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segunda-feira, outubro 01, 2012

Seis juízes da Suprema Corte assistiram à Missa Vermelha

Seis dos nove juízes da Suprema Corte [EUA] assistiram a Missa Vermelha anual neste domingo, na Catedral de São Mateus o Apóstolo, em Washington. Os oradores do evento falaram sobre o uso da fé em tomada de decisões, mas evitaram questões controversas que a Corte enfrentará nos próximos meses.

Estiveram presentes na 60ª Missa Vermelha o juiz chefe John Roberts, e os juízes Stephen Breyer, Antonin Scalia, Clarence Thomas, Anthony Kennedy e Elena Kagan, esta última pela primeira vez.

Ter seis juízes presentes iguala um recorde estabelecido em 2009. Os únicos que não estiveram presentes este ano foram Sonia Sotomayor e Samuel Alito, ambos católicos, e Ruth Bader Ginsburg, judia. Kagan and Breyer, que foram à Missa também são judeus.

A Missa Vermelha anual é um evento dirigido pela Arquidiocese de Washington e a John Carroll Society e visa reunir pessoas para orar pelos membros do judiciário antes da Corte começar seus trabalhos cada ano [em outubro]. E é chamada de Missa Vermelha por causa da cor do traje usado pelo clero.

No passado, presidentes, vice-presidentes e vários membros do Congresso e do Judiciário assistiram ao evento [...]

A formação religiosa da atual Suprema Corte - seis católicos e três judeus - revela a primeira vez em que não há nenhum protestante na mais alta Corte desta nação [...]

A mistura de religião e política na Missa Vermelha despertou alguma desaprovação no passado. A juíza Ruth Bader Ginsburg não vai mais à Missa Vermelha porque cansou de receber lição de moral de autoridades católicas. Críticos deste serviço julgam que a presença dos principais líderes do Judiciário é inapropriada.

“Há um propósito em se fazer este evento. É deixar claro... apenas o que a hierarquia da Igreja pensa sobre algumas das várias questões que estão diante da Corte” disse o reverendo Barry Lynn, presidente da organização "Americanos Unidos pela Separação da Igreja e Estado".

“Isso é simplesmente errado. E é errado para os membros ir - não ilegal - mas é errado para a arquidiocese promover e encorajar tal evento.”

Nos EUA,a tradição começou em 1928, quando um grupo de advogados católicos reuniu-se na Catedral de St. Andrew.

Fonte: CNN

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Lei de detenção indeterminada é aprovada no senado americano

Exatamente 220 anos após a ratificação da Declaração de Direitos [Bill of Rights], o Senado dos EUA votou hoje [16], 86 votos contra 13, a favor da National Defense Authorization Act - NDAA [Lei de Autorização de Defesa Nacional] para 2012, permitindo a detenção indefinida e a tortura de americanos.

Depois de um vai-e-vem nos últimos dias entre o Senado e a Câmara que rendeu intensas críticas dos norte-americanos tentando manter seus direitos constitucionais, a NDAA para 2012 está agora a caminho da Casa Branca, onde ontem a administração Obama revelou que o presidente não iria vetar a legislação, alterando um comunicado feito por ele mesmo a menos de um mês.

Obama finalmente trouxe a mudança para a América [Yes, We Can], mas não é nada que traga esperança.

Falando perante o Senado, esta tarde, o senador Lindsey Graham (Republicano - Carolina do Sul) disse a seus colegas, "Eu espero que vocês acreditem que a América é parte do campo de batalha". Os Estados Unidos estão em guerra, ele insistiu, e qualquer um que faça oposição ao plano do governo dos EUA vai agora estar sujeito a detenção de estilo militar por tempo indeterminado [...]



Fonte: Russia Today 

NOTA: Os direitos e as liberdades estão seriamente ameaçados nos EUA. Esta lei que o senado norte-americano acaba de aprovar torna sem validade a 6ª emenda da Constituição Americana, que afirma que nenhum cidadão americano pode ser acusado ou preso sem ter o direito de defesa garantido. Então fica a pergunta: Quanto falta para a 1ª emenda (que garante liberdade de culto e religião) também ser anulada?

