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sábado, novembro 21, 2015

Começou a 3ª Guerra Mundial?

Uma falsa informação de que a ONU teria admitido que os bombardeamentos contra o Estado Islâmico eram o início da 3ª Guerra Mundial causou o pânico, esta manhã [20], nas redes sociais.

Na origem desta informação terá estado, inicialmente, uma interpretação abusiva das palavras do rei Abdullah da Jordânia, que teria chamado a Comunidade Internacional para enfrentarem juntos os terroristas que estão a desencadear uma “3ª Guerra Mundial contra a humanidade”.

Foi ainda divulgada uma falsa declaração sobre o tema do Papa Francisco.

Depois disso foram divulgadas supostas declarações da presidente do Conselho de Segurança da ONU, Raimonda Murmokaité, no sentido de que a 3ª Guerra Mundial havia sido declarada oficialmente pelo organismo internacional.

Ao que parece, não houve nenhuma declaração da dirigente da ONU, o que se passou foi que alguns meios divulgaram a informação dos estatutos do Conselho das Nações Unidas segundo os quais são precisos países de cinco continentes para ser considerada uma guerra mundial. O que acontece é que o Estado Islâmico não é um país.

A informação causou o pânico nas redes sociais, mas algumas horas depois foi retirada da maioria dos sites onde tinha sido colocada.

A revista Time também já anunciou que o título da sua próxima capa será: "World War ISIS", causando muita contestação nas redes sociais. Muitas pessoas criticam a excessiva importância que está a ser dada aos terroristas.

Fonte: Economico 


NOTA: Perguntas como "qual a base bíblica para a 3ª guerra mundial?" e "é possível acontecer uma 3ª guerra mundial?" têm chegado até nós. É bom lembrar que não há na Bíblia nenhuma profecia específica sobre a 1ª ou 2ª Guerras Mundiais. Existe apenas a profecia de Mateus 24 sobre o aumento de "guerras e rumores de guerras" como um dos sinais para a Volta de Cristo. 

Por outro lado, acredito que a profecia de Daniel 11:40-45 esteja prevendo uma guerra de grande envergadura no Oriente Médio e norte da África (para saber os detalhes leia o capítulo sobre o rei do norte no e-book "O Desafio Final"). Agora, quando estourar essa guerra pode acontecer uma das seguintes possibilidades:

(1)- Essa guerra de grande envergadura ser chamada de 3ª guerra mundial.
(2)- Essa guerra de grande envergadura NÃO ser chamada de 3ª guerra mundial, pelo menos à princípio.

Caso a opção nº 1 aconteça, acredito que Deus NÃO permitirá que sejam usadas armas com potencial tão destruidor ANTES do fechamento da porta da graça a ponto de destruir o mundo, mas somente DEPOIS que a porta da graça se fechar. Nesse caso teríamos uma 3ª guerra mundial em duas fases: uma fase menos letal ANTES do fechamento da porta da graça seguida de uma segunda fase devastadora DEPOIS do fechamento da porta da graça.

Caso a opção nº 2 aconteça, DEPOIS do fechamento da porta da graça o conflito no Oriente Médio e no norte da África poderá dar lugar a um conflito generalizado envolvendo outros países a tal ponto que seja considerado a partir daí a 3ª guerra mundial.

Qual das duas opções acontecerá?

Só o tempo dirá...

O mais importante nesse contexto não é se haverá ou não 3ª guerra mundial, mas sim o preparo espiritual necessário para recebermos o Salvador.


Podemos ter, então, algumas certezas:

* A profecia de Daniel 11:40-45 revela uma guerra de grande envergadura no Oriente Médio e no norte da África.
* Quando se cumprir Dn 11:40-45 Jesus terminará Seu ministério intercessor no céu, e "haverá um tempo de angústia qual nunca houve". (Dn 12:1).

* Jesus voltará em seguida para buscar aqueles que não adorarem a besta, "todo aquele cujo nome está escrito no livro da vida". (Dn 12:1; Ap 13:8).

Quem viver verá...

quinta-feira, novembro 19, 2015

Risco de atentado no Vaticano

A Itália aumentou o nível de alerta em seus principais monumentos no Vaticano, em Roma e em Milão, após advertências por parte do FBI, a Polícia Federal americana, sobre possíveis atentados - informou a imprensa local nesta quarta-feira.

A praça São Pedro, a Catedral de Milão e sua famosa Scala são alguns dos possíveis alvos, teria dito o FBI, que também forneceu informações sobre cinco indivíduos potencialmente perigosos.

O governo italiano já havia elevado seu nível de alerta após os ataques de sexta-feira passada em Paris.

Em diferentes ocasiões, a propaganda do Estado Islâmico (EI) apontou a sede da Igreja católica como um alvo. As autoridades italianas disseram que, até agora, não há indícios de um complô específico.


Fonte: Yahoo

NOTA: No momento atual da história humana, um possível atentado no Vaticano ou em algo que o represente significará:
1) Arrastar os EUA e a OTAN - submissos aos interesses de Roma, para uma guerra de grande envergadura no Oriente Médio e no norte da África.
2) A restauração da supremacia mundial da Igreja Romana. Com o atual "prestígio" mundial do papa Francisco, qualquer golpe sofrido, na verdade, o transformará ( e ao Vaticano) em senhor absoluto do mundo - o grande objetivo de Roma.
3) O início do cumprimento profético de Daniel 11:40-45 (para maiores informações veja sobre o rei do norte no ebook "O Desafio Final").

sábado, novembro 14, 2015

Paris atacada: as Cruzadas voltaram

Os primeiros disparos dos terroristas islâmicos mal haviam ocorrido em Paris na noite desta sexta-feira, 13 de novembro, quando o submundo da internet passou a celebrar esse novo ataque à civilização. "O Ocidente costumava viver tranquilo e incendiar as terras muçulmanas com a guerra, mas depois da emergência do califado o jogo mudou #françaemchamas", dizia uma das mensagens. "Ah, cruzados, estamos chegando com bombas e fuzis. Esperem por nós", dizia outra. 

O ataque logo mostrou suas verdadeiras proporções. Seis locais da capital francesa foram atingidos quase simultaneamente. Dois suicidas detonaram explosivos nos arredores do Stade de France. No cenário da maior carnificina, a casa de espetáculos Bataclan, homens armados atiraram por mais de dez minutos contra o público que assistia a um show de rock, deixando mais de cem mortos. O saldo da noite foi de ao menos 153 vítimas fatais.

