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sexta-feira, dezembro 06, 2013

O domingo vem ocupando o lugar do sábado do Senhor



1) "Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo... O sétimo dia é o sábado do Senhor" (Ex 20:8,10).
2) Será um sinal de união eterna entre Deus e Seu povo (Ex 31:17).
3) Quando Deus abençoa algo Ele abençoa para sempre (Gn 2:2; 1Cr 17:27)
4) Jesus é o Senhor do sábado (Mt 12:8) e não do domingo.
5) Um poder agindo contra Deus seria responsável pela mudança da Lei de Deus introduzindo a tradição dos homens (Dn 7:25).
6) Quando há conflito entre os mandamentos de Deus e a autoridade humana, sempre devemos escolher o lado de Deus (At 5:29).
7) Deus deixou uma pista para aqueles que vivessem no tempo do fim sobre qual dia deveria ser usado para adorar o Senhor (Ap 14:7): a expressão "fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas" só aparece em um outro único lugar da Bíblia - justamente no mandamento do sábado do sétimo dia (Ex 20:11).

quinta-feira, setembro 13, 2012

A mulher prostituta de apocalipse 17




"É certo que há verdadeiros cristãos na comunhão católico-romana. Milhares na dita igreja estão servindo a Deus segundo a melhor luz que possuem. Não se lhes permite acesso à Sua Palavra e, portanto, não distinguem a verdade. Nunca viram o contraste entre um verdadeiro culto prestado de coração e um conjunto de meras formas e cerimônias. Deus olha para essas almas com compadecida ternura, educadas como são em uma fé que é ilusória e não satisfaz". O Grande Conflito, p. 565.

"Saí dela, ó meu povo, para que não sejais cúmplices dos seus pecados e atingidos pelas suas pragas". Ap 18:4 (Bíblia de Jerusalém)

quarta-feira, agosto 15, 2012

O descanso dominical no rastro da crise espanhola - Parte 2


O texto completo (espanhol) pode ser lido aqui.

NOTA: Todo trabalhador deve ter um dia semanal de repouso, independente de crises. É uma necessidade tão grande que o próprio Deus a prescreveu no Decálogo - "Lembra-te do dia de sábado [sétimo dia] para o santificar..." (Ex 20:8-11). O que chama a atenção na matéria acima é a argumentação usada definindo o descanso dominical como "bem comum", tese esta que capciosamente leva à violação dos direitos individuais das minorias estabelecendo, na verdade, uma tirania. É bom lembrar que a mudança da guarda do sétimo dia para o domingo foi feita pela Igreja Católica sem nenhuma autorização das Escrituras. O sábado bíblico continua como preceito divino ainda hoje. "E abençoou Deus o dia sétimo." (Gn 2:3) - na teologia bíblica, quando Deus abençoa algo, a benção é para sempre! (2Sm 7:29; 1Cr 17:27).

domingo, março 11, 2012

A guarda do sábado e a liberdade religiosa

O programa Via Legal exibido no Brasil pelos canais TV Cultura, TV Brasil e TV Justiça, preparou uma matéria sobre os guardadores do sábado e os desafios que estudantes e profissionais do mercado enfrentam para realizarem seus objetivos. A linguagem usada na matéria, embora sendo profissional, não ficou livre da influência cultural existente em um país "católico", onde as pessoas são levadas a crer que toda doutrina religiosa é uma "imposição da igreja". Na verdade, quem já se libertou do pensamento católico sabe que a doutrina religiosa, no caso em questão a guarda do sábado, é uma questão de fé entre Deus e o crente, que envolve uma escolha pessoal, uma resposta de amor ao plano de Deus revelado nas Escrituras. A igreja não "obriga" ninguém a guardar o sábado. Quem aceita essa doutrina o faz por decisão pessoal. Feita essa ressalva, a matéria pode ser assistida aqui:


