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sábado, novembro 14, 2015

Paris atacada: as Cruzadas voltaram

Os primeiros disparos dos terroristas islâmicos mal haviam ocorrido em Paris na noite desta sexta-feira, 13 de novembro, quando o submundo da internet passou a celebrar esse novo ataque à civilização. "O Ocidente costumava viver tranquilo e incendiar as terras muçulmanas com a guerra, mas depois da emergência do califado o jogo mudou #françaemchamas", dizia uma das mensagens. "Ah, cruzados, estamos chegando com bombas e fuzis. Esperem por nós", dizia outra. 

O ataque logo mostrou suas verdadeiras proporções. Seis locais da capital francesa foram atingidos quase simultaneamente. Dois suicidas detonaram explosivos nos arredores do Stade de France. No cenário da maior carnificina, a casa de espetáculos Bataclan, homens armados atiraram por mais de dez minutos contra o público que assistia a um show de rock, deixando mais de cem mortos. O saldo da noite foi de ao menos 153 vítimas fatais.

Concretizou-se assim um cenário de pesadelo que assombrava especialistas franceses em contraterrorismo. Há meses eles colhiam indícios de que uma ação com essas características estava sendo planejada - possivelmente por jovens nascidos na Europa e convertidos ao jihadismo em viagens à Síria e Iraque. A extensão do terror fez com que o presidente francês, François Hollande, decretasse estado de emergência e anunciasse o primeiro toque de recolher em Paris desde o fim da II Guerra Mundial. Os efeitos desta sexta-feira vão repercutir por muito tempo. Como disse o presidente americano, Barack Obama: "Trata-se de um ataque não só contra os franceses, mas contra toda a humanidade e contra os valores que compartilhamos".

Ataques - As autoridades contabilizaram seis ataques em toda a cidade. No ataque que deixou mais vítimas, quatro terroristas invadiram a boate Bataclan durante o show da banda de rock Eagles of Death Metal e mantiveram centenas de reféns por quase duas horas. Os quatro se explodiram quando a polícia invadiu o local. As autoridades confirmaram a morte de mais de uma centena de pessoas. Oficiais disseram que o cenário era de "carnificina". Testemunhas contaram que os terroristas gritavam palavras em árabe - "Allahu Akbar" ('Deus é grande', em português) - enquanto atiravam "em nós como se fôssemos passarinhos".

Três outros bares e restaurates (Le Carillon, Le Petit Cambodge e La Belle Equipe), todos próximos à casa noturna, também foram alvos de ataques por homens armados. Ainda não há confirmação de quantas pessoas morreram em cada ataque. Após as primeiras notícias dos atentados, cerca de 1.500 soldados franceses foram mandados às ruas de Paris.

Stade de France - Os terroristas também detonaram explosivos nos arredores do Stade de France, onde acontecia o amistoso entre França e Alemanha - dois ataques suicidas e uma bomba, segundo a polícia. Uma das explosões foi captada claramente pelos microfones da transmissão. Após o fim da partida, e com as notícias da série de ataques que acontecia na capital francesa, a torcida foi impedida de deixar o local pela polícia e algumas pessoas saíram das arquibancadas e passaram a aguardar no gramado do campo, aterrorizadas.

Hollande, que assistia à partida e foi retirado às pressas do estádio de futebol, declarou estado de emergência no país. "É mais uma provação terrível que mais uma vez nos acomete. Sabemos quem são. Sabemos de onde vêm esses criminosos", afirmou. "Nesses momentos muito difíceis temos de ter compaixão e solidariedade. Mas também unidade e sangue frio. Frente ao terror, a França deve ser grande, ser forte. As autoridades devem ser duras e chamar cada um à sua responsabilidade", prosseguiu.

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Fonte: VEJA

Atacar a França é simbólico. Tão simbólico quanto atacar os Estados Unidos. Mas hoje, atacar os Estados Unidos é quase impossível. Por mais duras que sejam as críticas ao estado de vigilância perene do país - e à invasão de privacidade quase pornográfica de seus cidadãos por serviços de espionagem - é esse sistema amoral que mantém a segurança do país desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Na Europa, o mesmo acontece com o Reino Unido, um país rico, que gasta bilhões em vigilância e inteligência desde que foi alvo de atentados terroristas, em julho de 2005.

Com a França, a história é outra. Semanas depois do atentado à redação do semanário Charlie Hebdô, que deixou 12 pessoas mortas, a França prometeu investir mais de 750 milhões de euros em Inteligência. Apenas uma parcela disso foi investido de fato. Antes dos atentado, o governo francês investia menos da metade desses recursos em Inteligência. Há menos de dois meses, relatórios da inteligência francesa alertaram o governo com relatos de que o grupo pretendia levar a cabo ataques em países da Europa ocidental – principalmente na França, se utilizando de militantes e simpatizantes do grupo baseados no país. Entre janeiro e abril, as autoridades francesas impediram pelo menos 5 ataques em território nacional. “A ameaça nunca esteve tão alta. Nós nunca enfrentamos esse tipo de terrorismo em nossa história”, disse então o primeiro-ministro francês Manuel Valls. A confirmção da frase de Valls está no terror em Paris no dia 13 de novembro.

Em outubro, em entrevista à revista francesa Paris Match, o juiz Marc Trévidic, um dos principais juristas no combate antiterrorismo no país anunciou: “A ameaça está em um nível máximo, como nunca se viu antes”. De acordo com Trévidic, a nação francesa figurava como o alvo perfeito. “A França é o principal alvo de um exército de terroristas aos meios ilimitados. É claro que são particularmente vulneráveis por causa da nossa posição geográfica, facilidade de entrada em nosso território para todos os jihadistas de origem europeia” afirmou.

À fragilidade de sua segurança alia-se o fato de a França ser a imagem mais bem-acabada do Ocidente que os radicais islâmicos tanto detestam. "A França representa os valores eternos do progresso humano", afirmou o presidente americano Barack Obama em um discurso, logo depois dos ataques. Paris é o berço da civilização ocidental, e lumiar dos princípios republicanos e iluministas.


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Fonte: Época


"Vingar a Síria". Tem sido esta a mensagem nos sites e redes sociais ligadas aos jiadistas do autodenominado Estado Islâmico. Segundo oExpresso apurou através das suas fontes, a organização já reivindicou os ataques desta sexta-feira na capital francesa, que resultaram na morte de pelo menos 150 pessoas.

De acordo com as mesmas fontes, os extremistas islâmicos garantem que os próximos ataques terão como alvo as cidades de Washington, Londres e Roma.

De acordo com o portal “Site”, que monitoriza as atividades dos jihadistas na internet e redes sociais, o Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques. A diretora deste portal, Rita Katz, revela que a revista do Daesh, intitulada “Dabiq”, escreveu esta noite frases como: a França “envia os ataques aéreos para a Síria diariamente”, que “matam crianças e idosos”. E ameaça: “Hoje vocês estão a beber do mesmo cálice”.

