrário.
Pela mesma instrução, os psicólogos estão terminantemente proibidos de colaborar "com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades" ou de achar publicamente que os homossexuais são "portadores de qualquer desordem psíquica". Assim, quem é psicólogo que trate de pensar igual ao Conselho Federal, a menos que queira acertar as contas com seus pares-representantes.
De igual modo, quem achava que o tema da homossexualidade fosse uma questão aberta e até pretendesse estudá-lo fique certo que não há mais o que debater. Uma penada o encerrou. Como é da natureza da ciência estar sempre aberta ao debate, especialmente quando o objeto é o ser humano, soa doloroso e anacrônico que a psicologia enquanto ciência tenha sido assassinada, logo ela que tem escolas, correntes e tendências tão fascinantemente múltiplas.
O que se quer discutir aqui, pois, não é a natureza, desviante ou não, do homossexualismo, mas a intolerância estampada em nome da tolerância. Por isso, o lamento seria o mesmo se a ordem fosse contrária. Decidisse o CFP que os homossexuais são portadores de desordem psíquica, estaria destilando a mesma intolerância.
Não tem um homossexual o direito de se achar psiquicamente desordenado e bater à porta de um consultório em busca de cura? Não tem o psicólogo o direito de entender que esse homossexual pode ser tratado?
A resposta, por decreto (como se ciência fosse feita por decreto), é um duplo "não". Os homossexuais, que eventualmente queiram mudar, não precisam se preocupar: o Conselho não legisla sobre eles, pelo que não poderão ser alcançados. Aos psicólogos, que eventualmente queiram ajudá-los, só resta a indigna clandestinidade. Com licença para uma paráfrase, seu cuidado não pode ousar dizer o nome.
Nada haveria a opor se o órgão de classe apenas e contundentemente condenasse, como o faz, aquelas ações coercitivas que visem "orientar homossexuais para tratamentos não solicitados". Ninguém deve ser coagido, nem mesmo pela melhor causa, porque é a liberdade que faz uma pessoa tornar-se humana.
A grandeza de Galileu Galilei foi precisamente a de resistir às bulas papais de que a terra não se movia. É àquela época que a resolução de agora nos faz retroceder. Não será, porém, um desvio desses que fará a ciência da psicologia resvalar do seu caminho.
Fonte: Mundo Cristão
Será a psicologia uma ciência? A pergunta pode parecer tosca, não fosse uma resolução baixada pelo Conselho Federal dos psicólogos. Desde o dia 23 de março de 1999, portanto, ficamos todos sabendo, pelo Diário Oficial da União, que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão". Não adianta discordar porque, como manda a praxe, ficaram revogadas todas as disposições em contrário.
Pela mesma instrução, os psicólogos estão terminantemente proibidos de colaborar "com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades" ou de achar publicamente que os homossexuais são "portadores de qualquer desordem psíquica". Assim, quem é psicólogo que trate de pensar igual ao Conselho Federal, a menos que queira acertar as contas com seus pares-representantes.
De igual modo, quem achava que o tema da homossexualidade fosse uma questão aberta e até pretendesse estudá-lo fique certo que não há mais o que debater. Uma penada o encerrou. Como é da natureza da ciência estar sempre aberta ao debate, especialmente quando o objeto é o ser humano, soa doloroso e anacrônico que a psicologia enquanto ciência tenha sido assassinada, logo ela que tem escolas, correntes e tendências tão fascinantemente múltiplas.
O que se quer discutir aqui, pois, não é a natureza, desviante ou não, do homossexualismo, mas a intolerância estampada em nome da tolerância. Por isso, o lamento seria o mesmo se a ordem fosse contrária. Decidisse o CFP que os homossexuais são portadores de desordem psíquica, estaria destilando a mesma intolerância.
Não tem um homossexual o direito de se achar psiquicamente desordenado e bater à porta de um consultório em busca de cura? Não tem o psicólogo o direito de entender que esse homossexual pode ser tratado?
A resposta, por decreto (como se ciência fosse feita por decreto), é um duplo "não". Os homossexuais, que eventualmente queiram mudar, não precisam se preocupar: o Conselho não legisla sobre eles, pelo que não poderão ser alcançados. Aos psicólogos, que eventualmente queiram ajudá-los, só resta a indigna clandestinidade. Com licença para uma paráfrase, seu cuidado não pode ousar dizer o nome.
Nada haveria a opor se o órgão de classe apenas e contundentemente condenasse, como o faz, aquelas ações coercitivas que visem "orientar homossexuais para tratamentos não solicitados". Ninguém deve ser coagido, nem mesmo pela melhor causa, porque é a liberdade que faz uma pessoa tornar-se humana.
A grandeza de Galileu Galilei foi precisamente a de resistir às bulas papais de que a terra não se movia. É àquela época que a resolução de agora nos faz retroceder. Não será, porém, um desvio desses que fará a ciência da psicologia resvalar do seu caminho.
Fonte: Mundo Cristão
A fé como negócio
Se a ratificação do acordo firmado pelo presidente Lula e pelo papa Bento XVI já era ruim, uma vez que ignora o princípio do Estado laico consagrado pelas Constituições brasileiras desde a proclamação da República e concede privilégios que colidem com o princípio constitucional da igualdade, com a aprovação do projeto de "Lei Geral das Religiões", pela Câmara dos Deputados, a situação poderá assumir aspectos de alçada da legislação do Código Penal.
O acordo entre o Brasil e o Estado do Vaticano foi assinado em Roma, no fim de 2008. Ao justificá-lo, a Igreja Católica, valendo-se da condição de ser formalmente subordinada a um Estado soberano, alegou que o objetivo do documento era sistematizar o que estava previsto por leis esparsas. Além da isenção fiscal para pessoas jurídicas religiosas, o acordo prevê a manutenção do patrimônio cultural da Igreja Católica com recursos públicos e isenta a instituição de cumprir obrigações impostas pelas leis trabalhistas brasileiras. Tendo sido redigido de modo vago, ele abre caminho para a ampliação dessas concessões para todos os negócios da Igreja, que é dona de editoras, rádios, TVs e escolas.
Tendo o presidente Lula cometido o equívoco de assinar esse acordo, era inevitável que as demais igrejas invocassem isonomia, exigindo os mesmos privilégios. Quando a ratificação do acordo foi encaminhada ao Legislativo, como determina a Constituição, as bancadas evangélicas aproveitaram a oportunidade para estender a toda e qualquer "instituição religiosa" as mesmas vantagens legais, trabalhistas e fiscais concedidas à Igreja Católica. O projeto de lei apresentado com esse objetivo tramitou em tempo recorde. Seus vícios começam com a total liberdade dada às "denominações religiosas" para criar, modificar ou extinguir suas instituições, e avançam com as isenções fiscais para rendas e patrimônio de pessoas jurídicas vinculadas a quaisquer instituições que passem por religiosas.
Essas concessões abrem uma imensa porteira para negócios escusos. Basta ver, nesse sentido, a ação que foi aberta há três semanas na 9ª Vara Criminal da capital contra a Igreja Universal do Reino de Deus, sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, o "bispo" Edir Macedo e seus "pastores" viriam há dez anos iludindo fiéis e cometendo os mais variados tipos de fraude. Os promotores afirmam que, somando transferências e depósitos bancários feitos por pessoas ligadas à Universal, ela teria movimentado R$ 8 bilhões, entre 2001 e 2008, desviando para a aquisição de emissoras de TV e rádio, financeiras, agências de turismo, imobiliárias e jatinhos recursos doados por fiéis para atividades de catequese.