"Quando nossa nação, em seus conselhos legislativos, promulgar leis para coagir a consciência dos homens no tocante a seus privilégios religiosos, impondo a observância do domingo e empregando o poder opressivo contra os que guardam o sábado do sétimo dia, a lei de Deus será, para todos efeitos, invalidada em nosso país [EUA]... quando essa terra, por meio de seus legisladores, renunciar aos princípios do protestantismo e der apoio à apostasia papal, falsificando a lei de Deus - então é que será revelada a obra final do homem do pecado". Maranata, p. 177

"Quando nossa nação [EUA] abjurar os princípios de seu governo de tal forma que vote uma lei dominical, nesse próprio ato o protestantismo dará a mão ao papado" Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 712.

"Quando falharem as medidas mais brandas, serão promulgadas as leis mais opressivas. Alegar-se-á que os poucos que se levantam em oposição a uma instituição da igreja e a uma lei do país, não devem ser tolerados". Maranata, p. 186.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Juíza hispânica é confirmada para a Suprema Corte

A juíza Sonia Sotomayor se tornou, nesta quinta-feira, a primeira hispânica a ser aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos para ocupar uma vaga na Suprema Corte do país. O nome da juíza de 55 anos foi aprovado pelo Senado americano por 68 votos contra 31. Ela será a terceira mulher a alcançar um posto na instância máxima do Judiciário americano.

A maior parte dos republicanos no Senado votou contra a indicação por julgá-la excessivamente à esquerda em temas como questões raciais e porte de armas. Muitos dos ataques dos republicanos a ela se basearam nos comentários do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que ele buscava para a Suprema Corte um nome que tivesse "empatia". Tal critério foi considerado pelos oposicionistas superficial demais para determinar a escolha de uma juíza para a Suprema Corte.

Também gerou críticas uma afirmação feita no passado pela própria Sotomayor de que "uma latina de sabedoria" poderia ser uma melhor juíza do que um homem branco. Durante a sabatina no Congresso para confirmar sua indicação para o posto, a juíza disse ter feito, na ocasião, "um jogo de palavras" que "não deu certo".

Sotomayor é uma nova-iorquina filha de porto-riquenhos. Ela cresceu em um conjunto habitacional numa região pobre do bairro do Bronx, no norte de Nova York, mas conseguiu êxito profissional como advogada e juíza. A juíza foi a primeira indicação de Barack Obama para a Suprema Corte do país.

"Com este voto histórico, o Senado afirmou que a juíza Sotomayor possui o intelecto, o temperamento, a história, a integridade e a independência de espírito para servir de forma apta a corte máxima de nosso país", disse o presidente americano.

Sotomayor irá substituir o juiz David Souter, também considerado um liberal, que decidiu se aposentar. Os juízes da Suprema Corte exercem mandatos vitalícios e só podem se afastar do cargo por vontade própria. O juramento de Sotomayor está marcado para neste sábado.

Fonte: BBC Brasil

Saiba mais: "A Suprema Corte Americana e o domingo". "O Vaticano tem a faca e o queijo".

segunda-feira, novembro 03, 2008

Rumo da Suprema Corte está nas mãos do eleitor

Ao escolher entre John McCain e Barack Obama, o eleitorado americano também sela amanhã o caminho de decisões cruciais da Justiça dos EUA para além do mandato do próximo presidente. O eleito deverá apontar entre um e três juízes da Suprema Corte, que, com posicionamento ideológico alterado, poderá mudar, por exemplo, a forma como o país lida com questões como o aborto ou a separação entre Igreja e Estado.

Dos nove membros atuais da Suprema Corte, quatro são considerados conservadores, quatro "liberais" (ou progressistas) e um, Anthony Kennedy, conservador moderado. É Kennedy quem tem dado o voto de Minerva em decisões importantes, que freqüentemente terminam com placar 5 a 4. Um exemplo recente foi a determinação de que os detentos da "guerra ao terror" presos em Guantánamo tenham direito a habeas corpus, uma vitória do lado liberal. McCain disse que a decisão "foi uma das piores da história do país".

