quinta-feira, abril 05, 2007

ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 1

Nos últimos anos, autoridades mundiais têm se esforçado para demonstrar que o planeta Terra está marchando para a destruição final (em alguns casos a mídia até tem invocado o Apocalipse) devido às grandes mudanças climáticas e ao descaso com que o meio ambiente vem sendo tratado pelo ser humano. Manchetes recentes têm apontado a maior de todas as preocupações: o aquecimento global. O mundo está derretendo. E a culpa é 100% do homem. Só uma mudança no estilo de vida da sociedade poderá salvar o mundo da destruição final.

Todas essas “verdades” que têm sido propagadas nos quatro cantos do planeta escondem no seu interior uma outra verdade, essa sim, inconveniente para a elite ocultista que controla as sociedades secretas ao redor do mundo, e por isso mesmo, jamais será reconhecida como “versão oficial dos fatos”. Você quer saber qual é essa verdade? Então continue a leitura e tire suas próprias conclusões só após terminar todas as partes deste texto... (Só serão aceitos comentários depois que todas as partes forem postadas.)

No dia 2 de fevereiro deste ano, foi divulgado o relatório (a primeira de quatro partes) do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da ONU. De acordo com esse relatório, "concentrações de dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso aumentaram notavelmente como resultado das atividades humanas desde 1750, e agora excedem, em muito, os valores (anteriores)". Por isso, no fim do relatório, os cientistas ”concluíram que há 90% de chance de o aquecimento global observado nos últimos 50 anos ter sido causado pela atividade humana”.

Observe as datas mencionadas acima: “resultado das atividades humanas desde 1750”, “aquecimento global observado nos últimos 50 anos”. A partir dessas informações “oficiais”, pode-se já colocar um grande ponto de interrogação nas intenções por detrás dessa “verdade” do aquecimento global. Isso porque apenas trinta anos atrás as manchetes dos jornais anunciavam exatamente o contrário: “A Terra caminha para nova era glacial”, “Os invernos serão cada vez mais frios”. Por que o relatório do IPCC procura provar o aquecimento global nos “últimos 50 anos” sendo que cerca de 30 anos atrás a preocupação era o esfriamento global? Por que essa histeria em torno do aquecimento global, então? Será que antes de produzir o relatório do IPCC os cientistas não leram o Estadão? Ou há algo a mais nessa história?

Para a causa do aquecimento global provocado por mudanças climáticas, a mídia mundial (leia-se Hollywood) já elegeu seu garoto propaganda. Trata-se do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, quem, inclusive, ganhou o Oscar neste ano, na categoria “documentário”. O vídeo “Uma Verdade Inconveniente” foi premiado por tratar exatamente do aquecimento global e as possíveis soluções para o problema. Ao receber o prêmio, Al Gore fez o seguinte apelo: "Meus compatriotas americanos, povo de todo o mundo, temos que resolver a crise ambiental. Não é uma questão política. É uma questão moral." Ainda na opinião do próprio Al Gore, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, agora, tornou-se “verde” e “ecológica”.

Seria tentador acreditar em tudo o que Al Gore afirma não fosse uma dúvida pertinente: será que ele próprio acredita naquilo que suas palavras afirmam? Reza o bom senso que, quando alguém acredita em uma causa, as ações dessa pessoa devem caminhar na mesma direção. O que nem sempre é verdade no caso de Al Gore.

A esta altura você deve estar se perguntando se existe mais alguém que discorda da versão oficial sobre o aquecimento global. Com certeza. E são pessoas com credenciais científicas. É o caso dos reconhecidos cientistas britânicos Paul Hardaker e Chris Collier. Recentemente, eles “criticaram o exagero com o qual alguns de seus colegas tratam os riscos da alteração do clima, sem bases científicas”. Hardaker ainda “advertiu contra descrever a mudança climática como fazem os filmes de Hollywood, que só contribuem para confundir a opinião pública”.

Continua...

Outro apelo papal a favor da guarda do domingo

A agência católica Zenit noticiou que “em meio às dificuldades trabalhistas que a juventude experimenta em tempos de globalização, Bento XVI fez um chamado a recuperar a ‘dimensão humana do trabalho’. A proposta do Santo Padre faz parte da mensagem que enviou aos participantes no IX Foro internacional de jovens, organizado pelo Conselho Pontifício para os Leigos, sobre o tema ‘Testemunhas de Cristo no mundo do trabalho’, em Rocca di Papa (localidade próxima a Roma). No encontro, que culminará com a Jornada Mundial da Juventude, que este ano se celebra no âmbito diocesano em 1º de abril, Domingo de Ramos, participam cerca de 300 jovens dentre 20 e 35 anos, comprometidos na Igreja e no mundo do trabalho, procedentes de aproximadamente cem países, e de diferentes experiências trabalhistas e eclesiais”.

Depois de apresentar uma visão geral do trabalho em tempos de globalização e falar sobre a visão cristã do trabalho, o papa Bento XVI afirmou ser necessário “tomar como ponto de referência a doutrina social, exatamente como é apresentada pelo Catecismo da Igreja Católica e sobretudo pelo Compêndio da Doutrina Social da Igreja”. E finalizou propondo uma solução: “Hoje, mais que nunca, é necessário e urgente proclamar ‘o Evangelho do trabalho’, viver como cristãos no mundo do trabalho e converter-se em apóstolos entre os trabalhadores. Mas para cumprir com esta missão é necessário permanecer unidos a Cristo com a oração e com uma intensa vida sacramental, valorizando, com este objetivo, de maneira especial o domingo, que é o dia dedicado ao Senhor [sic]”

Nóta: Embora a profecia do Apocalipse demonstre que a batalha final entre a guarda do sábado e a Lei Dominical começará nos EUA, país protestante, não devem passar despercebidas diante de nossos olhos as várias declarações provenientes do Vaticano a favor da guarda do domingo. A preparação dos fiéis católicos para defender a guarda do domingo mesmo na rotina do trabalho é mais um sinal dos tempos em que vivemos.

Vale lembrar que a mudança do sábado para o domingo como dia de guarda deu-se sem autorização bíblica, e baseada exclusivamente na autoridade da Igreja. Ao colocar a autoridade da Igreja acima da autoridade das Escrituras, a Igreja Católica lançou a base para mudar a Lei de Deus.

Assim, a luta entre a autoridade da Igreja e a autoridade da Bíblia foi a nota tônica no decorrer de toda a Idade Média. Um exemplo clássico dessa tensão aconteceu com Lutero por ocasião da Reforma Protestante. Ele afirmava que a consciência do homem deve estar subordinada apenas à Palavra de Deus (o que estava correto); seu lema era “Sola Scriptura”. Em determinada ocasião, um de seus mais ferozes opositores católicos, Johann Eck, tentou ironizá-lo dizendo: “A Escritura ensina: ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar; seis dias trabalharás e farás toda sua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus...’ Assim, a igreja mudou o sábado para o domingo por sua própria autoridade, e para isso você não tem nenhuma Escritura” (citado por C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, pág. 134, Casa Publicadora Brasileira).

A Lei de Deus é um reflexo de Seu caráter imutável, e por isso mesmo ela jamais poderia ser mudada, quer seja na essência, quer seja na forma.

“Quanto às Tuas prescrições, há muito sei que as estabeleceste para sempre.” Salmo 119:152

quinta-feira, março 29, 2007

Bento XVI fará reunião ecumênica em mosteiro

O papa Bento XVI participará de um encontro com representantes das religiões judaica, muçulmana e cristã de diversas denominações em sua primeira visita ao Brasil, entre os dias 9 e 13 de maio. A reunião será no dia 10, às 12h30, no mosteiro de São Bento, segundo a Folha de S.Paulo.

O xeque Armando Hussein Saleh, representante da comunidade islâmica que estará com Bento XVI, diz que "há um interesse mútuo nessa aproximação". "Nós, muçulmanos, calculamos as pessoas por suas intenções. O papa teve uma declaração que foi infeliz, mas a intenção dele é boa", diz Saleh.

O rabino Henry Sobel - que também foi convidado para o encontro - disse que "o papa é muito conservador em doutrina, mas ao mesmo tempo muito aberto em relação ao diálogo inter-religioso".

Cético, mas que também confirmou presença no encontro, o pastor luterano Walter Altmann declarou que "nos encontramos num momento de transição. O entusiasmo da 'primeira hora' passou e há desapontamentos em relação ao ecumenismo no seio da cristandade. Esperava-se avanços mais significativos no reconhecimento mútuo das igrejas".

Ele é presidente do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), órgão que reúne 350 igrejas ortodoxas, protestantes, evangélicas e, em menor grau, pentecostais do mundo inteiro, representando aproximadamente meio bilhão de fiéis.

O pastor luterano e presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) Carlos Möller também estará presente para representar outras denominações cristãs.

(Terra)

Nota: O Ecumenismo já produziu para a Santa Sé o objetivo para o qual foi criado: devolver ao Vaticano o prestígio, o poder e a liderança mundiais tanto no campo religioso quanto no político, perdidos ao fim da Idade Média (1798). Falta apenas o reconhecimento oficial de sua supremacia por parte das nações, o que acontecerá quando a guarda do domingo como dia sagrado se tornar realidade por meio da imposição de uma lei civil em diversos países ao redor do mundo.

Tremores proféticos

"Uma série de terremotos atingiu ilhas do Pacífico na madrugada deste domingo, incluindo um tremor de 7.1 pontos na escala Richter na costa oeste da maior ilha do Japão, Honshu.

"Pelo menos uma pessoa morreu e 150 ficaram feridas pelo tremor, que chegou a ser sentido na capital, Tóquio. Um alerta de tsunami foi divulgado por um curto período de tempo na área de Ishikawa.

"O maior dos terremotos, de 7.2 pontos, atingiu as proximidades da ilha de Vanuatu, no sul do Oceano Pacífico, às 11h40 no horário local (21h40 na hora de Brasília), seguido por um tremor menor 28 minutos depois. O epicentro dos dois tremores estava a 335 quilômetros ao sudeste da capital da ilha, Port Vila."