Dias antes de acionar a Universal, o MP havia informado que retomará o processo por crime de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro contra os fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo. A ação estava suspensa porque o "bispo" Estevam Hernandes e a "bispa" Sônia Hernandes estavam cumprindo pena de 10 meses de detenção nos Estados Unidos, por terem entrado naquele país sem declarar a exata quantia de dinheiro que levavam.
Além dos vícios já apontados, o projeto de "Lei Geral das Religiões" contém outros absurdos. Um deles é o dispositivo que prevê que propriedades de uso religioso não poderão ser demolidas ou penhoradas, por causa de sua função social. Como os "supermercados da fé" cada vez mais vêm sendo instalados em galpões, garagens, cinemas e lojas, chamados de "templos", isso significa que esses imóveis não poderão ser desapropriados para obras de interesse público, o que representa uma interferência nas leis municipais e nos instrumentos de planejamento urbano estabelecidos pelos planos diretores das prefeituras. Razões de sobra tinha o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) - que votou contra a ratificação do acordo com o Vaticano e o projeto da "Lei Geral de Religiões" - para, ao advertir sobre esse risco, afirmar que "templo é dinheiro".
Vamos esperar que o Senado, que terá de dar seu voto sobre os dois projetos, aproveite essa oportunidade de merecer um aplauso da opinião pública.
Fonte: O Estado de São Paulo, 02 de setembro de 2009.
O acordo entre o Brasil e o Estado do Vaticano foi assinado em Roma, no fim de 2008. Ao justificá-lo, a Igreja Católica, valendo-se da condição de ser formalmente subordinada a um Estado soberano, alegou que o objetivo do documento era sistematizar o que estava previsto por leis esparsas. Além da isenção fiscal para pessoas jurídicas religiosas, o acordo prevê a manutenção do patrimônio cultural da Igreja Católica com recursos públicos e isenta a instituição de cumprir obrigações impostas pelas leis trabalhistas brasileiras. Tendo sido redigido de modo vago, ele abre caminho para a ampliação dessas concessões para todos os negócios da Igreja, que é dona de editoras, rádios, TVs e escolas.
Tendo o presidente Lula cometido o equívoco de assinar esse acordo, era inevitável que as demais igrejas invocassem isonomia, exigindo os mesmos privilégios. Quando a ratificação do acordo foi encaminhada ao Legislativo, como determina a Constituição, as bancadas evangélicas aproveitaram a oportunidade para estender a toda e qualquer "instituição religiosa" as mesmas vantagens legais, trabalhistas e fiscais concedidas à Igreja Católica. O projeto de lei apresentado com esse objetivo tramitou em tempo recorde. Seus vícios começam com a total liberdade dada às "denominações religiosas" para criar, modificar ou extinguir suas instituições, e avançam com as isenções fiscais para rendas e patrimônio de pessoas jurídicas vinculadas a quaisquer instituições que passem por religiosas.
Essas concessões abrem uma imensa porteira para negócios escusos. Basta ver, nesse sentido, a ação que foi aberta há três semanas na 9ª Vara Criminal da capital contra a Igreja Universal do Reino de Deus, sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, o "bispo" Edir Macedo e seus "pastores" viriam há dez anos iludindo fiéis e cometendo os mais variados tipos de fraude. Os promotores afirmam que, somando transferências e depósitos bancários feitos por pessoas ligadas à Universal, ela teria movimentado R$ 8 bilhões, entre 2001 e 2008, desviando para a aquisição de emissoras de TV e rádio, financeiras, agências de turismo, imobiliárias e jatinhos recursos doados por fiéis para atividades de catequese.
Dias antes de acionar a Universal, o MP havia informado que retomará o processo por crime de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro contra os fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo. A ação estava suspensa porque o "bispo" Estevam Hernandes e a "bispa" Sônia Hernandes estavam cumprindo pena de 10 meses de detenção nos Estados Unidos, por terem entrado naquele país sem declarar a exata quantia de dinheiro que levavam.
Além dos vícios já apontados, o projeto de "Lei Geral das Religiões" contém outros absurdos. Um deles é o dispositivo que prevê que propriedades de uso religioso não poderão ser demolidas ou penhoradas, por causa de sua função social. Como os "supermercados da fé" cada vez mais vêm sendo instalados em galpões, garagens, cinemas e lojas, chamados de "templos", isso significa que esses imóveis não poderão ser desapropriados para obras de interesse público, o que representa uma interferência nas leis municipais e nos instrumentos de planejamento urbano estabelecidos pelos planos diretores das prefeituras. Razões de sobra tinha o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) - que votou contra a ratificação do acordo com o Vaticano e o projeto da "Lei Geral de Religiões" - para, ao advertir sobre esse risco, afirmar que "templo é dinheiro".
Vamos esperar que o Senado, que terá de dar seu voto sobre os dois projetos, aproveite essa oportunidade de merecer um aplauso da opinião pública.
Fonte: O Estado de São Paulo, 02 de setembro de 2009.
segunda-feira, agosto 31, 2009
É possível forjar evidências de DNA
Cientistas em Israel demonstraram que é possível fabricar provas de DNA, minando a credibilidade do que foi considerado o mais alto padrão de evidência em casos criminais.Os cientistas fabricaram amostras de sangue e saliva contendo DNA de uma pessoa diferente do doador. Eles também mostraram que, se tivessem acesso a um perfil de DNA num banco de dados, poderiam construir uma amostra de DNA para combiná-la a esse perfil sem obter qualquer tecido da pessoa.
“Você pode simplesmente projetar uma cena de crime”, disse Dan Frumkin, principal autor do trabalho, publicado online pelo jornal “Forensic Science International: Genetics”. “Qualquer estudante de biologia poderia fazer isso.”
Frumkin é um dos fundadores da Nucleix, empresa baseada em Tel Aviv responsável pelo desenvolvimento de um exame capaz de distinguir amostras de DNA falsas e verdadeiras – e espera vendê-lo a laboratórios forenses.
A possibilidade de plantar evidências de DNA numa cena de crime é apenas uma das implicações da descoberta. Outra seria uma potencial invasão de privacidade.
Usando algumas das mesmas técnicas, pode ser possível obter o DNA de qualquer um, de um copo descartável ou filtro de cigarro, e transformá-lo numa amostra de saliva – que poderia ser submetida a uma empresa de exames genéticos, e usada para medir ancestralidade ou o risco de contrair várias doenças. Celebridades podem passar a temer “paparazzi genéticos”, disse Gail Javitt, do Genetics and Public Policy Center, na Universidade Johns Hopkins.
Tânia Simoncelli, conselheira científica da União Americana de Liberdades Civis, disse que a descoberta é preocupante. “Numa cena de crime, é muito mais fácil plantar DNA do que impressões digitais”, explicou. “Estamos criando um sistema de justiça criminal cada vez mais dependente dessa tecnologia”.
John Butler, líder do projeto de testes de identidade humana no Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA, afirmou estar “impressionado com o quão bem eles eram capazes de fabricar os perfis falsos de DNA”. Ele acrescentou uma ressalva (não muito tranquilizadora): “Imagino que o criminoso comum não seria capaz de fazer algo assim.”
Fonte: Portal G1
NOTA: Tudo está conspirando contra as liberdades civis. Será tudo coincidência ou cumprimento profético? Essa tecnologia em mãos erradas será um terror...
sexta-feira, agosto 28, 2009
Falsos Cristos

"O Professor Vissarion", ou "O Jesus da Sibéria", como é chamado o ex-guarda de trânsito Sergei Totop, cumprimenta seguidores na vila de Petropavlovka. Para milhares de seguidores, "Vissarion" é a reencarnação de Jesus Cristo, mais de 2 mil anos depois da sua morte. (Terra)
"Porque surgirão falsos cristos..." (Mt 24:24).