Nos próximos anos, porém, decisões como essa podem ficar mais difíceis: os juízes John Paul Stevens, 88, Ruth Ginsburg, 75, e David H. Souter, 69 - todos do bloco liberal- devem se aposentar, permitindo ao novo presidente mudar o equilíbrio atual.
Se chegar à Casa Branca, McCain indicou que escolheria juízes "com estrito histórico de observância da Constituição" do século 18, em oposição aos que defendem a atualização da interpretação da Carta.

É assim que conservadores e liberais definem sua disputa na composição das cortes - conservadores dizem ser fiéis ao que consideram ser o sentido original do texto, e progressistas têm visão mais aberta, supostamente condizente com as mudanças pelas quais o país passou em mais de dois séculos. McCain, portanto, estabeleceria uma sólida maioria conservadora na Suprema Corte, abrindo caminho para revisão de precedentes como o do caso "Roe versus Wade" -que permitiu o aborto em 1973.

No caso de Obama, as três aposentadorias teriam menos impacto no desenho atual da Suprema Corte, já que ele escolheria juízes de tendência similar aos que estão de saída. O democrata já disse que a Constituição "não é estática, mas um documento vivo". Mas ele teria influência mais explícita na designação de juízes de outros tribunais, como os de apelação, que, desde a Presidência de Ronald Reagan (1981-1989), vêm consolidando tendência conservadora.

Quando o próximo presidente tomar posse, juízes nomeados por republicanos (a maioria conservadores) comporão em torno de 62% dos tribunais. Quando George W. Bush chegou ao poder, em 2001, a proporção era de 50%. Os escolhidos por republicanos também controlam 10 dos 13 tribunais de apelação. Apesar de marginal nas campanhas, o tema está levando ativistas liberais e conservadores a trabalhar freneticamente para influenciar o pleito.

"Bush lotou as cortes de extremistas hostis a regulamentações e aos direitos de mulheres, minorias e trabalhadores", afirma Nan Aron, da progressista Aliança pela Justiça.

"Se Obama vencer, teremos uma Suprema Corte de extrema esquerda, diferente de tudo que já vimos", diz Steve Calabresi, co-fundador da associação de advogados ultraconservadora Sociedade Federalista. De toda forma, qualquer que seja a nova direção do Judiciário, ela será irreversível por um bom tempo. Os indicados pelo presidente - que têm de ser ratificados pelo Senado - só deixam a Suprema Corte em caso de morte, renúncia, aposentadoria ou impeachment.

Fonte: Folha de São Paulo, 03 de novembro de 2008.

Saiba mais: "Constituição Americana: liberdade até quando?" (Leia aqui).
"O Vaticano tem a faca e o queijo" (Leia aqui).
"A Suprema Corte Americana e o domingo" (Leia aqui).
"Emendas da Constituição Americana sob ataque" (Leia aqui).

quarta-feira, maio 07, 2008

McCain promete tornar Suprema Corte ainda mais conservadora


Financial Times (Washington)
07 de maio de 2008
John McCain prometeu ontem nomear juízes conservadores para a Suprema Corte e outras vagas judiciais caso se eleja presidente dos EUA. A máxima instância judicial do país já tem hoje maioria conservadora. Na tentativa de acalmar os receios de alguns republicanos em relação a suas credenciais conservadoras, o virtual candidato do partido disse que terá como exemplo John Roberts e Samuel Alito, indicados para a Suprema Corte por George W. Bush, quando fizer sua escolha.

As nomeações de juízes tornaram-se um dos mais explosivos pontos de discórdia na "guerra cultural" entre liberais (que tendem mais à esquerda) e conservadores nos EUA - cada lado acusa o outro de querer promover sua agenda própria na esfera judicial. Para os conservadores, nas últimas décadas os juízes federais extrapolaram seus poderes constitucionais com decisões que abriram precedentes, como a que permitiu o aborto.