(BBC Brasil)

Nota: Embora os terremotos sempre tenham acontecido na história passada, atualmente estão cada vez mais freqüentes e mais intensos, e é justamente esse o sinal deixado por Jesus em Mateus 24 que indica a proximidade de Sua vinda. O site Apolo11, que realiza, entre outras coisas, o monitoramento online de terremotos de todo o planeta, registrou só nos últimos seis dias (22-28 de março) 120 terremotos, sendo três deles acima de 6.0 na escala Richter, e outros 22 entre 5.0 e 5.9 na mesma escala.


Em tempo: Conforme observação feita pelo leitor Fernando Machado, apenas oito dias depois do terremoto no Japão, outros terremotos atingiram as Ilhas Salomão, no Pacífico. Sendo que o maior deles (o primeiro) chegou a provocar um tsunami (2 de abril). De acordo com o Valor Online “milhares de pessoas dos litorais ocidentais das mais de 200 ilhas que formam o arquipélago passaram a noite no topo de morros e montanhas, com medo de um novo tsunami”.

Profecia atual

Ao longo dos últimos cinqüenta anos os cristãos têm presenciado a profecia de Daniel 2:43, referente às nações da Europa, cumprir-se a despeito dos grandes esforços humanos na direção contrária: "Mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro."

Em 25 de março de 1957, seis países da Europa (Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos) assinaram o Tratado de Roma estabelecendo o início da Comunidade Econômica Européia (CEE) e prevendo a criação de um Mercado Comum Europeu já para o ano seguinte.

Desde então, outros documentos foram assinados ampliando o número de países membros (hoje são 27 países) da atual União Européia (UE). No entanto, o processo ficou estagnado depois que a França e a Holanda, através de um plebicito em 2005, rejeitaram a Constituição Européia.

No último domingo, dia 25, os líderes da UE reuniram-se em Berlim para reativar o processo. O encontro ficou marcado pelo consenso em torno de um Documento (Declaração de Berlim). De acordo com a agência de notícias EFE, "o documento inclui o compromisso dos 27 países do bloco para renovar os alicerces da UE até 2009, mas não tem referência à Constituição - assunto ainda polêmico entre os membros do bloco". Alguns líderes protestaram porque tiveram apenas 24 horas para ler o documento e propor emendas. O resultado foi que só três lideres assinaram a Declaração.

Como se pode notar, passados mais de 2.500 anos, quando o livro de Daniel foi escrito, a profecia bíblica continua atual e verdadeira. O principal objetivo das profecias é despertar a fé das pessoas nAquele que conhece o fim desde o princípio, cuja soberania está acima da história humana e cujo poder é ilimitado para salvar todo aquele que nEle crer.

"Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU." João 13:19

sexta-feira, março 16, 2007

Vitória da liberdade

O Senado brasileiro decidiu na manhã desta quinta-feira criar um grupo de trabalho para estudar de forma mais aprofundada a chamada “Lei da Homofobia”, que pretende punir como crime qualquer tipo de reprovação ao homossexualismo.

O grupo de trabalho criado terá o objetivo de promover audiências públicas para ouvir especialistas no assunto.

O projeto entrou na pauta de votações logo pela manhã, mas os senadores declinaram em votá-lo. Um dos motivos da cautela dos senadores, segundo apurou Zenit, seria o grande número de e-mails e telefonemas registrados nos últimos dias de cidadãos que se posicionaram contra a lei.

Especialistas consultados por Zenit explicaram que a “Lei da Homofobia” implicaria um marco legal de perseguição religiosa. Se aprovada a nova Lei, o homossexualismo deixaria de ser um vício para tornar-se um mérito. “E quem ousar criticar tal conduta será tratado como criminoso”, afirmava a advogada e presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida, Maria das Dores Dolly Guimarães.

“Além dos direitos previstos na Constituição para todas as pessoas, o homossexual, pelo simples fato de ser homossexual, ganhará privilégios”, explicou a especialista à Zenit, na terça-feira.

A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) por homossexuais.

Na mesma pena poderá incorrer o pastor ou o padre que, em uma homilia, condenar o homossexualismo; e o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual poderá receber pena maior, de 3 a 5 anos de reclusão.

O projeto que agora tramita no Senado como PLC 122/2006 já foi votado e aprovado pela Câmara dos Deputados (sob o nome de PL 5003/2001) no dia 23 de novembro de 2006.

Fonte: ZENIT

Nota: Parabéns a todos que participaram exercendo sua cidadania e liberdade de pensamento. Todavia, devemos ficar alerta porque a guerra ainda não acabou!

Notícias de outro mundo

1. “Uma empresa japonesa está vendendo um equipamento criado para detectar objetos voadores não identificados (OVNIs) e alienígenas. De acordo com a companhia, ninguém em sã consciência deve sair de casa sem um desses. A empresa prega que existem milhões de alienígenas infiltrados entre os humanos, como funcionários dos correios, motoristas de ônibus e imitadores da Marilyn Monroe. Esses seres emitiriam ondas próprias de espécies de outro planeta.

O dispositivo funciona no modo automático e no manual. No primeiro, o aparelho fica ligado 24 horas por dia e quando encontra algum tipo de informação extraterrestre, emite um som e pisca uma luz. Já no modo manual, o produto só busca por ETs enquanto um botão estiver apertado. Quanto mais próxima estiver a forma de vida alienígena, mais alto o som e mais rápido as luzes piscarão.

O fabricante adverte que existem casos em que o extraterrestre é muito bom e engana o aparelho, que continua fazendo buscas em graus mais elevados até verificar ou não a existência de vida alienígena. O detector de OVNIs e ETs custa 2,22 mil ienes, cerca de R$ 40 ...” (Terra)

2. “Dois objetos voadores não identificados (OVNIs) foram registrados há alguns dias por radares indianos nas proximidades da residência do primeiro-ministro, Manmohan Singh, segundo informou nesta quarta-feira o canal CNN-IBN. De acordo com a rede de televisão, sete radares dos controladores de vôo de Nova Delhi detectaram nas primeiras horas da tarde do dia 7 de março a presença de objetos voadores.

"A Aeronáutica foi alertada, mas os objetos desapareceram em poucos minutos e antes que os aviões pudessem interceptá-los. Até agora ninguém conseguiu explicar o que eram esses objetos. Há quem diga que foi um bando de pássaros, mas segundo especialistas essa hipótese é impossível pela maneira como os objetos voavam. Até o momento, não há sinais de que os radares não tenham funcionado direito.

"Tanto o ministro da Aviação Civil como a Aeronáutica abriram uma investigação para tentar compreender como foi que a informação chegou tarde e os aviões não puderam interceptar os objetos a tempo. A residência do primeiro-ministro encontra-se no centro da capital da Índia.” (ANSA)

Nota: No primeiro caso, a comercialização de um aparelho como esse serve não só para despertar a curiosidade como também para manter viva na imaginação de todos a “possibilidade” de futuros contatos com “ET’s”. Já no segundo caso apresentado, surge novamente a pergunta: Por que será que a mídia enfatiza tanto o avistamento de OVNIs por celebridades (cantores, artistas) e por políticos? É só para dar maior credibilidade ao fato? Quem estaria interessado nessa divulgação planetária (até com a ajuda de Hollywood) e por que? Para saber mais, leia o texto “Extraterrestres – eles estão chegando!”, parte 1, parte 2 e parte 3. Leia também “O Vaticano e os extraterrestres”.

quarta-feira, março 14, 2007

A liberdade de pensar e julgar a homofilia

Célio Borja, ex-presidente da Câmara e ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal.

O PROJETO DE LEI nº 5003/2001 da Câmara dos Deputados (PLC nº 122/2006, do Senado Federal), na sua versão original, “determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas”, como se lê na sua ementa. Em três artigos, a matéria é desenvolvida com propriedade e coerência, tipificando as condutas proibidas (arts. 1º e 2º) e cominando-lhes sanções administrativas, sem recorrer a penas privativas da liberdade dos agentes.

Alguns fatos recentes que vitimizam pessoas de orientação sexual peculiar explicam a preocupação do legislador de assegurar-lhes tratamento compatível com a dignidade humana e a paz social.

Contudo, as modificações sofridas por essa proposição, no curso de sua tramitação, na Câmara dos Deputados, ampliando-lhe o escopo a fim de alcançar outras formas de discriminação constitucionalmente vedadas (raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero) e valem-se de meios, alguns discutíveis, de tipificação de condutas e de apenação dos infratores.

O projeto, já aprovado na Câmara, depende de revisão do Senado (PLC 122/2006 – SF), em cuja Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa a senadora Fátima Cleide foi designada relatora.

Por amor à brevidade, abstraio as ambigüidades da tipificação de condutas em que incide a proposição emendada, sua inútil extensão, as disposições redundantes, como a do artigo 20-B, atinente à interpretação segundo princípios já adotados na Constituição e disciplinados pela ciência do direito, e o retrocesso acolhido no artigo 20-A, que reserva a poucos a iniciativa da notitia criminis que a lei processual penal faculta a todos. Mas fixo-me no conflito da matéria, tal como emendada na Câmara, com os mais veneráveis princípios de todas as Constituições democráticas do nosso tempo: o que garante as liberdades de pensamento e de consciência e o que torna inviolável o direito de religião (Const., art. 5º, VI, VIII e IX).

Atropelando essas franquias, o projeto nº 122/2006 (numeração do Senado) restabelece o delito de opinião que é uma das formas mais execráveis de opressão. O parágrafo 5º do artigo 20, do projeto em tramitação no Senado, equipara a manifestação ou expressão de inconformidade ou reprovação da homofilia, “de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica” à “ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória”.

Portanto, o direito de não considerar natural, próprio e conveniente, ou de qualificar como moral, filosófica ou psicologicamente inaceitável o comportamento homossexual não seria mais tolerado. Os juízos morais, filosóficos ou psicológicos, não poderiam mais ser externados, embora a constituição assegure a livre manifestação do pensamento (art. 5º, IV). Essa norma poderia impedir que os pais eduquem seus filhos de acordo com o que entendem ser o comportamento mais natural e socialmente próprio.

Esse temor se justifica porque o substitutivo diz que “para os fins de interpretação e aplicação dessa Lei, serão observados, sempre que mais benéficas em favor da luta antidiscriminatória, as diretrizes traçadas pelas Cortes Internacionais de Direitos Humanos, devidamente reconhecidas pelo Brasil”. Ora, nenhuma lei pode incitar ou compelir pessoas a engajarem-se em qualquer tipo de luta, a não ser a guerra externa para defesa do Brasil.