Concretizou-se assim um cenário de pesadelo que assombrava especialistas franceses em contraterrorismo. Há meses eles colhiam indícios de que uma ação com essas características estava sendo planejada - possivelmente por jovens nascidos na Europa e convertidos ao jihadismo em viagens à Síria e Iraque. A extensão do terror fez com que o presidente francês, François Hollande, decretasse estado de emergência e anunciasse o primeiro toque de recolher em Paris desde o fim da II Guerra Mundial. Os efeitos desta sexta-feira vão repercutir por muito tempo. Como disse o presidente americano, Barack Obama: "Trata-se de um ataque não só contra os franceses, mas contra toda a humanidade e contra os valores que compartilhamos".

Ataques - As autoridades contabilizaram seis ataques em toda a cidade. No ataque que deixou mais vítimas, quatro terroristas invadiram a boate Bataclan durante o show da banda de rock Eagles of Death Metal e mantiveram centenas de reféns por quase duas horas. Os quatro se explodiram quando a polícia invadiu o local. As autoridades confirmaram a morte de mais de uma centena de pessoas. Oficiais disseram que o cenário era de "carnificina". Testemunhas contaram que os terroristas gritavam palavras em árabe - "Allahu Akbar" ('Deus é grande', em português) - enquanto atiravam "em nós como se fôssemos passarinhos".

Três outros bares e restaurates (Le Carillon, Le Petit Cambodge e La Belle Equipe), todos próximos à casa noturna, também foram alvos de ataques por homens armados. Ainda não há confirmação de quantas pessoas morreram em cada ataque. Após as primeiras notícias dos atentados, cerca de 1.500 soldados franceses foram mandados às ruas de Paris.

Stade de France - Os terroristas também detonaram explosivos nos arredores do Stade de France, onde acontecia o amistoso entre França e Alemanha - dois ataques suicidas e uma bomba, segundo a polícia. Uma das explosões foi captada claramente pelos microfones da transmissão. Após o fim da partida, e com as notícias da série de ataques que acontecia na capital francesa, a torcida foi impedida de deixar o local pela polícia e algumas pessoas saíram das arquibancadas e passaram a aguardar no gramado do campo, aterrorizadas.

Hollande, que assistia à partida e foi retirado às pressas do estádio de futebol, declarou estado de emergência no país. "É mais uma provação terrível que mais uma vez nos acomete. Sabemos quem são. Sabemos de onde vêm esses criminosos", afirmou. "Nesses momentos muito difíceis temos de ter compaixão e solidariedade. Mas também unidade e sangue frio. Frente ao terror, a França deve ser grande, ser forte. As autoridades devem ser duras e chamar cada um à sua responsabilidade", prosseguiu.

[...]

Fonte: VEJA

Atacar a França é simbólico. Tão simbólico quanto atacar os Estados Unidos. Mas hoje, atacar os Estados Unidos é quase impossível. Por mais duras que sejam as críticas ao estado de vigilância perene do país - e à invasão de privacidade quase pornográfica de seus cidadãos por serviços de espionagem - é esse sistema amoral que mantém a segurança do país desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Na Europa, o mesmo acontece com o Reino Unido, um país rico, que gasta bilhões em vigilância e inteligência desde que foi alvo de atentados terroristas, em julho de 2005.

Com a França, a história é outra. Semanas depois do atentado à redação do semanário Charlie Hebdô, que deixou 12 pessoas mortas, a França prometeu investir mais de 750 milhões de euros em Inteligência. Apenas uma parcela disso foi investido de fato. Antes dos atentado, o governo francês investia menos da metade desses recursos em Inteligência. Há menos de dois meses, relatórios da inteligência francesa alertaram o governo com relatos de que o grupo pretendia levar a cabo ataques em países da Europa ocidental – principalmente na França, se utilizando de militantes e simpatizantes do grupo baseados no país. Entre janeiro e abril, as autoridades francesas impediram pelo menos 5 ataques em território nacional. “A ameaça nunca esteve tão alta. Nós nunca enfrentamos esse tipo de terrorismo em nossa história”, disse então o primeiro-ministro francês Manuel Valls. A confirmção da frase de Valls está no terror em Paris no dia 13 de novembro.

Em outubro, em entrevista à revista francesa Paris Match, o juiz Marc Trévidic, um dos principais juristas no combate antiterrorismo no país anunciou: “A ameaça está em um nível máximo, como nunca se viu antes”. De acordo com Trévidic, a nação francesa figurava como o alvo perfeito. “A França é o principal alvo de um exército de terroristas aos meios ilimitados. É claro que são particularmente vulneráveis por causa da nossa posição geográfica, facilidade de entrada em nosso território para todos os jihadistas de origem europeia” afirmou.

À fragilidade de sua segurança alia-se o fato de a França ser a imagem mais bem-acabada do Ocidente que os radicais islâmicos tanto detestam. "A França representa os valores eternos do progresso humano", afirmou o presidente americano Barack Obama em um discurso, logo depois dos ataques. Paris é o berço da civilização ocidental, e lumiar dos princípios republicanos e iluministas.


[...]

Fonte: Época


"Vingar a Síria". Tem sido esta a mensagem nos sites e redes sociais ligadas aos jiadistas do autodenominado Estado Islâmico. Segundo oExpresso apurou através das suas fontes, a organização já reivindicou os ataques desta sexta-feira na capital francesa, que resultaram na morte de pelo menos 150 pessoas.

De acordo com as mesmas fontes, os extremistas islâmicos garantem que os próximos ataques terão como alvo as cidades de Washington, Londres e Roma.

De acordo com o portal “Site”, que monitoriza as atividades dos jihadistas na internet e redes sociais, o Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques. A diretora deste portal, Rita Katz, revela que a revista do Daesh, intitulada “Dabiq”, escreveu esta noite frases como: a França “envia os ataques aéreos para a Síria diariamente”, que “matam crianças e idosos”. E ameaça: “Hoje vocês estão a beber do mesmo cálice”.

No Twitter há simpatizantes do grupo terrorista “celebrando” os atentados ataques. “Isto é só o começo … Aguardem até os istishhadis [suicidas] chegarem com seus carros”. Ou “Recordem, recordem esta data, como os americanos não esquecem o 11 de setembro”.


[...]