McCain é visto com desconfiança por setores do partido devido a sua disposição em trabalhar com democratas no Congresso e seu histórico de divergências com outros republicanos. Alguns repudiam o fato de ele ter integrado o grupo que mediou um acordo conciliatório em 2005, depois de os republicanos terem ameaçado modificar as regras do Senado de modo a impedir os democratas de bloquear nomeações de juízes por Bush.

Mas o senador reafirmou que vai pautar-se pelos princípios conservadores na escolha dos juízes. "Tenho meus padrões próprios de habilidade judicial, experiência, filosofia e temperamento", disse. "E os juízes John Roberts e Samuel Alito satisfazem esses critérios sob todos os aspectos." Democratas disseram que o discurso dá mais provas de que McCain, se eleito, será a continuidade do governo Bush.

NOTA: Como disse, certa vez, alguém: "As eleições norte-americanas são tão importantes que o voto das pessoas do mundo inteiro deveria ser aceito". O ponto importante nesta questão é defender o Estado laico, a separação de Igreja/Estado e a liberdade religiosa, principalmente das minorias. Algo que os chamados "conservadores" dos EUA estão propensos a ignorar, uma vez que estão se deixando influenciar pelo Vaticano que tem séculos de experiência em controle político-religioso.

NOTA Diário da Profecia: Lembrando também que, pela primeira vez na história, a Suprema Corte americana mantém maioria católica em sua composição, o que se deu com as últimas nomeações de George W. Bush. Curiosamente estes cinco magistrados foram convidados para o jantar promovido pelo Governo Americano por ocasião da visita do Papa Bento XVI aos EUA, muito embora este último não tenha comparecido...

Leia também: Último Segundo

terça-feira, março 18, 2008

Emendas da Constituição americana sob ataque

A Suprema Corte dos Estados Unidos vai analisar hoje, pela primeira vez em quase 70 anos, o direito ao porte de armas no país. A análise tem como objeto uma lei de 1976, restrita à cidade de Washington D.C., que proíbe o porte de armas curtas. A legislação contraria a regulamentação estabelecida pela Segunda Emenda da Constituição dos EUA. O texto da Carta estabelece que, "sendo necessária uma milícia bem organizada para a segurança de um Estado livre, o direito do povo de ter e portar armas não será transgredido". Para a cidade de Washington o texto faz referência ao direito coletivo de ter armas em propriedades, no marco de um serviço de polícia ou de vigilância. Mas, para milhões de americanos - e especialmente para os integrantes da influente Associação Nacional de Rifle (NRA, em inglês)- a emenda garante o direito a todos os cidadãos de portar armas...

Fonte: O Estado de São Paulo, 18 de março de 2008.


Pela primeira vez em 30 anos, a Suprema Corte dos Estados Unidos aceitou hoje avaliar o uso de palavrões na televisão americana. O caso está relacionado a uma regra da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), que permite que as emissoras que transmitem programas com linguagem inapropriada sejam multadas.

As redes de TV "Fox", "ABC", "CBS" e "NBC" passaram a desafiar a nova política depois que a FCC classificou como indecentes vários programas exibidos em 2002 e 2003 só por causa de alguns palavrões ditos por personalidades como Bono Voz, Cher e Nicole Richie, a filha do cantor Lionel Richie. Um tribunal de apelações já disse que as regras impostas pela Comissão Federal de Comunicações são inválidas e podem representar uma violação à Primeira Emenda da Constituição americana, que garante o direito à liberdade de expressão.

A FCC ainda não impôs multas às emissoras, mas pode fazer isso no futuro. Tecnicamente, o caso aceito pelo Supremo diz respeito apenas a duas retransmissões do Billboard Music Awards, uma premiação exibida pela "Fox" durante a qual várias personalidades pronunciaram palavras menos comportadas. A decisão do Supremo sobre a questão só será anunciada no fim do ano. A FCC apelou ao mais alto tribunal americano depois que um tribunal de apelações de Nova York anulou as regras da agência reguladora.

