Mostrando postagens com marcador Geopolítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Geopolítica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, setembro 04, 2015

Algo muito grande está para acontecer

Para compreender os acontecimentos atuais e perceber como eles podem levar ao cumprimento da profecia bíblica é importante pensar um pouco sobre geopolítica. A geopolítica pode ser definida como o conjunto de estratégias adotadas por um Estado visando aumentar sua influência e poder no cenário mundial. As principais áreas de interesse para o estabelecimento de estratégias geopolíticas por parte dos Estados têm sido: os recursos naturais, a diplomacia, a comunicação, a economia e as forças armadas.

Assim como o corpo humano precisa de energia para sobreviver, assim também a sociedade (corpo social) necessita de energia para manter seu crescimento. Os principais recursos energéticos para a sociedade moderna são o petróleo e o gás natural. E os maiores depósitos desses recursos estão localizados na Ásia, no Oriente Médio e norte da África. Logo, as potências mundiais (EUA, Rússia, China...) e demais Estados armam um verdadeiro jogo de xadrez geopolítico para garantir o acesso a esses recursos - não descartando até mesmo a guerra como última estratégia.

No entanto, há um fato que tem despertado a atenção de qualquer observador atento ao cenário mundial. Nos últimos anos, a Rússia e a China têm adotado estratégias geopolíticas mais agressivas, tentando diminuir sua dependência econômica dos EUA, e buscando aumentar seu poder no cenário mundial através de ações nas áreas mais importantes da geopolítica: recursos naturais, econômica, diplomática, militar e de comunicação. Em muitos casos, a Rússia e a China tem até mesmo trabalhado em conjunto (exercícios navais; parceria estratégica para defesa nacional).

Dentro da área econômica uma das estratégias fundamentais é o controle das rotas comerciais. Há dois projetos que podem influenciar a balança do poder no cenário mundial. O primeiro é a revitalização do Canal de Suez. O Egito, inaugurou recentemente o Novo Canal de Suez, obra que estava prevista para durar três anos e foi executada em apenas um ano. E em parceria com a China o Egito pretende construir novos portos e até uma cidade industrial.

O segundo projeto é a construção do Canal da Nicarágua, patrocinado por um empresário chinês e apoiado pelo governo russo que tem interesse em instalar ali uma futura base naval. As obras começaram em dezembro de 2014 e tem previsão de durar cinco anos. O propósito deste novo Canal é rivalizar com o Canal do Panamá que faz parte da geopolítica dos EUA.

Mas é na área militar que as estratégicas geopolíticas da China e da Rússia podem provocar maior impacto nas disputas pelo poder no cenário mundial. A China decidiu construir ilhas artificiais para instalação de bases militares no mar do sul da China, por onde passam diversas rotas comerciais, o que trouxe preocupação aos EUA. Além disso, a China convenceu o governo do pequeno mas estrategicamente importante país africano Djibouti, a romper o acordo com os EUA que possuem ali uma base militar, em troca de uma base militar chinesa.

No último dia 3 de setembro, a China promoveu um desfile comemorativo dos 70 anos da vitória da resistência chinesa à invasão japonesa na 2ª Guerra Mundial. Foi uma ocasião para demonstrar sua força militar. O presidente russo Vladimir Putin assistiu ao desfile ao lado do presidente chinês. No mês de maio, a Rússia também ostentou seu poder promovendo um desfile militar comemorativo dos 70 anos da vitória contra o nazismo.

Todos esses exemplos demonstram o objetivo atual da geopolítica da Rússia e da China. Segundo o Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, "a era do domínio político e econômico do Ocidente está chegando ao fim".

Como o apocalipse 13 revela os dois grandes poderes protagonistas no tempo do fim, a besta do mar (Vaticano) e a besta da terra (EUA), e depois deles não haverá mais nenhum império humano a dominar o mundo, pode-se concluir que algo muito grande deve acontecer em breve. Algo tão grande a ponto de unir todos os poderes que disputam o poder no mundo, ou a ponto de isolá-los para que a profecia se cumpra, ou ambas as coisas.

E algo grande, pode ser até mesmo a profecia de Daniel 11:40-45...

Quem viver verá...  

sexta-feira, março 28, 2014

Turquia planejava ataque falsa bandeira

"Se necessário, enviarei quatro homens a Síria. Poderíamos provocar uma guerra lançando um míssil a Turquia.Poderíamos, também preparar um ataque a tumba do Xá Suleiman, um enclave turco em solo sírio onde repousam os restos do fundador da dinastia otomana".