Fonte: Expresso

NOTA: Não há nada para se comemorar diante de uma tragédia como essa em que vidas humanas são ceifadas. É lamentável o ponto em que chegamos na história humana. Gostaria de estar equivocado, porém, depois desse evento, minha convicção de que Daniel 11:40-45 está para se cumprir só aumentou... (mais informações no ebook "O Desafio Final").

Quem viver verá...

quinta-feira, outubro 22, 2015

O Desafio Final

ebook "O Desafio Final" surgiu após anos de pesquisa e oração, como contribuição ao estudo historicista das profecias de Daniel e Apocalipse, visando uma compreensão mais clara sobre os recentes acontecimentos da história mundial e como eles apontam para a iminente Volta de Cristo "sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória". (Mt 24:30).

O propósito maior da profecia bíblica é aumentar a fé na Pessoa de Cristo: "Desde já vos digo, antes que aconteça, para que quando acontecer, creiais que EU SOU". (Jo 13:19). Por isso, espero que o leitor seja recompensado espiritualmente com a análise desse material. E que, sem vacilar, decida de coração "adorar aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas". (Ap 14:7).

Porque você já está envolvido!

Download:

(MediaFire) ou (Dropbox)

quinta-feira, outubro 01, 2015

Tsunami nuclear

"O Estado islâmico é um tsunami nuclear que quer varrer centenas de milhões da face da terra no maior holocausto religioso que o mundo já viu".

A afirmação vem de um veterano jornalista alemão que é o único repórter que recebeu autorização para operar como um "Incorporado" junto ao EI e escapou vivo.

Jürgen Todenhöfer, 75, trabalhou no partido CDU da chanceler Angela Merkel, tornou-se repórter em 2000 e especializou-se em reportagem de guerra.

Ele passou 10 angustiantes dias na linha de frente do EI, se esquivando de balas e ameaças de morte.

[...]

As conclusões de Todenhöfer estão detalhadas em um livro chamado Inside ISIS - Ten Days in the Islamic State, uma leitura assustadora.

Ele acredita que o Ocidente não pode derrotar militarmente os governantes do auto-intitulado Califado e escreve: "Os terroristas planejam matar centenas de milhões de pessoas".

"O Ocidente está subestimando drasticamente o poder do EI".

[...]

Fonte: Daily Express 

NOTA: Essas ameaças extremistas são perigosas porque podem provocar reações contrárias também extremistas. Todos perdem com isso. Só resta saber se o Estado Islâmico será, de fato, o poder que ferirá o rei do Norte conforme Daniel 11:40...

quinta-feira, julho 16, 2015

O Rei do Norte e a 3ª Guerra Mundial - Parte 5

No final de 2013 o mundo estava agitado pelos ventos de guerra que sopravam desde o Oriente Médio. Jihadistas da Al-Qaeda juntamente com outros grupos rebeldes tentavam derrubar o presidente da Síria Bashar al-Assad trazendo grande instabilidade à região. Por outro lado, os EUA e outros países do ocidente também enviaram navios de guerra e tropas para uma possível invasão e tomada da Síria e talvez de outros países, sob a alegação de que o presidente sírio era um ditador que violava os direitos humanos.

O fato é que a Rússia e o Irã deram suporte logístico à Síria, que acabou resistindo às milícias rebeldes, e por fatores ocultos aos olhos humanos as tropas dos EUA e da OTAN voltaram pra casa e a iminente invasão que poderia ser o início do cumprimento profético de Daniel 11:40 não ocorreu.

"No tempo do fim o rei do sul lutará [nagah] com ele [rei do norte], e o rei do norte arremeterá contra ele com carros, cavaleiros e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará".

Note que o verbo nagah no hebraico significa chifrar, ferir, lutar. O que dá a entender que antes do rei do norte (Vaticano usando os EUA e a OTAN) invadir o Oriente Médio e o norte da África, o rei do sul deve feri-lo primeiro. É o estopim que falta para cumprir a profecia. As últimas vezes que o rei do sul foi mencionado (vs. 25 e 29) o texto profético apontava para as Cruzadas, onde o rei do norte (Igreja Romana) lutaria com o rei do sul (exércitos muçulmanos) pela disputa das Terras Santas. Tendo isso em mente é de se esperar que o rei do sul nos versos 40-45 seja também os exércitos muçulmanos. 

No decorrer de 2014 e 2015 o cenário político do Oriente Médio sofreu diversas mudanças, o que possibilitou a consolidação de um movimento muçulmano sunita radical: o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mais conhecido como Estado Islâmico."Quando, a 29 de junho de 2014, um grupo conhecido até então por diferentes siglas decidiu que passaria a chamar-se apenas Estado Islâmico e proclamou a criação de um califado, o seu porta-voz, Abu Mohammed al-Adnani, anunciou o nascimento de 'uma nova era da jihad internacional'". (Público)

O Estado Islâmico é um movimento “formidável, mais eficaz do que qualquer outro grupo jihadista na história”, diz J.M. Berger, co-autor de Estado Islâmico – Estado de Terror, numa entrevista recente ao PÚBLICO. Trata-se de “um grupo apocalíptico, fanático, e as pessoas que atrai e que nele se envolvem têm uma enorme tolerância à mensagem”, sublinha o investigador.

Segundo Jon B. Alterman, director do Programa para o Médio Oriente do Center for Strategic and International Studies (CSIS), de Washington. “Ao contrário da Al-Qaeda, que operava quase exclusivamente em árabe, o Estado Islâmico integra forças que falam árabe, inglês, francês, tchetcheno, russo, turco, e mais”. (Público)

"Eles são uma ameaça maior do que a Al-Qaeda principalmente porque, com recursos como o petróleo, não precisam de apoio de outros grupos", explica Heni Ozi Cukier, cientista político e professor de Relações Internacionais da ESPM. "Mas o foco deles hoje é expandir seu território. Para isso eles precisam de militantes e, para atrair esses militantes, eles atacam no Ocidente para demonstrar poder. Não há limites para o EI." (Último Segundo)

As ambições apocalípticas do Estado Islâmico chocaram as autoridades quando divulgaram a ameaça de promover um atentando similar ao 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. Em vídeo de 11 minutos intitulado "Nós vamos queimar a América" divulgado na internet, os extremistas afirmam que não "há segurança para qualquer americano no globo". (Yahoo)

Como parte de sua estrutura de propaganda ostensiva o Estado Islâmico passou a publicar uma revista em árabe e em inglês, Dabiq, nome dado em homenagem a pequena cidade síria tomada pelo El, onde, de acordo com sua escatologia acontecerá a última cruzada apocalíptica profetizada por Maomé.