A União de Liberdades Civis dos EUA, a maior organização de defesa dos direitos individuais do país, disse hoje que a crescente regulação sobre a linguagem é injusta e inconstitucional.

"Indo contra a prática das últimas décadas, recentemente a FCC começou a aplicar multas pesadas sobre as companhias de radiodifusão pelo uso de palavrões isolados" em sua programação, diz a ONG num comunicado.

Fonte: Último Segundo

NOTA: É um fato (com implicações proféticas) que a Suprema Corte dos EUA tem reinterpretado muitas das Emendas da Constituição que garantem as liberdades civis que fizeram dos EUA uma potência mundial. Em especial, percebe-se que a batalha já atingiu a Primeira Emenda. Em breve, a discussão será em torno da liberdade religiosa e da separação entre Igreja/Estado. "Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão" (Ap 13:11). "A 'fala' da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política". O Grande Conflito, p.442.

sexta-feira, março 07, 2008

A Suprema Corte Americana e o Domingo


Assistindo um vídeo disponível no YouTube sobre Lei Dominical, chamou-me a atenção uma imagem destacada pelo Pastor que dirige a palestra, como sendo uma escultura existente na Suprema Corte Americana, onde o mesmo chama a atenção para a posição da perna do homem postado ao lado das Tábuas do Decálogo. É que esta cobre o Quarto Mandamento da Lei de Deus, o Sábado.

Somente isso já havia me convencido o suficiente para estruturar este post, pelo próprio argumento encampado pelo pregador. Resolvi assim procurar uma foto desta escultura para ilustrar as palavras que aqui pretendia escrever. Achei a figura e a recortei para dar maior destaque. Qual não foi minha surpresa ao perceber que além de cobrir o Mandamento Sábatico, as referidas Tábuas têm em seu topo uma representação do sol ("sun" em inglês, componente do "sunday" - domingo - que se pretende seja substituído ao 4º Mandamento como dia de guarda). Isso sem contar a águia americana ao fundo acobertando com sua asa alguém à sua frente que parece, nitidamente, muito mais um César romano que Moisés e que denotaria a aliança que se formará, e já está se formando mais claramente, entre estes dois poderes.

De um tempo para cá, não sei se por força de já estar envolvido com tantas notícias referentes a cumprimento profético, das mais óbvias às mais interpretativas, deixei de acreditar em "coincidências" neste campo. Seria possível o autor da obra ter "inocentemente" acobertado em parte os Mandamentos, especialmente o referente ao Sábado e, ter acrescentado algo completamente estranho às Tábuas da Lei, na figura de um sol?

Fonte: Blog Diário da Profecia

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Suprema Corte rejeita ação contra sistema de escutas

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, na terça-feira (19/2), ação movida contra o sistema de espionagem doméstica promovido pela administração de George W. Bush. A ação foi ajuizada pela maior entidade de defesa de direitos civis dos Estados Unidos, a American Civil Liberties Union. As informações são do jornal The New York Times.

Em uma atitude rara, a Suprema Corte invocou o direito de manter em sigilo os motivos de ter rejeitado pedido da American Civil Liberties Union. A entidade queria que a Suprema Corte admitisse que grupos e pessoas físicas entrassem na Corte com Mandados de Segurança para evitar grampos telefônicos. Outros tribunais, de todo os EUA, haviam recusado semelhante pedido. O fundamento foi o de que tais pessoas ou grupos "jamais iriam dispor de provas que indicassem que estavam de fato sendo grampeados"...

Fonte: Consultor Jurídico

NOTA: A Suprema Corte americana tem violado uma a uma as Emendas da Constituição que garantem as liberdades civis da população. Quanto tempo falta para a Primeira Emenda também ser violada?

quarta-feira, novembro 21, 2007

Suprema Corte dos EUA decidirá sobre Segunda Emenda

A Suprema Corte dos EUA decidiu ontem que julgará um caso em que deve considerar se a Segunda Emenda à Constituição do país protege o direito dos cidadãos de possuir e portar armas. Para os defensores da liberdade de possuir armamentos, a emenda garante a todos os americanos esse direito. Criada em 1789, ela estabelece que "uma bem controlada milícia sendo necessária à segurança de um Estado livre, o direito do povo de ter e carregar armas não deve ser infringido".