Estas foram supostamente as palavras que pronunciou Hakan Fidan, chefe da Inteligência turca e braço direito de Tayyip Erdogan [Primeiro-ministro da Turquia], durante uma reunião de alto nível no último dia 13.

Duas gravações desse encontro secreto, em que participaram Fidan, o ministro do Exterior Ahmet Davutoglu, e o segundo chefe do Estado Maior, foram publicadas no site do periódico Cumhuriyet nesta quinta [27].

Na reunião, os presentes supostamente debateram como forçar uma ação armada na Síria e suas consequências militares.

A opção discutida, conforme os comentários que aparecem registrados, era lançar um atentado de falsa bandeira contra interesses nacionais que legitimaria na arena internacional uma intervenção em defesa da soberania turca.

Esta semana, o líder da oposição Kemal Kiliçdaroglu advertiu, referindo-se a fontes próprias, da possibilidade da Turquia atacar a Síria a fim de ganhar apoio eleitoral e desviar a atenção dos casos de corrupção política veiculados especialmente pela Internet.

[...]


Fonte: El Mundo 

sexta-feira, novembro 23, 2012

Irã: moeda regional como arma de guerra

O presidente do Banco Central do Irã, Mahmoud Bahmani, alertou para a necessidade de criar uma moeda regional para se proteger dos impactos negativos das flutuações nas economias desenvolvidas ocidentais. A ideia foi apresentada na Cúpula dos 8 países muçulmanos em Desenvolvimento (D8), que reúne Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Malásia, Nigéria, Paquistão e Turquia, realizado na capital paquistanesa, Islamabad.

Bahmani demonstrou satisfação com o crescimento do comércio entre os países membros do D8, e enfatizou que para melhorar as relações multilaterais é necessário adaptar-se a uma diplomacia comercial dinâmica.

"O Irã tem tomado todas as medidas para eliminar as moedas dominantes - dólar e euro - de suas reservas de moeda estrangeira assim como de seu comércio internacional. Pode-se fazer comércio sem essas divisas", acrescentou.

Além disso, o alto funcionário iraniano ressaltou que Teerã foi capaz de impedir um duro golpe em sua economia graças as suas grandes reservas de ouro, aos altos preços do petróleo, e ao corte considerável das importações. Bahmani afirmou que suas reservas de ouro são suficientes para pelo menos 15 anos.

"Nós não podemos dizer que as sanções do ocidente não nos afetaram. Sofremos alguns prejuízos, mas as medidas que tomamos nos permitiram evitar um sério golpe para nossa economia", concluiu.

Fonte: Russia Today 

NOTA: Segundo Ellen Brown, a invasão da OTAN que determinou a queda do governo da Líbia (Kadafi) em 2011 foi mais porque o Banco Central da Líbia era independente e não estava ligado ao BIS (Banco Central Mundial) e também porque Kadafi estava liderando a implantação de uma moeda única (o dinar) nos países africanos do que propriamente por causa do petróleo (as reservas de petróleo da Líbia corresponde só a 2% das reservas mundiais). Além disso, a Líbia possuía 144 toneladas de ouro nos cofres... 
Tudo indica que no caso do Irã o roteiro está sendo o mesmo, e que a "super elite ocultista" a serviço do Vaticano - que não tolera concorrências - mais cedo, ou mais tarde, acenderá o pavio de pólvora no Oriente Médio conforme foi revelado em Daniel 11

domingo, setembro 16, 2012

Imprensa britânica destaca preparos para invasão ao Irã

A imprensa britânica está preparando os navios para a invasão ao Irã. [O jornal] The Sunday Telegraph informa que agora está se realizando uma concentração sem precedentes de forças navais de 25 estados no Estreito de Hormuz. Esses países demonstram o poder, esperando o ataque preventivo israelense contra alvos nucleares no Irã, lê-se no artigo.

Outro jornal de domingo, o Mail on Sunday, informa que o ministro das Forças Armadas britânico, Nick Harvey, foi obrigado a renunciar por causa de seu desacordo com os planos de Londres de apoiar uma possível operação contra o Irã.