No Twitter há simpatizantes do grupo terrorista “celebrando” os atentados ataques. “Isto é só o começo … Aguardem até os istishhadis [suicidas] chegarem com seus carros”. Ou “Recordem, recordem esta data, como os americanos não esquecem o 11 de setembro”.


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Fonte: Expresso

NOTA: Não há nada para se comemorar diante de uma tragédia como essa em que vidas humanas são ceifadas. É lamentável o ponto em que chegamos na história humana. Gostaria de estar equivocado, porém, depois desse evento, minha convicção de que Daniel 11:40-45 está para se cumprir só aumentou... (mais informações no ebook "O Desafio Final").

Quem viver verá...

quinta-feira, dezembro 13, 2012

UE cria "super banco"

Após uma longa rodada de negociações, os ministros de Finanças da União Europeia chegaram, nesta quinta-feira, a um acordo para a criação de um supervisor bancário único, destinado à maioria dos bancos da zona do euro, sob supervisão do Banco Central Europeu (BCE). O resultado foi saudado pelo ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble. O acordo, considerado histórico, permitirá a recapitalização direta das instituições mais afetadas pela crise. "Estamos levando a UE adiante passo a passo", afirmou o alemão.

Schäuble disse que os Parlamentos nacionais estarão aptos a iniciar os processos de aprovação e de ratificação dentro do novo sistema de supervisão bancária já no fim de fevereiro. Após uma dura disputa, os países decidiram que o BCE assumirá a supervisão dos bancos com ativos superiores aos 30 bilhões de euros ou 20% do PIB do estado membro participante (quase 100 bancos), enquanto as demais instituições permanecerão sob controle das autoridades nacionais, como pretendia a Alemanha. Assim, os bancos ou caixas regionais alemães ficarão de fora do mecanismo.

Depois de negociar por 14 horas, finalmente França e Alemanha chegaram a um consenso para a criação do Mecanismo Único de Supervisão Financeira (MUS), coordenado BCE, o primeiro passo para a união bancária do bloco. Mas os países prolongaram o calendário previsto em mais de um ano: o MUS deve estar operacional em março de 2014, ao invés de janeiro de 2013 como estava previsto inicialmente, destacou o comissário europeu Michel Barnier, que celebrou o "histórico" consenso.

De acordo com o Ministro de Finanças da França, Pierre Moscovici, "a maioria dos bancos estará sob supervisão direta do BCE". Segundo ele, o Banco Central Europeu, com sede em Frankfurt, terá poderes para investigar todos os bancos na zona do euro e em outros países que adotarão o novo sistema de supervisão. Ainda segundo Moscovici, na França, onde os bancos estão muito concentrados, entre 80% e 85% das instituições financeiras estarão sob supervisão direta do BCE.

Segundo o comissário europeu de mercado interno, Michel Barnier, o sistema de supervisão deverá entrar em operação em 1º de março de 2014, com uma certa flexibilidade, dada a necessidade de um ano para preparar os regulamentos e reunir o pessoal necessário, dentre outros trâmites.

Fonte: VEJA

NOTA: Mais concentração de poder, menos soberania nacional, mais perto da Nova Ordem Mundial...

sexta-feira, setembro 07, 2012

Instituições internacionais sugerem seis dias de trabalho como solução econômica para a Grécia

A "troika" internacional que supervisiona a economia grega sugeriu ao Governo de Atenas a flexibilização das relações laborais através de diversas medidas, onde se inclui o aumento da semana de trabalho de cinco para seis dias. A informação está inserida numa mensagem de correio eletrónico enviado por representantes da "troika" [palavra russa que designa um comitê de três membros] - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - aos ministérios gregos das Finanças e do Trabalho, e que foi divulgado esta segunda-feira pelo diário económico "Imerisia".

A autenticidade do e-mail e do seu conteúdo foi confirmada à agência noticiosa Efe por uma fonte do ministério das Finanças, que não revelou mais detalhes.

Entre as propostas mais polêmicas incluiu-se o aumento da semana laboral para seis dias e a redução para 11 horas do descanso mínimo entre turnos de trabalho, para além da eliminação das restrições às trocas dos turnos da manhã e de tarde, de acordo com as necessidades do empregador, precisa o diário "Imerisia". [grifo acrescentado]

A "troika" de credores internacionais exige ainda a redução para metade da indemnização por despedimento e do prazo de que dispõe o empresário para notificar a rescisão do contrato. Pretende ainda que seja diminuída a contribuição das empresas para o Fundo de Segurança Social, apesar da crescente diminuição das receitas do Estado neste setor.

"Não são propostas novas, a 'troika' leva sempre algum tempo a formulá-las. Mas de momento são apenas propostas, não significa que sejam aceites pelo Governo grego", disse à Efe uma fonte ministerial.

A taxa de desemprego na Grécia situou-se em maio nos 23,1% (54,9% entre os menores de 25 anos) e o poder de compra dos trabalhadores recuou para o nível registado há três décadas, de acordo com os estudos dos sindicatos.

Em declarações à agência noticiosa AP, Savvas Rombolis, responsável da Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (GSEE, que abrange o setor privado), admitiu que o desemprego no país atingirá 29% em 2013 caso o Governo aplique as novas medidas de austeridade exigidas pela "troika" e que implicam novos cortes avaliados em 11,5 mil milhões de euros em 2012-1013.

"A economia grega continua a decair. Em 2012, esperamos uma queda de sete por cento no PIB. Isso vai originar uma taxa de desemprego de 24%, 1,2 milhões de pessoas", alertou.

Os inspetores dos credores internacionais encontram-se em Atenas desde a semana passada, e na sexta-feira são separados os chefes da missão para negociar com o executivo de coligação de Antonis Samaras o novo plano de cortes orçamentais.

A aprovação das novas medidas, que estão a ser discutidas pelo Governo, é considerada decisiva para a concessão de uma nova fatia de 31 mil milhões de euros, provenientes do segundo memorando de entendimento negociado com Atenas em fevereiro passado.

Fonte: Jornal de Noticias

NOTA: Conforme o blog O Tempo Final destacou, não resta dúvida de que o domingo será o único dia privilegiado compulsoriamente. E por trás dos bastidores Roma continua exercendo seu poder sobre todos. O que me faz lembrar do texto:

"Durante a dispensação cristã, o grande inimigo da felicidade do homem fez do sábado do quarto mandamento um objeto de ataque especial. Satanás diz: 'Eu atravessarei os propósitos de Deus. Capacitarei meus seguidores a porem de lado o memorial de Deus, o sábado do sétimo dia. Assim, mostrarei ao mundo que o dia abençoado e santificado por Deus foi mudado. Esse dia não perdurará na mente do povo. Apagarei a lembrança dele... Eu farei a observância do sétimo dia um sinal de deslealdade para com as autoridades da Terra. As leis humanas serão feitas tão rígidas que os homens e mulheres não ousarão observar o sábado do sétimo dia. Pelo temor de que lhes venha faltar alimento e vestuário, eles se unirão ao mundo na transgressão da lei de Deus. A Terra estará inteiramente sob meu domínio'". Profetas e Reis, p. 183.

quarta-feira, agosto 15, 2012

O descanso dominical no rastro da crise espanhola - Parte 2


O texto completo (espanhol) pode ser lido aqui.