Esse jargão é incompatível com o direito, cuja finalidade é a paz. E, depois, observe-se que as relações do direito interno e do internacional são reguladas pela Constituição (art. 5º, LXXVIII, § § 1º, 2º e 3º), não cabendo ao legislador ordinário dispor diferentemente.

Andaria bem o Senado se desse preferência ao projeto original. Garantiria, assim, a liberdade de pensamento e a de instruir, educar e formar os filhos e os discentes de acordo com sua consciência moral. E a de manifestar publicamente os juízos de valor inerentes aos credos religiosos.

Fonte: Jornal do Brasil, 14 de março de 2007.

Ameaça à consciência

“É nosso dever, ao vermos os sinais do perigo que se aproxima, despertar-nos para a ação. Que ninguém se assente em calma expectativa do mal, confortando-se com a crença de que esta obra terá de prosseguir porque a profecia o predisse, e que o Senhor guardará o Seu povo. Não estamos cumprindo a vontade de Deus se nos deixarmos ficar em quietude, nada fazendo para preservar a liberdade de consciência... Haja as mais fervorosas orações, e então trabalhemos em harmonia com as nossas orações.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 713 e 714.

O texto acima foi escrito no contexto da Lei Dominical. Todavia, um princípio pode ser extraído dele e aplicado em outras situações: sempre é nosso dever fazer o que for necessário (orações e ações) para preservar a liberdade de consciência. Só porque os cristãos crêem que as profecias se cumprirão (tanto a imoralidade do mundo quanto a proteção de Deus junto ao Seu povo) não é razão para permanecerem de braços cruzados, em especial, quando a liberdade de consciência estiver em jogo.

Agora mesmo, a liberdade de consciência está sendo ameaçada em nosso país. Refiro-me ao Projeto de Lei 5003/2001, que trata da criminalização da homofobia no Brasil. Se o tal projeto for aprovado, muitos problemas surgirão no caminho dos cristãos e das igrejas, os quais não poderão mais se pronunciar publicamente contra o homossexualismo sob risco de serem condenados e presos.

Vale lembrar que a prática homossexual está sendo incentivada em todo mundo. E juntamente com a feitiçaria e o ocultismo tem sido o carro-chefe do movimento neopagão pelo mundo afora. Por isso, nós cristãos deveríamos não só orar mais, mas também pressionar os parlamentares no Congresso para que não aprovem esse Projeto de Lei tão infame.

O autor Júlio Severo mostra o caminho para que isso seja feito. Você pode ler o texto “Alerta de Júlio Severo” encontrado em seu site, e ajudar na divulgação buscando apoio para a devida pressão dos congressistas brasileiros. De agora em diante, os cristãos terão muito com o que se preocupar no que diz respeito à liberdade de consciência. É mais um sinal dos tempos!

Lembrando que toda comunicação com os congressistas deve ressaltar pontos importantes como:

• Não apoiamos qualquer tipo de ato ou lei que promova a discriminação de pessoas.
• Não apoiamos qualquer tipo de ato ou lei que estimule a violência contra pessoas por qualquer razão.
• Não apoiamos qualquer tipo de ato ou lei que venha a restringir a liberdade de expressão e/ou a liberdade de consciência. (O Projeto de Lei 5003/2001, na forma como está, poderá ser mal aplicado contra aqueles que tão somente discordarem do comportamento homossexual.)

Leia mais aqui.

“Esconde-me da conspiração dos malfeitores e do tumulto dos que praticam a iniqüidade, os quais afiam a língua como espada e apontam, quais flechas, palavras amargas, para, às ocultas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente e não temem.” Salmo 64:2-4

“O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?” Salmo 77:13

segunda-feira, março 12, 2007

Só faltam as cortinas se abrirem

“A partir de 11 de setembro de 2001, as luzes do palco para a Nova Ordem Mundial se acenderam, as da platéia já se apagaram. Só faltam as cortinas se abrirem..."

O pensamento acima foi extraído, para minha surpresa, de um site católico que também tem esclarecido seus leitores quanto ao plano secreto de um Governo Mundial (há, portanto, pessoas sinceras e tementes a Deus mesmo dentro da Igreja Católica). Descobri o site graças a um de nossos leitores (M.Flores).

Já mencionei anteriormente, no texto “A Era de Aquário e os números ocultistas – Parte 2”, sobre a relação do 11 de Setembro com a implantação da Nova Ordem Mundial (conforme David Bay, responsável pela The Cuting Edge).

Todavia, há ainda outro filme-documentário mostrando fortes evidências de que algo muito maior está por detrás do 11 de Setembro. O vídeo está disponível na Web (legendas em português) para aqueles que desejam saber mais sobre o 11 de Setembro: “Loose Change 2”.

Segundo o documentário, “no projeto para um novo século americano, um grupo de pensadores neo-conservadores que tem como membros Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Jeb Bush e Paul Wolfowitz, liberam seu relatório (em setembro de 2000) entitulado ‘Reconstruindo as Defesas Americanas’. Nesse documento eles declaram que o ‘processo de transformação, mesmo que traga mudanças revolucionárias, provavelmente será longo, se não houver um evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor’”.

Não é suspeito que esse documento tenha sido preparado e divulgado um ano antes do 11 de Setembro?

Mas isso é só o começo...

Contudo, temos uma certeza:

“Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” II Pedro 3:9

quinta-feira, março 08, 2007

O tempo do nosso amor

No Dia Internacional da Mulher, gostaria de prestar uma homenagem a todas as mulheres que acompanham este blog. E farei isso declarando meu amor por minha esposa, amiga e parceira de jornada. A você, Patrícia, parabéns pelo seu dia e muito obrigado por repartir comigo toda sua feminilidade, tão marcante e atraente. Eu te amo!

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela.” Efésios 5:25

A poesia a seguir, que fiz para minha esposa, foi inspirada em Eclesiastes 3:1-8.

O tempo do nosso amor

Houve tempo de crescer e de aprender.
Houve tempo de pedir e de Deus receber.

Houve tempo de olhar e se apaixonar.
Houve tempo de conversar e se encantar.

Houve tempo de sonhar e de planejar.
Houve tempo de esperar e de conquistar.

Houve tempo de orar e de decidir.
Houve tempo de buscar e se unir.

Houve tempo de amar e de curtir.
Houve tempo de trabalhar e de construir.

Houve tempo de crescer e de perdoar.
Houve tempo de pensar e de valorizar.

Houve tempo de se adaptar e a família aumentar.
Houve tempo de se dedicar e no futuro pensar.

Houve tempo de brincar e se alegrar.
Houve tempo de sorrir e de chorar.

Houve tempo de perder e de ganhar.
Mas jamais haverá tempo do amor acabar!

“O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor.” Provérbios 22:18

segunda-feira, março 05, 2007

Sociedade secreta e cristianismo no tempo do fim

1. Em um congresso realizado no dia 1º de março de 2007, na Faculdade Pontifícia Teológica São Boaventura, cidade de Roma, a Igreja Católica respondeu à seguinte pergunta: "Pode um católico ser membro da maçonaria?" O congresso foi presidido pelo bispo Gianfranco Girotti, o qual declarou à agência Zenit que a ICAR “sempre criticou as concepções e a filosofia da maçonaria, considerando-as incompatíveis com a fé católica”. Segundo a Zenit, “o último documento oficial de referência é a ‘Declaração sobre a Maçonaria’, assinado pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, em 26 de novembro de 1983”. O documento afirma que “os princípios da maçonaria sempre foram considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja; em conseqüência, a afiliação à mesma continua proibida pela Igreja”. E também que “os fiéis que pertençam a associações maçônicas se encontram em estado de pecado grave e não podem acudir à santa comunhão”.

2. O assunto é mais um daqueles em que há um abismo entre a posição oficial da Santa Sé e a prática de seus fiéis. Basta lembrar que, em 1984, David Yallop, pesquisador católico, publicou o livro Em Nome de Deus no qual apontava as provas de que o papa João Paulo I foi, na verdade, assassinado por ter descoberto, entre outras coisas, que dentro do alto escalão do Vaticano havia vários membros da maçonaria infiltrados. Segundo a obra de Yallop, o plano de João Paulo I era afastar os maçons do alto escalão do Vaticano. Todavia, depois da morte do papa, em 1978, “com a eleição de Wojtyla, tudo voltou aos valores de Paulo VI, acrescido de juros. Como no caso da infiltração dos maçons no Vaticano. O Vaticano, através do atual Papa [JPII], não apenas absorveu em seus quadros uma ampla variedade de maçons, de uma ampla variedade de lojas, mas também adquiriu a sua própria versão interna. Seu nome é Opus Dei... a Obra de Deus”.

3. Uma das principais razões para o cristão não se filiar às sociedades secretas é justamente para não contrariar o exemplo de Cristo: “Declarou-lhe Jesus: Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto.” João 18:20.

4. Outra forte razão é que o cristão é aconselhado a não entrar em sociedade (estabelecendo interesses íntimos), em nenhum caso, com aqueles que defendem conceitos e costumes pagãos: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?” II Coríntios 6:14. E o motivo por detrás do conselho é claro: “para que te não sejam por cilada.” Êxodo 34:12.

5. Além desses fatos, a Igreja Adventista ainda sabe que a preparação do mundo para receber Satanás em forma de Cristo está sendo feita pelas sociedades secretas: “Um poder de baixo está operando a fim de promover as últimas grandes cenas do drama: Satanás vindo como Cristo e operando com todo o engano da injustiça nos que se ligam em sociedades secretas.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 8, pág. 28.

6. Por isso vem a exortação: “Aqueles que se acham sob a ensangüentada bandeira do Príncipe Emanuel, não se podem unir aos Maçons ou a outra qualquer organização secreta. O selo do Deus vivo não será colocado em ninguém que mantenha tal ligação depois que a luz da verdade fulgiu em seu caminho.” Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 140.

“Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz, nem ramo.” Malaquias 4:1

NOTA: Recomendo o livro Maçonaria – Do outro lado da luz, editora Luz e Vida, no qual o autor William Schnoebelen mostra por que, após sua conversão ao cristianismo, abandonou a maçonaria (32º Grau).

terça-feira, fevereiro 27, 2007

O mundo que há de vir

“Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando.” Hebreus 2:5

A expressão “ecumenismo” deriva da palavra grega oikoumene que é traduzida na Bíblia como “mundo habitado” ou “terra habitada”. No verso acima aparece como “mundo que há de vir”. O verdadeiro ecumenismo é aquele que promove os princípios do “mundo que há de vir”. Estaria o atual movimento ecumênico de igrejas em conformidade com aquilo que a Revelação aponta como princípios do reino vindouro?

Embora o Vaticano venha enfatizando o “escândalo da divisão” do cristianismo desde o Concílio Vaticano II, e promovendo o diálogo com as várias denominações cristãs “separadas” de Roma, e também com as religiões pagãs orientais, essa mesma postura de contemporização e relativismo tem afastado igrejas e grupos cristãos mais conservadores. E há razões de sobra que justificam essa atitude de cautela ou mesmo condenação:

1. De acordo com o autor Bert Beverly Beach, "o quadro escatológico da igreja de Deus antes da segunda vinda não é o de uma megaigreja reunindo toda a humanidade, mas o de um 'remanescente' da cristandade, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus (Apocalipse 14:12)".

2. O movimento ecumênico tem dado mais importância à moralidade social do que à santificação pessoal. É uma espécie de coletivismo religioso, onde o consenso coletivo tem muito mais valor do que a consciência e a piedade pessoal. Isso é um sério problema para a verdadeira fé cristã já que, segundo o fundador do cristianismo, o passaporte para o "mundo que há de vir" é o arrependimento (que pressupõe mudança de atitude diante de Deus e conformidade com as verdades bíblicas): "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus." Mateus 4:17.

3. O pluralismo de idéias dentro do ecumenismo também é um fator complicador. Debaixo do guarda-chuva ecumênico se abrigam não só os defensores da teologia liberal, que vão desde os que não consideram o texto bíblico normativo e dotado de autoridade, até os que acreditam na revelação proposicional (a inspiração não está no texto, mas na experiência do leitor), como também aqueles provenientes das religiões orientais, com seus conceitos pagãos, o que contraria abertamente a mensagem cristã: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?... Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor." II Coríntios 6:14 e 17. Nas palavras de Bert B. Beach, "a separação e a divisão a fim de proteger e preservar a pureza e a integridade da igreja e sua mensagem são mais desejáveis do que a unidade em mundanismo e erro". A verdade é uma só: "Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" Amós 3:3.

4. Michael Urban, autor evangélico conservador (apesar de ser dispensacionalista – acredita que as profecias apocalípticas vão se cumprir com a nação de Israel literal –, seu pensamento sobre o ecumenismo é relevante), afirma que o problema maior para os cristãos com o ecumenismo é que, na verdade, este movimento pretende criar uma nova visão de mundo e uma nova idéia sobre Deus que abrangerá todas religiões. Em outras palavras, o Jesus pregado pelos cristãos tem que dar lugar a um Deus que seja comum a todas as religiões, incluindo as de cunho pagão.

5. Segundo o mesmo autor, a arma eficaz usada pelo movimento ecumênico é a sedução. Aparência de piedade, mas o espírito continua totalmente anticristão. Fato comprovado ao verificarmos as várias frases de impacto usadas pelos seus defensores: "a doutrina separa, a oração une", "devemos construir pontes e não muros" e "unidade no que é relevante, liberdade no que é secundário e, acima de tudo, o amor". Todas essas frases de impacto escondem conceitos antibíblicos. "A doutrina separa, a oração une": a doutrina é encarada como um obstáculo, e a separação que ela pode trazer como indesejável. Porém, Jesus mesmo foi quem previu: "Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre sua filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra." Mateus 10:34 e 35. A doutrina também tem um lugar de destaque na fé cristã: "Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai quanto o Filho." II João 1:9. Urban conclui: "Como podemos unir em oração aquilo que Deus separou?"

6. "Unidade no que é relevante, liberdade no que é secundário e, acima de tudo, o amor": Porventura, há na mensagem bíblica aspectos secundários? Ou será que tudo que foi escrito para nosso proveito é que foi escrito? Se há aspectos secundários, quem deve determinar o que é secundário? Esvaziar a mensagem bíblica do seu todo orgânico é uma armadilha por detrás dos pressupostos ecumênicos.

Graças a Deus, há muitos cristãos conservadores que não se deixarão seduzir pela aparência de piedade destituída de poder.

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens... tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.” II Timóteo 3:1, 2 e 5

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O Ecumenismo avança

OS FATOS:

1. Congregando 100 milhões de fiéis, a Aliança Batista Mundial iniciou, no mês de Dezembro de 2006, a segunda fase do diálogo ecumênico com o Vaticano, sob o tema "A Palavra de Deus na vida da Igreja: Escritura, tradição e koinonia". Essa nova fase pretende encerrar seus trabalhos em 2010.

2. De acordo com a agência de notícias católica Ecclesia, “a Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo (CEDFE, católica) e o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) continuam a discutir o reconhecimento mútuo dos baptismos [sic] nas Igrejas Católica, Presbiteriana, Metodista, Lusitana e Anglicana em Portugal”. Ainda segundo a matéria, “esta decisão ultrapassa em muito o plano ‘burocrático’ de se evitar um novo Baptismo [sic], quando alguém decide mudar de Igreja”.

3. Já a agência Zenit noticiou, em 31 de janeiro de 2007, que o Vaticano recebeu a visita de líderes das Igrejas Ortodoxas Orientais, os quais vieram participar da reunião anual da “Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas orientais”. As Antigas Igrejas do Oriente (chamadas também de ortodoxas) se separaram tanto de Roma como das Igrejas Ortodoxas de Bizâncio, no Concílio de Calcedônia (ano 451).

4. No entanto, a notícia de maior impacto das últimas semanas relaciona-se com a Igreja Anglicana. De acordo com o jornal inglês The Times, edição de 19 de fevereiro de 2007, “propostas radicais para reunir Anglicanos com a Igreja Católica Romana sob a liderança do Papa serão publicadas este ano”. A matéria ainda informa que “em um documento de 42 páginas preparado por uma comissão internacional de ambas as igrejas, anglicanos e católicos romanos estão desejosos para explorar como eles poderiam reunir-se sob o Papa”. Mas a ICAR nega o fato.

5. Segundo a Enciclopédia Barsa – Macropédia, vol. 1, pág. 395, “a origem da Igreja Anglicana se encontra, no entanto, na recusa de Roma em declarar nulo o casamento de Henrique VIII com Catarina de Aragão, celebrado em 1509 e do qual não haviam nascido descendentes varões. Pretendendo garantir a estabilidade da dinastia, em 1527 o rei tentou sem êxito conseguir do papa Clemente VII a anulação do casamento. Seis anos mais tarde, Thomas Cranmer, nomeado pelo rei arcebispo de Canterbury, declarou inválida a união entre Henrique e Catarina e celebrou o casamento do monarca com Ana Bolena. Seguiu-se a excomunhão do rei, que reagiu à Santa Sé, obtendo do Parlamento a aprovação do Estatuto de Supremacia (1534). O documento proclamava o monarca chefe da igreja na Inglaterra, declarava a coroa fonte suprema de jurisdição e privava o papa das rendas procedentes dos bens eclesiásticos”.

A Igreja Anglicana, na verdade, separou-se de Roma mais por vontade política do que por divergências teológicas. Talvez, por isso, de todas as igrejas “separadas” de Roma é a que apresenta a liturgia de culto mais parecida com o catolicismo. Nem por isso, a notícia dada pelo The Times deixa de ter um significado especial, revelando o desenrolar profético: “e toda terra se maravilhou, seguindo a besta”. Apocalipse 13:3.

“Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará”. Hebreus 10:37

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

O liberalismo da Nova Ordem Mundial

Estamos presenciando o enfraquecimento acentuado da moral em nossos dias, principalmente no campo da sexualidade. Comportamentos típicos de uma cultura pagã primitiva estão sendo impostos como normais à sociedade. É o vale tudo na busca desenfreada pelo prazer.

O sexo é um dom de Deus para a humanidade. É algo belo que foi criado por Deus para dar também prazer ao ser humano. Por isso, o modelo estabelecido por Deus para a prática do sexo deve ser a norma, e não a exceção: um homem e uma mulher devidamente comprometidos em uma relação matrimonial.

Até o fim da Idade Média o sexo foi encarado como algo pecaminoso, instrumento apenas de procriação (infelizmente, o cristianismo de então contribuiu para essa situação). Porém, em nossos dias estamos vivenciando o extremo oposto: uma busca irresponsável pelo prazer a qualquer custo. E isso graças à filosofia humanista pós-moderna que vem encarando tudo, inclusive a moral sexual, como sendo relativo, ao gosto do freguês.

A pressão da sociedade e a influência da mídia têm contribuído para popularizar o sexo livre antes de um compromisso permanente (Malhação e Big Brothers da vida) e para tornar o adultério um simples “caso” (novelas e Hollywood da vida).

No entanto, são as perversões como o homossexualismo, a pedofilia, o incesto e o bestialismo que demonstram a real situação de imoralidade a que chegou nosso mundo (a cultura brasileira, infelizmente, também incorporou o sensualismo e a imoralidade em seus diversos aspectos).

A Bíblia nos ensina que, embora Deus ame o pecador (João 3:16), Ele aborrece o pecado em si (Levítico 20:10-16 e 23). No caminho descendente da imoralidade sexual, o último estágio de degradação é o bestialismo (sexo com animais). Não causa admiração, portanto, saber que o garoto propaganda do neopaganismo mundial foi contratado para promover os primeiros passos rumo a tal aberração.

Na Holanda, o país com as políticas sociais mais liberais do mundo, a pedofilia já passou a ser bandeira política. Sem falar, é claro, do homossexualismo que avança a passos largos no mundo. (Confira aqui e aqui também.)

Mesmo o Vaticano, normalmente contrário ao homossexualismo, recentemente cometeu uma gafe.

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Filipenses 4:8

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão... mais amigos dos prazeres que amigos de Deus.” II Timóteo 3:1, 2 e 4

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

O Vaticano tem a faca e o queijo

O que você pensaria caso soubesse que o futuro do mundo e o iminente cumprimento das profecias dependem apenas (humanamente falando) de nove pessoas? E se também soubesse que cinco delas são católicas ( portanto, reverenciam o domingo), três das quais ligadas à Opus Dei; como você se sentiria?