Fonte: Voz da Rússia

sexta-feira, agosto 24, 2012

Pesquisadora árabe mostra o outro lado do conflito na Síria

A maioria dos sírios deseja a manutenção da ordem e da paz na Síria e acredita que apenas o Presidente Bashar Al Assad pode manter esta ordem e fortalecer as instituições do país. A Síria que eu conheço e que visito e convivo há mais de 35 anos tem uma população que tem um alto grau de politização e conhece muito bem as dificuldades e os estigmas que vivem tanto o povo, quanto o governo da Síria. Por convicção, defendem o princípio da soberania nacional, da autodeterminação e da não ingerência estrangeira.

O cidadão sírio tem consciência e critica a corrupção e morosidade da atual máquina burocrática deste governo da Síria; deseja reformas, deseja o combate à corrupção, mas entende que esta luta deve se processar de forma pacífica, as mudanças têm que ser construídas e o governo de Bashar Al Assad está empenhado nestas reformas.

A população síria está acostumada com conforto, segurança, estabilidade. País predominantemente agrícola, tem no trigo, algodão de fibra longa e no azeite a base de sua produção. Em seu subsolo, possuí petróleo e gás. Enfrenta problemas políticos que impedem a modernização de suas refinarias e a prospecção de suas riquezas.

A vocação de hospitalidade somada à rica e milenar história da Síria despertou o setor de turismo nos últimos anos. O investimento em estradas, em hotelaria e em serviços, vinha fomentando o turismo do mundo inteiro para a Síria. É um país distribuidor de bens e serviços para todo o mundo árabe seja da Península Arábica, seja do Norte da África.

Não é uma sociedade perfeita. Transitou do socialismo ao quase capitalismo em menos de 12 anos. A Síria dos últimos 42 anos saiu da miséria e do feudalismo para um socialismo e uma prosperidade cada vez mais visível em cada um de seus cidadãos. O país mais laico do Oriente Médio teve na educação a base do seu desenvolvimento.

Foi este regime, no período do pai Hafez Assad que conseguiu implantar a reforma agrária (anos setenta) e os Sírios sunitas, grandes proprietários de terras e pertencentes ás famílias tradicionais, imigraram para a Europa e EUA. Alguns dos filhos destes sírios sonham em retornar… Mas apenas para promover a deposição do regime e ocupar o poder.

A Síria hoje tem uma população de 22 milhões de habitantes; a maioria de 70% é de muçulmanos sunitas; e os demais são 13% Alauítas; 12% de cristãos; e 5% de drusos, turcomanos e outros.

Os grupos rebeldes que foram cooptados pelo eixo EUA, Israel, OTAN e CCG [Conselho de Cooperação do Golfo], não representavam nem 1% da população síria, no início das manifestações. Mas com o acirramento dos enfrentamentos, com o dinheiro rolando solto e com as armas sendo distribuídas em abundancia, e recebendo aplausos da comunidade internacional, sentiram que deveriam lutar até depor o inimigo: o governo do Presidente Bashar Al Assad….

Uma luta cuja motivação é de natureza econômica e política, foi sendo construído e acirrado nas camadas de baixa renda e transformado em conflito sectário. A mídia-empresa ocidental funciona como papagaios da retransmissão das agências de notícias ocidentais. Estou com saudade de nossos analistas políticos, de nossos correspondentes e do verdadeiro jornalismo.

A IMPRENSA no ocidente é teleguiada pela leitura equivocada dos EUA e OTAN, e desde o início do conflito, usou a comunicação para desinformar e para doutrinar o cidadão brasileiro, apoiando e retransmitindo apenas a opinião dos rebeldes. A imprensa brasileira subestima a inteligência do telespectador e oferece o Fast Food pronto que as agências de notícia transmitem. Foi e tem sido parcial e irresponsável ao veicular informações falsas para referendar seus conceitos.

O que observamos na imprensa do ocidente é sempre um jornalismo dirigido e copiado das agencias de notícia como a BBC, France Press e Reuters, todos copiando a Al Jazeera (Qatar) e transmitindo apenas as notícias do Conselho Nacional Sírio, Exercito Livre Sírio e do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (um cidadão sírio em Londres, posicionado na sua lojinha com um computador e retransmitindo todas as mentiras e barbaridades que a TV Al Jazeera lhe pedia).

Temos relatos das montagens de cenas, blefes, cenas do Iraque como sendo Síria, helicóptero do Afeganistão como sendo Sírio. Montagem de sons dos ataques. Durante os ataques em Homs a TV Síria retransmitia vídeos amadores que captavam os bastidores das gravações que eram encomendadas pela Al Jazeera.