Em sua 4ª edição, a revista trouxe na capa a foto do Vaticano tendo a bandeira do El hasteada sobre o obelisco na praça de São Pedro. A chamada da capa "A cruzada que falhou" é uma alusão ao termo usado pelo presidente George Bush, que classificou a guerra ao terrorismo pós 11 de setembro como uma Cruzada. Além disso, a matéria de capa traz no seu texto outra imagem aérea do Vaticano com a seguinte legenda: "Nós conquistaremos sua Roma". (Dabiq)




Segundo informou o presidente do Centro de Estudos para Estratégia Militar e de Segurança da Síria ao britânico Daily Mail, o Estado Islâmico "está planejando enviar membros da sua temida força policial feminina para atacar locais religiosos na Europa. O grupo terrorista vai enviar pelo menos dez membros da cruel Brigada Al-Khansaa para atingir símbolos cristãos, possivelmente em ataques suicidas... As mulheres não tem tanta dificuldade para infiltrar-se como os homens, e há muitas europeias na Brigada, como francesas e inglesas, o que torna mais fácil entrar sem ser percebidas. Não achamos que elas estarão vestindo um hijab ou uma burca... elas estarão vestidas de forma normal como todo mundo como se fossem turistas". Segundo suas fontes secretas, o Estado Islâmico "vai tentar atacar símbolos cristãos, como o Vaticano por exemplo".

Com tantas ameaças em vista a OTAN já planeja reagir.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e seus aliados realizarão o maior exercício militar em mais de uma década a partir de outubro, mobilizando 36.000 soldados pelo Mediterrâneo a fim de conter a ameaça do Estado Islâmico no flanco sul da aliança militar... Mais de 30 países, incluindo nações fora da Otan, tais como Suécia e Áustria, participarão dos exercícios na Itália, Espanha, Portugal e no Mediterrâneo, que se estenderão de 3 de outubro até 6 de novembro [2015]. (Exame)

Fica então a pergunta: será o Estado Islâmico o agente responsável por acender o estopim que falta para explodir a invasão do Oriente Médio e do norte da África pelos EUA e pela OTAN (e por trás o Vaticano)? 

Só o tempo dirá...

"Certamente, venho sem demora. Amém! Vem Senhor Jesus!" Ap 22:20.

* As partes anteriores deste texto aqui

sexta-feira, março 28, 2014

Turquia planejava ataque falsa bandeira

"Se necessário, enviarei quatro homens a Síria. Poderíamos provocar uma guerra lançando um míssil a Turquia.Poderíamos, também preparar um ataque a tumba do Xá Suleiman, um enclave turco em solo sírio onde repousam os restos do fundador da dinastia otomana".

Estas foram supostamente as palavras que pronunciou Hakan Fidan, chefe da Inteligência turca e braço direito de Tayyip Erdogan [Primeiro-ministro da Turquia], durante uma reunião de alto nível no último dia 13.

Duas gravações desse encontro secreto, em que participaram Fidan, o ministro do Exterior Ahmet Davutoglu, e o segundo chefe do Estado Maior, foram publicadas no site do periódico Cumhuriyet nesta quinta [27].

Na reunião, os presentes supostamente debateram como forçar uma ação armada na Síria e suas consequências militares.

A opção discutida, conforme os comentários que aparecem registrados, era lançar um atentado de falsa bandeira contra interesses nacionais que legitimaria na arena internacional uma intervenção em defesa da soberania turca.

Esta semana, o líder da oposição Kemal Kiliçdaroglu advertiu, referindo-se a fontes próprias, da possibilidade da Turquia atacar a Síria a fim de ganhar apoio eleitoral e desviar a atenção dos casos de corrupção política veiculados especialmente pela Internet.

[...]


Fonte: El Mundo 

sexta-feira, setembro 06, 2013

O que vem por aí?


"… A crise financeira não é um evento que ocorre em uma situação de calma ou vazio político. Os Bancos Centrais e os organismos financeiros internacionais que provocaram nosso colapso atual, que segue evoluindo, não permitirão que a destruição da economia dos EUA, ou do dólar, ou dos mercados mundiais, não seja encoberta por um acontecimento que oculte sua culpabilidade".

"Necessitam de algo grande. Algo tão grande que os cidadãos comuns fiquem esmagados pelo medo e pela confusão".

"As elites necessitam de um apocalipse fabricado".

"Aí entra a Síria..."

"O pacto de defesa mútua entre a Síria e o Irã, seus fortes vínculos com a Rússia, a base naval russa em suas costas, o avançado armamento russo em seu arsenal, sua proximidade a rotas marítimas de petróleo vulneráveis, fazem desta nação um catalizador perfeito para uma catástrofe global. A guerra civil na Síria já  está se estendendo aos países vizinhos como Iraque, Jordânia e o Líbano, e ao examinar os fatos de maneira objetiva, toda a guerra é produto da ação encoberta por parte dos EUA e seus aliados".

"Mas qual é o objetivo neste caso? Creio que o objetivo é transformar os sistemas políticos, econômicos e sociais do mundo. o objetivo é infundir medo, o medo que se pode utilizar como capital para comprar, o que os globalistas chamam de 'Nova Ordem Mundial'. A Síria é a primeira peça do dominó de uma grande cadeia de calamidades..."

terça-feira, setembro 25, 2012

Vale a pena lembrar

Na época da invasão ao Iraque (2003), a revista VEJA publicou algumas matérias analisando as verdadeiras razões que estavam motivando os EUA a invadir aquele país. Pode-se ver que, por trás dos bastidores, a verdadeira razão estava no campo RELIGIOSO. De lá para cá, mesmo com a mudança de chefe na Casa Branca, outros países também foram invadidos e outros "argumentos" foram usados para convencer a opinião pública. No entanto, a real motivação continua a mesma. Só faltou VEJA desmascarar o protagonista oculto mais interessado neste objetivo, o qual tomou de assalto os EUA a partir dos principais centros de influência (partidos políticos, Suprema Corte, universidades, sindicatos, bancos, mídia, Forças Armadas...): o Vaticano...




quinta-feira, setembro 20, 2012

Khamenei insta o Irã a se preparar para o fim do mundo

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, pediu a seu povo para se preparar para a guerra e o Fim do Mundo. Em recente mensagem, o aiatolá Khamenei alertou o povo iraniano para a vinda do Mahdi, o Imã Oculto, o último e esperado profeta que aparecerá no juízo final para salvar o mundo e impor uma ordem mundial islâmica.

khamenei destacou que a vinda do Mahdi foi profetizada no Alcorão e todos os iranianos estavam se preparando para isso. Ele disse que, se os iranianos acreditavam ser os soldados do Décimo Segundo Imã, eles deveriam se preparar para serem conduzidos por Deus para a guerra e ajudar no triunfo da civilização islâmica sobre o mundo. "É o nosso destino", concluiu o líder espiritual iraniano.