Por trás da aparente ingenuidade dessa pergunta se esconde a mais dura realidade. A profecia alerta que o poder representado pela “besta que subiu da terra” (os EUA) passaria por uma metamorfose: “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.” Apocalipse 13:11. A “fala” de uma nação acontece por meio de suas leis. Isso significa que, em determinado momento, os EUA (por meio de suas leis) passariam a “falar” como um dragão (lembrando que “dragão” no Apocalipse é símbolo do “diabo” e do “paganismo” – Apocalipse 12:9 e 13). Uma lei impondo a guarda do domingo (dia em que os pagãos adoravam o Sol, e que, por influência da Igreja Romana, passou a ser o “dia do Senhor” para muitos cristãos) encaixa-se perfeitamente nessa profecia.

Mas seria possível isso? Poderia um país protestante cuja supremacia mundial foi alcançada graças a sua capacidade de assegurar a liberdade tanto civil quanto religiosa aos seus habitantes, ser capaz de alterar a sua constituição e acabar com a liberdade religiosa impondo um dia de guarda a todos?

Só uma instituição do governo americano teria poder para realizar tal mudança: a Suprema Corte de Justiça dos EUA. A Suprema Corte é o órgão máximo do Poder Judiciário nos EUA, sendo composta por nove juízes (um chefe mais oito assistentes), cujo mandato é vitalício (só perde o mandato quando morre ou quando pede demissão por razões de idade ou saúde). O presidente americano é quem escolhe esses juízes, os quais são depois aprovados ou não pelo Senado.

Na teoria, os juízes não deveriam ser influenciados pelo Executivo, mas como na prática é o presidente quem indica os nomes, a influência do Executivo ocorre na seleção dos nomes, ou seja, os nomes escolhidos pelo presidente geralmente são de juízes que têm o mesmo perfil político do seu partido (conservador ou liberal).

Uma palavra sobre a política americana: os dois maiores partidos que dominam a política são o Republicano (conservador) e o Democrata (liberal). Na prática, atualmente, os conservadores são contra o aborto, contra o casamento gay, mas a favor da união entre igreja e Estado (ou seja, querem mudar a Constituição americana). Já os liberais têm posição oposta: a favor do aborto e do casamento gay, mas contra a união da igreja e o Estado (não desejam a mudança da Constituição).

Nessa luta de interesses, o presidente que indicar o maior número de juízes para a Suprema Corte acaba desequilibrando a balança do poder, seja conservador ou liberal. Atualmente, há quatro juízes conservadores, quatro juízes liberais e um que não tem lado definido (um pouco mais liberal que conservador). Mas o maior problema é outro: é que cinco deles são católicos, sendo três destes ligados à Opus Dei (o que você acha que aconteceria numa votação sobre Lei Dominical?), é o que diz a matéria do jornal O Estado de S. Paulo, de 5 de fevereiro de 2006.

A Opus Dei é uma organização católica de âmbito mundial (80 mil afiliados) que opera nos moldes de uma sociedade secreta, cujo principal objetivo é restabelecer o poder político mundial do Vaticano, perdido no fim da Idade média (1798). Há membros da Opus Dei ocupando posições de influência espalhados em vários países. Inclusive João Paulo II foi muito assessorado por membros da Opus Dei durante seu governo no Vaticano. Ainda de acordo com a matéria do Estadão, ficamos sabendo quem é quem na Suprema Corte Americana:

John G. Roberts Jr. – 52 anos, indicado por George Bush (filho), católico, conservador.

Antonin Scalia – 70 anos, indicado por Ronald Reagan, católico, ligado à Opus Dei, conservador.

Clarence Thomas – 58 anos, indicado por George Bush (pai), católico, ligado à Opus Dei, conservador.

Samuel A. Alito Jr. – 56 anos, indicado por George Bush (filho), católico, ligado à Opus Dei, conservador.

John Paul Stevens – 86 anos, indicado por Ford, protestante, liberal.

David H. Souter – 67 anos, indicado por George Bush (pai), protestante, liberal.

Ruth Bader Ginsburg – 73 anos, indicada por Bill Clinton, liberal.

Stephen G. Breyer – 68 anos, indicado por Bill Clinton, liberal.

Anthony M. Kennedy – 70 anos, indicado por Ronald Reagan, mais liberal que conservador.

Apesar de o Vaticano estar com a faca e o queijo na mão, a profecia só vai cumprir-se quando Deus assim o permitir.

“Pois do Senhor é o reino, é Ele quem governa as nações.” Salmo 22:28

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Blues Laws

A cada dia que passa se intensificam mais os esforços da Igreja Romana para chamar a atenção da opinião pública para o sinal que define sua autoridade no meio da cristandade: a guarda do domingo.

OS FATOS:

1. Há muito tempo a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) tem esperado por este momento, o qual, tudo indica, chegou para ficar. Explicando melhor: a reconquista do poder político e do poder religioso perdidos ao fim da Idade Média, o que se concretizaria com a adoção pelas nações de uma lei que torne obrigatório para todas as pessoas a guarda do domingo (muitos cristãos acreditam ser o “dia do Senhor”), sinal de autoridade de Roma.

2. A última notícia demonstrando isso vem do jornal italiano La Republlica, reproduzida pela Folha Online: “O Vaticano prepara a Clericus Cup, seu campeonato de futebol, que deve começar na segunda metade de fevereiro com 16 equipes de colégios e seminários pontifícios de Roma.” A principal informação aparece em seguida: “Será proibido jogar no domingo, dia do Senhor [sic]. Durante as partidas, os jogadores que deixarem escapar uma palavra feia ou uma blasfêmia serão imediatamente expulsos. De resto, as regras serão as mesmas que em qualquer torneio de futebol normal." O torneio, que já recebeu a benção do Papa, pode até nunca acontecer, mas o recado foi dado: no domingo, “dia do Senhor”, não deveriam acontecer jogos de futebol!

3. Essa notícia não teria muita relevância caso surgisse em outros tempos. Porém, deve ser levada a sério, já que os protestantes norte-americanos têm se unido também pela mesma causa. The Ten Commandments Commission (A Comissão dos Dez mandamentos) é um movimento de igrejas protestantes em favor da defesa da Lei de Deus, o que não seria nada mal, se não fosse pela defesa do descanso dominical em lugar do sábado bíblico. Este movimento estabeleceu um dia no ano como o Dia dos Dez Mandamentos (Ten Commandments Day) – o primeiro domingo de maio, quando todas as igrejas participantes fazem uma celebração especial para promover a guarda da Lei de Deus na sociedade. (O grande problema é com a promoção da guarda do domingo!)

4. Não é de agora. Já em 2004, a revista Time publicou matéria assinada por Nancy Gibbs, onde, sutilmente, relembra os bons tempos das “Blues Laws” (“Leis Azuis” foram Leis Dominicais que apareceram em regiões isoladas dos EUA em tempos passados). Surpreendente é que, para sustentar a importância do descanso dominical, a articulista até citou as palavras de João Paulo II na Carta Apostólica Dies Domini: “Quando o domingo perde o seu sentido fundamental e torna-se meramente parte de um ‘fim-de-semana’ as pessoas se mantêm presas dentro de um horizonte tão limitado que não mais podem ver ‘os céus’.” (Incrível como um país protestante como os EUA se renderam aos encantos de Roma!)

5. A agência de notícias católica ACI, faz a seguinte indagação: “Há quem critique fortemente a Igreja católica por ter trocado o preceito bíblico do descanso sabático, substituindo assim o ensino divino com preceitos humanos, tomando a liberdade de converter o domingo como o Dia dos dias, o Dia principal. Isto é verdade?” Se depender da resposta que é dada a esta pergunta eu diria que sim, é verdade! Já que foram citadas várias passagens da Bíblia na resposta, todas elas que falam do sábado como Dia do Senhor. Nenhuma referência bíblica ao domingo como dia de guarda foi feita. (De fato, porque não existe.) Qual será o próximo lance - você deve estar se perguntando - para promover a guarda do domingo? Resposta: Quem viver, verá!

“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada.” Salmo 119:126

sexta-feira, janeiro 19, 2007

O mal deve ser legal?

Assim como o povo de Israel foi grandemente seduzido pela luxúria exatamente antes de entrar na Terra Prometida, assim também os cristãos remanescentes (Israel espiritual), justamente agora antes da volta de Cristo (de receber a recompensa), estão sendo bombardeados com as várias formas de comportamento imoral provenientes do paganismo.

OS FATOS:

1. O povo de Israel havia chegado ao limite para entrar na Terra Prometida: “Tendo partido os filhos de Israel, acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó.” Números 22:1. Balaque, rei dos Moabitas, angustiado com a presença dos israelitas por perto, resolveu buscar ajuda do profeta Balaão para enfrentar o povo de Deus: “Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois é mais poderoso do que eu.” Números 22:6.

2. Após sucessivas tentativas e fracassos para amaldiçoar os israelitas, Balaão, constrangido, concluiu: “Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou?” Números 23:8. Grande verdade disse Balaão. Só há uma maldição que pode afetar o povo de Deus – a maldição do pecado: “Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Maldito o homem que não atentar para as palavras desta aliança.” Jeremias 11:3. Quando o cristão viola os princípios da aliança com Deus acaba perdendo a benção e a proteção divinas.

3. Satanás trabalhou, então, para que o rei dos moabitas armasse uma cilada a fim de levar os israelitas ao pecado (quebra da aliança): “Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas.” Números 25:1. A luxúria e a imoralidade sempre abrem brechas na vida espiritual dos fiéis, por onde entram a culpa, o sofrimento e a maldição.

4. Algo que chama a atenção nessa história é que certamente o povo não cedeu de uma vez só. Pelo contrário, foram vencidos pela familiaridade com o pecado. Em associação com os pagãos e seus costumes, as defesas da consciência foram sendo derrubadas, uma a uma. Sendo assim, estariam os cristãos remanescentes sujeitos ao mesmo perigo hoje, no exato momento antes da volta de Cristo?

