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sexta-feira, julho 24, 2015

A pregação política do papa Francisco pode ser a chave para os candidatos à presidência dos EUA

Para ser eleito em 1960, John F. Kennedy, um católico, foi forçado a dizer à nação que ele não aceitaria ordens do papa. Nas eleições de 2016, tal separação não será necessária. Com um número recorde de católicos aspirantes à Presidência e o descontroladamente popular Papa Francisco visitando a nação neste outono, muitos candidatos - católicos ou não - estão buscando maneiras de ligar-se à missão e visão deste pontífice argentino.

Os tempos mudaram. Com um vice-presidente católico, seis juízes católicos na Suprema Corte, um presidente da Câmara de Deputados católico, e um grande número de católicos no Congresso, a idade de ouro do catolicismo na política americana chegou. Isso teria sido inimaginável há apenas algumas décadas atrás. Kennedy foi o primeiro presidente católico. O irlandês católico Al Smith provavelmente perdeu a campanha de 1928 por causa de sua religião.

Esta ascendência dos católicos para a vanguarda da política americana só foi acelerada pelo inovador papado de Francisco. Sua viagem de setembro para os EUA será o principal evento das primárias presidenciais de 2016.


Os políticos e os candidatos estão provavelmente planejando como utilizar melhor a primeira viagem do pontífice aos EUA para levar adiante suas agendas. A viagem do papa Francisco não será sobre política, mas seria ingênuo ignorar as implicações políticas de uma visita durante a qual ele é esperado para promover sua recente encíclica sobre o cuidado com a criação de Deus, a obrigação religiosa para defender a dignidade dos imigrantes, dos pobres e dos não-nascidos, e o escândalo moral da desigualdade social e de uma economia que mata.

O auge político da viagem será o seu discurso ao Congresso dia 24 de setembro.


[...]

Fonte: Time

NOTA: "São de grande alcance os planos e modos de operar da Igreja de Roma. Emprega todo expediente para estender a influência e aumentar o poderio, preparando-se para um conflito feroz e decidido a fim de readquirir o domínio do mundo, restabelecer a perseguição e desfazer tudo que o protestantismo fez... Os homens cerram os olhos ao verdadeiro caráter do romanismo, a aos perigos que se devem recear com a sua supremacia. O povo necessita ser despertado a fim de resistir aos avanços deste perigosíssimo inimigo da liberdade civil e religiosa". O Grande Conflito, p. 565 e 566.

sexta-feira, março 28, 2014

Obama encontra-se com o papa Francisco no Vaticano

O Papa Francisco e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniram-se, esta quinta-feira [27], no Vaticano, durante 50 minutos e discutiram o direito à vida, tráfico humano e conflitos mundiais.

A reunião durou mais do que a habitual conversa de meia hora entre o papa e os chefes de Estado e de Governo que o visitam.

Depois de trocarem prendas, Obama e Francisco saudaram-se com um longo aperto de mão, ainda que o Papa sempre tenha mantido um semblante sério.

A reunião começou às 10:30h (hora local), tendo o Papa recebido Obama na sala do "Tronetto", junto à biblioteca privada.

"É maravilhoso conhecê-lo", afirmou Obama a Francisco, que respondeu "bem-vindo, senhor Presidente".

Obama enviou saudações da sua família ao Papa, referindo que a última vez que esteve no Vaticano visitou o seu antecessor, Bento XVI, tendo sido acompanhado pela mulher e filhas.

"Houve uma conversa sobre questões de particular relevância sobre a Igreja naquele país (EUA), como o exercício dos direitos de liberdade religiosa, da vida e da objeção de consciência", refere um comunicado do Vaticano.

O Papa defendeu o direito dos médicos que se recusam a realizar abortos nos Estados Unidos.

Obama e o Papa Francisco concordaram, durante a reunião, sobre um "compromisso comum" para erradicar o tráfico humano e discutiram a reforma da imigração nos Estados Unidos.

Os dois chefes de Estado sublinharam a necessidade do direito internacional ser respeitado em zonas de conflito em todo o mundo e uma "solução negociada entre as partes envolvidas" nestes conflitos, refere o comunicado do Vaticano, que não menciona que conflitos foram abordados na reunião.

O Papa presenteou Obama com a sua primeira exortação apostólica, "Evangelii Gaudium" (a alegria do evangelho), publicada a 26 de novembro, e um medalhão que representa o "anjo da paz", como o próprio Francisco explicou a Obama.

O presidente norte-americano disse que o texto iria dar-lhe força em situações vividas no Salão Oval e pediu ainda ao papa para rezar por ele e sua família.

Obama entregou ao Papa uma caixa em couro e madeira com sementes de frutas e legumes dos jardins da Casa Branca, para serem plantadas nos jardins da residência de verão de Francisco, em Castel Gandolfo.

"Se tiver a oportunidade de vir à Casa Branca, conhecerá os jardins", disse Obama, a que o Papa respondeu em espanhol: "porque não?".


Fonte: Jornal de Notícias 

No dia em que manteve o primeiro encontro no Vaticano com o Papa Francisco, Barack Obama deu uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Serra onde pediu ao mundo que "ouça a voz do Papa". Sobretudo nas questões relacionadas com a pobreza e com as injustiças criadas pelo fosso entre ricos e pobres, já que noutras temáticas - como a contracepção e o aborto - não é possível encontrar consensos.

Fonte: Económico 

NOTA: É o 27º encontro de um presidente norte-americano com o bispo de Roma. Atualmente os EUA são vassalos do Vaticano porque o protestantismo se apostatou e se deixou levar pelos encantos diplomáticos da Santa Sé, a qual não mudou nada na sua essência. Os EUA, pelo contrário, estão flertando com a união de Igreja/Estado (especialmente a ala fundamentalista/republicana) seguindo as pegadas de Roma. Obama é mais uma marionete nas mãos do Vaticano e dos banqueiros mundiais. E apesar da sua ideologia "progressista" (leia-se marxista) tem como conselheiros mais próximos líderes formados nos maiores colégios jesuítas da América.

sexta-feira, agosto 02, 2013

Quem disse que o Brasil é laico?

[...]
 A grande verdade é que nossa imprensa não é laicista, nem laica, não se ocupa/preocupa com secularismo ou a isonomia no Estado de Direito. Nunca o fez. Exceto no período 1808-1822, quando, a exemplo de Hipólito da Costa, alguns jornalistas-fundadores assumiam-se como maçons e, mais tarde, nos albores da República, quando os positivistas defendiam a rigorosa separação entre Igreja e Estado. Hoje, a forte penetração do Opus Dei nos grandes e médios jornais brasileiros, tanto nos comandos intermediários como na cúpula das entidades corporativas, não permite nem permitirá que o debate sobre o laicismo possa prosperar e ser incorporado à agenda para o aperfeiçoamento democrático.

A prova mais recente foi a cobertura da visita do papa Francisco não apenas intensa, extensa e pouquíssimo isenta como também nada pluralista. Aliás, assumidamente devocional e engajada. Quando a mídia não assume os princípios de tolerância e respeito às diferenças, o Estado adota o mesmo comportamento e incorpora os mesmos favorecimentos.

Jornais impressos não são obrigados a ser equilibrados, mas caso pretendam uma imagem de credibilidade deveriam tentar posturas mais naturais, equidistantes. Porém a TV, sobretudo a TV aberta, é uma concessão pública, do Estado, e, como tal, não pode estar atrelada a uma religião, muito menos transmitir cultos religiosos ao vivo em versão integral.