A estratégia da imprensa foi focar na ”Primavera Árabe da Praça Tahrir”, este movimento popular emocionou e contagiou os jovens no mundo todo e em especial nos países árabes; e como rastilho de pólvora seguiu para a Líbia e em poucos dias foi votada a moção no Conselho de Segurança da ONU que autorizou a criação de uma zona tampão na Líbia, com a alegação de “responsabilidade de proteger” que permitiu a entrada da máquina de matar da OTAN e aliados que lutaram junto com a Al Qaeda em Benghazi e depois em toda Líbia. .


A guerra humanitária da OTAN e aliados já matou mais de 150 mil pessoas na Líbia. Criou um caos quase impossível de ser reordenado; destruiu a infraestrutura de um povo que vivia bem, com garantias de toda a espécie assegurada pelo governo. Não considero o governo de Muamar Al Kadafi o ideal, mas este é o país que eles puderam construir e prosperar.Perdeu o povo Líbio, perdeu o povo africano a quem Kadafi ajudava e venceu a França e seus aliados com os novos contratos para se apossar das bacias de petróleo.

A quem a OTAN e seus aliados vieram proteger? A seus próprios interesses.

A opinião pública mundial parou pasma com a chamada “primavera Árabe”. Apesar da experiência acumulada e do cuidado de muitos de nós, queríamos crer que havia de fato uma primavera árabe… Que ilusão! Bastaram poucos dias para assistir pela TV que o cenário preparado já tinha um script pronto e manipulado na Líbia através do Sarkosy desde outubro de 2010 (quatro meses antes da entrada da Líbia na onda da “Primavera”).

No Egito, ocorreu o mesmo, e tomamos conhecimento da presença de agentes americanos junto aos manifestantes na Praça Tahrir, e que chegaram a ser detidos pelas forças de segurança no Cairo. A diplomacia americana, resolveu o episódio que sumiu da imprensa, e em seguida, convidaram a representação da Irmandade Muçulmana em quatro de Abril de 2012, a visitar os EUA e acertar a sua atuação no futuro governo no Egito.

Esta preparação com armas e com treinamento militar teve início de fato depois do ataque perpetrado por Israel contra o Líbano e defendido bravamente pelo Hezbollah em julho de 2006. Se já havia uma intenção dos EUA em destruir o governo de Damasco, passou a ser um ponto de honra para EUA e Israel: Afinal, os mísseis que foram usados pelo Hezbollah e pelo Hamas foram fabricados e fornecidos por Damasco.

Na Síria em janeiro de 2011 a embaixada Americana recebe como embaixador o agente americano Robert Stephen Ford, assessor do especialista em inteligência o americano John Negroponte que, no Iraque em 2004, quando foi encarregado de aplicar o plano de destruição usado em San Salvador e depois replicado no Iraque.

O objetivo agora era instaurar o caos na Síria: ele conseguiu em 60 dias transformar a Síria de um país pacífico, seguro, tranqüilo e confiante, em um país instável, inseguro e em guerra de destruição e desgaste que já dura 16 meses.

A Rússia e a China, signatários do tratado de Xangai, e membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, após os acontecimentos na Líbia e a licença para destruir que foi concedida à OTAN, viram que o Ocidente, está desestabilizando a região do Oriente Médio e avançando em áreas estratégicas para o Grupo de Xangai. A Rússia e China defendem seus próprios interesses ao defender os interesses do povo e governo Sírio. Ao mesmo tempo em que a queda de Damasco pode balcanizar toda a região e envolver atores regionais que até agora permanecem fora do conflito.

A Rússia tem relações privilegiadas, com a Síria de longa data, que lhe possibilita a presença de uma Base Militar Russa no Porto de Tartus. Somam-se a isto, uma relação afetiva com a forte e representativa população Cristã Ortodoxa da Síria.