5. Com certeza. Inúmeras formas de imoralidade e permissividade estão se desenvolvendo ao nosso redor, e lutando para levar o mundo a um estágio pré-cristão. (Confira aqui e aqui.) Por exemplo: a ONG Davida tem batalhado pela legalização da prostituição no Brasil, com apoio inclusive de parlamentares, como o Deputado Fernando Gabeira, PV – RJ (antigamente era do PT), que é autor do Projeto de Lei (PL) 98/2003, que visa legalizar a prostituição no Brasil. Apesar de esse PL estar parado no Congresso, causa espanto saber que o Ministério do Trabalho já incluiu na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), desde outubro de 2002, a expressão “profissionais do sexo”.

6. A ONG Davida criou uma grife de roupas – para prostitutas e simpatizantes que apóiem a legalização do “trabalho sexual” – chamada Daspu (referência à luxuosa loja Daslu de São Paulo). De acordo com o jornal francês Le Monde, a marca está fazendo sucesso até mesmo no exterior, podendo desembarcar a qualquer momento em Paris. (Conteúdo exclusivo do UOL).

7. Por outro lado, Janice Raymond, Diretora co-executiva da Coalizão Contra o Tráfico de Mulheres (CATW), afirma que há pelos menos dez razões para não apoiar a legalização da prostituição. Ainda há mais uma conseqüência social da permissividade que foi expressa nas palavras de Jesus: “Por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.” Mateus 24:12.

8. Além dessas razões, o cristão conhece a maior de todas as razões: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição... quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o Seu Espírito Santo.” I Tessalonicenses 4:3 e 8. (Apoiar a legalização da prostituição é, pois, tornar-se cúmplice do pecado.)

segunda-feira, dezembro 18, 2006

A questão básica na crise final – Parte 4

O sábado é a resposta ideal ao evangelho porque se fundamenta sobre o princípio do descanso após uma obra concluída. Como na primeira criação Deus agiu, depois descansou, também na nova criação Jesus realizou Sua perfeita obra de justiça: morreu na cruz (declarando “Está consumado”), e descansou na tumba no dia de sábado. Quando os indivíduos descobrem o evangelho, o sábado pode ser um constante lembrete de descansar da infindável luta. É tão natural e humano tentar conquistar nossa salvação. Precisamos de um lembrete de que a primeira obra do cristão é repousar no que Cristo já realizou.

“Portanto resta ainda um repouso sabático para o povo de Deus. Pois aquele que entrou no descanso de Deus, esse também descansou de suas obras, assim como Deus das Suas. Ora, à vista disso, procuremos diligentemente entrar naquele descanso...” Heb. 4:9-11.

Uma segunda razão por que o mandamento do sábado se tornará o centro da atenção no fim é que é uma forma ideal de testar se a pessoa é verdadeiramente leal a Deus. O mandamento do sábado é diferente dos demais nove mandamentos. Todos os outros têm uma certa base na razão e interesse próprio - afinal de contas, os princípios da segunda tábua da lei (como nos relacionamos com outros) são o fundamento do governo na maioria dos países. “Não matarás” é lógico para qualquer pessoa que não deseja ser morta. “Não furtarás” faz sentido para qualquer um que deseje proteger suas posses conquistadas com dificuldade. Se eu revelar um padrão de mentira, isso tornará mais difícil que as pessoas sejam honestas para comigo. Ordens como essa são razoáveis e até contêm certa dose de interesse próprio. O mesmo se aplica aos primeiros três mandamentos concernentes a nosso relacionamento para com Deus. Se Deus é quem reivindica ser, não faz sentido adorar algum outro. Não faz sentido cultuar um ídolo sem vida. Decerto não faz sentido em absoluto blasfemar contra o Seu nome.

A outra parte dos Dez Mandamentos que não tem lógica é o mandamento para observar o sábado, em vez de qualquer outro dia. Tal mandamento é tão destituído de lógica e interesse próprio que as pessoas de mentalidade secular acham fácil ignorá-lo. Afinal de contas, ninguém tem sido capaz de demonstrar cientificamente uma diferença significativa entre o dia de sábado e qualquer outro dia da semana. O sol brilha e a chuva cai do mesmo modo costumeiro. A Terra continua a girar em sua órbita em torno do sol. A única diferença entre o sábado e os demais dias é que o próprio Deus fez uma distinção entre eles. Observar o sábado é tomar a Deus por Sua palavra a despeito do fato de que os cinco sentidos não podem perceber qualquer evidência de que fazê-lo seria razoável.

É exatamente essa “irrelevância” que torna o sábado um teste ideal de lealdade no tempo do Fim. Não pode haver um teste real de lealdade onde não esteja envolvido o interesse próprio. Se eu tivesse que lhe dizer “Desejo ver quão fiel você é para comigo. Coloquei mil reais debaixo de um arbusto fora de sua casa. Se você for de fato leal para comigo, poderá apanhar o dinheiro agora mesmo e gastá-lo com o que quiser”. É esse um bom teste de lealdade? Não me parece. A maioria alegremente iria fazer o que eu sugeri, mesmo sem gostar de mim! Por quê? Porque é de seu próprio interesse fazê-lo.

O real teste de lealdade ocorre quando não há interesse próprio envolvido. Deus simplesmente diz: “Faça isso porque Eu lhe pedi para fazê-lo.” O teste do sábado nos faz lembrar o teste original no Jardim do Éden. Um pedaço de fruta que estou certo ter sido muito saborosa. Provavelmente era também nutritiva. A única razão para não comê-la estava no fato de que Deus assim havia ordenado.

No fim, o sábado torna-se o teste ideal para ver se servimos a Deus por causa do que Ele é, ou se O servimos somente pelo que podemos dEle obter. Quando a guarda do sábado se apresenta às expensas de emprego, família ou mesmo da própria vida, o Universo saberá que o povo de Deus O serve de todo o coração. E o povo de Deus conhecerá o preço integral da lealdade.

Finalmente, creio que o sábado é importante no fim porque é uma parcela de seguir a Jesus de modo integral. Quando Jesus esteve sobre este planeta, nunca observou o domingo. Ele observava o sábado. Ele estabeleceu um exemplo de observância do sábado. Se desejarmos seguir a Jesus integralmente, nós O seguiremos também em Sua observância do sábado. E podemos saber que a perfeita observância do Seu sábado cobre nossas honestas falhas de alcançar o ideal de repousar em Sua obra concluída.

A Bíblia nos diz, portanto, que o mandamento do sábado em Apocalipse 14:7 é a contradição aos enganos dos últimos tempos que são tão severos que a plena evidência dos sentidos indica que a trindade iníqua está correta e que o povo de Deus está errado. Numa época de grandes enganos, um teste de lealdade aparentemente arbitrário como nos é oferecido no Apocalipse tem particular força. Somente aqueles que são inteiramente dedicados a Deus e a Seus mandamentos O obedeceriam a despeito da evidência de seus sentidos.

Quando o mundo está caindo aos pedaços e todo vento de doutrina está soprando, plena lealdade a Deus se demonstrará a única alternativa sensata pela qual viver.

John Paulien, Ph. D., Chefe do Departamento de Novo Testamento do Seminário Teológico da Universidade Andrews, em Michigan, EUA.
Tradução: Azenilto Brito.


Fonte: Foro Adventista

A questão básica na crise final – Parte 3

O sábado em Apocalipse 14

Retornando à questão principal deste [estudo], torna-se evidente que a questão crucial para o mundo no fim é como se relacionar com a primeira tábua da lei. Mas é possível avançar um passo mais e dizer que o mandamento do sábado é, em certo sentido, a questão derradeira na crise final? Creio que sim. Mas a fim de demonstrar a centralidade do mandamento do sábado, é necessário discutir brevemente o relacionamento do livro de Apocalipse com o Antigo Testamento.

Conquanto o livro de Apocalipse esteja repleto de referências ao Antigo Testamento, nunca o cita diretamente. Apenas faz alusão a ele com uma palavra aqui, uma frase acolá. Descobrir que textos do Antigo Testamento o Revelador está referindo em dado ponto pode ser uma questão complicada. Há somente uma pequena quantidade de lugares no Apocalipse onde se pode encontrar quatro, cinco ou seis palavras em comum com a fonte veterotestamentária. Essas estão, logicamente, entre as mais claras menções ao Antigo Testamento no Apocalipse. Um desses lugares é a última parte de Apocalipse 14:7: “Adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”

Que texto veterotestamentário se tem em mente aqui? Em meu texto grego, terceira edição da United Bible Societies, que certamente não tem intenção de promover o adventismo, a margem indica que a sentença acima é uma alusão a Êxodo 20:11, o quarto mandamento. Qual é o significado dessa citação? Simplesmente esta: sete vezes em Apocalipse 13 e 14 a palavra “adoração” é aplicada à trindade iníqua. “Eles adoraram o dragão”; “adorar a besta”; “adorar a imagem da besta”. Somente uma vez nessa seção inteira há um apelo a adorar o verdadeiro Deus. Se o verdadeiro culto versus o falso é a questão central do tempo do fim, esta passagem (Apocalipse 14:7) é o texto central da seção, possivelmente do livro inteiro. Quando o Apocalipse finalmente chega ao ponto de apelar às pessoas para adorarem o verdadeiro Deus, fá-lo no contexto do quarto mandamento — o do sábado. Num sentido especial, portanto, o autor de Apocalipse considerou o sábado a questão crucial na crise final.

Em ambos os textos (Apocalipse 14:7 e Êxodo 20:8-11) o chamado para adorar tem lugar no contexto da Criação. Uma das melhores razões para adorar a Deus é o fato de que Ele nos criou (esse é também o tema de Apocalipse 4:9-11). Como memorial da Criação, o sábado aponta continuamente a Deus como objeto de culto. A questão na crise final, portanto, não se limita ao sábado, mas o sábado é parte integral da questão.

A relevância do sábado

Quem se importa, por outro lado, com o que João, Revelador, ensinou? Sua inspirada opinião não resolve o aspecto da relevância. Há algo sobre a questão do sábado que o torne digno de se chamar a ele a atenção do mundo todo, a despeito do fato de que parece tão fora da realidade para as pessoas de nossa época? Por que iria Deus apanhar uma questão como essa como o enfoque central na crise do tempo do fim? Eu gostaria de sugerir três razões.