A mídia local destacou que em Teerã tem circulado um folheto intitulado "Os últimos seis meses", instando oficiais a se prepararem antes da chegada do Mahdi e o último impasse com o Ocidente.

A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que Israel e os EUA não tinham informações sobre o tipo de ogivas que os mísseis iranianos podem carregar.

Fonte: Turkish Weekly

domingo, setembro 16, 2012

Imprensa britânica destaca preparos para invasão ao Irã

A imprensa britânica está preparando os navios para a invasão ao Irã. [O jornal] The Sunday Telegraph informa que agora está se realizando uma concentração sem precedentes de forças navais de 25 estados no Estreito de Hormuz. Esses países demonstram o poder, esperando o ataque preventivo israelense contra alvos nucleares no Irã, lê-se no artigo.

Outro jornal de domingo, o Mail on Sunday, informa que o ministro das Forças Armadas britânico, Nick Harvey, foi obrigado a renunciar por causa de seu desacordo com os planos de Londres de apoiar uma possível operação contra o Irã.

Fonte: Voz da Rússia

sexta-feira, setembro 14, 2012

A história do Sionismo

"Conheço a blasfêmia dos que se dizem judeus mas não são, sendo antes sinagoga de Satanás". Ap 2:9 (NVI)

Liberdade versus Fé

À margem de todas as opiniões a respeito do filme ofensivo ao profeta Maomé, à margem da condenação à violência em resposta a ele, inaceitável para qualquer pessoa civilizada, à margem da presença de extremistas entre os manifestantes, eventualmente ligados à Al Qaeda, fica de todo modo um ponto que é central nessa história toda e que ilustra a dificuldade de convivência entre islamitas e ocidentais, especialmente norte-americanos.

Refiro-me ao conflito entre a fé e a liberdade de expressão, cláusula pétrea da Constituição dos Estados Unidos, entre outros países do Ocidente.

Antes, um intervalo para deixar claro que sou totalmente contra essa ideia de "conflito de civilizações" posta em voga por Samuel Huttington. Não creio que diferenças de pontos de vista representem um conflito. Ao contrário, podem enriquecer o debate e levar os dois lados a aprender algo um do outro. É só não ser hidrófobo.

Mas voltemos ao leito principal. Para ilustrar a questão liberdade x fé, tomo a frase de um islamita e líder de um país de maioria muçulmana, mas democrata, o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan.

Ele condenou os ataques às embaixadas norte-americanas com o argumento de que "insultos à religião não podem justificar o ataque a pessoas". Até aí acredito, talvez ingenuamente, que haja um certo consenso, excluídos os fanáticos de um lado e de outro.

Mas Erdogan acrescenta: "Insultar os sagrados valores do Islã e o profeta Maomé não é aceitável sob a alegação de liberdade de expressão. Insultar religiões, profetas e os valores sagrados do povo não podem ser vistos como liberdade de pensamento e de crítica".

Aí chega-se ao impasse. A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, embora tenha chamado o filme que provocou o incêndio de "disgusting", escandindo as letras, deixou claro que, mesmo assim, ele estava coberto pelo respeito à liberdade de expressão.
Tem-se, então, um conflito insuperável entre o que pensam os islamitas, mesmo moderados, e os liberais norte-americanos?

Não necessariamente. Um leitor me chamou a atenção, a propósito de coluna anterior, para o fato de que a Suprema Corte norte-americana aceita, sim, uma limitação à liberdade de expressão cristalizada na Primeira Emenda à Constituição, se houver o que o jargão jurídico chama de "crimes de ódio".

O leitor tem razão. Houve uma decisão (no caso R.A.V. x City of St. Paul) em que a Corte decidiu que "não estava coberto pela liberdade de expressão o caso de uma pessoa que queimara uma cruz dentro do jardim de uma família negra" (ato similar aos que o grupo racista Klu Klux Klan praticava).

Queimar a cruz não é equiparável a ofender Maomé? Eu acho que sim, mas também acho que, se o governo norte-americano, para apaziguar os ânimos, decidisse processar os autores do filme, como pedem Erdogan e outros dirigentes muçulmanos, acabaria por jogar mais lenha ao fogo. O processo tardaria, os advogados usariam mil estratagemas, tratariam de levar o Islã também a julgamento, enfim seria um espetáculo de mídia que só prolongaria a polêmica e, com ela, as manifestações.

Tudo somado, o problema acaba sendo menos de liberdade de expressão, suscetível, como se viu, a limites, mas de velocidade de difusão de opiniões, palavras e imagens - quanto mais incendiárias, mais difundidas. Para isso, não há remédio.

Clóvis Rossi

(Folha de São Paulo)

NOTA: A escalada dos conflitos no Oriente Médio opondo países muçulmanos à Israel e ao Ocidente teve origem logo após a Segunda Guerra Mundial, em um plano diabolicamente elaborado para culminar com o choque de civilizações (Oriente Médio versus Ocidente/Israel) e a Terceira Guerra Mundial. O Vaticano, mediante seus agentes infiltrados (jesuítas, cavaleiros de malta, cavaleiros de colombo, Opus Dei...), tomaram os EUA sorrateiramente e o moldaram à sua imagem e semelhança. Nesse ínterim surgiriam conceitos religiosos e políticos  como a "teologia do domínio" e o sionismo cristão (dispensacionalismo), que empurrariam os norte-americanos em direção ao Oriente Médio para defender o Estado de Israel. O mundo está se aproximando do seu fim, e Deus continua esperando aqueles que quiserem aceitar Seu convite: "Quem crer e for batizado será salvo"...