Não foi o que aconteceu com a cobertura da homilia do papa na quinta-feira (25/7), pela GloboNews, transmitida ao vivo de Copacabana com os/as âncoras in loco, tiritando de frio, porém devidamente aquecidos pela fé religiosa.

Também a via-crúcis, encenada na mesma Copacabana, foi transmitida integralmente (sem comerciais) pela Rede Globo, em TV aberta, ao vivo, na noite de sexta-feira. O único jornalista a registrar o pecado foi Nelson de Sá, da Folha (sábado, 27/7). A Rede Globo não ofereceu explicações. E ninguém cobrou. Nem a Folha, embora o jornal tenha sido o único veículo a contestar as estimativas absurdamente inflacionadas divulgadas pelos organizadores no tocante ao número de participantes dos diferentes eventos da Jornada.

Ao contrário do que aconteceu na Copa das Confederações permeada por críticas e questionamentos, o noticiário geral da JMJ foi energizado pela devoção. Até mesmo as tremendas falhas de organização e logística da prefeitura do Rio foram perdoadas. No balanço final apresentado pelo prefeito Eduardo Paes na segunda-feira (29) ele se autoconferiu a nota dez e ficou por isso mesmo. Assim se constroem factoides e ilusões.

O natural entusiasmo dos jovens peregrinos e a emoção dos cariocas extasiados com a figura benevolente do pontífice foram sutilmente utilizados para maquiar a imperdoável improvisação. A ausência de acidentes ou incidentes nas colossais concentrações humanas nas areias de Copacabana não pode ser tomada como façanha das autoridades. Resultaram da índole de um povo simples, crente, fascinado pelos espetáculos, atraído por uma intensa, demorada e perfeita cruzada motivadora.

Seus autores: a dupla de gigantes da comunicação devidamente irmanados: a igreja católica e a Rede Globo.

sábado, dezembro 22, 2012

Vaticano controla indiretamente os partidos italianos

O jornalista Gianluigi Nuzzi ocupa-se da política interna do Vaticano desde 2008 e foi o responsável pelas denúncias que desencadearam o escândalo que ficou conhecido como VatiLeaks, o vazamento de documentos secretos da Santa Sé. O resultado de suas investigações e entrevistas sobre o assunto foi o livro Sua Santitá (Sua Santidade, em português), que chegou às livrarias brasileiras no mês passado. No Vaticano, o caso culminou com a prisão do mordomo do papa, Paolo Gabriele, uma das fontes do jornalista.

Em entrevista ao site de VEJA, Nuzzi disse que é impensável chegar ao poder na Itália sem boas relações com a Igreja Católica. “O Vaticano controla transversalmente todos os partidos italianos. Nenhuma nomeação, por exemplo, na Rai, a TV do estado, é possível sem o consenso do Vaticano. Imagine que com a publicação do meu livro eu recebi pedidos de entrevista do mundo todo, mas nenhuma do canal nacional”, afirma.

Para o jornalista, a Itália e o Vaticano "tem uma história compartilhada no presente como tinha no passado". "O atual governo, do premiê (Mário) Monti, tem um pacto de aço com o Vaticano". Segundo o escritor, a influência hoje se dá de diferentes maneiras, desde o apoio tácito da Igreja em troca de um afrouxamento de impostos, até sugestões sobre como o governo deveria lidar com políticas sociais, como a eutanásia e o casamento.

Fonte: VEJA

segunda-feira, outubro 01, 2012

Seis juízes da Suprema Corte assistiram à Missa Vermelha

Seis dos nove juízes da Suprema Corte [EUA] assistiram a Missa Vermelha anual neste domingo, na Catedral de São Mateus o Apóstolo, em Washington. Os oradores do evento falaram sobre o uso da fé em tomada de decisões, mas evitaram questões controversas que a Corte enfrentará nos próximos meses.

Estiveram presentes na 60ª Missa Vermelha o juiz chefe John Roberts, e os juízes Stephen Breyer, Antonin Scalia, Clarence Thomas, Anthony Kennedy e Elena Kagan, esta última pela primeira vez.

Ter seis juízes presentes iguala um recorde estabelecido em 2009. Os únicos que não estiveram presentes este ano foram Sonia Sotomayor e Samuel Alito, ambos católicos, e Ruth Bader Ginsburg, judia. Kagan and Breyer, que foram à Missa também são judeus.

A Missa Vermelha anual é um evento dirigido pela Arquidiocese de Washington e a John Carroll Society e visa reunir pessoas para orar pelos membros do judiciário antes da Corte começar seus trabalhos cada ano [em outubro]. E é chamada de Missa Vermelha por causa da cor do traje usado pelo clero.

No passado, presidentes, vice-presidentes e vários membros do Congresso e do Judiciário assistiram ao evento [...]

A formação religiosa da atual Suprema Corte - seis católicos e três judeus - revela a primeira vez em que não há nenhum protestante na mais alta Corte desta nação [...]

A mistura de religião e política na Missa Vermelha despertou alguma desaprovação no passado. A juíza Ruth Bader Ginsburg não vai mais à Missa Vermelha porque cansou de receber lição de moral de autoridades católicas. Críticos deste serviço julgam que a presença dos principais líderes do Judiciário é inapropriada.

“Há um propósito em se fazer este evento. É deixar claro... apenas o que a hierarquia da Igreja pensa sobre algumas das várias questões que estão diante da Corte” disse o reverendo Barry Lynn, presidente da organização "Americanos Unidos pela Separação da Igreja e Estado".

“Isso é simplesmente errado. E é errado para os membros ir - não ilegal - mas é errado para a arquidiocese promover e encorajar tal evento.”

Nos EUA,a tradição começou em 1928, quando um grupo de advogados católicos reuniu-se na Catedral de St. Andrew.

Fonte: CNN

sexta-feira, julho 27, 2012

Mitt Romney: "Hoje todos somos católicos!"


Durante uma reunião realizada quarta-feira [25] em Ohio, na qual Mitt Romney respondia a perguntas da platéia, um dos presentes perguntou o que achava do ataque de Barack Obama à liberdade religiosa. O candidato republicano à Casa Branca, de religião Mórmon , respondeu:

"A liberdade religiosa é a primeira das liberdades enumeradas em nossa Carta de Direitos. E o presidente e seu governo estão querendo usurpar a sua liberdade religiosa, exigindo que ofereçam aos seus funcionários uns produtos [seguros de saúde que incluem anticoncepcionais e alguns abortivos] que, se você pertence à Igreja Católica, violarão sua consciência. Se a um empresário católico ou à própria Igreja Católica é dito para usar isso, terão a sua consciência violada. Acho que este ataque à liberdade religiosa é um precedente perigoso e lamentável."

"Eu sei que muitos de nós aqui hoje", continuou Romney, "não somos católicos. E acho que muitos são. Mas acho que hoje somos todos católicos. Em nossa batalha para garantir a liberdade religiosa e a liberdade e a tolerância neste país, é essencial para nós revogá-la [Obamacare]".

Ao final de sua resposta, o público se levantou e aplaudiu durante vinte segundos. No final dos aplausos, um membro da platéia pediu-lhe: " Diga isso de novo!", como para tornar bem gravado essa promessa. E Romney repetiu:

"Eu vou dizer de novo. Acabarei com a [lei] Obamacare no primeiro dia que chegar ao escritório! Hoje nós começamos a fazê-lo", o que provocou o entusiasmo dos presentes.