quinta-feira, janeiro 19, 2012

Procuradora pede dispensa do sábado por ser adventista


Magistrada do Ministério Público [de Portugal] quer seguir à risca a doutrina da igreja protestante. Mas o Conselho Superior de Magistraturta e o Ministério Público recusaram os pedidos que fez.
Enquanto para os católicos o domingo é o dia de descanso semanal, os adventistas do sétimo dia preferem descansar ao sábado. É o seu dia sagrado. E foi com base neste último argumento que a procuradora do Ministério Público Vera Ganhão, que professa essa crença, pediu dispensa de fazer turnos a este dia da semana. Porém, o Conselho Superior do Ministério Público negou-lhe tal pretensão, tendo a decisão sido confirmada pelo Supremo Tribunal Administrativo.
Invocando a Lei da Liberdade Religiosa, a magistrada do Ministério Público explicou que "a observância do sábado (crença 20) como dia de descanso, adoração (o culto principal ocorre ao sábado) e ministério deve começar a partir do pôr do Sol de sexta-feira até ao pôr do Sol de sábado". E que os adventistas, para respeitar o dia de descanso, "devem abster-se de todo o trabalho secular".
Fonte: Diário de Notícias, 16 de janeiro de 2012 




NOTA: Na última segunda-feira, no contexto da votação da reforma trabalhista (um disfarce para reforçar o descanso dominical) impulsionada pela crise econômica em Portugal, o sábado já aparecia em destaque na mídia... Maior evidência de quão próxima está a crise final impossível! 


"Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma". O Grande Conflito, p. 579. 


"A história se repetirá. A religião falsa será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho que não possui santidade alguma, será estabelecido como o foi a estátua de Babilônia. A todas as nações, línguas e povos se ordenará que venerem esse sábado falso". Eventos Finais, p. 134, 135. 

segunda-feira, setembro 05, 2011

Conselho Mundial de Igrejas convida a refletir sobre a criação

A partir de 1° de setembro - primeiro dia do ano na igreja ortodoxa - até 4 de outubro - a festa de São Francisco de Assis na tradição católica - as igrejas estão sendo chamadas a participar no Tempo para a Criação.

Fonte: Oikoumene

NOTA: Além do ecumenismo, o Conselho Mundial de Igrejas agora também promove o ECOmenismo - cavalo de Tróia para levantar a bandeira do descanso dominical nos quatro cantos da Terra e restaurar a supremacia mundial do Vaticano. Quem viver verá... O único memorial da criação autorizado pela Bíblia é o sábado do sétimo dia, conforme a própria Igreja Católica reconhece. Em Gênesis 2:3, é dito: "E abençoou Deus o dia sétimo". É bom lembrar que na teologia bíblica, quando Deus abençoa algo, a benção é para sempre! (2Sm 7:29; 1Cr 17:27).

sexta-feira, agosto 19, 2011

Daniel e Apocalipse

"Quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa inteiramente diferente. Ser-lhes-ão dados tais vislumbres das portas abertas do Céu que o coração e a mente se impressionarão com o caráter que todos devem desenvolver a fim de alcançar a bem-aventurança que deve ser a recompensa dos puros de coração". EGW, Testemunhos para Ministros, p. 114.

Daniel:

Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 5
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 11

O Surgimento de Alexandre
Paralelos em Daniel
O Cerimonial do Santuário Terrestre

Apocalipse:

Símbolos Proféticos
Conferências Proféticas de Albury Park
A Imagem da Besta
Bento XVI nos EUA
O Papel dos EUA na Profecia
O Bispo de Roma nos EUA
Conexão Vaticano-EUA
A Questão Básica na Crise Final
O Apocalipse e a Marca da Besta
O Grande Debate Final da História Humana

quinta-feira, julho 21, 2011

A História do Catolicismo – Parte 1

C. Mervyn Maxwell

A rapidez com que o cristianismo primitivo deslizou para a apostasia nos deixa estupefatos. A maior parte das características do catolicismo posterior estava claramente em evidência durante longo tempo antes da ascendência de Constantino em 306 d.C.

Com efeito, mesmo antes de morrerem os apóstolos as coisas estavam indo mal. João conhecia cristãos que negavam que Jesus possuía corpo humano real. Chamou-os de "anticristos" (1Jo 4:1-4). Ao examinar as primitivas igrejas cristãs na Ásia Menor, que deveriam simbolizar a igreja no decorrer de sua história, verificou que em Sardes havia apenas alguns membros "que não contaminaram as suas vestiduras" (Ap 3:4); viu que os cristãos de Tiatura estavam cometendo prostituição espiritual (Ap 2:20-22); que os de Éfeso haviam perdido o seu primeiro amor (Ap 2:4); e que os de Laodicéia eram mornos (Ap 3:15).