O caso, a ser julgado provavelmente no primeiro semestre do ano que vem, é sobre uma apelação do Distrito de Columbia, que teve parte de sua legislação de controle de armas, uma das mais rígidas do país, invalidada por uma corte federal.
Embora já se esperasse que a Suprema Corte julgasse esse caso, seu resultado pode estabelecer nova jurisprudência na questão das armas, dado que esse tribunal nunca se pronunciou diretamente sobre o significado básico da Segunda Emenda.

Fonte: Folha de São Paulo, 21 de novembro de 2007.

NOTA: As Emendas da Constituição Americana estão sendo questionadas (reinterpretadas) uma a uma. Leia mais aqui.

domingo, agosto 12, 2007

Constituição Americana: liberdade até quando?

Os EUA transformaram-se em um potência mundial graças, entre outras coisas, a liberdade civil e a liberdade religiosa de que gozam seus habitantes, garantias essas estabelecidas pela Constituição desta nação. Porém, uma demonstração de que os tempos mudaram e a decadência desta nação pode tornar-se uma realidade, está no fato de que as prestigiadas Emendas da Constituição Americana estão, uma a uma, sendo violadas.

A Quinta Emenda, por exemplo, afirma que "Ninguém será... privado da vida, liberdade, ou bens, sem processo legal". Acontece que, sob a alegação de suposto "combate ao terrorismo", o governo americano está violando essa Emenda. De acordo com o site Último Segundo, a Casa Branca concedeu, recentemente, "poderes ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e a outras agências governamentais para congelar ativos e propriedades de pessoas que tiverem cometido ou organizado atos de violência contra o Iraque ou contra o governo desse país... O Departamento do Tesouro, que já contava com programas de bloqueio de ativos de indivíduos e companhias consideradas uma ameaça contra os interesses dos Estados Unidos, afirmou que é provável que, nas próximas semanas, elaborem uma lista dos afetados pela nova determinação".

Já a Quarta Emenda da Constituição dos EUA afirma que "o direito do povo à inviolabilidade de suas pessoas, casas, papéis e haveres contra busca e apreensão arbitrárias não poderá ser infringido". Novamente, sob a alegação de suposto "combate ao terrrismo", o governo americano autorizou a realização de escutas sem ordem judicial: "Acredito que esta medida sem autorização e sem precedentes simplesmente acabaria com a 4ª Emenda (da Constituição, que proíbe buscas e apreensões sem mandado judicial)", disse a deputada democrata Zoe Lofgren, durante o debate, antes da votação.

A Segunda Emenda também está a caminho de ser discutida na Suprema Corte Americana.

A pergunta pertinente, então, é: Quanto tempo falta para a Primeira Emenda da Constituição Americana, que garante a liberdade de culto e de expressão, entrar em discussão e também ser violada? Só Deus sabe...

"Por um decreto que terá por objetivo impor uma instituição papal em contraposição à lei de Deus, a nação americana se divorciará por completo dos princípios da justiça. Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram deles um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." (Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 451).

"Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor". Mateus 24:42

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

O Vaticano tem a faca e o queijo

O que você pensaria caso soubesse que o futuro do mundo e o iminente cumprimento das profecias dependem apenas (humanamente falando) de nove pessoas? E se também soubesse que cinco delas são católicas ( portanto, reverenciam o domingo), três das quais ligadas à Opus Dei; como você se sentiria?

Por trás da aparente ingenuidade dessa pergunta se esconde a mais dura realidade. A profecia alerta que o poder representado pela “besta que subiu da terra” (os EUA) passaria por uma metamorfose: “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.” Apocalipse 13:11. A “fala” de uma nação acontece por meio de suas leis. Isso significa que, em determinado momento, os EUA (por meio de suas leis) passariam a “falar” como um dragão (lembrando que “dragão” no Apocalipse é símbolo do “diabo” e do “paganismo” – Apocalipse 12:9 e 13). Uma lei impondo a guarda do domingo (dia em que os pagãos adoravam o Sol, e que, por influência da Igreja Romana, passou a ser o “dia do Senhor” para muitos cristãos) encaixa-se perfeitamente nessa profecia.