Novos dados exigirão alterações nos modelos climáticos do IPCC
Um grupo internacional de cientistas compilou o mais completo conjunto de dados sedimentares ao redor do globo, ampliando o conhecimento sobre as temperaturas da superfície do mar durante o período conhecido como Último Máximo Glacial.
O estudo traçou um quadro bastante diferente do que era considerado válido até hoje, o que exigirá alterações nos modelos usados pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) para prever as alterações no clima.
O Último Máximo Glacial cobre o período entre 19.000 e 23.000 anos atrás. "O objetivo do projeto MARGO (Multiproxy Approach for the Reconstruction of the Glacial Ocean Surface) é reconstruir o clima do passado para que nós possamos entender melhor o clima atual e prever o clima do futuro," explica a pesquisadora Claire Waelbroeck.
"Nós reanalisamos todos os dados disponíveis de forma homogênea," diz ela, salientando o aprimoramento das técnicas de pesquisa agora utilizadas, além do maior volume de dados.
Depois de cinco anos de trabalho, os pesquisadores chegaram a duas conclusões principais. A primeira é que a cobertura de gelo do Mar do Norte e do norte do Oceano Atlântico durante o Último Máximo Glacial não estava presente ao longo de todo o ano, como se considerava até agora. O gelo derretia-se parcialmente no verão.
A segunda conclusão do estudo mostra um forte gradiente de temperatura no sentido leste para oeste, em todos os leitos oceânicos, algo que os atuais modelos climáticos não reproduzem.
De um ponto de vista estatístico, o projeto MARGO é mais robusto do que as pesquisas anteriores, como CLIMAP, que foi feito nos anos 1970 e que é utilizado até hoje. O projeto MARGO tem uma área de cobertura maior, combinando dados de 696 pontos ao redor do mundo.
Além disso, o novo estudo combina os resultados de seis indicadores climáticos diferentes, baseados em composições de microfósseis (foraminífera, diatomácea, radiolaria e dinoflagelados) e medições geoquímicas.
Utilizando esse conjunto inédito de dados, os pesquisadores conseguiram identificar várias fragilidades nos modelos utilizados pelo IPCC. "Fornecendo os meios para testar esses modelos, o projeto MARGO deverá permitir previsões mais seguras das mudanças climáticas e suas consequências," diz Claire.
Recentemente, em um estudo publicado na revista Nature Geoscience, um grupo de pesquisadores foi mais duro nas críticas e chegou a afirmar que as principais conclusões dos modelos climáticos podem estar erradas.
Fonte: Inovação Tecnológica
NOTA: A conclusão lógica é que as atuais conclusões do IPCC sobre as mudanças climáticas são, no mínimo, desatualizadas, e no máximo, manipuladas. Claro, outros interesses políticos-religiosos estão contribuindo para isso...
O estudo traçou um quadro bastante diferente do que era considerado válido até hoje, o que exigirá alterações nos modelos usados pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) para prever as alterações no clima.
O Último Máximo Glacial cobre o período entre 19.000 e 23.000 anos atrás. "O objetivo do projeto MARGO (Multiproxy Approach for the Reconstruction of the Glacial Ocean Surface) é reconstruir o clima do passado para que nós possamos entender melhor o clima atual e prever o clima do futuro," explica a pesquisadora Claire Waelbroeck.
"Nós reanalisamos todos os dados disponíveis de forma homogênea," diz ela, salientando o aprimoramento das técnicas de pesquisa agora utilizadas, além do maior volume de dados.
Depois de cinco anos de trabalho, os pesquisadores chegaram a duas conclusões principais. A primeira é que a cobertura de gelo do Mar do Norte e do norte do Oceano Atlântico durante o Último Máximo Glacial não estava presente ao longo de todo o ano, como se considerava até agora. O gelo derretia-se parcialmente no verão.
A segunda conclusão do estudo mostra um forte gradiente de temperatura no sentido leste para oeste, em todos os leitos oceânicos, algo que os atuais modelos climáticos não reproduzem.
De um ponto de vista estatístico, o projeto MARGO é mais robusto do que as pesquisas anteriores, como CLIMAP, que foi feito nos anos 1970 e que é utilizado até hoje. O projeto MARGO tem uma área de cobertura maior, combinando dados de 696 pontos ao redor do mundo.
Além disso, o novo estudo combina os resultados de seis indicadores climáticos diferentes, baseados em composições de microfósseis (foraminífera, diatomácea, radiolaria e dinoflagelados) e medições geoquímicas.
Utilizando esse conjunto inédito de dados, os pesquisadores conseguiram identificar várias fragilidades nos modelos utilizados pelo IPCC. "Fornecendo os meios para testar esses modelos, o projeto MARGO deverá permitir previsões mais seguras das mudanças climáticas e suas consequências," diz Claire.
Recentemente, em um estudo publicado na revista Nature Geoscience, um grupo de pesquisadores foi mais duro nas críticas e chegou a afirmar que as principais conclusões dos modelos climáticos podem estar erradas.
Fonte: Inovação Tecnológica
NOTA: A conclusão lógica é que as atuais conclusões do IPCC sobre as mudanças climáticas são, no mínimo, desatualizadas, e no máximo, manipuladas. Claro, outros interesses políticos-religiosos estão contribuindo para isso...
quarta-feira, agosto 26, 2009
EUA estudam implantar circuncisão contra Aids
O governo dos Estados Unidos estuda implementar a circuncisão em bebês nascidos no país como rotina para evitar a disseminação do HIV. Também é analisada a possibilidade de indicar o procedimento a heterossexuais com práticas sexuais de risco -hábitos cuja definição ainda está em discussão naquele país. Os norte-americanos baseiam a proposta em estudos realizados no Quênia, na África do Sul e em Uganda. Esses trabalhos mostraram que heterossexuais circuncidados têm 60% menos chances de contrair o vírus da Aids em comparação com homens que não passaram pelo procedimento.
Outros estudos também mostram que homens não circuncidados apresentam maiores taxas de contaminação por outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis.
"Há pesquisas mostrando que a circuncisão diminui a transmissibilidade do HIV. Talvez a relação de menor atrito seja um fator protetor -com atrito acaba havendo pequenos traumatismos que facilitam a contaminação. Mas não deve ser a única política pública. A melhor alternativa para a prevenção ainda é o preservativo", pondera o infectologista Valdez Madruga, pesquisador do Centro de Referência e Treinamento DST-Aids de São Paulo.
Especialistas ressaltam que não existem evidências suficientes de que a circuncisão previne o contágio do vírus por homens que mantêm relações homossexuais.
Um estudo recente do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA com 4.900 homens que praticaram sexo anal com um parceiro infectado constatou que os índices de infecção entre os circuncidados e os que não se submeteram à cirurgia foram semelhantes.
A Academia Americana de Pediatria também revisa suas diretrizes no que diz respeito à circuncisão de bebês, também por causa de problemas no trato urinário que o procedimento ajudaria a prevenir, como a fimose (prepúcio apertado, que dificulta a limpeza do pênis).
Fonte: Folha de São Paulo, 26 de agosto de 2009.
NOTA: É mais uma evidência que aumenta nossa confiança nas Escrituras (Gn 17: 9-12).
Outros estudos também mostram que homens não circuncidados apresentam maiores taxas de contaminação por outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis.
"Há pesquisas mostrando que a circuncisão diminui a transmissibilidade do HIV. Talvez a relação de menor atrito seja um fator protetor -com atrito acaba havendo pequenos traumatismos que facilitam a contaminação. Mas não deve ser a única política pública. A melhor alternativa para a prevenção ainda é o preservativo", pondera o infectologista Valdez Madruga, pesquisador do Centro de Referência e Treinamento DST-Aids de São Paulo.