Embaixador dos EUA é morto na Líbia

O embaixador dos EUA na Líbia, J. Christopher Stevens, foi um dos quatro mortos no ataque ao consulado americano em Benghazi, leste do país, por um bando armado na noite de anteontem [noite de 11 setembro]. Stevens visitava o consulado quando o grupo abriu fogo, em meio a uma manifestação contra um filme produzido nos EUA que satiriza Maomé, fundador do islã. Manifestações contra o filme se repetiram ontem em Marrocos, no Sudão, na Tunísia e na faixa de Gaza, despertando o temor de que uma onda de protestos se espalhe pelo mundo islâmico.

A gravidade do ataque para os EUA foi ressaltada por um incomum comunicado do próprio presidente americano, Barack Obama, confirmando que o embaixador era um dos quatro mortos. Stevens é o primeiro embaixador dos EUA morto em missão desde 1979, quando o representante no Afeganistão morreu após sequestro.

Obama condenou a "violência sem sentido" e ordenou o aumento da segurança nas representações americanas no exterior. Foi aprovado ainda o envio de 50 fuzileiros navais para proteger as instalações dos EUA na Líbia. Segundo a rede de TV CNN, dois destróieres (navios de guerra) dos EUA também foram deslocados para a região.

Horas antes do ataque em Benghazi, o mesmo filme provocara um protesto na embaixada americana no Cairo (Egito). Manifestantes rasgaram a bandeira americana, substituída pela do islã, mas não houve violência. Ontem à noite [12], porém, houve novos protestos diante da embaixada, e forças egípcias usaram gás lacrimogêneo para dispersá-los.

Na Líbia, onde o governo provisório é fraco e sobram armas da revolução que derrubou o ditador Muammar Gaddafi em 2011, o consulado foi incendiado após ser alvo de tiros e granadas. Além de Stevens, 52, foram mortos três americanos. O governo dos EUA confirmou a identidade de um deles, o diplomata Sean Smith. Segundo o vice-ministro do Interior líbio, Wanis al Sharef, os dois outros eram fuzileiros navais americanos, que foram mortos a tiros.


As circunstâncias do ataque ainda não estão claras. Radicais armados teriam se infiltrado na manifestação e atacado o consulado com morteiros e granadas, dando início ao incêndio. Stevens teria morrido asfixiado por inalação de fumaça, segundo um médico ouvido pela agência Associated Press. Mas uma autoridade líbia deu outra versão à Reuters: o comboio do embaixador teria sido atingido por morteiros numa emboscada, quando ele tentava escapar.

Al Sharef disse que havia rumores de que islamitas radicais planejavam usar o aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 para vingar a morte de um dos líderes da rede terrorista Al Qaeda, o líbio Abu Yahya al Libi. Houve uma breve troca de tiros, mas Al Sharef disse que a maioria dos guardas líbios bateu em retirada -os agressores tinham mais armas.

Os EUA desconfiam que o ataque não tenha sido espontâneo. Segundo o New York Times e a CNN, a suspeita é que algum grupo salafista (islamitas ultraconservadores) surgido na guerra civil tenha planejado o atentado de antemão. O protesto contra o filme seria apenas pretexto.

A Irmandade Muçulmana convocou para amanhã [14] em todo o Egito manifestações contra "as ofensas ao islã". O presidente Mohamed Mursi, que pertence ao grupo, está sob pressão popular para que cancele sua visita aos EUA no fim do mês.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, agosto 24, 2012

Pesquisadora árabe mostra o outro lado do conflito na Síria

A maioria dos sírios deseja a manutenção da ordem e da paz na Síria e acredita que apenas o Presidente Bashar Al Assad pode manter esta ordem e fortalecer as instituições do país. A Síria que eu conheço e que visito e convivo há mais de 35 anos tem uma população que tem um alto grau de politização e conhece muito bem as dificuldades e os estigmas que vivem tanto o povo, quanto o governo da Síria. Por convicção, defendem o princípio da soberania nacional, da autodeterminação e da não ingerência estrangeira.

O cidadão sírio tem consciência e critica a corrupção e morosidade da atual máquina burocrática deste governo da Síria; deseja reformas, deseja o combate à corrupção, mas entende que esta luta deve se processar de forma pacífica, as mudanças têm que ser construídas e o governo de Bashar Al Assad está empenhado nestas reformas.

A população síria está acostumada com conforto, segurança, estabilidade. País predominantemente agrícola, tem no trigo, algodão de fibra longa e no azeite a base de sua produção. Em seu subsolo, possuí petróleo e gás. Enfrenta problemas políticos que impedem a modernização de suas refinarias e a prospecção de suas riquezas.

A vocação de hospitalidade somada à rica e milenar história da Síria despertou o setor de turismo nos últimos anos. O investimento em estradas, em hotelaria e em serviços, vinha fomentando o turismo do mundo inteiro para a Síria. É um país distribuidor de bens e serviços para todo o mundo árabe seja da Península Arábica, seja do Norte da África.

Não é uma sociedade perfeita. Transitou do socialismo ao quase capitalismo em menos de 12 anos. A Síria dos últimos 42 anos saiu da miséria e do feudalismo para um socialismo e uma prosperidade cada vez mais visível em cada um de seus cidadãos. O país mais laico do Oriente Médio teve na educação a base do seu desenvolvimento.

Foi este regime, no período do pai Hafez Assad que conseguiu implantar a reforma agrária (anos setenta) e os Sírios sunitas, grandes proprietários de terras e pertencentes ás famílias tradicionais, imigraram para a Europa e EUA. Alguns dos filhos destes sírios sonham em retornar… Mas apenas para promover a deposição do regime e ocupar o poder.

A Síria hoje tem uma população de 22 milhões de habitantes; a maioria de 70% é de muçulmanos sunitas; e os demais são 13% Alauítas; 12% de cristãos; e 5% de drusos, turcomanos e outros.

Os grupos rebeldes que foram cooptados pelo eixo EUA, Israel, OTAN e CCG [Conselho de Cooperação do Golfo], não representavam nem 1% da população síria, no início das manifestações. Mas com o acirramento dos enfrentamentos, com o dinheiro rolando solto e com as armas sendo distribuídas em abundancia, e recebendo aplausos da comunidade internacional, sentiram que deveriam lutar até depor o inimigo: o governo do Presidente Bashar Al Assad….

Uma luta cuja motivação é de natureza econômica e política, foi sendo construído e acirrado nas camadas de baixa renda e transformado em conflito sectário. A mídia-empresa ocidental funciona como papagaios da retransmissão das agências de notícias ocidentais. Estou com saudade de nossos analistas políticos, de nossos correspondentes e do verdadeiro jornalismo.