NOTA: Todo trabalhador deve ter um dia semanal de repouso, independente de crises. É uma necessidade tão grande que o próprio Deus a prescreveu no Decálogo - "Lembra-te do dia de sábado [sétimo dia] para o santificar..." (Ex 20:8-11). O que chama a atenção na matéria acima é a argumentação usada definindo o descanso dominical como "bem comum", tese esta que capciosamente leva à violação dos direitos individuais das minorias estabelecendo, na verdade, uma tirania. É bom lembrar que a mudança da guarda do sétimo dia para o domingo foi feita pela Igreja Católica sem nenhuma autorização das Escrituras. O sábado bíblico continua como preceito divino ainda hoje. "E abençoou Deus o dia sétimo." (Gn 2:3) - na teologia bíblica, quando Deus abençoa algo, a benção é para sempre! (2Sm 7:29; 1Cr 17:27).

quarta-feira, julho 18, 2012

O descanso dominical no rastro da crise espanhola

O cardeal arcebispo de Madri e presidente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Antonio María Rouco Varela, pediu ao judiciário do país que facilite e busque o descanso dominical das famílias que agora está ameaçado devido a liberalização total de horários para o comércio vigente na Comunidade de Madri desde o final de 2011.

"Da liberdade se pode fazer um uso muito distinto, muito variado, neste assunto que se refere a família e o descanso semanal, creio que o judiciário tem que facilitar e procurar esse descanso".



Fonte: La Vanguardia 


NOTA: É apenas uma amostra de como uma crise econômica pode acelerar a discussão pública sobre a Lei Dominical. A crise gera medidas por parte dos governos para aumentar o comércio que acaba provocando reação por parte da Igreja Católica em defesa da manutenção de leis civis para o descanso dominical. Esta realidade é ainda mais fácil de ocorrer nos países onde Roma mantém sua influência sobre o governo local.

quinta-feira, julho 12, 2012

Os bastidores na crise da União Européia

[Texto escrito em 19 de abril de 2012 por Ellen Brown, autora do livro The Web of Debt]

O golpe da Goldman Sachs que falhou na América está quase a ter êxito na Europa – um salvamento permanente, irrevogável e incontestável para os bancos que é financiado pelos contribuintes.

Em setembro de 2008 Henry Paulson, antigo presidente da Goldman Sachs, conseguiu extorquir do Congresso [norte-americano] um salvamento bancário de US$700 bilhões. Mas para ter êxito nisso ele precisou cair de joelhos e ameaçar de colapso todo o sistema financeiro global e ainda a imposição de lei marcial. E o salvamento era um caso pontual a ser efectuado só uma vez. O pedido de Paulson de um fundo de salvamento permanente – Troubled Asset Relief Program ou TARP – teve a oposição do Congresso e acabou por ser rejeitado.

Em dezembro de 2011, o presidente do Banco Central Europeu [BCE], Mario Draghi, antigo vice-presidente da Goldman Sachs Europe, conseguiu aprovar um salvamento de 500 bilhões de euros para bancos europeus sem pedir permissão a ninguém. E em Janeiro de 2012, um programa de financiamento permanente de resgates, chamado Mecanismo de Estabilidade Europeia (MEE), foi aprovado na calada da noite mal sendo mencionado pela imprensa. O MEE impõe uma dívida ilimitada a governos membros da UE, colocando os contribuintes no anzol para seja o que for que venha a ser exigido pelos eurocratas supervisores do MEE.

O golpe dos banqueiros triunfou na Europa aparentemente sem um combate. O MEE é encorajado pelos governos da eurozona, pelos seus credores e igualmente pelo "mercado", porque significa que investidores continuarão a comprar dívida soberana. Tudo é sacrificado aos pedidos dos credores, porque de que outro lugar o dinheiro pode ser obtido para manter a flutuar as dividas paralisantes dos governos da eurozona?

Há uma outra alternativa à escravidão da dívida para com os bancos. Mas, em primeiro lugar, um olhar mais atento ao ventre abominável do MEE e à silenciosa tomada do BCE pelo Goldman.

O lado escuro do MEE

O MEE é um organismo de resgate permanente destinado a substituir tanto o European Financial Stability Facility como o European Financial Stabilization Mechanism, ambos temporários, assim que Estados Membros representando 90% dos compromissos de capital o houverem ratificado, o que se espera acontecer em Julho de 2012. Um vídeo do YouTube de Dezembro de 2011 intitulado "A chocante verdade do iminente colapso da UE" , apresentado originalmente em alemão, faz revelações sobre o MEE que vale a pena aqui citar extensamente. O vídeo afirma:

A UE está a planear um novo tratado chamado Mecanismo Europeu de Estabilidade, ou MEE: um tratado de dívida. ... O stock de capital autorizado será de 700 bilhões de euros. Pergunta: por que 700 bilhões? [Provável resposta: ele simplesmente imitou os US$700 bilhões que o Congresso dos EUA comprou em 2009].
[Artigo 9º] "... Membros do MEE por este instrumento irrevogavelmente e incondicionalmente comprometem-se a pagar a pedido qualquer chamada de capital que se lhes faça ... dentro de sete dias após a recepção do pedido". ... Se o MEE precisar dinheiro, temos sete dias para pagar. ... Mas o que significa "irrevogavelmente e incondicionalmente"? O que acontece se tivermos um novo parlamento que não queira transferir dinheiro para o MEE? ...
[Artigo 10º] "O Conselho de Governadores pode decidir mudar o capital autorizado e emendar o Artigo 8 ... correspondentemente". Pergunta: ... 700 bilhões é só o começo? O MEE pode aumentar o fundo tanto quanto quiser, em qualquer momento que quiser? E a nós então seria exigido sob o Artigo 9 que pagássemos irrevogavelmente e incondicionalmente?
[Artigo 27, linhas 2-3]: "O MEE, sua propriedade, recursos financeiros e activos ... desfrutará de imunidade em relação a toda forma de processo judicial ..." Pergunta: Então o programa MEE pode processar-nos, mas nós não podemos contestá-lo em tribunal?
[Artigo 27, linha 4]: "A propriedade, recursos financeiros e activos do MEE ... será imune a investigação, requisição, confisco, expropriação ou qualquer outra forma de captura, tomada ou arresto por acção executiva, judicial, administrativa ou legislativa". Pergunta: Isto significa que nem os nossos governos nem os nossos legisladores, nem qualquer das nossas leis democráticas têm qualquer efeito sobre a organização do MEE? Isto é um tratado bastante poderoso!
[Artigo 30]: "Governadores, governadores suplentes, directores, directores suplentes, o director administrativo e os membros da equipe serão imunes a processos legais em relação a actos por eles desempenhados ... e desfrutarão de inviolabilidade em relação aos seus papéis e documentos oficiais". Pergunta: Então alguém envolvido no MEE está fora do anzol? Eles não podem ser responsabilizados por qualquer coisa? ... O tratado estabelece uma nova organização intergovernamental para a qual nos é exigido transferir activos ilimitados dentro de sete dias a simples pedido, a uma organização que pode processar-nos mas é imune a todas as formas de processo e cujos administradores desfrutam da mesma imunidade. Não há revisores independentes e não existem leis a aplicar? Os governos não podem efectuar acções contra ele? Orçamentos nacionais nas mãos de uma única organização inter-governamental não eleita? Será isso o futuro da Europa? Será isso a nova UE – uma Europa destituída de democracias soberanas?
O polvo Goldman captura o BCE

