
Por exemplo, James Madison escreveu que "a crença em um Deus Todo Poderoso, sábio e bondoso, é essencial para a ordem moral do mundo" (Jon Meacham, American Gospel: God, the Founding Fathers, and the Making of a Nation, p. 228). Também George Washington afirmou: "A razão e a experiência nos impedem de esperar que a moralidade nacional prevaleça caso o princípio religioso seja excluído" (Address of George Washington, President of the United States... Preparatory to His Declination, p. 22 e 23). E John Adams declarou que "Nossa Constituição foi preparada exclusivamente para um povo moral e religioso. E é completamente inadequada para o governo de um povo com características diferentes" (Charles Frances Adams, ed., The Works of John Adams, Second President of United States, 9:229).
Isto não significa que os redatores da Constituição eram cristãos devotos, assíduos leitores da Bíblia, que assistiam à igreja semanalmente. Em verdade, eram uma espécie única de secularistas, que apreciavam a contribuição positiva da religião para a vida da nação. Thomas Jefferson era um deísta que, quando estava na Casa Branca, passou várias tardes com a Bíblia em uma mão e uma navalha na outra, cortando aquelas passagens dos Evangelhos que contradiziam a maneira que ele entendia os ensinamentos de Jesus. E todavia, na introdução da Declaração de Independência, escrita por ele, fala "das leis da natureza", e "da natureza de Deus", e no prefácio da mesma afirma que "todos os homens foram criados iguais... por seu Criador". Benjamin Franklin, que também era deísta, atacou o dogma religioso. Entretanto, disse: "Se apesar da religião os homens são tão maus, como seriam sem ela?" (Benjamin Franklin’s Letter to Toman Paine).
(...)
De modo que aqueles que escreveram a Constituição reconheceram a importância da religião, ao mesmo tempo em que estavam convencidos de que o novo governo não poderia patrociná-la.
(...)
É de vital importância entender que a versão norte-americana da separação de Igreja e Estado foi o resultado de uma colaboração única entre o secularismo e a religião.
(...)
Tradicionalmente a expressão pública da religião nos Estados Unidos tem sido chamada de "religião civil", ou "deísmo cerimonial"... A religião pública, ou civil, consiste no reconhecimento por parte do governo da existência de um Ser supremo, ao mesmo tempo em que deixa às igrejas, e ao crente individual, a promoção da religião e a formulação de suas doutrinas.
Fonte: Marvin Moore, ¿Podría Ocurrir?, p.114-116.
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