Especialistas ressaltam que não existem evidências suficientes de que a circuncisão previne o contágio do vírus por homens que mantêm relações homossexuais.
Um estudo recente do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA com 4.900 homens que praticaram sexo anal com um parceiro infectado constatou que os índices de infecção entre os circuncidados e os que não se submeteram à cirurgia foram semelhantes.
A Academia Americana de Pediatria também revisa suas diretrizes no que diz respeito à circuncisão de bebês, também por causa de problemas no trato urinário que o procedimento ajudaria a prevenir, como a fimose (prepúcio apertado, que dificulta a limpeza do pênis).
Fonte: Folha de São Paulo, 26 de agosto de 2009.
NOTA: É mais uma evidência que aumenta nossa confiança nas Escrituras (Gn 17: 9-12).
terça-feira, agosto 25, 2009
É hora de acordar!
"Já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos" (Rm 13:11).
Vale a pena assistir este documentário todo (16 partes) ainda que seja por etapas.
(Parte 3)
Vale a pena assistir este documentário todo (16 partes) ainda que seja por etapas.
(Parte 3)
segunda-feira, agosto 24, 2009
Václav Klaus rebate mito da mudança climática
O polêmico presidente conservador da República Tcheca, Václav Klaus, dedicará seu novo livro para defender sua opinião de que a mudança climática é um mito que ameaça a liberdade e o bem-estar das pessoas, informou o jornal "Mlada Fronta Dnes" nesta quinta-feira. O livro, intitulado "O Planeta Azul em Perigo", retoma o argumento do anterior "Planeta Azul (Não Verde)", no qual defende que, com a mudança climática, os valores liberais são afetados e um novo tipo de ideologia totalitária é introduzido, camuflado pelo "ecologismo".
"A temperatura global está sendo utilizada pelos mais radicais para apoiar uma maior entrada do Estado e da política na sociedade humana", afirma Klaus.
Também critica o que define como 'histeria da mudança climática', com a qual se pretende criar alarmismo e medo, com finalidade política.
Klaus diz que o discurso da mudança climática não pretende realmente mudar a temperatura do planeta, mas o comportamento humano.
"Falam sobre salvar o planeta. De quem? De quê? Há algo que sei com certeza: devemos salvar o planeta, e nós, deles", escreve Klaus.
O presidente tcheco, também conhecido por suas posições céticas, considera que o aquecimento não é global, nem se deve à ação do ser humano.
Fonte: Folha Online
Saiba mais: "Relatório da Montanha de Ferro".
O acordo Brasil-Vaticano
Apesar da oposição de igrejas cristãs tradicionais, igrejas evangélicas e grupos ateus, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou parecer recomendando a ratificação da Concordata firmada no final do ano passado entre o Brasil e o Vaticano. A proposta vem tramitando em regime de urgência, sob forte pressão da Igreja Católica, e, graças a um acordo de lideranças, poderá ser submetida à votação de plenário nos próximos dias. Se for aprovada, seguirá para o Senado.
Envolvendo temas que sempre deram margem a polêmicas, como ensino religioso nas escolas públicas de um Estado laico, os 20 artigos da Concordata assinada pelo presidente Lula e pelo papa Bento XVI foram negociados durante um ano. Sob a justificativa de reunir leis esparsas e dar forma jurídica a um intercâmbio que já existia, a iniciativa partiu do Vaticano. Durante as negociações, o Itamaraty recusou as propostas de oficialização de feriados católicos e permissão para a entrada de missionários em áreas indígenas, mas acatou as demais solicitações do Vaticano.
Além da questão do ensino religioso, três pontos do acordo merecem destaque. O primeiro é a concessão de isenção fiscal para rendas e patrimônio de pessoas jurídicas eclesiásticas. O segundo é a manutenção, com recursos do Estado brasileiro, do patrimônio cultural da Igreja Católica, como prédios, acervos e bibliotecas. O terceiro é isenção para a Igreja Católica de cumprir as obrigações impostas pelas leis trabalhistas brasileiras.
Independentemente de suas implicações morais, essas três concessões ao Vaticano esbarram em problemas jurídicos e são incompatíveis com o Estado laico que nossas Constituições consagram desde a proclamação da República, no final do século 19. A concessão de isenção fiscal para pessoas jurídicas eclesiásticas, por exemplo, pode abrir um perigoso precedente, pois as demais igrejas sentir-se-ão estimuladas a invocar o princípio da isonomia para exigir o mesmo benefício. A Constituição, na alínea b do inciso VI do artigo 150, proíbe a União de instituir impostos sobre "templos de qualquer culto". Tributaristas alegam que o texto da Concordata é impreciso, abrindo campo para a ampliação do benefício, que poderia ser aplicado não só aos templos, mas a todos os negócios da Igreja Católica, que é dona de editoras, rádios e escolas. Além disso, que medidas legais poderão ser tomadas pelo Estado brasileiro no caso de mau uso da isenção fiscal de receitas e ativos da Igreja Católica?
No que se refere à manutenção do patrimônio cultural da Igreja Católica com dinheiro dos contribuintes - muitos dos quais, diga-se, são ateus ou seguidores de outras religiões -, os problemas jurídicos são ainda mais graves. O artigo 19 da Constituição é preciso ao determinar que o Estado não pode "subvencionar igrejas". E, mesmo que pudesse, faz sentido destinar recursos públicos para o custeio de bens que, segundo a Concordata, permanecerão sob gestão, custódia e salvaguarda de ordens religiosas? A Igreja Católica terá de se submeter à fiscalização dos Tribunais de Contas, como a lei brasileira prevê, ou gozará de autonomia, valendo-se da condição ambígua de ser formalmente subordinada ao Estado do Vaticano?
Por fim, ao eximir a Igreja Católica de obrigações trabalhistas, classificando a relação jurídica de padres e freiras como "vínculo não empregatício", sob a justificativa de que eles exercem uma função "peculiar", de "caráter apostólico, litúrgico e catequético", a Concordata comete dois pecados jurídicos. Além de dar tratamento privilegiado à Igreja Católica enquanto empregadora, violando o princípio da igualdade das partes perante a lei, ela não pode passar por cima dos dispositivos do artigo 5º da Constituição que asseguram o livre acesso à Justiça e determinam que "a lei não excluirá da apreciação do Judiciário lesão ou ameaça ao direito". Como é "cláusula pétrea", o artigo não pode ser revogado.
Evidentemente, as chancelarias do Brasil e do Vaticano estavam conscientes desses problemas quando negociaram a Concordata. Talvez tenha sido por esse motivo que o texto tenha ficado muito retórico. A retórica parece ter sido a estratégia para tentar contornar os problemas jurídicos mais gritantes do acordo firmado por Lula e Bento XVI.
Fonte: O Estado de São Paulo, 24 de agosto de 2009.
Leia também: Tratado Brasil-Vaticano
Envolvendo temas que sempre deram margem a polêmicas, como ensino religioso nas escolas públicas de um Estado laico, os 20 artigos da Concordata assinada pelo presidente Lula e pelo papa Bento XVI foram negociados durante um ano. Sob a justificativa de reunir leis esparsas e dar forma jurídica a um intercâmbio que já existia, a iniciativa partiu do Vaticano. Durante as negociações, o Itamaraty recusou as propostas de oficialização de feriados católicos e permissão para a entrada de missionários em áreas indígenas, mas acatou as demais solicitações do Vaticano.
Além da questão do ensino religioso, três pontos do acordo merecem destaque. O primeiro é a concessão de isenção fiscal para rendas e patrimônio de pessoas jurídicas eclesiásticas. O segundo é a manutenção, com recursos do Estado brasileiro, do patrimônio cultural da Igreja Católica, como prédios, acervos e bibliotecas. O terceiro é isenção para a Igreja Católica de cumprir as obrigações impostas pelas leis trabalhistas brasileiras.