A IMPRENSA no ocidente é teleguiada pela leitura equivocada dos EUA e OTAN, e desde o início do conflito, usou a comunicação para desinformar e para doutrinar o cidadão brasileiro, apoiando e retransmitindo apenas a opinião dos rebeldes. A imprensa brasileira subestima a inteligência do telespectador e oferece o Fast Food pronto que as agências de notícia transmitem. Foi e tem sido parcial e irresponsável ao veicular informações falsas para referendar seus conceitos.

O que observamos na imprensa do ocidente é sempre um jornalismo dirigido e copiado das agencias de notícia como a BBC, France Press e Reuters, todos copiando a Al Jazeera (Qatar) e transmitindo apenas as notícias do Conselho Nacional Sírio, Exercito Livre Sírio e do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (um cidadão sírio em Londres, posicionado na sua lojinha com um computador e retransmitindo todas as mentiras e barbaridades que a TV Al Jazeera lhe pedia).

Temos relatos das montagens de cenas, blefes, cenas do Iraque como sendo Síria, helicóptero do Afeganistão como sendo Sírio. Montagem de sons dos ataques. Durante os ataques em Homs a TV Síria retransmitia vídeos amadores que captavam os bastidores das gravações que eram encomendadas pela Al Jazeera.

A estratégia da imprensa foi focar na ”Primavera Árabe da Praça Tahrir”, este movimento popular emocionou e contagiou os jovens no mundo todo e em especial nos países árabes; e como rastilho de pólvora seguiu para a Líbia e em poucos dias foi votada a moção no Conselho de Segurança da ONU que autorizou a criação de uma zona tampão na Líbia, com a alegação de “responsabilidade de proteger” que permitiu a entrada da máquina de matar da OTAN e aliados que lutaram junto com a Al Qaeda em Benghazi e depois em toda Líbia. .


A guerra humanitária da OTAN e aliados já matou mais de 150 mil pessoas na Líbia. Criou um caos quase impossível de ser reordenado; destruiu a infraestrutura de um povo que vivia bem, com garantias de toda a espécie assegurada pelo governo. Não considero o governo de Muamar Al Kadafi o ideal, mas este é o país que eles puderam construir e prosperar.Perdeu o povo Líbio, perdeu o povo africano a quem Kadafi ajudava e venceu a França e seus aliados com os novos contratos para se apossar das bacias de petróleo.

A quem a OTAN e seus aliados vieram proteger? A seus próprios interesses.

A opinião pública mundial parou pasma com a chamada “primavera Árabe”. Apesar da experiência acumulada e do cuidado de muitos de nós, queríamos crer que havia de fato uma primavera árabe… Que ilusão! Bastaram poucos dias para assistir pela TV que o cenário preparado já tinha um script pronto e manipulado na Líbia através do Sarkosy desde outubro de 2010 (quatro meses antes da entrada da Líbia na onda da “Primavera”).

No Egito, ocorreu o mesmo, e tomamos conhecimento da presença de agentes americanos junto aos manifestantes na Praça Tahrir, e que chegaram a ser detidos pelas forças de segurança no Cairo. A diplomacia americana, resolveu o episódio que sumiu da imprensa, e em seguida, convidaram a representação da Irmandade Muçulmana em quatro de Abril de 2012, a visitar os EUA e acertar a sua atuação no futuro governo no Egito.

Esta preparação com armas e com treinamento militar teve início de fato depois do ataque perpetrado por Israel contra o Líbano e defendido bravamente pelo Hezbollah em julho de 2006. Se já havia uma intenção dos EUA em destruir o governo de Damasco, passou a ser um ponto de honra para EUA e Israel: Afinal, os mísseis que foram usados pelo Hezbollah e pelo Hamas foram fabricados e fornecidos por Damasco.

Na Síria em janeiro de 2011 a embaixada Americana recebe como embaixador o agente americano Robert Stephen Ford, assessor do especialista em inteligência o americano John Negroponte que, no Iraque em 2004, quando foi encarregado de aplicar o plano de destruição usado em San Salvador e depois replicado no Iraque.

O objetivo agora era instaurar o caos na Síria: ele conseguiu em 60 dias transformar a Síria de um país pacífico, seguro, tranqüilo e confiante, em um país instável, inseguro e em guerra de destruição e desgaste que já dura 16 meses.

A Rússia e a China, signatários do tratado de Xangai, e membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, após os acontecimentos na Líbia e a licença para destruir que foi concedida à OTAN, viram que o Ocidente, está desestabilizando a região do Oriente Médio e avançando em áreas estratégicas para o Grupo de Xangai. A Rússia e China defendem seus próprios interesses ao defender os interesses do povo e governo Sírio. Ao mesmo tempo em que a queda de Damasco pode balcanizar toda a região e envolver atores regionais que até agora permanecem fora do conflito.

A Rússia tem relações privilegiadas, com a Síria de longa data, que lhe possibilita a presença de uma Base Militar Russa no Porto de Tartus. Somam-se a isto, uma relação afetiva com a forte e representativa população Cristã Ortodoxa da Síria.

Com a China, a relação Sino- Síria tem base em tratados culturais, artísticos, econômicos e políticos. Hoje, com o isolamento do Irã, quem está adquirindo o petróleo iraniano é a China, inclusive comprando-o por um preço abaixo do mercado, e com uma negociação em moeda local. Ganha neste negócio a China e o Irã… Perdem os EUA e o dólar americano, e perde também a União Européia…

A quem interessa esta luta sectária na Síria de muçulmanos Sunitas X muçulmano Xiitas (que dividem o governo com Cristãos, drusos e Alauítas)? Aos países do Golfo: Qatar, Arábia Saudita e Turquia, aliados e interpretes do desejo dos EUA, Israel e OTAN. Por que, ao derrubar a Síria, o caminho fica livre para derrubar o Hezbollah no sul do Líbano e para atingir o Irã. Portanto, o objetivo é ter o caminho livre para o Irã e de lá para os gasodutos e oleodutos de toda região.

Outro interesse dos EUA e aliados é a mais importante bacia de gás que está na costa mediterrânea da Síria: ora, se o século XX foi o século do petróleo, o século XXI é o século do Gás. Esta disputa já está lançada entre americanos, russos e alemães.