Fonte: Religion en Libertad


NOTA: Embora seja contra o aborto (não exatamente como a Igreja Católica), penso que essa aproximação de certos políticos norte-americanos com a Igreja Católica seja extremamente perigosa. Até porque a Igreja Católica tem na prática uma definição exclusivista de liberdade religiosa: segundo a cartilha da Santa Sé, liberdade religiosa só existe quando se defende os dogmas romanos, incluindo aí o descanso dominical (contrário ao sábado do sétimo dia). Esta sujeição da cultura protestante norte-americana aos dogmas romanos juntamente com a defesa da "teologia do domínio" e também a visão messiânica na política dos EUA faz-nos crer que a crise final profetizada no apocalipse está às portas...

terça-feira, março 06, 2012

Em qual candidato Deus votaria?

Um candidato que siga o exemplo de Jesus Cristo, que recupere a moral e os valores familiares, possuirá os fatores determinante para a aprovação dos fiéis cristãos nos feudos republicanos dos Estados Unidos, onde a pergunta dos últimos dias é "Em qual deles Deus votaria?"

"Acho que alguém que siga o exemplo de Jesus Cristo tem que ser nosso eleito", disse Caroline Miller, uma mulher de 42 anos, que acompanhou um comício do candidato mórmon Mitt Romney domingo, depois de assistir à missa na igreja metodista de Snellville, subúrbio do nordeste de Atlanta (Georgia, sudeste), onde os republicanos são maioria.

A exemplo de Miller, uma grande número daqueles que participaram do evento eram fiéis desta igreja, outros de um templo mórmon dos arredores de Atlanta, havendo também uma minoria católica, todos concordando com a necessidade de buscar um candidato conectado a Deus.

A Geórgia é um dos 10 Estados onde serão realizadas, nesta terça-feira, as primárias republicanas e onde o católico Newt Gingrich é considerado o favorito, tendo mais de 35% do eleitorado a seu lado. Mas Ohio é visto como o mais importante do dia e, embora todas as pesquisas cantem a vitória de Romney, Rick Santorum, assim como no sul do país, é percebido como o candidato mais próximo de Deus.

"Honestamente, compartilho muitos valores morais e familiares expressados por Santorum na campanha", admitiu Caroline Miller, mas "Romney é o mais capacitado pra vencer Barack Obama em novembro", acrescentou hesitosa.

Ao serem ouvidos sobre os valores de Gingrich, divorciado duas vezes para se casar a cada vez com a mulher com a qual foi infiel à anterior, os eleitores evitam se pronunciar sobre a questão, preferindo destacar as posições contra o aborto de Santorum ou a defesa da família de Romney, citando seu casamento de 43 anos com Ann, com quem tem cinco filhos.

Mas a religião é fator decisivo para captar votos e os políticos sabem disso. Gingrich tira proveito deste tema em sua campanha crucial na Geórgia e chegou a chamar o governo de Obama de "antirreligioso" porque entrou "em guerra com a Igreja Católica" ao defender a cobertura obrigatória dos anticoncepcionais nos planos de saúde. "Este é um governo que sempre se dispõe a pedir desculpas ao Islã, mas não à Igreja Católica", disse Gingrich na sexta-feira para 200 pessoas, num comício em Brunswick, na costa sudeste da Geórgia.

"Nosso país precisa recuperar sua economia, mas também os valores morais que perdemos, com a juventude mergulhada em problemas de drogas, de sexo, pelo que votarei em Romney, uma pessoa educada numa família que soube seguir a mensagem de Jesus Cristo", comentou Catherine Adams, 55 anos, ligada aos mórmons.

Em diversos templos evangélicos e católicos dos subúrbios da Geórgia vários fiéis admitiam afinidades com Rick Santorum, que demonstrou desacordo com o princípio de separação da Igreja e do Estado.

Para Charles Bullock, professor de ciências políticas da Universidade da Geórgia, "se Santorum sair vitorioso, mobilizará" a direita religiosa como nas campanhas de 2000 e 2004 que levaram o republicano George W. Bush ao poder. "Mas o que vai ser mais explorado será a antipatia em relação a Obama, um sentimento amplo e profundo", disse o especialista, apostando em que os grupos religiosos podem ter, neste ano eleitoral, uma influência semelhante à exibida em 2008, quando não mostraram muito entusiasmo por John McCain.

Nestes subúrbios de grama sempre aparada, onde as casas exibem a prosperidade dos donos e onde há templos religiosos em cada duas esquinas, percebe-se um abismo profundo em reação às comunidades liberais que são maioria nas grandes cidades litorâneas do leste e do oeste dos Estados Unidos.

"Nosso país perdeu o rumo", disse Steve Norton, um aposentado de 70 anos, de confissão batista, que ouviu Romney domingo, na tentativa de se decidir por um candidato na Super Terça. "Quem melhor que um presidente realmente conectado a Deus para nos salvar destes anos com Barack Obama", indagou.

Fonte: Terra

NOTA: Deus não votaria em nenhum destes candidatos, a começar pelo fato de que eles estão na contra-mão dos Pais Fundadores que reconheciam a importância da separação entre Igreja e Estado... A crise final profetizada no apocalipse 13:15-17 ocorrerá exatamente em virtude da política e a religião darem-se as mãos... Estamos no fim dos tempos... 


quinta-feira, março 01, 2012

Valores religiosos ocupam o centro da campanha republicana

O peso crescente das questões religiosas, sexuais e morais na campanha republicana é um fenômeno inesperado. Inclusive em estados açoitados pela crise, como Michigan, que votou na terça-feira (28) com o Arizona, o debate, em vez de se concentrar no desemprego e na economia, deriva para temas como os anticoncepcionais, o aborto ou o papel da religião na vida pública.

As chamadas guerras culturais - a oposição entre valores tradicionais e valores seculares -, que nos anos 1970 e 80 impulsionaram um renascimento do movimento conservador nos EUA, voltam a ser motivo de disputa política. Por que os EUA voltam a falar de questões como o uso dos anticoncepcionais, um debate que estava encerrado há décadas? Uma explicação é que a maior economia do mundo começa a oferecer sinais animadores.

O desemprego baixa e o Produto Interno Bruto so
be. A recuperação ainda é incerta, mas projeta algumas dúvidas sobre um dos argumentos centrais da campanha: que o presidente Barack Obama é um incompetente e que três anos depois de chegar à Casa Branca deixa a economia em pior situação do que a encontrou. Não é que de repente o democrata tenha se transformado em um gênio: o desemprego continua elevado, o déficit descontrolado e os argumentos para questionar sua política são sólidos.

Mas nas últimas semanas, diante da melhora dos dados, as críticas perderam força. Por isso os republicanos buscaram outro flanco, além do econômico, pelo qual atacar o presidente. No processo de eleições primárias e caucus (assembleias eletivas) que começou em janeiro e poderá se prolongar até junho, os eleitores costumam ser republicanos convictos, mais à direita do que o eleitor médio nas eleições gerais.

À falta de um discurso econômico atraente, a religião e o que aqui chamam de valores ou temas sociais sempre podem funcionar com esse eleitorado. Que Rick Santorum, ex-senador pela Pensilvânia e pai de sete filhos, seja candidato também ajuda. Santorum é o homem da direita religiosa na corrida republicana para a nomeação.