Em Novembro último, sem fanfarras e mal notado pela imprensa, Mario Draghi, o antigo executivo da Goldman, substituiu Jean-Claude Trichet como governador do BCE. Draghi não perdeu tempo a fazer para os bancos o que o BCE se havia recusado a fazer para os seus governos membros – despejar dinheiro sobre eles a taxas muito baratas. O bloguista francês Simon Thorpe informa:
Em 21 de Dezembro, o BCE "emprestou" 489 bilhões de euros a bancos europeus à taxa extremamente generosa de apenas 1% em três anos. Digo "emprestou", mas na realidade eles apenas puseram as impressoras a funcionar. O BCE não tem esse dinheiro para emprestar. É Quantitative Easing mais uma vez.
O dinheiro foi devorado de forma virtualmente instantânea por um total de 523 bancos. É a loucura completa. O BCE espera que os bancos venham a fazer algo útil com ele – como emprestar o dinheiro aos gregos, os quais estão actualmente a pagar 18% nos mercados de títulos para obterem dinheiro. Mas não há absolutamente nenhumas condições adstritas. Se os bancos decidirem pagar bónus com o dinheiro, tudo bem. Ou podem simplesmente transferir todo o dinheiro para paraísos fiscais.

A juros de 18%, a dívida duplica em apenas quatro anos. É este oneroso fardo de juros, não a própria dívida, que está a paralisar a Grécia e outros países devedores. Thorpe propõe a solução óbvia:
Por que não emprestar o dinheiro directamente para o governo grego? Ou para o governo português, actualmente tendo de contrair empréstimos a 11,9%? Ou ao governo húngaro, actualmente a pagar 8,53%? Ou ao governo irlandês agora a pagar 8,51%? Ou ao governo italiano, o qual está a pagar 7,06%?

A objecção de reserva àquela alternativa é que o Artigo 123 do Tratado de Lisboa impede o BCE de emprestar a governos. Mas Thorpe raciocina:
O meu entendimento é que o Artigo 123 está ali para impedir governos eleitos de abusarem de Bancos Centrais ordenando-lhes que imprimam dinheiro para financiar gastos excessivos. Essa, dizem-nos, é a razão porque o BCE tem de ser independente de governos. OK. Mas o que temos agora é um milhão de vezes pior. O BCE está agora totalmente nas mãos do sector bancário. "Queremos 500 bilhões de dinheiro realmente barato!!" dizem eles. OK, não há problema. Mário está aqui para acertar isso. E não é preciso consultar ninguém. No momento em que o BCE fez o anúncio, o dinheiro já havia desaparecido.

Se o BCE estivesse a trabalhar pelo menos sob a supervisão de governos eleitos teríamos alguma influência quando elegemos aqueles governos. Mas o grupo que agora tem as suas mãos encardidas nos instrumentos de poder agora está totalmente fora de controle.

A Goldman Sachs e os tecnocratas financeiros apossaram-se do navio europeu. A democracia saiu pela janela, tudo em nome da manutenção do banco central independente de "abusos" de governos. Mas o governo é o povo – ou deveria ser. Um governo eleito democraticamente representa o povo. Os europeus estão a ser ludibriados para abrir mão da sua querida democracia em favor de um perigoso banco de piratas financeiros, e o resto do mundo não fica muito atrás.

Ao invés de ratificar o draconiano tratado MEE [1] , os europeus seriam mais avisados se revertessem o artigo 123 do tratado de Lisboa. Então o BCE poderia emitir crédito directamente para os seus governos membros. Alternativamente, governos da eurozona poderia restabelecer sua soberania económica pela ressurreição dos seus bancos centrais de propriedade pública e utilizá-los para emitir o crédito do país em benefício do país, efectivamente isento de juro. Isto não é uma ideia nova mas historicamente tem sido utilizada com muito bom efeito, na Austrália por exemplo através do Commonwealth Bank of Australia e no Canadá através do Bank of Canada .

Hoje a emissão de dinheiro e crédito tornou-se direito privado de rentistas vampiros, os quais estão a utilizá-lo para extrair o sangue vital de economias. Este direito precisa ser devolvido a governos soberanos. O crédito deveria ser um serviço público (public utility), distribuído e administrado para o benefício do povo.

[1] O parlamento português ratificou o Tratado do MEE em 13/Abril/2012, com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS.

[E o Senado alemão ratificou o MEE em 29/junho/2012]

Fonte: Global Research

NOTA: Os jesuítas e os "mercadores da Terra" (banqueiros ocultistas) querem levar o mundo ao caos total para que a supremacia mundial do Vaticano seja restaurada. Do meio do caos completo o bispo de Roma sairá como líder mundial reconhecido. E o sinal do poder de Roma (a guarda do domingo em oposição ao sábado do sétimo dia bíblico) será imposto ao mundo. É o fim de tudo...

Observe que desde o Tratado de Lisboa já estavam resguardadas a soberania e a responsabilidade financeira de cada Estado-Membro evitando assim que futuros problemas de risco moral provocassem qualquer tipo de intervenção. E tudo isso foi engenhosamente burlado:

Art. 125 - A União não é responsável por ou assumir os compromissos dos governos centrais, regionais, locais ou outras autoridades públicas, outros organismos de direito público ou empresas públicas de qualquer Estado-Membro, sem prejuízo das garantias financeiras mútuas para a execução conjunta de projeto específico. Um Estado-Membro [também] não será responsável por ou assumir os compromissos dos governos centrais, regionais, locais ou outras autoridades públicas, outros organismos de direito público ou empresas públicas de outro Estado-Membro, sem prejuízo das garantias financeiras mútuas para a execução conjunta de um projeto específico.

sexta-feira, junho 15, 2012

Deputado da UE compara o euro ao Titanic

Nigel Farage - Parlamento Europeu
13 de junho de 2012
“O quarto país, a Espanha, é resgatado, e todos nós sabemos evidentemente que não será o último”
“Perguntei-me durante o fim de semana se deixei escapar algo: porque o primeiro ministro [da Espanha], Rajoy, levantou-se e disse: 'Este resgate mostra o êxito que está tendo a eurozona'”.