Claude Fahd Hajjar

Vice-Presidente da Fearab América (Federação de Entidades Americano-Árabes)

Autora do livro “Imigração Árabe 100 anos de Reflexão”

Fonte: IAnoticia

NOTA: Além da motivação política-econômica, que a pesquisadora demonstra conhecer muito bem, há uma motivação religiosa aparentemente oculta que, só através das profecias bíblicas é possível discernir (se você quer saber qual é leia aqui). Infelizmente, esse conflito, mais cedo ou mais tarde envolverá diversos outros países do Oriente Médio, inclusive o Irã, assumindo contorno de uma guerra mundial...

terça-feira, julho 31, 2012

A primeira vítima da guerra sempre é a verdade

Desde o ano passado a região do Oriente Médio e o norte da África vivem momentos difíceis, onde países estão sendo sacudidos por revoluções populares e governos estão sendo depostos. Embora a mídia ocidental faça parecer que isso tudo é apenas uma questão de "direitos humanos" e de "mais democracia", há dois reais motivos em jogo nos bastidores:

1) Geopolítico: Assim como o corpo humano precisa de energia para sobreviver assim também a sociedade (o corpo social) necessita de energia para manter seu crescimento. Os principais recursos energéticos para a  sociedade moderna são o petróleo e o gás natural. E os maiores depósitos destes recursos estão localizados na Ásia, no Oriente Médio e norte da África. Logo, as potências mundiais (EUA, Rússia, China...) armam um verdadeiro jogo de xadrez geopolítico para garantir o acesso a esses recursos - não descartando até mesmo a guerra como última estratégia. É exatamente isso o que está ocorrendo ali naquela região.

2) Religioso: Os agentes do Vaticano têm incitado os países ocidentais a provocar um maior conflito na região, a fim de enfraquecer seus rivais políticos e religiosos e provocar o caos, a fim de ressurgir do caos como única "autoridade confiável" restaurando assim a supremacia mundial perdida no fim da Idade Média.

Com esse cenário em mente, fica fácil entender porque a mídia ocidental tem recorrido até mesmo à manipulação de notícias para alcançar seu propósito final.

No último dia 26, a agência de notícias European Pressphoto publicou uma foto (nº 50441600) com os dizeres: "Uma família Síria foge da violência perto de Alepo". Dois dias depois, a edição impressa do jornal de maior circulação da Áustria, Kronen Zeitung, publicou a mesma foto "editada", para ilustrar a matéria "Os tanques do exército de Assad travaram a batalha principal", tentando passar a ideia de destruição total em Alepo.




Não é a primeira vez que isso acontece. Nem será a última. O site da BBC também publicou uma foto feita pelo profissional Marco Di Lauro (informações no seu blog) no Iraque em 2003, para demonstrar o "massacre" provocado pelo governo da Syria em 2012. Neste caso, o "erro" foi corrigido. E o impacto sobre a opinião pública? será que dá para corrigir?



quarta-feira, junho 20, 2012

Como compreender as profecias do tempo do fim

Hans K. LaRondelle foi professor emérito de Teologia no Seminário Teológico da Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan (USA). Trabalhou como pastor evangelista e professor nos Países Baixos durante 14 anos, e como professor de teologia na Universidade Andrews durante 25 anos. Recebeu seu título doutoral em Teologia Sistemática e Ética do distinto teólogo holandês G. C. Berkouer na Reformed Free University, Amsterdã, em 1971.

Sobre sua obra How to Understand the End-Time Prophecies of the Bible, ele afirma: "O propósito deste estudo da profecia bíblica é singelo: É meu testemunho como professor de Teologia, de alguém que ensinou Escatologia Bíblica e Interpretação Apocalíptica por mais de 25 anos no Seminário Teológico da Universidade Andrews, e em seminários de extensão ao redor do mundo. Este livro é o resultado de meus contínuos esforços por aprender com o passar do tempo".

Você pode ler uma tradução
desta obra aqui.

sexta-feira, junho 15, 2012

Deputado da UE compara o euro ao Titanic

Nigel Farage - Parlamento Europeu
13 de junho de 2012
“O quarto país, a Espanha, é resgatado, e todos nós sabemos evidentemente que não será o último”
“Perguntei-me durante o fim de semana se deixei escapar algo: porque o primeiro ministro [da Espanha], Rajoy, levantou-se e disse: 'Este resgate mostra o êxito que está tendo a eurozona'”.

“E tendo-o escutado durante as duas semanas anteriores dizendo que não havia resgate para a Espanha, tenho a sensação depois de todas essas reviravoltas que houve, de que [Rajoy] é o líder mais incompetente de toda a Europa. E isso não é pouco a causa da 'forte competência' que tem. De fato, cada uma de suas previsões tem sido equivocada, sem falar do estimado Herman Van Rompuy [presidente da Comissão Européia]: a última vez que esteve nesta casa pediu-nos para abrir as garrafas de champagne, que a crise do euro havia acabado, e desde então não voltou mais por aqui”

“Lembro-me quando estava aqui há dez anos, ouvindo sobre a Agenda de Lisboa, nos disseram que com o euro teríamos pleno emprego, e que a Europa seria o dinâmico e competitivo motor do mundo”.

“Sob qualquer critério objetivo, o euro fracassou. E, de fato, há um iminente desastre”.

“E este acordo [o resgate da Espanha] piora as coisas, em vez de melhorá-las”.

“100 bilhões de euros foram postos a disposição do sistema bancário espanhol. E 20% desse dinheiro tem que sair da Itália. E cumprindo o acordo, os italianos tem que emprestar aos bancos espanhóis a 3% de juros. Porém, para eles mesmos terem como emprestar, primeiro devem endividar-se no mercado a 7% de juros. É genial este acordo, não acha? Realmente brilhante! De maneira que ao final o que fazemos com este tipo de acordo, como o da Espanha, é levar outros países - como a Itália - a resgatarem-se a si mesmos".

“E além disso, aumentamos em 10% o déficit da Espanha. E lhes digo, e qualquer banqueiro lhes diria o mesmo, esses 100 bilhões de euros não resolvem o problema espanhol. Seriam necessários mais 400 bilhões”.

“E com a Grécia na corda bamba, pensando em sair do euro, o 'poderoso' Banco Central Europeu já era. Tem um rombo de 444 bilhões de euros emprestados aos países resgatados. E para recuperar isso, necessita que devolvam essa quantia Portugal, Irlanda, Espanha, Grécia, Itália… E como farão esse milagre?”

“É um fracasso total. Este navio - o Euro-Titanic - lançou-se contra um iceberg, e por desgraça não há suficientes botes salva-vidas”.