Judas advertiu contra cristãos faltosos que pretendiam ter uma mensagem da parte de Deus, mas que em realidade eram nuvens sem água (Judas 12). Paulo referiu-se a mestres semelhantes, que estavam minando a fé do povo e pervertendo famílias inteiras (2Tm 2:18; Tt 1:11). Na verdade, Paulo estava sendo tão apoquentado por conversos judaico-cristãos que lhe iam ao encalço pregando um evangelho de obras, que chegou a exclamar: "Acautelai-vos dos cães!" (Fp 3:2).

Assim, quando a igreja do primeiro século da era cristã é descrita como "pura" ou representada por um cavaleiro montado num cavalo branco, isso se refere à doutrina dos apóstolos ou, talvez, à relativa pureza da igreja em contraste com o mundo ao redor ou com a apostasia posterior, de desenvolvimento mais acentuado. A igreja do primeiro século, embora admirável em muitos sentidos, não era absolutamente perfeita...

(Baixe o texto completo aqui)

sexta-feira, agosto 06, 2010

Julgando o sábado em Colossenses 2:16

Este documento contem o mais completo e detalhado estudo acadêmico da frase bíblica “festas, lua nova ou sábado” em Colossenses 2:16. A maioria dos intérpretes tem argumentado que a seqüência indica festas anuais, celebrações mensais e o sábado do sétimo dia. Ron du Preez argumenta de maneira cuidadosa que o termo sábado não designa o sábado do sétimo dia nesta passagem, minando assim, seriamente, a tese prevalecente.
Dividido em duas seções principais, a parte um (capítulos 1-9) trata de assuntos de linguagem e contexto, e a segunda fornece mais evidência técnica para apoiar as conclusões tiradas. No primeiro capítulo, du Preez examina a literatura e conclui que Colossenses 2:16 tem sido usado através da história cristã para argumentar que o sábado do sétimo dia foi revogado. Isto determina sua agenda exegética. É verdade que o termo hebreu para sábado (sabbat) nunca designa os sábados cerimoniais? O autor aborda isso no capítulo 2. Ele estuda as 111 ocorrências da palavra sabbat no Antigo Testamento e observa que dessas, 94 designam o sábado do sétimo dia e 19 designam algo mais. Ele distingue esses dois grupos de textos por prestar atenção particular nos marcadores sintáticos e lingüísticos, então, ele conclui que o termo é usado para referir-se à semana, ao Dia da Expiação e aos anos sabáticos.
Du Preez também examina, no capítulo 3, o uso da terminologia do sábado na Septuaginta, particularmente o processamento da frase hebraica sabbat sabbaton usado para designar o Dia da Expiação e os anos sabáticos. O argumento em questão indica que a Septuaginta nunca usou o simples termo sábado para designar os sábados cerimoniais. Du Preez demonstra que a frase sabbat sabbaton é apenas uma vez traduzida como sabbata sabbaton na versão grega. Em todos os outros casos é usado o termo sabbata. Consequentemente, sabbata é usado para os sábados cerimoniais.
A discussão move-se para o Novo Testamento e a forma como o autor usa o singular sabbaton e o plural sabbata (usado em Cl 2:16). Ele conclui que os termos sabbaton e sabbata são usados para designar o sábado do sétimo dia, um único sábado do sétimo dia, uma “semana”, e “sábados” do sétimo dia. Du Preez argumenta que isto não é tão diferente do uso de sabbata na Septuaginta, onde designa o sábado do sétimo dia, sábados do sétimo dia, e sábados cerimoniais, tais como o Dia da Expiação e os anos sabáticos. Estas conclusões estão baseadas no uso de marcadores específicos no Novo Testamento que o ajudou a identificar casos onde sabbata se refere ao sábado do sétimo dia ou a algo mais (por exemplo, o sábado do sétimo dia é acompanhado por artigo definido, o verbo guardar, a palavra dia, e assim por diante). Sempre que sabbata designa a semana, a palavra é acompanhada por um numeral indicador (por exemplo, “primeiro dia da semana”. Em Colossenses 2:16, sabbata não está acompanhada por nenhum desses marcadores específicos.
Du Preez volta à Bíblia Hebraica para examinar a conexão entre sabbata e os sábados cerimoniais. Ele confirma que em Levítico 23:32c o sabbat hebraico se refere ao Dia da Expiação e é traduzido para o grego como sabbata. O mesmo uso do singular é encontrado no caso dos anos sabáticos. Ele também ressalta que a Festa das Trombetas também é designada na Septuaginta com o singular sabbaton. A conclusão reafirmada é que o termo sabbata pode designar sábados cerimoniais.