“E tendo-o escutado durante as duas semanas anteriores dizendo que não havia resgate para a Espanha, tenho a sensação depois de todas essas reviravoltas que houve, de que [Rajoy] é o líder mais incompetente de toda a Europa. E isso não é pouco a causa da 'forte competência' que tem. De fato, cada uma de suas previsões tem sido equivocada, sem falar do estimado Herman Van Rompuy [presidente da Comissão Européia]: a última vez que esteve nesta casa pediu-nos para abrir as garrafas de champagne, que a crise do euro havia acabado, e desde então não voltou mais por aqui”

“Lembro-me quando estava aqui há dez anos, ouvindo sobre a Agenda de Lisboa, nos disseram que com o euro teríamos pleno emprego, e que a Europa seria o dinâmico e competitivo motor do mundo”.

“Sob qualquer critério objetivo, o euro fracassou. E, de fato, há um iminente desastre”.

“E este acordo [o resgate da Espanha] piora as coisas, em vez de melhorá-las”.

“100 bilhões de euros foram postos a disposição do sistema bancário espanhol. E 20% desse dinheiro tem que sair da Itália. E cumprindo o acordo, os italianos tem que emprestar aos bancos espanhóis a 3% de juros. Porém, para eles mesmos terem como emprestar, primeiro devem endividar-se no mercado a 7% de juros. É genial este acordo, não acha? Realmente brilhante! De maneira que ao final o que fazemos com este tipo de acordo, como o da Espanha, é levar outros países - como a Itália - a resgatarem-se a si mesmos".

“E além disso, aumentamos em 10% o déficit da Espanha. E lhes digo, e qualquer banqueiro lhes diria o mesmo, esses 100 bilhões de euros não resolvem o problema espanhol. Seriam necessários mais 400 bilhões”.

“E com a Grécia na corda bamba, pensando em sair do euro, o 'poderoso' Banco Central Europeu já era. Tem um rombo de 444 bilhões de euros emprestados aos países resgatados. E para recuperar isso, necessita que devolvam essa quantia Portugal, Irlanda, Espanha, Grécia, Itália… E como farão esse milagre?”

“É um fracasso total. Este navio - o Euro-Titanic - lançou-se contra um iceberg, e por desgraça não há suficientes botes salva-vidas”.

terça-feira, junho 12, 2012

Ajuda à Espanha é um passo para união bancária

O pacote de ajuda de até € 100 bilhões (US$ 125 bilhões) para os bancos da Espanha é apenas o primeiro passo em direção a uma união bancária na zona do euro, afirmou nesta terça-feira o ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici.

Moscovici disse que os eventos das próximas semanas, incluindo as eleições legislativas na Grécia e na França na semana que vem e a cúpula de líderes europeus no final de junho, serão decisivas para o futuro da Europa.

"O que nós fizemos para a Espanha foi uma ação convincente, mas ainda precisamos ir mais longe", disse o ministro à rádio Europe 1.

"Este é o momento em que os europeus têm que definir as bases para definitivamente consolidar o euro em termos políticos, orçamentários e sociais", acrescentou ele.

O presidente socialista da França, François Hollande, que assumiu o gabinete no mês passado, demonstrou o apoio do país por uma "união bancária" na Europa, o que criaria um regulador financeiro comum, uma garantia única de depósito e um fundo de capitalização para os bancos.

Hollande é mais aberto à ideia de ceder soberania a instituições europeias a fim de proteger o euro do que seu predecessor conservador Nicolas Sarkozy, mas enfrenta uma luta difícil para convencer os franceses, muitos dos quais estão insatisfeitos com os grandes custos dos resgates e o alto desemprego.

Fonte: Folha de São Paulo

NOTA: "Consolidação política" do euro é o mesmo que "cimentar a união política" da Europa. Desde a implantação do euro esse é o objetivo final. A profecia de Daniel 2 já revelou que esse objetivo jamais seria alcançado até a Volta de Jesus...

terça-feira, março 20, 2012

A discussão da guarda do domingo chega no contexto das Olimpíadas de Londres

Os líderes da Igreja [no Reino Unido] temem que as leis que regulam o comércio aos domingos possam ser permanentemente desfeitas pela porta dos fundos, após uma suspensão "emergencial" para as Olimpíadas 2012. De acordo com a Lei de Negócios de 1994, as lojas maiores que 915 metros quadrados só podem operar na Inglaterra e em Príncipe de Gales durante seis horas contínuas entre as 10:00 h e as 18:00 h aos domingos.

Ontem [19] George Osborne, o Chanceler do Tesouro, confirmou no programa Show de Marr Andrew (BBC) que a lei teria de ser alterada em tempo de permitir que as lojas das Olimpíadas permaneçam abertas, junto com shopping centers e supermercados de todo o país.

"Temos todo o mundo chegando a Londres - e no resto do país - para as Olimpíadas. Seria uma grande vergonha se o país tivesse um sinal fechado para o comércio aos domingos - principalmente quando alguns dos grandes eventos olímpicos acontecerão aos domingos"

Quando pressionado, o Sr. Osborne se recusou a descartar uma extensão permanente do horário de comércio aos domingos, dizendo: "Tudo o que eu estou propondo no momento é que façamos isso para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos".

De acordo com a mudança, que deverá ser forçada a passar através do Parlamento antes da Páscoa sem o período de consulta padrão, a regra de seis horas para os domingos será removida durante oito semanas durante o verão.
A igreja da Inglaterra não se oporá mais à abertura durante os Jogos Olímpicos, e alguns membros do clero vão até cancelar os cultos de domingo para que eles não coincidam com grandes eventos esportivos.
Mas o Deão de Southwark, o Reverendo Andrew Nunn afirmou: "Sempre que algo assim acontece, há a suspeita de que esta poderia ser uma maneira de começar uma mudança permanente. Eu posso entender o por quê eles estão pensando em fazê-lo para o período das Olimpíadas, mas estou preocupado com o futuro".
O Dr. Chris Sugden, secretário-executivo da Igreja Anglicana, disse: "É óbvio que este é um teste para ver se pode estendê-lo. Ele justamente rompe esse tempo regular, onde as pessoas podem ficar juntas".
O Reverendo Sally Hitchiner, pároco de São João, distrito de Ealing, acrescentou: "Estamos preocupados no que poderia tornar-se um precedente, que poderia perder um pouco da especialidade de domingo. O domingo deve ser um momento para os relacionamentos, deve haver um momento para se colocar limites sobre o consumismo, então você pode ir ao parque e jogar futebol com as crianças, e tomar o café-da-manhã tranquilo na cama".
Um porta-voz da Igreja da Inglaterra disse: "É compreensível que um regime especial seja criado de várias maneiras quando o país acolhe os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Contudo, a Igreja da Inglaterra iria fortemente se opor a quaisquer outras tentativas de corroer a natureza especial do domingo, que a legislação ainda reflete".
"Acreditamos que para a estabilidade da família e da vida comunitária, tantas pessoas quanto possível, devem ter a possibilidade de um dia comum de folga a cada semana. O impacto negativo potencial sobre a saúde dos trabalhadores, e em pequenos varejistas, superam quaisquer benefícios potenciais de uma maior desregulamentação".
Fonte: The Telegraph 