É católico, e admirador de Josemaría Escrivá de Balaguer. Algumas de suas posições lhe valeram críticas não só da esquerda como também de republicanos moderados. Santorum se opõe ao aborto inclusive em casos de violação e incesto.

Embora defenda a legalidade dos anticoncepcionais, declarou: "Não creio que seja algo saudável para o país". Também equiparou as relações homossexuais com a poligamia e o incesto.

São posições das quais a maioria dos americanos se sente afastada, mas que representam a preocupação central de um segmento da população que se conduz pela Bíblia na hora de votar. O católico Santorum se sente muito perto desses eleitores, que em boa parte pertence a igrejas evangélicas. Para o candidato, assim como para muitos evangélicos, a religião ocupa um lugar central na vida pública. Separar ambos os campos é uma aberração.

Esse é o significado da polêmica declaração deste fim de semana, quando Santorum vilipendiou o famoso discurso de John F. Kennedy durante a campanha de 1960. Kennedy lutava então contra os receios pelo fato de ser católico. Alguns protestantes o retratavam como um agente do Vaticano. No discurso, aquele que foi o único presidente católico dos EUA reiterou sua crença na separação da Igreja e do Estado - princípio fundamental do país - e disse que nenhum funcionário público deveria aceitar instruções do papa ou de outro líder eclesiástico.

"Dizer que as pessoas de fé não têm nenhum papel na praça pública?", disse Santorum na rede ABC depois de se referir ao discurso de Kennedy. "Me faz vomitar." A deriva preocupa o estabelecimento republicano, convencido de que se Santorum se impuser a seu favorito, Mitt Romney, na nomeação, nas presidenciais de novembro Obama ocupará o centro com comodidade e ganhará sem problemas.
Rick Santorum sabe tocar algumas fibras sensíveis do eleitorado mais direitista, e o faz quando critica a defesa que Kennedy fez em 1960 da separação entre Igreja e Estado. Ou quando no mesmo fim de semana qualificou de esnobe o presidente Obama, por ter dito que gostaria que todo mundo recebesse algum tipo de educação superior. Santorum afirma que nem todos os americanos estão capacitados ou querem ir para a universidade. Podem se realizar em outros âmbitos.
Também afirma que em muitas universidades professores progressistas "tentam doutrinar" seus filhos. "Entendam por que ele quer que vão para a universidade. Quer fazê-los a sua imagem e semelhança", disse.
Também retoma a velha tradição do antielitismo e anti-intelectualismo da direita americana. Desde Joe McCarthy até Sarah Palin, a arrogância do conhecimento foi suspeita para uma parte do país.
Tradução: UOL

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Obama compra briga com a Igreja Católica

Barack Obama é um cristão que milhões de americanos insistem em considerar muçulmano. Mitt Romney pertence à igreja Mórmon, que muitos americanos consideram um culto não-cristão. A campanha eleitoral deste ano é sem dúvida uma em que os dois candidatos principais não têm interesse em falar de religião. Mas quando se trata de política, algumas oportunidades são boas demais para deixar passar. Se um dia houve chances para um pacto de não-agressão religiosa, elas evaporaram depois que uma recente decisão de Obama deu novo e poderoso material para aqueles que gostam de acusá-lo de estar lutando uma “guerra contra a religião”.

A decisão em questão foi um presente para os republicanos não só porque é controversa em si, mas também porque vem do já mal-amado Ato de Proteção ao Paciente e Tratamento Acessível, ou “Obamacare”, como foi apelidado. Os Republicanos dizem que vão revogar o Obamacare porque sua ideia central – obrigar todo mundo a ter seguro de saúde, sob pena de multa – é uma violação da liberdade individual. Agora o Departamento de Saúde e Serviços Humanos plantou na legislação sementes de algo que seus críticos dizem ser ainda mais questionável: nada menos do que uma violação da liberdade religiosa.

O Ato de Proteção ao Paciente determina que empregadores paguem o seguro de saúde de seus funcionários (ou sejam multados), e permite que o governo estabeleça padrões mínimos de cobertura do mesmo seguro. No verão passado o departamento de saúde decretou que as novas políticas de seguro de saúde deveriam cobrir serviços de controle de natalidade para mulheres, incluindo a pílula do dia seguinte (que muitos anti-aborcionistas consideram uma forma de aborto) e esterilização. Igrejas estão isentas; mas hospitais, escolas e universidades filiados a igrejas, a maioria das quais têm empregados, estudantes e pacientes de religiões diversas, não estão. Quando a nova lei for efetivada, em 2013, eles terão que incluir esses serviços nos seus planos de saúde, sem custos adicionais para os funcionários.

Essa decisão perturbou muita gente, mas a Igreja Católica está particularmente furiosa. “Nunca antes na história,” diz Timothy Dolan, presidente da Conferência de Bispos Católicos, “o governo federal tinha forçado indivíduos e organizações a comprar um produto no mercado que vai contra sua consciência.” Cartas raivosas de bispos foram lidas de púlpitos ao redor do país. Tendo conquistado seu voto com 54% contra 45% nas eleições de 2008, Obama pode agora ter problemas séries com os 70 milhões de católicos dos Estados Unidos. Peggy Noonan, colunista do Wall Street Journal, acha que essa decisão pode chegar a lhe custar a eleição [...]

Fonte: The Economist

Tradução: Opinião e Notícia

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Donald Trump vai apoiar o republicano Newt Gingrich

O empresário e personalidade de reality show Donald Trump vai apoiar o ex-presidente da Câmara dos Deputados Newt Gingrich na corrida pela indicação republicana para disputar a Presidência dos Estados Unidos contra o presidente Barack Obama, noticiou a mídia norte-americana. Fontes próximas à campanha de Gingrich confirmaram que Trump apoiaria o pré-candidato, de acordo com reportagens de diversos canais de televisão e jornais, na noite de quarta-feira.

O anúncio de Trump seria feito nesta quinta-feira, dois dias antes do caucus (assembleia eleitoral) republicano de Nevada, o próximo Estado na competição para a indicação do candidato do partido, afirmam as reportagens.

Um porta-voz da campanha de Gingrich não estava imediatamente disponível para comentar. Um conselheiro de Trump afirmou na quarta-feira que o empresário planejava um grande anúncio em Las Vegas, na quinta-feira, sobre a corrida presidencial.


Trump flertou com uma própria candidatura presidencial no ano passado pelo Partido Republicano e foi ridicularizado por fazer acusações sem credibilidade ao presidente Barack Obama, candidato democrata que busca a reeleição, afirmando que ele não teria nascido nos Estados Unidos.
Fonte: G1 

NOTA: Newt Gingrich é um dos maiores expoentes da Direita Cristã norte-americana e seguidor da Teologia do Domínio. Traduzindo: um protestante conservador que luta pela união de Igreja e Estado nos EUA para a alegria da Santa Sé e a infelicidade do mundo todo...

sexta-feira, janeiro 20, 2012

A importante separação entre Igreja e Estado

Uma das estratégias que a astuta Roma tem lançado mão para reconquistar a supremacia mundial (além da infiltração de seus agentes nos diversos segmentos de poder das sociedades) é a nebulosidade semântica com que envolve seus conceitos, usando palavras comuns e ao mesmo tempo atribuindo-lhes diferentes significados. De fato, é fácil observar que Roma nunca mudou. Os dogmas defendidos até a Idade Média, continuam sendo alvo de seus ensinamentos e suas ações. Portanto, quando a Igreja Romana vem a público defender, por exemplo, a "liberdade religiosa", o ouvinte desavisado pode pensar que Roma atual não é mais aquela da Idade Média. Ledo engano.