Independentemente de suas implicações morais, essas três concessões ao Vaticano esbarram em problemas jurídicos e são incompatíveis com o Estado laico que nossas Constituições consagram desde a proclamação da República, no final do século 19. A concessão de isenção fiscal para pessoas jurídicas eclesiásticas, por exemplo, pode abrir um perigoso precedente, pois as demais igrejas sentir-se-ão estimuladas a invocar o princípio da isonomia para exigir o mesmo benefício. A Constituição, na alínea b do inciso VI do artigo 150, proíbe a União de instituir impostos sobre "templos de qualquer culto". Tributaristas alegam que o texto da Concordata é impreciso, abrindo campo para a ampliação do benefício, que poderia ser aplicado não só aos templos, mas a todos os negócios da Igreja Católica, que é dona de editoras, rádios e escolas. Além disso, que medidas legais poderão ser tomadas pelo Estado brasileiro no caso de mau uso da isenção fiscal de receitas e ativos da Igreja Católica?
No que se refere à manutenção do patrimônio cultural da Igreja Católica com dinheiro dos contribuintes - muitos dos quais, diga-se, são ateus ou seguidores de outras religiões -, os problemas jurídicos são ainda mais graves. O artigo 19 da Constituição é preciso ao determinar que o Estado não pode "subvencionar igrejas". E, mesmo que pudesse, faz sentido destinar recursos públicos para o custeio de bens que, segundo a Concordata, permanecerão sob gestão, custódia e salvaguarda de ordens religiosas? A Igreja Católica terá de se submeter à fiscalização dos Tribunais de Contas, como a lei brasileira prevê, ou gozará de autonomia, valendo-se da condição ambígua de ser formalmente subordinada ao Estado do Vaticano?
Por fim, ao eximir a Igreja Católica de obrigações trabalhistas, classificando a relação jurídica de padres e freiras como "vínculo não empregatício", sob a justificativa de que eles exercem uma função "peculiar", de "caráter apostólico, litúrgico e catequético", a Concordata comete dois pecados jurídicos. Além de dar tratamento privilegiado à Igreja Católica enquanto empregadora, violando o princípio da igualdade das partes perante a lei, ela não pode passar por cima dos dispositivos do artigo 5º da Constituição que asseguram o livre acesso à Justiça e determinam que "a lei não excluirá da apreciação do Judiciário lesão ou ameaça ao direito". Como é "cláusula pétrea", o artigo não pode ser revogado.
Evidentemente, as chancelarias do Brasil e do Vaticano estavam conscientes desses problemas quando negociaram a Concordata. Talvez tenha sido por esse motivo que o texto tenha ficado muito retórico. A retórica parece ter sido a estratégia para tentar contornar os problemas jurídicos mais gritantes do acordo firmado por Lula e Bento XVI.
Fonte: O Estado de São Paulo, 24 de agosto de 2009.
Leia também: Tratado Brasil-Vaticano
sexta-feira, agosto 21, 2009
Exercício físico ajuda regular o apetite
Um motivo novo e mais sutil para se exercitar quando o excesso de peso se transforma em obesidade: a atividade física faz com que o cérebro envie ao corpo ordens para comer menos."Em geral, acreditava-se que o exercício faz emagrecer porque o corpo gasta mais calorias do que consome. Nós estamos mostrando o outro lado da equação: a atividade física também faz com que a ingestão de calorias diminua", diz Eduardo Ropelle, pesquisador da Unicamp e do Instituto de Obesidade e Diabetes. O trabalho de Ropelle sobre o tema foi apresentado ontem, durante a reunião anual da Fesbe (Federação das Sociedades de Biologia Experimental), que acontece nesta semana em Águas de Lindoia (SP). Os dados foram obtidos em laboratório com ratos e camundongos, mas trazem, ao menos em tese, uma nova perspectiva também para pessoas.
A base do trabalho envolve dados bem conhecidos sobre a ação de certos hormônios, como a insulina e a leptina, sobre o cérebro. São esses sinalizadores químicos que dizem ao organismo quando é hora de parar de comer.
"Em animais obesos, submetidos a uma dieta rica em gordura, os hormônios perdem essa capacidade de regular o apetite ", explica Ropelle. A obesidade envolveria um círculo vicioso comportamental: quanto mais se come, mais se quer comer.
O pesquisador e seus colegas submeteram esses roedores a uma única sessão de atividade física intensa.
A malhação fez com que a sinalização do apetite no cérebro dos bichos voltasse a níveis normais. "O efeito dura de 12 a 16 horas", diz ele. Os resultados foram submetidos à revista científica "Nature Neuroscience". Para Ropelle, o exercício físico pode ser benéfico para o apetite dos obesos. "Deve haver uma espécie de equilíbrio dinâmico para evitar tanto o acúmulo excessivo de energia quanto o gasto excessivo. A dieta moderna fez a gente perder isso", avalia.
Fonte: Folha de São Paulo, 21 de agosto de 2009.
Em tempo: Conheça a Clínica Adventista Vida Natural.
quarta-feira, agosto 19, 2009
Homossexualismo e a saúde pública
Uma enfermeira norte-americana que trabalhou durante anos no hospital da faculdade de medicina na Universidade de Stanford na Califórnia (Estados Unidos) publicou recentemente um revelador ensaio onde assinala como se veio ocultando, por razões ideológicas, as graves conseqüências para a saúde individual e pública das condutas homossexuais.O artigo, publicado em espanhol pelo Comitê Independente Anti-AIDS, foi escrito pela enfermeira profissional Kathleen Melonakos, quem revela o que observou no mundo da saúde 30 anos depois da controvertida decisão da Associação Psiquiátrica Americana (APA) de suprimir a homossexualidade como patologia, cedendo às pressões dos grupos militantes homossexuais.
"Trabalhei como enfermeira durante vários anos nos oitenta e noventa no Centro Médico Universitário de Stanford, onde pude ver algo do dano que os homossexuais fazem a seus corpos com algumas de suas práticas sexuais", diz o artigo.
"A Co-autora de meu próprio livro de referência médica, Saunders Pocket Reference for Nurses, era a chefe do departamento de cirurgia em Stanford. Estou segura, à luz de minha experiência clínica, e como conseqüência de ter feito consideráveis estudos sobre isso desde esse momento, que a homossexualidade nem é normal nem benigna; mais ainda, é um vício letal de conduta, tal como sublinha o Dr. Jeffrey Satinover em seu livro ‘Homossexualidade e a Política da Verdade’," escreve Kathleen Melonakos.
"Por isso eu sei, não existe outro grupo de pessoas nos Estados Unidos que sofre de enfermidades infecciosas em seus quarenta e tantos anos, que o dos que praticam a homossexualidade. Isto, para mim, é trágico quando sabemos que a homossexualidade pode ser acautelada em muitos casos, ou substancialmente sanada na idade adulta quando existe suficiente motivação e ajuda".
Segundo a perita, as enfermidades às que os homossexuais ativos são vulneráveis podem ser classificadas como segue: Enfermidades clássicas transmitidas sexualmente (sífilis); enfermidades entéricas (infecções de espécies Giardia lamblia, -‘enfermidade do intestino gay’-, Hepatite A, B, C, D e citomegalovirus); trauma (que tem como conseqüência incontinência fecal, hemorróidas, fissura anal, edema penil e a síndrome de imunodeficiência adquirida AIDS).