NOTA: Interessante como a Inglaterra (única grande economia da Europa que não faz parte da união monetária européia) aproveitou o contexto das Olimpíadas para colocar em evidência a guarda do domingo na mídia, uma vez que os demais países da União Européia já têm feito isso explicitamente. Todos países da Europa unidos no mesmo propósito em conferir homenagem ao Vaticano através da guarda do domingo... É o fim dos tempos... 

terça-feira, março 13, 2012

Campanha pelo descanso dominical obrigatório na União Européia

Conforme antecipamos no Minuto Profético, e o blog O Tempo Final veio confirmar em detalhes, a Aliança do Domingo Européia realizou no último dia 4, uma campanha junto à sociedade civil de vários países da União Européia para promover o descanso dominical obrigatório com o apoio de sindicatos e organizações religiosas. Para os estudiosos das profecias, essa data é evocativa, pois faz lembrar a primeira Lei Dominical da história cuja contribuição acelerou o domínio da Igreja Católica entre as nações. Sem dúvida, os sinais dos tempos indicam que o mundo esta às portas da crise final quando a batalha entre o verdadeiro sábado (sétimo dia) e o falso (domingo) se tornará universal...

Na Áustria, dois montanhistas subiram ao topo de um monte onde colocaram uma cruz e mostraram um cartaz onde se lê: "Aliança para um Domingo Livre".

Na Itália, vários sindicatos se uniram à campanha, tendo como lema "O domingo não tem preço".


Na Espanha, organizações católicas também demonstraram seu apoio à campanha, declarando que o domingo tem mais importância para o desenvolvimento espiritual do que os outros dias da semana.


Na Polônia, um cartaz tem como inscrição central: "Não faça compras aos domingos".


E ainda um outro cartaz onde aparece uma criança que vê sua mãe pela TV e diz em tom de lamentação: "Hoje é domingo e a mamãe está trabalhando".


Na Hungria, um cartaz escrito em inglês diz: "Parem o trabalho aos domingos".


Na França, um cartaz traz a seguinte inscrição na parte superior: "Trabalho aos domingos - a FO (sindicato Força do Trabalho) não empurra (estimula)". E a inscrição no centro: "A defesa do descanso dominical é a defesa do emprego".


Um outro cartaz também apela aos valores familiares. Abaixo da pergunta "Abertura das lojas aos domingos?", uma criança com seu bolo de aniversário vê os pais saírem e pergunta: "Onde vocês vão?", ao que os pais respondem: "Trabalhar!". E a inscrição na parte inferior: "Defesa do descanso dominical: é uma questão de todos!"




quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Domingo sem trabalho

Em tempos de crise financeira e econômica, quando mais e mais direitos sociais e empregos estão sob pressão, o "Domingo sem trabalho" é uma demonstração clara e visível que as pessoas e as nossas sociedades não são somente dependentes do trabalho e da economia.

Acreditamos que todos os cidadãos da União Européia têm direito a beneficiar-se de horários de trabalho decentes que, por uma questão de princípio, exclui trabalhar altas horas da noite, a noite toda, nos feriados ou aos domingos. Somente os serviços essenciais devem funcionar aos domingos.

Hoje, a legislação e as práticas já em vigor na UE e nos Estados-Membros precisam ser mais protetoras da saúde, segurança e dignidade de todos e deveriam mais assertivamente promover a conciliação da vida profissional e familiar. Acreditamos que a coesão social para a cidadania européia deveria ser reforçada.

Portanto, a Aliança convida todos os membros, os defensores e todos os cidadãos para tornar visível nossa necessidade comum no domingo 4 de março de 2012!

Há Alianças do Domingo em alguns Estados-Membros da UE as quais possuem essa tradição por vários anos. Qualquer ação ou discussão política que você desejar organizar caberá a cada organização decidir. A visibilidade deste Domingo especial não dependerá apenas de um "grande evento", mas também de idéias e projetos inovadores que reflitam a cultura local e as tradições da UE. E essa ideia de um Dia Europeu ligado a um Domingo sem trabalho pode crescer a cada ano.

Fonte: European Sunday Alliance 


NOTA: "Muitos há, mesmo entre os que se empenham neste movimento em favor da imposição do domingo, que se acham cegos aos resultados que virão após essa ação. Não vêem que golpeiam diretamente a liberdade religiosa. Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo. Qualquer movimento em favor da legislação religiosa é realmente um ato de concessão ao papado, que por tantos séculos tem constantemente guerreado contra a liberdade de consciência. A observância do domingo deve sua existência como assim chamada instituição cristã, ao 'mistério da iniquidade'; e sua imposição será o virtual reconhecimento dos princípios que são a pedra angular do catolicismo". Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 711.

domingo, janeiro 29, 2012

Relator chefe do ACTA renuncia afirmando que o acordo é uma farsa

Kader Arif, o relator do ACTA ao Parlamento Europeu, decidiu demitir-se da sua missão crucial para a ratificação do acordo anti-contrafacção. Foi a assinatura do acordo pela União Europeia em Tóquio nesta quinta-feira [26] que motivou a sua decisão.


"A Comissão Europeia assinou hoje [26] , em nome da União Europeia, o acordo comercial anti-contrafacção, ACTA. Gostaria de denunciar todo o processo que levou à assinatura deste acordo: não há participação da sociedade civil, faltou transparência desde o início das negociações, ocorreram sucessivos adiamentos da assinatura do texto sem que nenhuma explicação fosse dada, deixando de lado as reivindicações do Parlamento Europeu expressas em diversas resoluções desta assembléia.


"Como relator deste texto, enfrentei manobras sem precedentes da direita deste Parlamento para impor um cronograma acelerado para passar o acordo o mais rapidamente possível antes que a opinião publica pudesse ser alertada, privando na verdade, o Parlamento Europeu do seu direito de expressão e das suas ferramentas à disposição para levar as legítimas reivindicações aos cidadãos.


"No entanto, todos sabemos, o acordo ACTA causa problemas, seja no seu impacto sobre as liberdades civis, nas responsabilidades que impõe aos fornecedores de acesso à Internet, na fabricação de medicamentos genéricos ou na pouca proteção que oferece às nossas indicações geográficas.


"Este acordo poderá ter consequências importantes na vida de nossos cidadãos, e no entanto tudo é feito para que o Parlamento Europeu não tenha voz neste capitulo. Então, hoje, na apresentação deste relatório a meu cargo, gostaria de enviar um forte sinal e alertar o público sobre esta situação inaceitável. Eu não vou participar desta farsa".


Fonte: Numerama

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Acordo comercial suspeito é assinado por 32 países

No dia 26 de janeiro de 2012, representantes de 22 Estados-Membros da UE e da Comissão Europeia assinaram, em Tóquio, o Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA) mas para entrar em vigor, o Acordo tem de ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Quais são os próximos passos?