Mas seria possível isso? Poderia um país protestante cuja supremacia mundial foi alcançada graças a sua capacidade de assegurar a liberdade tanto civil quanto religiosa aos seus habitantes, ser capaz de alterar a sua constituição e acabar com a liberdade religiosa impondo um dia de guarda a todos?

Só uma instituição do governo americano teria poder para realizar tal mudança: a Suprema Corte de Justiça dos EUA. A Suprema Corte é o órgão máximo do Poder Judiciário nos EUA, sendo composta por nove juízes (um chefe mais oito assistentes), cujo mandato é vitalício (só perde o mandato quando morre ou quando pede demissão por razões de idade ou saúde). O presidente americano é quem escolhe esses juízes, os quais são depois aprovados ou não pelo Senado.

Na teoria, os juízes não deveriam ser influenciados pelo Executivo, mas como na prática é o presidente quem indica os nomes, a influência do Executivo ocorre na seleção dos nomes, ou seja, os nomes escolhidos pelo presidente geralmente são de juízes que têm o mesmo perfil político do seu partido (conservador ou liberal).

Uma palavra sobre a política americana: os dois maiores partidos que dominam a política são o Republicano (conservador) e o Democrata (liberal). Na prática, atualmente, os conservadores são contra o aborto, contra o casamento gay, mas a favor da união entre igreja e Estado (ou seja, querem mudar a Constituição americana). Já os liberais têm posição oposta: a favor do aborto e do casamento gay, mas contra a união da igreja e o Estado (não desejam a mudança da Constituição).

Nessa luta de interesses, o presidente que indicar o maior número de juízes para a Suprema Corte acaba desequilibrando a balança do poder, seja conservador ou liberal. Atualmente, há quatro juízes conservadores, quatro juízes liberais e um que não tem lado definido (um pouco mais liberal que conservador). Mas o maior problema é outro: é que cinco deles são católicos, sendo três destes ligados à Opus Dei (o que você acha que aconteceria numa votação sobre Lei Dominical?), é o que diz a matéria do jornal O Estado de S. Paulo, de 5 de fevereiro de 2006.

A Opus Dei é uma organização católica de âmbito mundial (80 mil afiliados) que opera nos moldes de uma sociedade secreta, cujo principal objetivo é restabelecer o poder político mundial do Vaticano, perdido no fim da Idade média (1798). Há membros da Opus Dei ocupando posições de influência espalhados em vários países. Inclusive João Paulo II foi muito assessorado por membros da Opus Dei durante seu governo no Vaticano. Ainda de acordo com a matéria do Estadão, ficamos sabendo quem é quem na Suprema Corte Americana:

John G. Roberts Jr. – 52 anos, indicado por George Bush (filho), católico, conservador.

Antonin Scalia – 70 anos, indicado por Ronald Reagan, católico, ligado à Opus Dei, conservador.

Clarence Thomas – 58 anos, indicado por George Bush (pai), católico, ligado à Opus Dei, conservador.

Samuel A. Alito Jr. – 56 anos, indicado por George Bush (filho), católico, ligado à Opus Dei, conservador.

John Paul Stevens – 86 anos, indicado por Ford, protestante, liberal.

David H. Souter – 67 anos, indicado por George Bush (pai), protestante, liberal.

Ruth Bader Ginsburg – 73 anos, indicada por Bill Clinton, liberal.

Stephen G. Breyer – 68 anos, indicado por Bill Clinton, liberal.

Anthony M. Kennedy – 70 anos, indicado por Ronald Reagan, mais liberal que conservador.

Apesar de o Vaticano estar com a faca e o queijo na mão, a profecia só vai cumprir-se quando Deus assim o permitir.

“Pois do Senhor é o reino, é Ele quem governa as nações.” Salmo 22:28