Com a China, a relação Sino- Síria tem base em tratados culturais, artísticos, econômicos e políticos. Hoje, com o isolamento do Irã, quem está adquirindo o petróleo iraniano é a China, inclusive comprando-o por um preço abaixo do mercado, e com uma negociação em moeda local. Ganha neste negócio a China e o Irã… Perdem os EUA e o dólar americano, e perde também a União Européia…

A quem interessa esta luta sectária na Síria de muçulmanos Sunitas X muçulmano Xiitas (que dividem o governo com Cristãos, drusos e Alauítas)? Aos países do Golfo: Qatar, Arábia Saudita e Turquia, aliados e interpretes do desejo dos EUA, Israel e OTAN. Por que, ao derrubar a Síria, o caminho fica livre para derrubar o Hezbollah no sul do Líbano e para atingir o Irã. Portanto, o objetivo é ter o caminho livre para o Irã e de lá para os gasodutos e oleodutos de toda região.

Outro interesse dos EUA e aliados é a mais importante bacia de gás que está na costa mediterrânea da Síria: ora, se o século XX foi o século do petróleo, o século XXI é o século do Gás. Esta disputa já está lançada entre americanos, russos e alemães.

Claude Fahd Hajjar

Vice-Presidente da Fearab América (Federação de Entidades Americano-Árabes)

Autora do livro “Imigração Árabe 100 anos de Reflexão”

Fonte: IAnoticia

NOTA: Além da motivação política-econômica, que a pesquisadora demonstra conhecer muito bem, há uma motivação religiosa aparentemente oculta que, só através das profecias bíblicas é possível discernir (se você quer saber qual é leia aqui). Infelizmente, esse conflito, mais cedo ou mais tarde envolverá diversos outros países do Oriente Médio, inclusive o Irã, assumindo contorno de uma guerra mundial...

terça-feira, julho 31, 2012

A primeira vítima da guerra sempre é a verdade

Desde o ano passado a região do Oriente Médio e o norte da África vivem momentos difíceis, onde países estão sendo sacudidos por revoluções populares e governos estão sendo depostos. Embora a mídia ocidental faça parecer que isso tudo é apenas uma questão de "direitos humanos" e de "mais democracia", há dois reais motivos em jogo nos bastidores:

1) Geopolítico: Assim como o corpo humano precisa de energia para sobreviver assim também a sociedade (o corpo social) necessita de energia para manter seu crescimento. Os principais recursos energéticos para a  sociedade moderna são o petróleo e o gás natural. E os maiores depósitos destes recursos estão localizados na Ásia, no Oriente Médio e norte da África. Logo, as potências mundiais (EUA, Rússia, China...) armam um verdadeiro jogo de xadrez geopolítico para garantir o acesso a esses recursos - não descartando até mesmo a guerra como última estratégia. É exatamente isso o que está ocorrendo ali naquela região.

2) Religioso: Os agentes do Vaticano têm incitado os países ocidentais a provocar um maior conflito na região, a fim de enfraquecer seus rivais políticos e religiosos e provocar o caos, a fim de ressurgir do caos como única "autoridade confiável" restaurando assim a supremacia mundial perdida no fim da Idade Média.

Com esse cenário em mente, fica fácil entender porque a mídia ocidental tem recorrido até mesmo à manipulação de notícias para alcançar seu propósito final.

No último dia 26, a agência de notícias European Pressphoto publicou uma foto (nº 50441600) com os dizeres: "Uma família Síria foge da violência perto de Alepo". Dois dias depois, a edição impressa do jornal de maior circulação da Áustria, Kronen Zeitung, publicou a mesma foto "editada", para ilustrar a matéria "Os tanques do exército de Assad travaram a batalha principal", tentando passar a ideia de destruição total em Alepo.




Não é a primeira vez que isso acontece. Nem será a última. O site da BBC também publicou uma foto feita pelo profissional Marco Di Lauro (informações no seu blog) no Iraque em 2003, para demonstrar o "massacre" provocado pelo governo da Syria em 2012. Neste caso, o "erro" foi corrigido. E o impacto sobre a opinião pública? será que dá para corrigir?



quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Candidato a presidência do Egito ameaça lutar contra Israel e os EUA

O candidato a presidência do Egito Tawfiq Okasha declarou na semana passada que o Exército egípcio se engajará em um conflito armado contra Israel, os EUA e a União Européia dentro de três meses.

Na declaração feita ao MEMRI (The Middle East Media Research Institute), em 9 de fevereiro, Okasha também afirmou que "como os nazistas, os judeus buscam governar e dominar o mundo”.