"Minha pergunta principal é: por que a homossexualidade não é considerada uma desordem simplesmente por suas conseqüências médicas? Muito simplesmente, uma pessoa objetiva, que tão somente olhe as conseqüências de estilo de vida da homossexualidade, teria que classificá-la como algum tipo de patologia. Conduz ou não a uma vida dramaticamente recortada? Os estudos dizem que sim, alguns até o 40%, sendo o estudo Cameron só um de outros muitos estudos que sugerem isto. Tomados juntos, estes estudos estabelecem que a homossexualidade é mais mortal que o tabaco, o alcoolismo ou o vício às drogas".
Segundo a enfermeira, infelizmente "há um elemento de negação, no sentido psicológico, pelo que as enfermidades relacionadas com o mundo homossexual realmente significam".
"Existem razões sem ambigüidade –adiciona a perita– para pensar que a homossexualidade em si produz deterioração generalizada na efetividade e funcionamento social. Sim de fato é um vício letal, e os muitos estudos que documentam os patrões de conduta são corretos (mostram patrões compulsivos de promiscuidade, sexo anônimo, sexo por dinheiro, sexo em lugares públicos, sexo com menores, drogas concomitantes e abuso de drogas, depressão, suicídio), para que a APA discuta que estas características não constituem uma ‘deterioração de efetividade ou funcionamento social’, estende os limites da plausibilidade. Discutir que a morte durante a juventude não constitui uma ‘deterioração de efetividade ou funcionamento social’ é absurdo".
Fonte: ACI
Saiba mais: "Idéias têm consequências". "O liberalismo da Nova Ordem Mundial". "Mitos e fatos sobre o homossexualismo". "Bactéria mortal se espalha entre gays nos EUA". "Consequências mais que previsíveis".
Tratado Brasil-Vaticano
Quais as implicações e o que propõe o acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé referente ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil?
O Estatuto Jurídico da Igreja Católica possui em sua redação 20 artigos. Analisando um a um esses artigos, é perceptível que muitos deles estão de acordo com a legislação brasileira de modo que não conflitam com nossas leis. Porém, há determinados artigos, tais como o Art. 11, que se confrontam com nossa legislação, a saber:
Art. 11: “A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa.
§1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação.”
Exatamente onde deve prevalecer o Estado laico, que é nas instituições públicas em que não deve haver supremacia e imposição ideológica de uma denominação religiosa, quiçá fundamentos filosóficos, éticos e morais, a Igreja Católica tenta resgatar o ensino religioso como no passado em que, eu mesmo, na minha formação primária, tive que me submeter às liturgias católicas tendo outra formação religiosa antagônica aos princípios católicos.
Os artigos 8, 9, 11, 14, 15, 17 e 18 do referido Estatuto, a meu juízo, ferem o principio do Estado laico, portanto, confrontam a lei maior que é nossa Carta Magna. Não deve ser referendado pelo Congresso Nacional por ser inconstitucional e por afrontar e desrespeitar a isonomia e o pacifico relacionamento entre a diversidade cultural e religiosa de nossa sociedade.
Se, porventura, nossos legisladores referendarem esse Estatuto, e para não nos tornamos reféns do mesmo, temos ainda remédio constitucional disposto nos Art. 103 e 102, respectivamente, da Constituição Federal, que dizem:
Art. 103: “Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade.
(Leia a análise completa de Livingston Santos Streck - bacharel em Direito).
O Estatuto Jurídico da Igreja Católica possui em sua redação 20 artigos. Analisando um a um esses artigos, é perceptível que muitos deles estão de acordo com a legislação brasileira de modo que não conflitam com nossas leis. Porém, há determinados artigos, tais como o Art. 11, que se confrontam com nossa legislação, a saber:
Art. 11: “A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa.
§1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação.”
Exatamente onde deve prevalecer o Estado laico, que é nas instituições públicas em que não deve haver supremacia e imposição ideológica de uma denominação religiosa, quiçá fundamentos filosóficos, éticos e morais, a Igreja Católica tenta resgatar o ensino religioso como no passado em que, eu mesmo, na minha formação primária, tive que me submeter às liturgias católicas tendo outra formação religiosa antagônica aos princípios católicos.
Os artigos 8, 9, 11, 14, 15, 17 e 18 do referido Estatuto, a meu juízo, ferem o principio do Estado laico, portanto, confrontam a lei maior que é nossa Carta Magna. Não deve ser referendado pelo Congresso Nacional por ser inconstitucional e por afrontar e desrespeitar a isonomia e o pacifico relacionamento entre a diversidade cultural e religiosa de nossa sociedade.
Se, porventura, nossos legisladores referendarem esse Estatuto, e para não nos tornamos reféns do mesmo, temos ainda remédio constitucional disposto nos Art. 103 e 102, respectivamente, da Constituição Federal, que dizem:
Art. 103: “Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade.
(Leia a análise completa de Livingston Santos Streck - bacharel em Direito).
segunda-feira, agosto 17, 2009
Filmes fazem relatos de OVNIs disparar
Documentos divulgados nesta segunda-feira pelo governo britânico indicam que os relatos de pessoas que afirmam ter visto OVNIs no país cresceu mais de cinco vezes de 1995 a 1996, ano em que foi lançado no país o filme americano Independence Day, que conta a história da invasão da Terra por alienígenas.
Em 1996 também foi o auge do sucesso no país da série de TV Arquivo-X, que tem como personagens dois detetives que se dedicam a investigar casos de fenômenos sobrenaturais.
Segundo os documentos do Ministério da Defesa britânico, em 1996 o governo recebeu 609 relatos de pessoas que disseram ter avistado OVNIs, contra 117 no ano anterior.
Os arquivos do Ministério da Defesa, que cobrem o período entre 1981 e 1996, estão sendo liberados como parte de um projeto de três anos, e podem ser baixados do site do Arquivo Nacional britânico.
O número de relatos de OVNIs em 1996 foi o maior da história desde os 750 relatos recebidos em 1978. Naquele ano foi lançado o filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg.
“Obviamente que filmes e programas de TV provocam uma maior atenção para os OVNIs. É fascinante ver como isso parece levar mais pessoas a relatarem o que veem”, afirma especialista em OVNIs David Clarke, professor de jornalismo da Sheffield Hallam University.
“Nos anos 1950 você tinha OVNIs com discos iluminados, como nos filmes B da época, e os alienígenas tendiam a vir de Vênus ou de Marte. Isso parou no fim dos anos 1960, quando descobrimos o quão inóspitos esses lugares são”, comenta o especialista.
“A partir dos anos 1980 você começa a ver objetos triangulares. Essa é a era das aeronaves ‘invisíveis’ dos Estados Unidos. Acho que é óbvio que as pessoas veem o que elas esperam ver”, diz.
Entre os relatos divulgados na última leva de documentos liberados pelo Ministério da Defesa, está a descrição de extraterrestres com cabeças no formato de limões que teriam aparecido de um objeto no formato de um disco, segundo o relato de dois garotos da região de Staffordshire em 1995.
Segundo eles, os alienígenas teriam dito: “Queremos vocês, venham com a gente”, antes de levá-los para dentro da espaçonave, que, segundo o relato dos meninos, era tão quente que um dos garotos ficou “da cor de uma beterraba”.
Os garotos fizeram o relato após chegar correndo a uma delegacia da região, “agitados e aflitos”.
Em outro relato documentado, duas mulheres disseram ter avistado um OVNI em 1994 durante o festival de música de Glastonburry.
Segundo as duas, que afirmaram estar sóbrias no momento da suposta aparição do objeto, ele voava de uma maneira que parecia estar tentando se comunicar com elas.
Uma das mulheres, uma estudante de ciências metafísicas, disse ter acreditado que o objeto voador tentava um contato com ela ao acender luzes amarelas e verdes – as mesmas cores de sua roupa na ocasião.