Em relação ao tema separação Igreja-Estado, por exemplo, podemos facilmente fazer a leitura da realidade caso entendamos o seguinte: há, na prática, pelo menos cinco modelos possíveis no relacionamento Igreja-Estado.

Modelo 1: Estado Ateu

O Estado é totalmente hostil à religião, privando seus cidadãos da liberdade religiosa e de culto. Aconteceu na Rússia comunista, e na França (Revolução). A religião organizada ou qualquer manifestação religiosa pública é proibida.

Modelo 2: Estado Secularizado

O Estado é levemente hostil ou mesmo indiferente à religião. Garante a liberdade de culto, mas nem sempre a liberdade religiosa (e de consciência). A cultura da sociedade local, influenciada pelo pós-modernismo (avesso à moralidade), aceita uma dicotomia entre a vida pública e a vida privada condicionando a religião apenas à vida privada. Atualmente, esse modelo está sendo praticado (tendo ou não amparo legal) em diversos países ocidentais, principalmente no hemisfério norte.

Modelo 3: Estado Laico

É o modelo mais perfeito até hoje executado. É o modelo criado pelos Pais Fundadores dos EUA, os quais "reconheceram a importância da religião, ao mesmo tempo em que estavam convencidos de que o novo governo não poderia patrociná-la". Modelo esse, fruto de "uma colaboração única entre o secularismo e a religião". As liberdades de culto e de religião são perfeitamente garantidas, e o Estado não vê problema em defender a moralidade pública.

Modelo 4: Estado Semi-Confessional


O Estado não é abertamente confessional, mas privilegia a religião majoritária. A liberdade de culto é praticada, mas a liberdade religiosa (ou de consciência) pode ser relativizada para favorecer a religião majoritária, conforme a influência e o poder desta religião sobre o governo.
Segundo o Dr. Marco Huaco (um dos principais defensores das liberdades laicas no Peru), a Igreja Católica, nos tempos modernos, passou a defender essa "fórmula suavizada de confessionalidade", chamada de "confessionalidade histórico-sociológica" (para combater sutilmente o conceito moderno de Estado Laico), onde o Estado "privilegia uma [religião] em relação às outras por razões históricas (contribuição à identidade nacional) e sociológicas (ser maioria social)". 
Na verdade, desde o Concílio Vaticano II, a Igreja Católica passou a defender a coexistência de "um regime confessional ao lado do reconhecimento das liberdades religiosas". Por isso, tem orientado "seus bispos nacionais a reconhecerem e se pronunciarem claramente a favor da - antes injuriada - liberdade de culto, mas ao mesmo tempo não renuncia a que o Estado siga conservando sua confessionalidade", que pode ser "formal e substancial". "Pela primeira seria dever do Estado professar publicamente a 'verdadeira religião' (ou seja, a católica), mediante declarações de catolicismo oficial contidas em textos constitucionais ou concordatários, símbolos religiosos públicos, preces e honras a pessoas e ícones católicos como parte do cerimonial do Estado. Pela segunda, as estruturas políticas públicas deverão estar penetradas pela inspiração do Magistério papal" (Em Defesa das Liberdades Laicas, p. 49-58). 

Modelo 5: Estado Confessional

O Estado e a religião (majoritária) andam de mãos dadas. É um modelo perigoso, porque geralmente não há liberdade religiosa ou de culto para quem não pertence à religião majoritária, incluindo mesmo perseguições contra as minorias religiosas. Foi o modelo adotado até a Idade Média pelas nações da Europa e a Igreja Católica. É também o modelo adotado pela maioria dos países muçulmanos.


Com isso em mente fica fácil entender que o maior objetivo de Roma tem sido levar o mundo de volta ao Modelo 5, tendo a Santa Sé como líder religiosa global. Seus esforços sempre foram para desacreditar e até destruir o Modelo 3, proposto pelos EUA. Por isso, quando Roma critica o Modelo 2 (outro exemplo aqui), não está propondo de forma alguma o Modelo 3 como ideal, mas sim o perigoso Modelo 5, tendo os princípios do catolicismo como únicos reconhecidos.

A crise final profetizada no apocalipse só acontecerá quando, sob a influência de Roma, os EUA invalidarem sua Constituição (promotora do Modelo 3), e estabelecerem por lei o Modelo 5 - isso acontecerá quando os EUA votarem uma Lei Dominical, uma vez que o domingo é o sinal característico do poder de Roma!

E esse dia está chegando...


Quem viver verá...

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Lei de detenção indeterminada é aprovada no senado americano

Exatamente 220 anos após a ratificação da Declaração de Direitos [Bill of Rights], o Senado dos EUA votou hoje [16], 86 votos contra 13, a favor da National Defense Authorization Act - NDAA [Lei de Autorização de Defesa Nacional] para 2012, permitindo a detenção indefinida e a tortura de americanos.

Depois de um vai-e-vem nos últimos dias entre o Senado e a Câmara que rendeu intensas críticas dos norte-americanos tentando manter seus direitos constitucionais, a NDAA para 2012 está agora a caminho da Casa Branca, onde ontem a administração Obama revelou que o presidente não iria vetar a legislação, alterando um comunicado feito por ele mesmo a menos de um mês.

Obama finalmente trouxe a mudança para a América [Yes, We Can], mas não é nada que traga esperança.

Falando perante o Senado, esta tarde, o senador Lindsey Graham (Republicano - Carolina do Sul) disse a seus colegas, "Eu espero que vocês acreditem que a América é parte do campo de batalha". Os Estados Unidos estão em guerra, ele insistiu, e qualquer um que faça oposição ao plano do governo dos EUA vai agora estar sujeito a detenção de estilo militar por tempo indeterminado [...]



Fonte: Russia Today 

NOTA: Os direitos e as liberdades estão seriamente ameaçados nos EUA. Esta lei que o senado norte-americano acaba de aprovar torna sem validade a 6ª emenda da Constituição Americana, que afirma que nenhum cidadão americano pode ser acusado ou preso sem ter o direito de defesa garantido. Então fica a pergunta: Quanto falta para a 1ª emenda (que garante liberdade de culto e religião) também ser anulada?

"Quando nossa nação, em seus conselhos legislativos, promulgar leis para coagir a consciência dos homens no tocante a seus privilégios religiosos, impondo a observância do domingo e empregando o poder opressivo contra os que guardam o sábado do sétimo dia, a lei de Deus será, para todos efeitos, invalidada em nosso país [EUA]... quando essa terra, por meio de seus legisladores, renunciar aos princípios do protestantismo e der apoio à apostasia papal, falsificando a lei de Deus - então é que será revelada a obra final do homem do pecado". Maranata, p. 177

"Quando nossa nação [EUA] abjurar os princípios de seu governo de tal forma que vote uma lei dominical, nesse próprio ato o protestantismo dará a mão ao papado" Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 712.