“O princípio de Hitler era que a melhor raça deveria tornar-se senhora do mundo… Hitler estabeleceu o Nazismo para governar e dominar o mundo. Por outro lado, nós achamos que esta é precisamente a mesma filosofia dos sionistas e judeus que dizem: nós somos o povo semítico, nós somos os melhores no mundo, e nós devemos governar e dominar o mundo, porque os semitas são os reis da Terra e de tudo que está sobre ela”, ele afirmou [...]
Ele, então, declarou: "a partir de hoje, o esforço de guerra do povo já começou. Isto é essencial, um esforço de guerra! "

"Esta é uma batalha feroz e amarga que começou sem qualquer disparo, mas vai acabar com tiros. Digo isso aqui e agora, o exército egípcio vai abrir fogo contra os exércitos dos inimigos ", proclamou.

Quando perguntado exatamente quando um conflito armado começaria, ele respondeu: "dentro de três meses."

Fonte: Arutz Sheva 

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Ministra do Egito acusa EUA de financiar ONGs para provocar caos

A ministra de Planejamento e Cooperação Internacional do Egito acusou os Estados Unidos de financiarem organizações não governamentais, criando um estado de caos prolongado depois de um levante popular contra Hosni Mubarak, disse a imprensa oficial nesta segunda-feira. A ministra Fayza Abul Naga, considerada a instigadora de uma investigação judicial contra 44 ativistas, incluindo 19 americanos, fez a acusação em declarações a juízes.

Abul Naga, uma das poucas ministras que atuou durante o governo do presidente Mubarak, acrescentou que os Estados Unidos e Israel queriam desviar o levante egípcio para servir a seus próprios interesses. "O levante do dia 25 de janeiro foi uma surpresa para os Estados Unidos, e escapou do seu controle quando se transformou em uma revolução popular", disse a ministra, segundo a agência Mena.

"Então os Estados Unidos decidiram empregar todos os seus recursos e instrumentos para conter a situação e conduzi-la em um sentido que servisse aos interesses americanos e também israelenses", acrescentou. "Os Estados Unidos e Israel não podiam criar um estado de caos e trabalhar para mantê-lo no Egito, por isso financiaram diretamente organizações, em especial americanas, como uma maneira de alcançar esses objetivos", acrescentou a ministra, citada pela Mena.

A agência acrescentou que, segundo as conclusões de uma investigação judicial sobre as ONGs, os Estados Unidos desviaram uma ajuda prometida para infraestruturas às organizações não governamentais. Segundo um dos magistrados encarregados do caso, Sameh Abu Zeid, essas associações são acusadas de terem atuado "sem autorização" para realizar "atividades puramente políticas sem relação com um trabalho com a sociedade civil".

O julgamento pendente contra 44 ativistas, entre eles 19 americanos acusados de financiamento ilegal de ONG, aprofundou as diferenças entre estes dois aliados tradicionais. O Departamento de Estado norte-americano alertou que processar membros da ONG poderia pôr em perigo a ajuda ao Egito. (Terra)

"Os EUA destinaram cerca de 175 milhões de dólares a ONGs egípcias e norte-americanas no Egito entre 2005 e 2011 - 105 milhões dos quais entre fevereiro e setembro de 2011 [período da revolução]", ela acrescentou. (The Egyptian Gazzete)

NOTA: O Egito está começando perceber que a "revolução popular" foi, na verdade, manipulada (ou mesmo provocada) pelos EUA. Isso levará o Egito para mais longe dos EUA e para mais perto da profecia de Daniel 11: quando o "rei do norte" (Vaticano manipulando a OTAN) atacar o Oriente Médio e o norte da África "a terra do Egito não escapará" (Dn 11:42)...

quarta-feira, janeiro 25, 2012

A iminente guerra com o Irã

Assistindo aos programas de entrevistas de domingo na TV americana, todos os especialistas expressaram a mesma opinião: nem os EUA nem Israel vai embarcar em atacar as instalações nucleares iranianas, em 2012. Eu estou propenso a concordar. Nem os EUA nem Israel vai iniciar um ataque ao Irã. Mesmo assim, acredito que a opinião desses especialistas está a quilômetros de distância [do que vai acontecer].

O Irã, assim como a Alemanha nazista na década de 1940, irá tomar a iniciativa e "ajudar" o presidente dos EUA e o povo americano fazendo sua cabeça, ao realizar o primeiro movimento, atacando um porta-aviões dos EUA no Golfo Pérsico. O ataque iraniano em um navio militar norte-americano servirá de justificativa e pretexto para um movimento de retaliação dos EUA contra o regime iraniano. O alvo não seria as instalações nucleares iranianas. Os EUA iriam retaliar atacando a marinha do Irã, as instalações militares, os silos de mísseis e os campos de pouso. Os EUA teriam como alvo enfraquecer a capacidade do Irã para retaliar e fechar o Estreito de Hormuz. Os EUA, então, seguiriam visando o próprio regime.