O objetivo do Acordo ACTA, a celebrar entre a UE, os EUA, a Austrália, o Canadá, o Japão, México, Marrocos, Nova Zelândia, Singapura, Coreia do Sul e Suíça, é o de reforçar o cumprimento da legislação de propriedade intelectual, incluindo os direitos em linha, e ajudar a combater a contrafação e a pirataria de bens como artigos de luxo, música e filmes.

A Comissão Europeia publicou a sua última proposta no dia 24 de Junho de 2011 e quando o dossiê foi transferido para o Parlamento Europeu, ficou decidio que o órgão parlamentar responsável seria a comissão do comércio internacional, com o parecer de mais quatro comissões parlamentares - comissão do desenvolvimento, comissão da indústria, investigação e energia, comissão dos assuntos jurídicos e comissão das liberdades cívicas, justiça e assuntos internos.

Durante este processo, o Parlamento Europeu, as comissões parlamentares e os seus serviços irão organizar audições públicas e seminários com peritos, representantes da sociedade civil e outras partes envolvidas, para que todas as opiniões possam ser ouvidas e consideradas.

Fonte: Parlamento Europeu



quarta-feira, janeiro 11, 2012

Ex-alunos jesuítas em cargos de liderança na UE

Alguns viram um sinal de esperança em meio à situação européia: Herman Van Rompuy (Presidente do Conselho Europeu), Mario Draghi (Presidente do Banco Central Europeu) e Mario Monti (novo Primeiro-Ministro italiano) formam parte do grupo que busca uma solução para a crise na Europa. Em um recente discurso, Herman Van Rompuy lembrou que "os três" estudaram em instituições jesuítas: 


"Os dois colegas tecnocratas concordam comigo em uma interpretação humana da economia de mercado: Uma idéia que eu tenho sempre sustentado. Também compartilhamos a visão econômica global proposta pelo papa Bento XVI na encíclica Caritas in veritate". 


O fato de que os espanhóis acabaram de eleger outro ex-aluno, Mariano Rajoy, como primeiro-ministro, faz com que o grupo mais extremista [da Igreja Católica] fale de uma predominância da influência dos Jesuítas na Europa, embora não esteja claro o que eles querem dizer (AMDG ).
Fonte: SJWeb 


NOTA: O que pode se esperar de uma instituição e daqueles que por ela são ensinados, cujo principal objetivo seja restaurar a supremacia mundial do Vaticano, e cujo lema seja "os fins justificam os meios"? Resposta: apenas uma coisa - o cumprimento da profecia de apocalipse 13:15-17!!!


Quem viver verá...

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Grécia enfrenta risco de calote descontrolado

O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, advertiu na [última] quarta-feira à noite em reunião com os sindicatos das empresas e dos trabalhadores que a Grécia enfrenta a possibilidade de quebra nos próximos três meses se não chegar a um acordo financeiro com os financiadores. Pela transcrição de seu discurso para os representantes dos agentes sociais do país, divulgado pela agência "AMNA", o chefe de Governo precisou que sem esse acordo e as subsequentes ajudas financeiras "a Grécia enfrenta o risco imediato de um calote descontrolado em março". 

Diante desse cenário, Papademos destacou a importância de os sindicatos dos trabalhadores e os das empresas chegarem a um acordo para reduzir os custos salariais no setor privado. "Temos de renunciar um pouco para não perder muito", justificou o ex-chefe do Banco Central da Grécia, quem assumiu as rédeas do Governo de união nacional em novembro em meio a pior crise econômica e financeira da história do país.


"Se nas próximas semanas não dermos os passos necessários, se não convencermos de que estamos dispostos a dar passos decisivos para sair da crise, nossa avaliação será negativa", ressaltou. Os representantes do grupo de ajuda à Grécia, composto pelo Banco Central Europeu (BCE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia, devem chegar a Atenas em 15 de janeiro. 


Os sindicatos já rejeitaram qualquer possibilidade de reduzir mais uma vez os salários do setor privado. O presidente da Confederação Geral do Trabalho, Yannis Panagopoulos, exigiu nesta quinta-feira em declarações a uma rádio que não interfira no acordo salarial assinado com o sindicato patronal há meses e questionou: "para que serve estarmos na zona de euro se temos salários de fome". 


A patronal também não quer a redução do salário mínimo, mas aceita que é preciso chegar a um acordo para reduzir o custo salarial médio para as empresas. Por isso, o presidente da Associação de Empresas e Indústrias, Dimitris Daskalopoulos, convidou os agentes sociais para uma reunião em 9 de janeiro, para chegar a um acordo sobre a redução do custo de trabalho sem redução do salário mínimo [...] 

Fonte: IG

quinta-feira, dezembro 01, 2011

O euro com os dias contados

A zona euro continua a caminhar a passos largos para o fim. Depois das feridas abertas na periferia, os estragos da crise chegaram finalmente ao coração da moeda única: Itália e Espanha estão à beira do colapso e Roma já terá inclusive pedido ao FMI para preparar um plano de ajuda, no valor de 600 mil milhões de euros. Se qualquer uma das duas economias seguir o caminho de Grécia, Irlanda e Portugal, a Europa a 17 colapsa - isso mesmo já foi admitido por Merkel e Sarkozy. Por isso, há quem já não acredite de todo num final feliz: a revista The Economist dá apenas algumas semanas de vida ao euro.

A notícia foi avançada ontem [27] pelo diário italiano La Stampa: o FMI já está a preparar um plano de ajuda externa para Itália, até 600 mil milhões de euros. Recorde-se que, na sexta-feira, a Reuters avançou que Espanha também já estaria a ponderar pedir ajuda externa, algo que o novo governo de direita espanhol desmentiu de imediato. No que toca a Itália, ninguém desmentiu a notícia.

A concretizar-se, o empréstimo internacional daria uma "janela" de 12 a 18 meses a Roma para implementar os cortes orçamentais urgentes e as reformas de estímulo à economia necessários - o novo primeiro-ministro, Mario Monti, apresenta as primeira medidas de austeridade a 5 de Dezembro -, "aliviando as necessidade de refinanciamento da dívida", escreve o La Stampa.

Dos países europeus, Itália é quem tem o seu plano de financiamento mais atrasado este ano, tendo executado até ao momento 89% do mesmo. E o facto de se encontrar estagnada, aliado aos 1,9 biliões de euros de dívida pública (120% do seu PIB), está a fazer com que os investidores apostem forte num pedido de resgate.

O problema é que ajudar Itália - que representa 17% da economia do euro - custa, por si só, mais do que resgatar Grécia, Irlanda e Portugal juntos - as três economias valem 6% da moeda única. Ou seja, a magnitude de um eventual resgate torna muito difícil a sua concretização. Nesse sentido, nem o FMI tem meios para ajudar Itália por si só: o plano de resgate andará sempre em torno dos 600 mil milhões de euros e as reservas do Fundo não chegam aos 400 mil milhões. Por isso, estão a ser estudadas várias hipóteses, incluindo uma acção conjunta com o BCE, acrescenta o jornal italiano.