Uma das razões é que o sábado, devidamente compreendido, é a resposta ideal ao evangelho. O evangelho nos fala que Jesus Cristo obteve para nós o que não poderíamos conquistar por nós mesmos: o direito de estarmos em correta postura diante de Deus (Rom. 3:21-24). Somente Deus é santo (Apoc. 15:4), contudo, por causa de Seus poderosos atos em Cristo, o Seu povo é capaz de apresentar-se justo diante dEle, pela fé agora e pela vista, no fim (Apoc. 15:2-4; cf. Apoc. 12:11). Conquanto a Bíblia nos incentive a servir a Deus e uns aos outros (Mat. 25:31-46), nada podemos acrescentar à perfeita obra de Cristo que nos torne justos diante de Deus. A única resposta apropriada a essa obra perfeita é um espírito penitente que descanse em Sua obra consumada.

(Continua...)

A questão básica na crise final – Parte 2

Não nos devia surpreender, portanto, que a trindade iníqua descrita em Apocalipse 13, não só oferece uma contrafação das Pessoas da Divindade, como também dos primeiros quatro mandamentos. O primeiro mandamento diz: “Não terás outros deuses diante de Mim”, mas a besta do mar toma o lugar de Deus por receber ela própria adoração (Apoc. 13:4 e 8). O segundo mandamento adverte contra o culto às imagens, contudo a besta que sobe da terra estabelece uma imagem a ser adorada (Apoc. 13:14 e 15). O terceiro mandamento diz: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”, mas a besta procedente do mar tem nomes de blasfêmia escritos sobre si por toda parte (Apoc. 13:1, 5 e 6).

O quarto mandamento declara: “Lembra-te do dia do sábado.” As antigas tábuas de concerto (documentos de contrato) eram seladas no centro com um selo de posse e autoridade. Uma vez que os dez mandamentos seguem a forma das antigas tábuas de concerto, não devemos nos admirar de que também tenham um selo de posse e autoridade ao centro, o mandamento do sábado.

“Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar, e tudo quanto neles há, mas ao sétimo dia descansou. Por isso, abençoou o Senhor o dia de sábado, e o santificou”. Êxo. 20:11.

A declaração acima é o único lugar nos dez mandamentos onde a base da autoridade de Deus sobre toda a criação é definida (Ele é o Criador). Esse conceito de um selo é importante no Apocalipse também. Os 144 mil são selados em suas frontes (Apo. 14:1; ver Apoc. 7:3 e 4; Êxo. 31:13 e 17). A trindade iníqua oferece um selo falsificado também, a marca da besta (Apoc. 13:16 e 17). Destarte, todos os quatro mandamentos na primeira tábua da lei sofrem o ataque da trindade iníqua de Apocalipse 13. A primeira tábua da lei jaz ao centro da batalha entre o dragão e o remanescente.

Essa ênfase sobre os primeiros quatro mandamentos surge de outros modos em Apocalipse 13 e 14. Seguidores da besta são assinalados na testa ou na mão. Esse conceito faz recordar o que muitos judeus consideram o texto mais importante da Bíblia hebraica: "Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.” Deut. 6:4 e 5.

Jesus considerou essas palavras uma síntese da primeira tábua da lei (ver Mat. 22:37-40). Se você ama a Deus de todo o coração, não servirá a outros deuses, não cultuará ídolos, não blasfemará contra o Seu nome e não dedicará outro dia a Deus. Sob tal perspectiva, notemos as palavras de Deuteronômio 6:8: “Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos.”

Claramente a marca da besta é uma contrafação da primeira tábua da lei. Outra referência à primeira tábua da lei se acha em Apocalipse 14:6 e 7. Essa passagem oferece as mesmas motivações para obediência que se podem achar na primeira tábua da lei. O que é uma motivação? É um incentivo para fazer o que se pede para alguém cumprir. Minha esposa e eu passamos quase dez anos treinando crianças a usarem o toalete do banheiro. As pessoas indicavam-nos todo tipo de motivação para levar os pequenos a realizarem o que queríamos que fizessem. Um exemplo de motivação positiva sugerida era biscoitos. “Faça isso (a coisa certa) que ganhará isto!” Um exemplo de motivação negativa era uma colher de madeira. “Faça isso (a coisa errada) e você ganhará isto!”

A primeira motivação para observar os mandamentos tem que ver com salvação, uma motivação positiva. “Sendo que Eu fui quem os trouxe da escravidão do Egito, por que iriam desejar servir a algum outro deus?”(Êxo. 20:1-3). A segunda motivação é mais negativa, a motivação do julgamento: “Sendo que Eu sou o Deus que puno os idólatras, por favor, levem a sério estes mandamentos!” (Êxo. 20:4-6). Todos os pais têm tido que empregar esse tipo de motivação uma vez ou outra. A terceira motivação está no quarto mandamento: “Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a Terra” (Êxo. 20:11). Essa é a motivação da Criação. “Uma vez que Eu o criei, sei o que lhe é melhor.”

Apocalipse 14:6-7 estabelece essas mesmas três motivações no contexto do fim. O primeiro anjo tem o “evangelho eterno” (Apoc. 14:6), a motivação da salvação. Ele também adverte que “é chegada a hora do Seu juízo” (Apoc. 14:7). E apela a todos para adorarem ao Criador (Apoc. 14:7). A mensagem do primeiro anjo, portanto, contém as mesmas motivações como na primeira tábua da lei. O texto de Apocalipse 13 e 14 oferece, pois, várias indicações de como o modo pelo qual nos relacionamos com a primeira tábua da lei é a questão básica no fim.

Uma desculpa costumeira quando um crente nas Escrituras comete um deslize ético é algo como: “Satanás trabalha mais duro para levar o povo de Deus a pecar e parecer mau. Ele não precisa se empenhar tanto com aqueles que não servem a Deus.” Isso provavelmente seja verdade. Mas pode haver uma explicação adicional.

No livro de Apocalipse a grande questão no tempo do fim tem que ver com a primeira tábua da lei. Os que estão aguardando a volta de Jesus se preocuparão com a adoração apropriada. Por outro lado, no Evangelho de Mateus a grande preocupação do fim é a segunda tábua de pedra. Os que estão no aguardo de Jesus se preocuparão com as pessoas. Tratarão os outros do modo como Cristo os tratou. Mateus tem uma ênfase ética, Apocalipse uma ênfase teológica. O contexto é a razão para a diferença. Em Mateus os discípulos são ouvintes das instruções. Para eles a verdade-teste no fim é como tratar as pessoas. Em Apocalipse 14 a mensagem é para o mundo. E para o mundo, a verdade-teste no fim tem que ver com o relacionamento fundamental da pessoa com Deus.

Nossa ênfase central é tanto a lealdade para com Deus quanto a ênfase mais ética de Mateus. Ambas as ênfases são claramente de suprema importância. Assim, no evangelismo não se deve negligenciar levar em conta a ênfase ética ao acentuarmos coisas tais como a adoração a Deus pela guarda do sábado, a marca da besta, o dizimar e outros aspectos de nosso relacionamento direto com Deus. Seria possível que uma pessoa ofereça “verdades-teste” para o mundo (a primeira tábua da lei) por tanto tempo que passe por alto a “verdade-teste” para nós próprios (a segunda tábua da lei)?

(Continua...)

A questão básica na crise final – Parte 1

(Todo o texto fora destes parênteses foi escrito por John Paulien, Ph. D., chefe do Departamento de Novo Testamento do Seminário Teológico da Universidade Andrews, em Michigan, EUA, e traduzido por Azenilto Brito.)

O dia de observância é realmente a questão central no fim, ou os adventistas estão vivendo num mundo de fantasia?

Quando o mundo defrontar o consumado engano no fim dos tempos, haverá alguma maneira simples de o povo de Deus saber de que lado está? Tradicionalmente, os adventistas do sétimo dia têm apontado à questão sábado/domingo como o enfoque central da crise final. Os adventistas tendem a sentir que os que observam o sábado não serão enganados quando o fim chegar.

Essa posição tradicional, contudo, está sendo crescentemente rejeitada por adventistas mais jovens por duas razões principais. Por um lado, a palavra sábado nem sequer aparece no livro de Apocalipse. Como poderia a observância do sábado ser um tema central na crise final quando a palavra nem aparece no referido livro bíblico?

Em segundo lugar, a questão sábado/domingo não se apresenta como relevante no mundo moderno. Se formos falar a uma pessoa secularizada “Você deve freqüentar a igreja aos sábados, em vez de aos domingos”, ela provavelmente responderia: “Que tipo de gente argumentará sobre uma tolice dessas? Por que devo preocupar-me em ir a uma igreja, afinal de contas?”

Muitos adventistas, em resultado disso, ficam a imaginar se nossa ênfase na questão sábado/domingo é um mero vestígio da experiência da Igreja com a lei dominical nacional que foi debatida no Congresso, nos anos da década de 1890. Agora, cem anos depois, os Estados mais e mais estão removendo leis dominicais de seus estatutos, e o ambiente secular em grande medida faz pouco caso de tais preocupações. Seria possível que o clima dos anos daquele fim de século 19 levou os adventistas a lerem errado o Apocalipse? O dia de observância é realmente a questão central no Fim, ou os adventistas estão vivendo um mundo de fantasia?

O tema tratado em Apocalipse 13 e 14

O melhor lugar para começar a responder as perguntas acima é volvermos a Apocalipse 12:17: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.”

Esse texto sugere duas características identificadoras do remanescente no tempo do fim. (1) Obedecem aos mandamentos de Deus e (2) apegam-se ao testemunho de Jesus. Essas características são repetidas em Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”

Em ambos os textos, o remanescente no tempo do fim é composto de pessoas que obedecem aos mandamentos de Deus. Essa caracterização do remanescente deixa implícito que os mandamentos de Deus de algum modo serão a questão entre o povo fiel de Deus e aqueles que são enganados. E uma vez que muitos dos mandamentos (tal como a proibição de roubar) são normalmente reconhecidos, é pertinente perguntar se o Apocalipse concentra o enfoque do conflito em um ou mais mandamentos em particular. Isso de fato é o que se dá.

O cenário do conflito entre o dragão e o remanescente tem por centro uma simples palavra que aparece vez após vez em Apocalipse 13 e 14 — “adoração”. Em Apocalipse 13:4 - “e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta.” Em Apocalipse 13:8 - “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a Terra.” Em Apocalipse 13:12, os habitantes da Terra são forçados a adorar a primeira besta, e em Apocalipse 13:15 são forçados a adorar a imagem da besta. E assim prossegue (Apoc. 14:6, 9-11).