Eliminação das instalações nucleares do Irã? Sim. Esta parte viria a ser o ato final, o grand finale. Poderia ter sido o alvo principal, caso os EUA tivessem iniciado o ataque. No entanto, nos termos do presente cenário tipo "Pearl Harbor", em que o Irã teria lançado um ataque "surpresa" contra a marinha dos EUA, os EUA teriam a racionalização perfeita para acabar com eles, para pôr fim a este jogo feio. Ao contrário da última tentativa em uma revolução iraniana, desta vez os EUA não proibiriam, pelo contrário, convocariam abertamente o povo iraniano a participar com os EUA para a derrubada do regime islâmico fundamentalista corrupto. O povo iraniano iria responder em massa. A Primavera iria ressurgir, e o povo iraniano iria se juntar ao resto do Oriente Médio - desta vez com o apoio direto dos EUA.

A maior ironia por trás desse episódio mais significativo em 2012 é que o regime iraniano decretaria sua própria morte. Atacar a marinha dos EUA no mar aberto é equivalente a realizar um atentado suicida. O governo iraniano tem se tornado mais ousado ​​a cada dia. Sua arrogância tem sido crescente, como resultado da incapacidade do mundo para pôr fim a sua corrida por armas nucleares. Se a Guarda Revolucionária atingir esse passo final, demonstrando capacidade nuclear, sua conduta intimidatória cresceria além da região. E se tornaria catastrófica.

O mundo responsável entende que o aiatolá Ali Khamenei deve ser parado, mas os EUA, a UE e Israel não estão dispostos a instigar um confronto militar, por medo de seu impacto negativo na economia devido ao potencial fechamento do Estreito de Hormuz e a uma outra sangrenta guerra que engoliria Israel e seus vizinhos.
Fonte: The Jerusalem Post

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Cresce a tensão militar no Oriente Médio

As Forças Aéreas e Navais dos EUA, Rússia, França e Grã-Bretanha movimentaram-se para a costa da Síria e do Irã neste fim de semana à espera de novos desenvolvimentos nos dois pontos críticos do Oriente Médio. 

O porta-aviões russo Admiral Kuznetsov ancorou antes do planejado no porto de Tartus, Síria, no Mar  Mediterrâneo, neste domingo, 08 de janeiro, chegando junto com o destróier Almirante Chabanenko e a fragata Yaroslav Mudry .

Para fazer frente a este movimento, a França transferiu um destróier de defesa aérea Forbin para as águas em frente de Tartus.

Fontes militares do DEBKAfile relataram um acúmulo nas últimas 48 horas de forças navais ocidentais, contrárias ao Irã, no Golfo Pérsico e no Mar Arábico em prontidão caso Teerã cumpra sua ameaça de fechar o Estreito de Hormuz.

A Grã-Bretanha enviou o HMS Daring , um destróier Modelo 45 armado com uma nova tecnologia para abater mísseis, para o Mar de Omã, e deve chegar ao mesmo tempo que porta-aviões francês Charles de Gaulle.

Nossas fontes relataram também que sábado, o gigante não-tripulado RQ-4 Global Hawk, decolou do porta-aviões norte-americano Stenning para a vigilância ao longo da costa do Irã. O Stenning e seu grupo de ataque estão deslizando pelo Mar de Omã, na entrada do Estreito de Hormuz, depois que Teerã anunciou que não seria permitido atravessá-lo.

Esta foi a primeira vez que os EUA usaram veículos aéreos não tripulados sobre o Irã desde que o furtivo RQ -170 foi derrubado por Teerã em 04 de dezembro. Foi também a primeira vez que o enorme robô decolou de um porta-aviões para uma missão de vigilância aérea-marítima completa (Broad Aerial Maritime Surveillance Mission - BAMS).

Fontes militares dos EUA informaram nesta segunda-feira, 9 de janeiro, que a missão do Global Hawk é "para monitorar o tráfego marítimo ao longo da costa iraniana e o Estreito de Ormuz." 