"Quando falharem as medidas mais brandas, serão promulgadas as leis mais opressivas. Alegar-se-á que os poucos que se levantam em oposição a uma instituição da igreja e a uma lei do país, não devem ser tolerados". Maranata, p. 186.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

A religião molda as leis em Washington

Washington é a capital dos lobbistas. Diz-se que o termo surgiu no saguão [lobby] do Hotel Willard de Washington durante a presidência de Ulysses Grant (1822-1885). Depois de uma longa jornada de trabalhos no Salão Oval, Grant costumava ir à pé ao Willard, situado próximo a Casa Branca, para tomar um conhaque e fumar um charuto. Muitas pessoas se dirigiam ao saguão [lobby] do hotel para tentar influenciar o presidente, daí que foram chamados lobbistas.

Os lobbistas tem inclusive uma rua na capital, onde se concentra a maior parte dos grupos de pressão: a rua "K", que se converteu em um símbolo de seu poder. Este ano há 12.220 lobbistas federais registrados na capital, pouco menos que os 12.941 de 2010 e os 14.861 de 2007, segundo a ONG Center for Responsive Politics.
A industria farmacêutica, os bancos, os fabricantes de armamentos, as imobiliárias, as seguradoras, as  construtoras e também os grupos religiosos gastam cada ano milhões de dólares para tentar influenciar o Congresso, o Pentágono e a Casa Branca. No conjunto, os lobbies gastarão este ano 2,45 bilhões de dólares para influenciar a agenda política de Washington, segundo os dados da ONG.

Nos últimos anos se tem registrado um aumento significativo dos lobbies religiosos ativos no Capitólio e na Casa Branca. Embora façam parte do panorama político de Washington desde o séc. XIX, seu número multiplicou-se por cinco nas últimas décadas, passando de 40 em 1970, a mais de 200 na atualidade, segundo um recente estudo do Pew Research Center.
Os lobbies religiosos gastam cerca de 390 milhões de dólares por ano para influenciar a política norte-americana: em questões nacionais como o aborto, a pena de morte, o casamento homossexual, a investigação com células-tronco ou as relações entre Igreja e Estado e questões  internacionais, como a promoção dos direitos humanos, a paz e a democracia.
Milhares de lobbistas religiosos trabalham na região de Washington. Para influenciar a política organizam campanhas públicas, fazem petições, escrevem cartas aos congressistas, realizam campanhas na internet, participam em manifestações ou depõem perante o Congresso.
Allen Hertzke, professor de Ciências Políticas da Universidade de Oklahoma e autor do estudo, se mostra "surpreendido pelo número de grupos, seu tamanho e seu orçamento, assim como a grande diversidade e amplitude de assuntos de suas agendas. O lobbismo religioso é agora permanente e de um tamanho considerável no cenário político de Washington".
Cerca de 19% dos lobbies religiosos que procuram influenciar em Washington são católicos romanos, 18% evangélicos, 12% judeus e 8% pertencem a outras igrejas protestantes, segundo declara o documento. Os grupos de pressão católicos, protestantes e judeus são os mais numerosos (124 grupos no total), já que somados constituem 58% dos grupos religiosos que fazem lobby na capital [...] 
Fonte: Público 

quinta-feira, novembro 03, 2011

Congresso dos EUA reafirma o lema nacional

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos se pronunciou na última terça-feira a favor de uma proposta republicana de reafirmar o lema nacional "In God we Trust" (Em Deus confiamos) que aparece em todas as cédulas dos bancos nacionais.

A resolução simbólica, proposta pela congressista republicana Randy Forbes, tomada por 396 votos a favor e 9 contra, reafirma a manutenção do lema nas cédulas e "incentiva a colocação de cartazes" com essa divisa nas escolas e edifícios públicos.

A proposta dessa votação pelos republicanos visava satisfazer a base religiosa do partido na perspectiva das eleições presidenciais de novembro de 2012.

Os democratas do presidente Barack Obama qualificaram duramente esta iniciativa, a qual consideram inútil.

"Segundo as últimas informações de que dispomos, 'In God we Trust' é o lema nacional adotado pelos Estados Unidos desde 1956", ironizou Nadeam Elshami, porta voz de Nancy Pelosi, a líder democrata na Câmara.

Fonte: Terra


Durante a Inquisição Espanhola, os católicos encontravam judeus ao observar quem comia carne de porco. Eles ofereciam carne de porco aos indivíduos suspeitos de serem judeus, se eles recusassem comê-la eram presos. Isso porque no séc. XV, o único espanhol verdadeiro era um espanhol católico. Houve uma guerra santa destinada a livrar-se do indesejado.

Da mesma forma, houve uma guerra santa nos EUA na década de 1950. Havia um homem chamado Joe McCarthy, o qual travou uma guerra santa contra os ateus. Ele afirmou em 1950: "Hoje estamos envolvidos em uma final e total batalha entre o comunismo ateísta e o cristianismo".

Funcionários do governo foram levados a julgamento, destruídos por qualquer coisa que, vagamente, parecia relacionada à ateísmo, comunismo, homossexualidade, ou por não serem patriotas o suficiente.

Talvez você se lembre do Comitê de Atividades Anti-Americanas (HUAC - House Un-American Activities Committee), que criou listas de pessoas que não eram consideradas americanas o suficiente - neste caso, americano significava cristão não comunista...

E graças ao McCarthismo e ao HUAC é que a frase "Sob Deus" (Under God) foi adicionada ao Juramento de Lealdade em 1954, e a frase "In God We Trust" foi adotada como lema nacional em 1956...

Para ser clara, Deus foi adicionado ao Juramento e adotado como lema nacional na década de 1950 não por causa de uma forte devoção religiosa, mas para encontrar e punir os ateus...

Fonte: Blog Open Salon 


NOTA: Dentro em breve, "os indesejados" serão aqueles que se manifestarem contra o governo norte-americano (união de Estado/Igreja aos moldes do Vaticano) e sua Lei Dominical que será estabelecida a fim de "salvar" o país das crises econômica, moral e ambiental... Quem viver verá...

sexta-feira, setembro 23, 2011

Presidente Adão


Se numa eleição você tivesse de votar num muçulmano fundamentalista ou num cristão fundamentalista, em quem você votaria?
Talvez você nunca tenha ouvido falar em dominionismo - não está no [dicionário] Houaiss -, mas vai ouvir. Neste momento, é a ala extremista mais influente do cristianismo evangélico nos Estados Unidos.

Eram considerados muito à direita do centro, mas em vez de pastores e versões mas moderadas, esta direita fracassada gerou o dominionismo, um filho radicalíssimo.

Na década de 80, a direita cristã ganhou poder liderada pelos reverendos Falwell e Pat Robertson. Decaíram na virada do século.

Os dominionistas acham que os cristãos tem o direito, mais, a obrigação divina, de controlar todas instituições. A essência da teoria vem de Gênesis, no Velho Testamento, onde Deus diz a Adão "para assumir o domínio do mundo animado e não animado". A missão: controlar as "Sete Montanhas" da sociedade: família, religião, artes e entretenimento, mídia, governo, educação e empresas.

Barack Obama e os democratas no Congresso são, literalmente, encarnações do demônio.

Outros movimentos religiosos eram mais sutis. Já o dominionismo é escancarado: entrar na política, infiltrar as instituições, expurgar os infiéis e conquistar o poder.

O homem deles é Rick Perry. No mundo dominionista os tribunais serão teocráticos com decisões jurídicas baseadas nos dez mandamentos e outras instruções da Bíblia. Homossexual? Pena de morte.