Oito vezes em Apocalipse 13 e 14 atenção é dada à adoração. É a palavra crucial por toda essa seção do livro. No fim, a verdade-teste para o mundo centraliza-se na questão da adoração apropriada. Nada há de novo nisso. Desde o princípio, os irmãos Caim e Abel dividiram-se a respeito da questão da adoração (Gên. 4:3-9). Sobre o Monte Carmelo a questão era adoração (I Reis 18:16-46). Quando Satanás tentou a Jesus no deserto, a questão fundamental era adoração (Mat. 4:8-10). Acaso esse enfoque sobre adoração chama nossa atenção a certos mandamentos em particular? Sem dúvida, os primeiros quatro mandamentos — a chamada primeira tábua de pedra da lei — preocupam-se diretamente com nosso relacionamento para com Deus e com a Sua adoração.

(Continua...)

quarta-feira, dezembro 13, 2006

O passado está chegando – Parte 3

1. No entanto, não é isso que a Igreja Romana almeja. Menos de uma semana após a divulgação da mensagem de Bento XVI reafirmando “o caráter sacro do dia do Senhor e a necessidade de participar da Missa dominical", o Arcebispo Prendja, da Croácia, manifestou-se “exigindo princípios morais na política”. Sendo mais direto, acrescentou: "Os operários que trabalham na indústria têm muitas vezes de trabalhar aos domingos e fazem-no por recearem perder o emprego. Mas o domingo deve ser respeitado como dia de descanso.” (Alguém ainda tem dúvidas sobre as intenções da Icar?). A mensagem papal ecoou também na mídia tupiniquim. Em relação ao dogma romano do descanso dominical, a ambição e a ousadia do Vaticano são de um nível tão elevado que o Catecismo da Igreja Católica apresenta, sem meias palavras, a seguinte pergunta (nº 454): “Por que é importante reconhecer civilmente o domingo como dia festivo?” (Percebeu a intenção por detrás da palavra “civilmente”?)

2. Para levar as nações a um estágio onde a Igreja e o Estado andem de mãos dadas, a Santa Sé tem usado sua arma preferida: a astúcia política. Uma das áreas onde pode se ver bem isso aqui no Brasil é na educação. Pouco a pouco, aulas de religião têm sido inseridas nas escolas públicas. Como nosso País é oficialmente laico, percebe-se uma atitude descabida. É o que diz também a professora Roseli Fischmann (Folha de S. Paulo, 14 de novembro de 2006). Segundo ela, o ato de o MEC ditar conteúdos para aulas de religião é algo que “revogaria também a laicidade do Estado brasileiro”. Mas a informação mais surpreendente foi dada por ela ao relatar sua participação, em setembro deste ano, no 6º Colóquio do Consórcio Latino-Americano de Liberdade Religiosa, realizado na cidade do Rio de Janeiro. Ali, ao protestar contra a afirmação feita de que o Estado brasileiro é católico, foi surpreendida pela afirmação de um advogado da CNBB, que disse estarem “quase totalmente prontos os termos de uma concordata entre o Vaticano e o Brasil”, que segundo ele seria “muito completa, com repercussões legais, políticas, administrativas, tributárias e financeiras”. Depois de saber que a assinatura de uma Concordata (acordo de cooperação internacional entre o Vaticano e outro Estado) é prerrogativa exclusiva de um Chefe de Estado, concluiu: “Sem qualquer debate dos parlamentares ou conhecimento da sociedade brasileira, já que o presidente pode simplesmente assiná-lo – correríamos o risco de ter um Estado religioso e peculiar, Vaticano, interferindo na vida do Estado laico que é o Brasil, religiosa e politicamente plural.” A divulgação desse fato já provocou repercussões na mídia brasileira.

3. Não poderia ser de outra forma, já que a união Igreja-Estado sempre é uma ameaça para a liberdade, especialmente das minorias religiosas. Mais surpreso ainda você deve ficar ao saber que o Vaticano já assinou, recentemente (2004), Concordata com outro país: a República de Portugal. Se em breve o Brasil também assinar Concordata com o Vaticano, e esta for igual àquela, então, todas as nossas suspeitas se concretizarão. Isso porque dentro dos 33 artigos (número místico: 11 + 11 + 11) da Concordata assinada pelo Vaticano e a República de Portugal aparecem pelo menos dois artigos comprometedores. O artigo 3º diz: “A República Portuguesa reconhece como dias festivos os domingos... A República Portuguesa providenciará no sentido de possibilitar aos católicos, nos termos da lei portuguesa, o cumprimento dos deveres religiosos nos dias festivos.” (Embora não seja uma “Lei Dominical”, é mais um grande passo dado para quebrar barreiras que ainda existem para tornar o domingo “dia de descanso” obrigatório a todos.)

4. Já o artigo 19º afirma: “A República Portuguesa, no âmbito da liberdade religiosa e do dever de o Estado cooperar com os pais na educação dos filhos, garante as condições necessárias para assegurar, nos ternos do direito português, o ensino da religião e moral católicas nos estabelecimentos de ensino público não superior, sem qualquer forma de discriminação.” Sendo assim, ou eu estou, literalmente, delirando, ou, realmente, o passado está chegando!

“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada.” Salmo 119:126

O passado está chegando – Parte 2

1. Todd ainda nos faz lembrar outro fato importante (pág. 140): “É importante recordar que, antes da sua conversão, Constantino seguia a religião do ‘Sol Invicto’... Num certo sentido, Constantino continuou ainda a identificar o Sol com o Deus cristão, encorajado também pela tendência dos escritores e artistas cristãos de usarem imagens do Sol para representar Cristo... Quando no ano 321 Constantino ordenou que o primeiro dia da semana fosse dia festivo e de repouso, chamou-lhe ‘venerando dia do Sol’.” Na verdade, esta foi a primeira vez na história em que o Estado legislou em favor da guarda do domingo. E a aceitação por parte dos cristãos da guarda do domingo se deveu a duas questões principais: primeiro, queriam se distanciar dos judeus (que guardavam o sábado bíblico) por terem sido os executores de Cristo na cruz; segundo, o caminho proposto por Constantino I (guarda do domingo) tornava tudo mais fácil (lembre-se de que os cristãos, até então, eram constantemente perseguidos pelos romanos), já que os pagãos que adoravam o Sol no dia de domingo poderiam ver nesse novo dia de guarda dos cristãos um ponto de convergência, e aceitar com mais facilidade a religião cristã.

2. Portanto, estaria o papa Bento XVI (como fizeram seus antecessores) fazendo de Istambul uma porta de acesso ao passado, querendo reviver os tempos antigos, quando a Igreja e o Estado andaram de mãos dadas e o descanso dominical (com sua influência pagã) foi tornado obrigatório por imposição de leis civis? Tudo indica que sim, tendo em vista que o próprio Vaticano não faz questão nenhuma de esconder suas intenções: logo ao regressar da Turquia, a primeira mensagem de Bento XVI no Vaticano foi dirigida ao Cardeal Francis Arinze – Prefeito da Congregação para o Culto Divino – na qual o Bispo de Roma destacou ser necessário “reafirmar o caráter sacro do dia do Senhor e a necessidade de participar da Missa dominical"; e afirmou também que “em cada celebração eucarística dominical se cumpre a santificação do povo cristão, até o domingo sem ocaso, dia do encontro definitivo de Deus com Suas criaturas". (A ligação dessa mensagem com a viagem à Istambul é indiscutível – note que a mensagem foi escrita no dia 27 de novembro, portanto um dia antes de embarcar para a Turquia, e só foi divulgada no dia 1º de dezembro, ou seja, logo que Bento XVI retornou da viagem. Foi tudo premeditado.)

3. A exortação final de Bento XVI nessa mensagem remove qualquer dúvida que ainda possa existir sobre as intenções da Santa Sé: “Que o Dia do Senhor possa adquirir novamente todo o seu relevo e ser percebido e vivido plenamente, na celebração da Eucaristia, raiz e cerne de um autêntico crescimento da comunidade cristã." Já o Cardeal Arinze, a quem foi dirigida a mensagem papal, compartilha, obviamente, da mesma opinião: “A questão é considerar o domingo como dia do Senhor”, disse ele. Todavia, o desejo de convencer o mundo atual desse dogma romano é tão urgente que ele até usou argumentos absurdos, tais como: “O domingo é o dia do Senhor desde o Livro do Gênesis.” (Mas a “santidade” do domingo não era por causa da ressurreição de Cristo?)

4. O domingo nunca foi no passado, nem será em algum tempo no futuro, o dia do Senhor. Quando Roma afirma que a ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana santificou esse dia, tornando-o assim dia de descanso, fala por conta própria e está simplesmente adulterando a Palavra de Deus. Na Bíblia, só há um memorial para a ressurreição de Cristo, e esse memorial instituído por Deus é o batismo (por imersão): “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na Sua morte? Fomos, pois, sepultados com Ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com Ele na semelhança da Sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da Sua ressurreição.” Romanos 6:3-5.

5. Outro argumento, sem base bíblica também, usado por Roma para sustentar o descanso dominical, consiste em dizer que o apóstolo João recebeu as visões do Apocalipse nesse dia, o “dia do Senhor” (Apocalipse 1:10). Acontece que o texto bíblico citado não afirma em momento algum que o dia referido é o domingo (a palavra “domingo” não é mencionada uma vez sequer na Bíblia). Por outro lado, fica fácil saber qual foi o “dia do Senhor” no qual o apóstolo João teve suas visões. O primeiro verso do livro do Apocalipse afirma: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer.” A pergunta que deve ser feita é: Quem são os servos mencionados nesse verso a quem são destinadas as visões proféticas? O cristão sincero usa a própria Bíblia para encontrar a resposta: “Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para O servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a Minha aliança.” Isaías 56:6. Entendeu? Os servos de Deus a quem foram destinadas as profecias do Apocalipse são aqueles que - dentre outras coisas - guardam o sábado! Não seria mais racional afirmar, então, que o “dia do Senhor” no qual João recebeu as visões do Apocalipse também era o dia de sábado?

Continua...