Perante a urgência da situação, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy estão a trabalhar num novo Pacto de Estabilidade e Crescimento, que promova maior integração política, retire poder aos Estados-membros e aumente a força do BCE. É o reconhecimento da chanceler alemã e do presidente francês de que não conseguem contrariar os mercados, que há muito pedem o fim do euro. Mas não pedem que o euro acabe e cada país volte à sua moeda, pedem sim o fim do euro como ele é: uma união monetária sem união política. E agora, com o coração do euro a sofrer o impacto da crise - "se existe um problema em Itália, é o coração da zona euro que é afectado", disse o porta-voz da presidência francesa -, Merkel e Sarkozy admitem finalmente a urgência de reforma da moeda única.

Mas pode já ser tarde. De acordo com a The Economist, o euro tem apenas algumas semanas de vida. "A crise na zona euro está a provocar o pânico. O risco de a moeda única se desintegrar dentro de semanas é altamente alarmante", escreve a revista britânica, que acrescenta que a crise já alastrou "da periferia vulnerável da zona euro para os países ‘core' [do centro]" e que "existem sinais de que a economia da zona euro está a caminhar para uma recessão". Por isso, conclui: "Agora é provável uma calamidade ainda maior. A intensificação das pressões financeiras aumenta as probabilidades de um ‘default' desordeiro de um país, uma corrida aos depósitos dos bancos ou uma revolta contra a austeridade, que marcaria o início do fim da zona euro".

Fonte: Diário Económico

quinta-feira, novembro 17, 2011

Ministério da Fazenda espanhol quer reduzir o pagamento em dinheiro vivo

Os Técnicos do Ministério da Fazenda [Espanha] (GESTHA) estimam que a medida proposta pelo candidato socialista, Alfredo Pérez Rubalcaba, de proibir o pagamento em dinheiro vivo de faturas de mais de 3.000 euros para lutar contra a fraude, permitiria diminuir a taxa da economia informal em 5,1 pontos, de 23,3% atual (uma redução em termos percentuais de 21,9%), o que implica uma arrecadação adicional de uns 19,66 milhões de euros anuais [...]
Os Técnicos recordam que os governos da Grécia e da Itália aprovaram recentemente medidas semelhantes para reduzir a elevada economia informal em seus países. Assim, a Grécia proibiu as transações em dinheiro vivo superiores aos 1.500 euros a partir de janeiro de 2011. A Itália, por sua vez, anunciou que vai conter a evasão de impostos generalizada declarando ilegais as transações em dinheiro vivo de mais de 5.000 euros, reduzindo o limite atual de 12.500 euros - as grandes fortunas pediam que o limite fosse de apenas 300 euros. Igualmente, a Assembléia Nacional da França defende a proibição de pagamentos em dinheiro vivo acima de 3.000 euros para as pessoas e acima de 1.100 euros para os comerciantes [...]

Os Técnicos da Fazenda lembram também que na Espanha as notas de 500, o instrumento preferido pelos fraudadores para realizar negócios à margem do Fisco, representam 73,15% do dinheiro total em circulação, mais que o dobro da média da Eurozona (33,54%), e junto com as notas de 200, as notas grandes equivalem a 78,05% do dinheiro total em circulação na Espanha [...]
Fonte: Libre Mercado

NOTA: Já era esperado que no meio da crise financeira (das outras crises também) surgissem medidas prometendo mais segurança e salvação para o sistema, mas que no fundo contribuíssem para trazer MAIS CONTROLE SOBRE A POPULAÇÃO. As mudanças estão acontecendo rapidamente diante de nossos olhos e o poder opressor da Babilônia logo será sentido, proibindo aqueles que não concordarem com a adoração do sol (guarda do SUN-DAY) de comprar e vender (Ap 13:16 e 17). Quem viver verá...

quarta-feira, novembro 16, 2011

Três crises e a supremacia da Babilônia

A Babilônia moderna - o movimento religioso inspirado na antiga religião de mistério da Babilônia - está preparando o mundo para a chegada do anticristo. Em especial, três "crises" estão contribuindo para acelerar esse processo e  para provocar o caos e a desestabilização social da atual ordem mundial e, consequentemente, a implantação de uma "Nova Ordem". Com uma paternidade comum, essas três "crises" foram geradas (ou forjadas) e cresceram lentamente alcançando no estágio atual a sua maioridade - graças também à cumplicidade da mídia. A necessidade de "criar" um inimigo comum é sociologicamente fácil de se entender: O status quo é mantido pela submissão a uma sociedade e a seus valores. A submissão requer uma causa; e uma causa requer um inimigo. E melhor ainda se forem três:


1) Guerra contra o terrorismo: atingiu seu clímax com o 11 de setembro. Segundo o historiador Michael Scheuer que trabalhou para a CIA por vinte anos, "o maior inimigo dos EUA - o islã radical - nunca existiu, nem quando Bin Laden estava vivo nem agora". Os EUA tornaram-se mais tarde alvo de extremistas devido sua política externa expansionista e exploradora.

2) Crise ambiental: batizada de mudanças climáticas ou aquecimento global, atingiu seu clímax em 2007 com a divulgação do relatório da ONU (IPCC). Centenas de cientistas têm questionado a premissa básica desta "crise": que o homem é o culpado pelo aquecimento global.

3) Crise financeira: atingiu seu clímax atualmente com a crise na Europa, depois de ter feito vítimas também nos EUA (2008). Devido a intensidade com que está atingindo alguns países da União Européia, especialistas afirmam que pode provocar um "apocalipse econômico". Da mesma forma que as outras "crises", esta também é manipulada pela elite ocultista mundial (a serviço do Vaticano) - os donos dos grandes bancos centrais do mundo e detentores do poder especulativo do mercado. Note que no Apocalipse eles são chamados de "mercadores da terra" (18:3, 11, 15 e 23).

Essas três crises estão levando o mundo à máxima centralização do poder político-econômico-religioso, exatamente como na Babilônia antiga. Prova disso e também do envolvimento do Vaticano neste objetivo foi a recente defesa do próprio Vaticano de uma "autoridade política global" e um "Banco Central Mundial" para resolver o problema da crise financeira. "Solução" idêntica àquela defendida pela mídia secular (controlada pela elite ocultista). Por que será?

quinta-feira, outubro 20, 2011

Deputada portuguesa apoia o descanso dominical na União Européia

Conforme destacou o blog O Tempo Final, a deputada do Partido Comunista Português, Ilda Figueiredo, declarou seu apoio explícito ao atual movimento europeu para consagrar o domingo como dia de repouso - movimento este que  já vem se intensificando desde o ano passado





"A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio, está ainda longe de ser destruída". (O Grande Conflito, p. 579).





"Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma". (O Grande Conflito, p. 579).