A Marinha dos EUA foi obrigada a manter vigilância sobre este tráfego, pela primeira vez, depois que o Almirante chefe da Marinha iraniana Habibollah Sayyari disse em uma transmissão pela TV, na noite de domingo, que o Estreito de Hormuz estava sob completo controle iraniano, e isso durante anos.

Também neste domingo, o general do Exército norte-americano Martin Dempsey, advertiu em termos inequívocos que o Irã tem a capacidade de bloquear o Estreito de Hormuz "por um período de tempo". Ele acrescentou em uma entrevista à CBS: "Temos investido capacidades para garantir que, se isso acontecer, possamos derrotá-los".

O general ainda enfatizou: "Sim, eles podem bloqueá-lo. Nós descrevemos isso como um ato intolerável, e não apenas para nós, mas intolerável para o mundo. Nós agiremos e reabriremos o Estreito" [...]

Fontes militares do DEBKAfile relataram a crescente escalada de tensão militar em torno do Irã e da Síria nos últimos dias não apenas como decorrentes do rápido avanço que o Irã está fazendo para a produção de uma arma nuclear, mas a partir de temores no Ocidente e em Israel de que Teerã e Damasco estejam a um passo de finalizar seus planos militares para os setores do Golfo Pérsico e do Mar Mediterrâneo.

Após o porta-aviões Almirante Kuznetsov atracar em Tartus neste domingo, com muita festa, o comandante da Marinha da Síria Dawoud Rajha foi recebido no convés por uma guarda de honra de fuzileiros navais sob uma passarela de caças bombardeiros russos Su-33 e Su-25.

Isto foi recebido como sinal da vontade de Moscou em apoiar o regime de Assad contra qualquer intervenção militar ocidental, bem como um gesto de apoio à cooperação entre a Síria e o Irã nos seus planos operacionais [...]

Fonte: DEBKAfile

segunda-feira, novembro 28, 2011

Rússia aumenta a retórica contra a OTAN

A Rússia está enviando uma frota de navios de guerra para sua base naval na Síria, em uma demonstração de força que sugere que o governo russo está disposto a defender seus interesses no país, à medida que cresce a pressão internacional sobre o presidente Bashar al -Assad.

O jornal Izvestia divulgou nesta segunda-feira, citando o almirante russo aposentado Viktor Kravchenko, que a Rússia planeja enviar seu porta-aviões "Almirante Kuznetsov" e um navio patrulha, uma embarcação antisubmarino e outros navios.

"Ter qualquer força militar além da Otan é muito benéfico para a região, uma vez que impede a eclosão de conflitos armados", disse Kravchenko, que foi chefe da equipe da Marinha de 1998-2005, segundo o Izvestia.

Um porta-voz da Marinha, citado pelo jornal, confirmou que os navios de guerra russos seriam deslocados para a base de manutenção que a Rússia mantém na costa síria perto de Tartus, mas disse que a viagem não tem nada a ver com a revolta contra Assad.

O jornal disse que o porta-aviões Almirante Kuznetsov seria armado com pelo menos oito caças Sukhoi-33, vários caças MiG-29K e dois helicópteros [...] (O Estado de São Paulo)

A Rússia disse que pode impedir a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de usar o território do país para abastecer tropas no Afeganistão caso a aliança não considere seriamente as objeções russas quanto a um escudo antimísseis norte-americano para a Europa, disse nesta segunda-feira o embaixador russo na Otan, Dmitri Rogozin, de acordo com o jornal The Wall Street Journal.

A Rússia intensificou suas objeções ao sistema antimísseis na Europa, ameaçando, na semana passada, instalar mísseis balísticos na fronteira com a União Europeia (UE) para conter o movimento americano. A Otan alega que o escudo se destina a impedir um ataque de um Estado pária - como o Irã -, não representa uma ameaça para a Rússia e que a aliança irá adiante com o plano, apesar das objeções de Moscou.
Se a Otan não fornecer uma resposta séria, "vamos ter de estudar as relações em outras áreas", reportaram serviços de notícias russos citando o embaixador. Ele afirmou que a cooperação da Rússia no Afeganistão pode ser uma área que pode passar por revisão, de acordo com os serviços de notícias.
A Otan passou a enviar seus suprimentos por meio da Rússia em 2009, após um chamado recomeço nas relações entre Moscou e Washington, permitindo à aliança uma rota mais segura para enviar suprimentos ao Afeganistão [...] (O Estado de São Paulo)