O universo religioso evangélico é vasto e complicado. Centenas, milhares de tendências. A novidade é o grupo dominionista da NAR - New Apostolic Reformation - conectado com alguns dos principais candidatos republicanos, entre eles o texano Rick Perry, em rápida ascendência, e Michele Bachman, em rápida decadência.

O Texas, do governador Perry, é, segundo os líderes religiosos, um Estado profético, foco da transformação que está a caminho.

Em agosto, o governador Rick Perry organizou “A Resposta”, um comício religioso num dos maiores estádios americanos. A mobilização contra Barack Obama foi um dos trampolins do governador Perry para se lançar na campanha presidencial e assumir a liderança entre os candidatos republicanos.

Sarah Palin, ex-governadora do Alasca e candidata à Vice-Presidência na última eleição, ainda é uma das maiores estrela dos fundamentalistas. Brilhante na frente das câmeras, misteriosa na vida pessoal.

O livro sobre ela lançado na terça-feira, The Rogue, Searching for the real Sarah Palin, de Joe McGinniss, é uma pá de cal ou lama na candidata - depende de sua inclinação política. A grande imprensa, intimidada e cheia de pruridos, fugiu do livro. A imprensa menor focalizou na relação sexual de Sarah com um atleta negro quando ainda era solteira.

Parece um problema menor, mas Sarah, adolescente, pediu para sair de uma escola secundária porque muitos colegas não eram brancos. Quando foi eleita governadora, uma das primeiras decisões foi demitir vários negros "porque não se sentia confortável na presença deles".

Dentro deste contexto, a relação sexual com um negro merece ser contada, diz McGinniss. Na época, o negro não era estrela, hoje é um conhecido jogador de basquete e não nega o affair: "a relação com Sarah foi ótima e continuamos amigos por muito tempo".

Ela nega, mas, para o autor, o affair revela o talento de Sarah para esconder vários aspectos da vida pessoal, entre eles se é a verdadeira mãe do filho retardado, Trig, que exibia em todos seus comícios. Para a esquerda, se Obama teve de mostrar a certidão de nascimento no Havaí, porque Sarah não mostra a certidão de nascimento do filho?

Se o personagem destas histórias fosse Barack Obama, elas seriam o prato do dia na imprensa conservadora, mas a grande imprensa não chega perto dos escândalos levantados no livro. Para McGinniss, um problema maior do que as transas sexuais de Sarah e seu semi-analfabetismo geopolítico, é o fanatismo religioso.

Aos oito anos de idade ela era uma missionette, como eram chamadas crianças engajadas pela igreja para distribuir panfletos religiosos de porta em porta. Ela continua missionária.

"Sarah Palin acredita em bruxaria. Fez 'proteções e encomendas' para fechar o corpo e destruir inimigos. A missão dela é transformar a democracia americana numa teocracia fundamentalista".

Sarah afirma, sem vacilar, diz McGinniss, "que o mundo só tem 6 mil anos. Vindo de uma pessoa que por poucos pontos percentuais quase foi vice-presidente dos Estados Unidos e poderia ter assumido o poder no caso da morte de um velho e frágil presidente McCain, é assustador".

Sarah ainda não é nem deve ser candidata a presidente. É muito bem sucedida como "celebridade" e não tem chances nem entre os próprios republicanos.

Mas neste século 21 temos um plantel de candidatos republicanos e celebridades políticas prontos para nos levar de volta ao século 17 ou, muitos antes, aos domínios de Adão.

Fonte: BBC Brasil

NOTA: Filtrando as palavras do colunista da BBC, há uma verdade com a qual tenho que concordar: o perigo atual representado pela "teologia do domínio" na sociedade norte-americana.

O pastor Marvin Moore dedicou um capítulo do seu livro a esse tema. Segundo o autor, o principal expoente da "teologia do domínio" foi Rousas John Rushdoony, nascido em 1916, em Nova York, o qual publicou em 1973 uma obra (900 páginas) intitulada Institutes of Biblical Law. Ele considerava que as leis do A.T. ainda seguem vigentes no mundo moderno (com exceção daquelas que o N.T. aboliu especificamente). Baseado no plano de Deus para Adão de que ele exercesse o domínio sobre toda a Terra e sobre os animais (Gn 1:26), Rushdoony transformou essa idéia na grande comissão: os cristãos devem submeter todas as coisas e todas as nações a Cristo e a Sua lei, sendo responsáveis por aperfeiçoar a sociedade, incluindo os governos civis, de modo que Jesus possa voltar. Da mesma forma que o teólogo católico Agostinho, Rushdoony também acreditava que os cristãos terão êxito em converter o mundo colaborando para a chegada do milênio de paz na terra. É por isso que, atualmente, os católicos e a direita cristã norte-americana estão agindo politicamente em harmonia - tem o mesmo objetivo.

Como pode-se perceber, biblicamente falando, a grande comissão de Cristo aos Seus discípulos foi para testemunhar a todas as nações e não para dominá-las (Mt 28:19; 24:14; At 1:8). Nosso mandato é converter (pelo Espírito Santo) pessoas, não sociedades ou instituições. Portanto, a teologia do domínio está servindo de base para a futura união de Igreja e Estado e o consequente estabelecimento da Lei Dominical , a começar pelos EUA.

Quem viver verá...

terça-feira, agosto 30, 2011

Pré-candidata republicana diz que furacão foi recado de Deus a Washington

A pré-candidata às eleições presidenciais de 2012 nos Estados Unidos pelo partido republicano Michelle Bachmann disse que o furacão Irene foi um recado de Deus a Washington. Segundo ela, a natureza está dando um recado ao atual governo para que este mude suas políticas públicas e se esforce em diminuir os seus gastos.

"Eu não sei o que mais Deus tem que fazer para atrair a atenção dos políticos. Tivemos um terremoto (que aconteceu na última terça-feira, na costa leste do país) e um furacão. Ele diz 'vocês vão começar a me ouvir agora?'", declarou Michelle ao jornal St. Petersburg Times.

Michelle Bachmann faz parte do Tea Party, grupo mais conservador do partido republicano que tem feito críticas constantes ao desempenho do governo de Barack Obama. Ela foi uma das principais opositoras ao plano de elevação do teto da dívida pública norte-americana.

O "recado divino" a que se referiu Michelle, o furacão Irene, passou pela costa leste dos Estados Unidos deixando pelo menos 18 mortos e prejuízos que podem chegar a sete bilhões de dólares. A tempestade também afetou regiões da costa oeste, como Nova York e Washington.