As duas decidiram fazer o relato às autoridades após terem sido ignoradas ao pedir ajuda a outros espectadores do festival.
Os documentos mostram ainda que foram feitos mais de 30 relatos de OVNIs na região central da Inglaterra em um período de seis horas em 1993, levando o caso a ser comunicado ao chefe do Estado Maior das Forças Armadas.
Após uma investigação, descobriu-se que o OVNI avistado era um foguete russo ao retornar à atmosfera terrestre.
Fonte: BBC Brasil
NOTA: É uma forte evidência de que a mídia influencia a vida real... Sobre a relação da Ufologia com os eventos finais leia mais aqui.
Em 1996 também foi o auge do sucesso no país da série de TV Arquivo-X, que tem como personagens dois detetives que se dedicam a investigar casos de fenômenos sobrenaturais.
Segundo os documentos do Ministério da Defesa britânico, em 1996 o governo recebeu 609 relatos de pessoas que disseram ter avistado OVNIs, contra 117 no ano anterior.
Os arquivos do Ministério da Defesa, que cobrem o período entre 1981 e 1996, estão sendo liberados como parte de um projeto de três anos, e podem ser baixados do site do Arquivo Nacional britânico.
O número de relatos de OVNIs em 1996 foi o maior da história desde os 750 relatos recebidos em 1978. Naquele ano foi lançado o filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg.
“Obviamente que filmes e programas de TV provocam uma maior atenção para os OVNIs. É fascinante ver como isso parece levar mais pessoas a relatarem o que veem”, afirma especialista em OVNIs David Clarke, professor de jornalismo da Sheffield Hallam University.
“Nos anos 1950 você tinha OVNIs com discos iluminados, como nos filmes B da época, e os alienígenas tendiam a vir de Vênus ou de Marte. Isso parou no fim dos anos 1960, quando descobrimos o quão inóspitos esses lugares são”, comenta o especialista.
“A partir dos anos 1980 você começa a ver objetos triangulares. Essa é a era das aeronaves ‘invisíveis’ dos Estados Unidos. Acho que é óbvio que as pessoas veem o que elas esperam ver”, diz.
Entre os relatos divulgados na última leva de documentos liberados pelo Ministério da Defesa, está a descrição de extraterrestres com cabeças no formato de limões que teriam aparecido de um objeto no formato de um disco, segundo o relato de dois garotos da região de Staffordshire em 1995.
Segundo eles, os alienígenas teriam dito: “Queremos vocês, venham com a gente”, antes de levá-los para dentro da espaçonave, que, segundo o relato dos meninos, era tão quente que um dos garotos ficou “da cor de uma beterraba”.
Os garotos fizeram o relato após chegar correndo a uma delegacia da região, “agitados e aflitos”.
Em outro relato documentado, duas mulheres disseram ter avistado um OVNI em 1994 durante o festival de música de Glastonburry.
Segundo as duas, que afirmaram estar sóbrias no momento da suposta aparição do objeto, ele voava de uma maneira que parecia estar tentando se comunicar com elas.
Uma das mulheres, uma estudante de ciências metafísicas, disse ter acreditado que o objeto voador tentava um contato com ela ao acender luzes amarelas e verdes – as mesmas cores de sua roupa na ocasião.
As duas decidiram fazer o relato às autoridades após terem sido ignoradas ao pedir ajuda a outros espectadores do festival.
Os documentos mostram ainda que foram feitos mais de 30 relatos de OVNIs na região central da Inglaterra em um período de seis horas em 1993, levando o caso a ser comunicado ao chefe do Estado Maior das Forças Armadas.
Após uma investigação, descobriu-se que o OVNI avistado era um foguete russo ao retornar à atmosfera terrestre.
Fonte: BBC Brasil
NOTA: É uma forte evidência de que a mídia influencia a vida real... Sobre a relação da Ufologia com os eventos finais leia mais aqui.
sexta-feira, agosto 14, 2009
Nova Lei de segurança nacional dá margem a abusos
É um sinal dos tempos o acróstico(1) nacionalista de nossos irmãos do norte, parido 45 dias após os atentados contra o Pentágono, as Torres Gêmeas e o edifício 7(2) do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, vindo a ampliar o poder repressivo estatal e o nível de atuação de agências nacionais e internacionais de segurança e inteligência, conferindo-lhes poderes até então inéditos(3), eliminando diferenças entre órgãos de segurança nacional, de espionagem interna e a polícia(4), ampliando o conceito de terrorismo em desfavor dos direitos fundamentais e, marcando o surgimento de um “novo” inimigo do Estado(5), a figura do terrorista internacional. Diante do choque entre o direito à segurança nacional e as liberdades civis, trazemos a memorável consideração de Benjamin Franklin, que nos serve de guia: “Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.”
(Continua aqui)
Dr. Rodrigo de Oliveira Ribeiro
Advogado no Rio de Janeiro, sócio do Escritório de Advocacia Luís Guilherme Vieira e delegado da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da OAB-RJ
(Continua aqui)
Dr. Rodrigo de Oliveira Ribeiro
Advogado no Rio de Janeiro, sócio do Escritório de Advocacia Luís Guilherme Vieira e delegado da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da OAB-RJ
segunda-feira, agosto 10, 2009
Numerologia ocultista em Harry Potter
Já mencionamos aqui o significado do "11" na numerologia ocultista. Não por acaso, o atual carro-chefe no processo de paganização da cultura ocidental - o fenômeno Harry Potter - também apresenta ligações com a numerologia ocultista e o número 11. Isto pode ser confirmado nas palavras da numeróloga Aparecida Liberato:"Qual será a verdadeira magia da obra de J.K.Rowling, autora de Harry Potter? A Numerologia pode explicar parte do grande sucesso dos livros do menino bruxo e da trajetória da escritora escocesa. Ela mudou o próprio nome e, daí pra frente, sua vida profissional se transformou. O nome de batismo da autora, Joanne Rowling, tem uma energia 4, sinônimo de perseverança, apego ao trabalho, responsabilidade. Ao enviar seus manuscritos, tinha como costume assinar seu nome inteiro Joanne Rowling ou então abreviava seu primeiro nome J.Rowling. Porém, nenhuma dessas assinaturas lhe trazia a energia necessária para o sucesso. Ao lançar seu primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, passou a assinar J.K.Rowling. Acrescentou ao seu nome a letra K, inicial do nome de sua avó, Kathleen. Acrescentar a letra K no nome lhe trouxe uma energia 11, o que lhe conferiu uma luz especial, um grande potencial de realização. Sem dúvida alguma, J.K. Rowling buscou na Numerologia o complemento que faltava para sua brilhante carreira de escritora. A Numerologia está presente em toda a história, no nome dos personagens, dos locais mais importantes, datas e medidas. A autora escolhe cuidadosa e criteriosamente cada um dos nomes para que determinada energia seja potencializada e provoque o efeito desejado".
sexta-feira, agosto 07, 2009
Ufologia e espiritualismo
Mais de duas mil pessoas que acreditam na cura por meio de encontros místicos com alienígenas se reuniram nesta quinta-feira e hoje em uma região rural do Uruguai, informa a edição digital do jornal "El País". A organização "Casa Redención" reuniu este grupo na localidade de San Mauricio, a cerca de 450 quilômetros ao nordeste de Montevidéu, para orar e refletir na busca da cura "cósmica".
A "Casa Redención" está construindo nesse lugar um centro de cura "planetária" de 1.200 metros quadrados. Os que entraram no recinto para o encontro místico não podiam portar câmaras de vídeo ou celulares.
Segundo o jornal, os organizadores vincularam estes dias de reflexão tanto à presença de ovnis, quanto às doutrinas do místico e estigmatizado frade italiano Padre Pio, canonizado em 16 de junho de 2002 pelo papa João Paulo II sob o nome de São Pio de Pietrelcina.
Há nos arredores de San Mauricio um santuário dedicado ao santo em um local chamado La Aurora, onde pessoas afirmam ter visto ovnis, estranhas luzes no céu e fenômenos paranormais desde meados dos anos 70.
As atividades desta nova congregação mística mobilizaram o setor turístico da região, conhecida por suas fontes de águas termais. Os hotéis ficaram lotados durante toda a semana devido à reunião, com clientes brasileiros, argentinos, paraguaios e venezuelanos.
Em Piriápolis, no leste do Uruguai, a Missão Rahma, organização dedicada a estabelecer contato com seres extraterrestres, acaba de concluir uma reunião de seis dias com a participação de 240 pessoas de 13 países.
Em entrevista ao site do "El País", Richard Karlen, da Missão Rahma, disse que este encontro estava previsto há mais de um ano para coincidir com a visita de "entidades extraterrestres" anunciada por alienígenas em um encontro anterior.
Fonte: Terra
Leia também: "Sinais e curas no tempo do fim".
Juíza hispânica é confirmada para a Suprema Corte
A juíza Sonia Sotomayor se tornou, nesta quinta-feira, a primeira hispânica a ser aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos para ocupar uma vaga na Suprema Corte do país. O nome da juíza de 55 anos foi aprovado pelo Senado americano por 68 votos contra 31. Ela será a terceira mulher a alcançar um posto na instância máxima do Judiciário americano.A maior parte dos republicanos no Senado votou contra a indicação por julgá-la excessivamente à esquerda em temas como questões raciais e porte de armas. Muitos dos ataques dos republicanos a ela se basearam nos comentários do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que ele buscava para a Suprema Corte um nome que tivesse "empatia". Tal critério foi considerado pelos oposicionistas superficial demais para determinar a escolha de uma juíza para a Suprema Corte.
Também gerou críticas uma afirmação feita no passado pela própria Sotomayor de que "uma latina de sabedoria" poderia ser uma melhor juíza do que um homem branco. Durante a sabatina no Congresso para confirmar sua indicação para o posto, a juíza disse ter feito, na ocasião, "um jogo de palavras" que "não deu certo".
Sotomayor é uma nova-iorquina filha de porto-riquenhos. Ela cresceu em um conjunto habitacional numa região pobre do bairro do Bronx, no norte de Nova York, mas conseguiu êxito profissional como advogada e juíza. A juíza foi a primeira indicação de Barack Obama para a Suprema Corte do país.
"Com este voto histórico, o Senado afirmou que a juíza Sotomayor possui o intelecto, o temperamento, a história, a integridade e a independência de espírito para servir de forma apta a corte máxima de nosso país", disse o presidente americano.
Sotomayor irá substituir o juiz David Souter, também considerado um liberal, que decidiu se aposentar. Os juízes da Suprema Corte exercem mandatos vitalícios e só podem se afastar do cargo por vontade própria. O juramento de Sotomayor está marcado para neste sábado.
Fonte: BBC Brasil
Saiba mais: "A Suprema Corte Americana e o domingo". "O Vaticano tem a faca e o queijo".
OVNI na webcam da BBC
Um objeto voador não identificado (Ovni) foi visto na webcam do programa Breakfast News do canal regional Look North da BBC na terça-feira.
Uma linha prateada passou do conto esquerdo da parte de baixo da tela ao canto direito da parte de cima no momento em que o apresentador Colin Briggs lia as manchetes.
A BBC Look North está pedindo aos telespectadores para que eles digam o que eles acham que a webcam mostrou.
(Assista o vídeo na BBC Brasil).
Uma linha prateada passou do conto esquerdo da parte de baixo da tela ao canto direito da parte de cima no momento em que o apresentador Colin Briggs lia as manchetes.
A BBC Look North está pedindo aos telespectadores para que eles digam o que eles acham que a webcam mostrou.
(Assista o vídeo na BBC Brasil).
quinta-feira, agosto 06, 2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
Procuradoria quer vetar símbolos religiosos
Ministério Público Federal de São Paulo pede à Justiça a retirada de crucifixos e bíblias de repartições públicas federais. O argumento é o de que os objetos ferem a liberdade de crença e não respeitam o princípio do Estado laico; medida divide igrejas cristãs.Reprovada pela Igreja Católica, a ação do Ministério Público Federal de São Paulo pedindo a retirada de símbolos religiosos de repartições públicas federais no Estado encontra defensores entre evangélicos e igrejas cristãs históricas. No final de julho, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo ajuizou ação civil pública pedindo à Justiça que obrigue a União a retirar símbolos religiosos, como crucifixos e bíblias, de áreas públicas de órgãos federais. O argumento é o de que os objetos ofendem a liberdade de crença e sua permanência fere o princípio do Estado laico. A decisão caberá à juíza Maria Lúcia Lencastre, da 3ª Vara Federal, que irá ouvir a União antes de tomar uma decisão.
A ação da Procuradoria teve origem com uma representação do grupo Brasil para Todos, que defende a laicidade do Estado e a impessoalidade da administração pública.
O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, viu a decisão com estranheza. "Ter um Estado laico não significa passar por cima da cultura de um povo", afirma. Segundo ele, a existência de crucifixos e bíblias faz parte da tradição cultural brasileira. "Uma posição como essa não vem defender o interesse da maioria dos cidadãos", afirmou.
Entre grupos religiosos, a retirada dos símbolos, apesar de considerada polêmica, encontra defensores. Coordenador da bancada evangélica no Congresso, o deputado pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE) diz que a bancada está de acordo com a iniciativa. "A retirada desses símbolos a princípio choca muitos evangélicos. Mas a bíblia não é o instrumento religioso de todos."
O secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Luiz Alberto Barbosa, diz que não há consenso entre as chamadas igrejas cristãs históricas sobre a defesa ou não da permanência de símbolos religiosos em locais públicos governamentais.
Ele ressalta que, quase na totalidade, as figuras são referentes apenas à Igreja Católica Romana. Como exemplo, ele cita o crucifixo em que há o corpo de Cristo como símbolo católico, enquanto igrejas cristãs históricas utilizariam a cruz vazia.
"Nós entendemos que, do ponto de vista legal, o Ministério Público está querendo implantar apenas o que a Constituição consagra, que é a separação igreja e Estado."
Coordenadora do grupo Católicas pelo Direito de Decidir, Maria José Rosado apoia a ação. "Embora haja uma predominância da cultura católica e do poder institucional da Igreja Católica no Brasil, cada dia mais a sociedade é plural."
Segundo ela, na medida em que se mantêm símbolos religiosos em lugares públicos de representação do Estado, há privilégio de uma determinada religião. "É um respeito a um país que se torna cada dia mais plural em termos religiosos." O presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Walter Altmann, não concorda com uma decisão de "cima para baixo". Ele é a favor de audiências públicas para discussão do tema. "A retirada [de cruzes e bíblias] fere o sentimento daquele para quem o símbolo é relevante", diz ele.
Fonte: Folha de São Paulo, 05 de agosto de 2009.
NOTA: Repartições públicas (portanto, ligadas à política) deveriam mesmo evitar a ostentação de símbolos religiosos, uma vez que o Estado deve ser laico. Logicamente, a Igreja Católica, cujo objetivo final é a supremacia política não apóia essa idéia... (Há mais de dois anos Bento XVI já havia se pronunciado).
Lembra-te do teu Criador
"Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade antes que venha os maus dias e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: não tenho neles contentamento". Eclesiastes 12:1
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