Fonte: EXAME

NOTA: Segundo matéria do jornal El País (29/08/2011), os principais pré-candidatos republicanos à corrida presidencial nos EUA defendem uma mistura de política e religião. O maior perigo, sem dúvida, fica por conta daqueles que defendem abertamente o fim da separação entre Igreja e Estado - é o caso do atual governador do Texas Rick Perry. Na verdade, a elite mundial ocultista domina os dois partidos majoritários dos EUA. Traduzindo: seja o partido Democrata ou seja o Republicano o vitorioso na campanha presidencial em 2012, os planos para a Nova Ordem Mundial continuarão sendo implementados. Talvez, a única escolha possível para os norte-americanos que possa frear esse processo seja a indicação do senador Ron Paul, que sendo conservador, segue a cartilha dos Pais Fundadores e defende a separação entre Igreja e Estado, e o fim do cartel dos bancos privados (É bom lembrar que o último presidente norte-americano que teve coragem para fazer isso foi assassinado). Sobre a declaração da pré-candidata Michele Bachmann postada acima vale dizer que é algo certo dito pela pessoa errada com a intenção errada. Explicando: realmente Deus permite que as forças da natureza se manifestem com o fim de despertar a humanidade de sua letargia espiritual (Is 30:30). Mas esse discurso religioso jamais deve ser usado por políticos cujos interesses óbvios envolvam também acabar com a saudável separação entre Igreja e Estado.

quinta-feira, agosto 25, 2011

A separação de Igreja e Estado na história dos EUA

A Revolução Francesa foi uma amarga rebelião contra toda forma de religião. Tanto assim, que o Parlamento francês a proibiu por completo e declarou a França um Estado oficialmente ateu, condição em que ela existiu durante vários anos na década de 1790. Ao contrário a Revolução Americana, que ocorreu uns dez ou quinze anos antes, foi muito diferente. Porque quando dispuseram a separação de Igreja e Estado, os redatores da Constituição não possuíam nenhum tipo de hostilidade para com a religião. Em realidade, eles reconheciam que seu experimento democrático poderia ter êxito unicamente em uma nação cujos habitantes fossem essencialmente religiosos.

Por exemplo, James Madison escreveu que "a crença em um Deus Todo Poderoso, sábio e bondoso, é essencial para a ordem moral do mundo" (Jon Meacham, American Gospel: God, the Founding Fathers, and the Making of a Nation, p. 228). Também George Washington afirmou: "A razão e a experiência nos impedem de esperar que a moralidade nacional prevaleça caso o princípio religioso seja excluído" (Address of George Washington, President of the United States... Preparatory to His Declination, p. 22 e 23). E John Adams declarou que "Nossa Constituição foi preparada exclusivamente para um povo moral e religioso. E é completamente inadequada para o governo de um povo com características diferentes" (Charles Frances Adams, ed., The Works of John Adams, Second President of United States, 9:229).

Isto não significa que os redatores da Constituição eram cristãos devotos, assíduos leitores da Bíblia, que assistiam à igreja semanalmente. Em verdade, eram uma espécie única de secularistas, que apreciavam a contribuição positiva da religião para a vida da nação. Thomas Jefferson era um deísta que, quando estava na Casa Branca, passou várias tardes com a Bíblia em uma mão e uma navalha na outra, cortando aquelas passagens dos Evangelhos que contradiziam a maneira que ele entendia os ensinamentos de Jesus. E todavia, na introdução da Declaração de Independência, escrita por ele, fala "das leis da natureza", e "da natureza de Deus", e no prefácio da mesma afirma que "todos os homens foram criados iguais... por seu Criador". Benjamin Franklin, que também era deísta, atacou o dogma religioso. Entretanto, disse: "Se apesar da religião os homens são tão maus, como seriam sem ela?" (Benjamin Franklin’s Letter to Toman Paine).

(...)

De modo que aqueles que escreveram a Constituição reconheceram a importância da religião, ao mesmo tempo em que estavam convencidos de que o novo governo não poderia patrociná-la.

(...)

É de vital importância entender que a versão norte-americana da separação de Igreja e Estado foi o resultado de uma colaboração única entre o secularismo e a religião.

(...)

Tradicionalmente a expressão pública da religião nos Estados Unidos tem sido chamada de "religião civil", ou "deísmo cerimonial"... A religião pública, ou civil, consiste no reconhecimento por parte do governo da existência de um Ser supremo, ao mesmo tempo em que deixa às igrejas, e ao crente individual, a promoção da religião e a formulação de suas doutrinas.

Fonte: Marvin Moore, ¿Podría Ocurrir?, p.114-116.

Saiba mais: "Aspectos inconstitucionais do acordo Brasil-Santa-Sé".
"Papa convida líderes mundiais para tratar de religião na política".
"Liberdade de Consciência".
"Os adventistas e a política".
"O acordo Brasil-Vaticano".
"Papa pede criação de autoridade mundial".
"Movimento ecumênico espera unificar as páscoas cristãs".
"A ICAR e o Estado Confessional".
"Bento XVI quer que política e religião andem juntas".
"Vaticano insiste na parceria política-religião".
"As Duas Repúblicas".
"Separação absoluta entre Igreja e Estado".
"Liberdade religiosa e Estado Laico".
"Lutar contra o relativismo e o laicismo".

domingo, setembro 26, 2010

Política, profecia e responsabilidade individual

1- Como entender Romanos 13:1 - "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas"?

"O povo de Deus deve reconhecer o governo humano como uma instituição divina, de modo que ensinará obediência às autoridades como sendo um sagrado dever, em sua legítima esfera. Entretanto, quando as suas pretensões entram em conflito com os reclamos de Deus, a Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda e qualquer legislação humana". Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 402.

"O poder de Davi fora a ele dado por Deus, mas para ser exercido apenas de acordo com a lei divina. Ordenando ele aquilo que era contrário à lei de Deus [2Sm 11:15], tornava-se pecado obedecer. 'As autoridades que há foram ordenadas por Deus' (Rm 13:1), mas não devemos obedecer-lhes contrariamente à lei de Deus". Patriarcas e Profetas, p. 719.

Outros exemplos bíblicos: As parteiras do Egito (Êx 1:15-17 e 21). Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (Dn 3:18). Daniel (Dn 6:6-10). Pedro e João (At 4:18 e 19; 5:28 e 29).

2- Qual é a responsabilidade do cristão perante Deus ao votar?

"Todo indivíduo exerce uma influência na sociedade. Em nossa terra favorecida, todo eleitor tem de certo modo voz em decidir que espécie de leis hão de reger a nação. Não deviam sua influência e voto ser postos do lado da temperança e da virtude?" Obreiros Evangélicos, p. 387.

"O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens [que vão reprimir a liberdade religiosa] em cargos oficiais; pois assim fazendo, são participantes nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos". Fundamentos da Educação Cristã, p. 475.

3- Em vez de escolher um candidato posso votar no partido?

"Não podemos, com segurança, votar por partidos políticos; pois não sabemos em quem votamos". Fundamentos da Educação Cristã, p. 475.

4- E se eu votar naqueles que restringirão a liberdade religiosa só para a profecia cumprir-se mais rápido?

"É nosso dever, ao vermos os sinais do perigo que se aproxima, despertar-nos para a ação. Que ninguém se assente em calma expectativa do mal, confortando-se com a crença de que esta obra terá de prosseguir porque a profecia o predisse, e que o Senhor guardará o Seu povo. Não estamos cumprindo a vontade de Deus se nos deixarmos ficar em quietude, nada fazendo para preservar a liberdade de consciência... Haja as mais fervorosas orações, e então trabalhemos em harmonia com as nossas orações." Testemunhos Para a Igreja, v. 5, págs. 713 e 714.


NOTA: Embora não haja nenhuma ameaça de liberdade religiosa em vista, temos atualmente outras ameaças vindas de partidos e candidatos que vez ou outra levantam a voz para defenderem a legalização do aborto, a legalização da prostituição, a legalização das drogas, o delito de opinião em relação ao homossexualismo... Não menos importante, tem sido a aparente ameaça da liberdade de imprensa por parte de políticos ligados ao governo. Estabelecer mecanismos de censura para a imprensa é o primeiro passo para o autoritarismo, e o estabelecimento do pensamento único na sociedade. Aproveitando a proximidade das eleições, três dos maiores veículos de comunicação do país destacaram em seu editorial de hoje tal ameaça.