No capítulo 6, o autor aborda a questão da seqüência do calendário: festas, lua nova e sábado. Ele reconhece que em algumas seqüências de calendário encontradas na Bíblia Hebraica o termo sábado designa o sábado do sétimo dia. Mas ele observa que em todos esses casos nós temos uma seqüência de quatro partes, e não de três partes como em Colossenses 2:16, e que em nenhum deles a seqüência é anual, mensal e semanal. Além disso, em todas essas passagens, o que está sendo discutido não é a observância de dias religiosos específicos mas os sacrifícios oferecidos durante aqueles dias. Conclui-se que aquelas passagens não devem ser usadas para esclarecer o significado de Colossenses 2:16. Apenas em Oséias 2:11 nós encontramos a mesma seqüência.
Du Preez rejeita o argumento que os sábados cerimoniais estejam incluídos no termo festas (capítulo 7). Ele estuda o uso do termo hebraico chag (festa) e conclui, como muitos outros estudiosos, que designa a Páscoa, o Pentecoste e a Festa dos Tabernáculos. A Septuaginta usa o termo heorte (festa), encontrado em Colossenses 2:16 para traduzir o hebraico chag. Ele sempre designa as mesmas três festas e nunca é aplicado ao Dia da Expiação ou à Festa das Trombetas, os quais eram sábados cerimoniais. Este uso, de acordo com du Preez, continua no Novo Testamento onde heorte designa a Festa da Páscoa, a Festa dos Pães Asmos, e a Festa dos Tabernáculos. Baseado no uso bíblico deste termo, argumenta-se que em Colossenses 2:16 heorte designa estas três festas de peregrinos.
Baseado em seus estudos lingüísticos anteriores, ele argumenta que na mesma passagem o termo sabbata se refere ao Dia da Expiação, à Festa das Trombetas, e aos anos sabáticos. As conclusões anteriores estão apoiadas no fato de que o termo sombra (Cl 2:17) é usado para referir-se às festas, luas novas e sábados (capítulo 8). Na Bíblia Hebraica,o Sábado não era uma sombra de coisas que viriam, mas estava instituído na Criação. A referência [de sombra] é aos serviços do cerimonial Mosaico os quais apontavam para a obra do Messias.
A segunda parte do livro concentra-se principalmente nos detalhes lingüísticos e no estudo contextual de Oséias 2:11. Ele conclui que o termo festas designa as três festas de peregrinos, as luas novas são celebrações mensais, e uma vez que o termo sábado não é acompanhado de nenhum marcador lingüístico que o identificaria com o sábado do sétimo dia, o termo designa os sábados cerimoniais. O autor aponta para o pronome pessoal usado em Oséias – “seus” sábados, em lugar de “meu” sábado.
Ele finalmente argumenta que em ambos, Oséias e Colossenses, nós provavelmente temos um paralelismo invertido intensificado: festas – três festas anuais; lua nova – cerimônia mensal; e sábados – três sábados rituais conectados com o ano.
Este importante estudo sobre uma passagem muito debatida merece atenção cuidadosa de qualquer um interessado na questão do sábado. Du Preez demonstrou além de qualquer dúvida razoável que em Colossenses 2:16 Paulo não estava tratando do sábado do sétimo dia. Nem todos os argumentos podem parecer persuasivos, mas permanece o fato de que o pressuposto que a frase “festas, luas novas ou sábados” em Colossenses designa todas as festas anuais, as celebrações mensais e o sábado do sétimo dia, está em séria necessidade de revisão, ou ainda melhor, de demissão.

Dr. Ángel Manuel Rodríguez
Diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas
Silver Spring, Maryland, EUA


Fonte: Ministry (Novembro/2009), p. 26 e 27.

quarta-feira, setembro 30, 2009

O sábado no gênesis



Quer fazer comentários? Leia antes aqui.

"É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"
Artigo 5o - Constituição Brasileira.

quinta-feira, abril 16, 2009

A ressurreição de Cristo e a guarda do domingo

“É fundamental para a nossa fé e para o nosso testemunho cristão que se proclame a ressurreição de Jesus de Nazaré como um acontecimento real, histórico, atestado por numerosas testemunhas que se tornaram autoridade”, disse [Bento XVI] na audiência geral, perante milhares de peregrinos reunidos no Vaticano... Para o Papa, “a novidade surpreendente da ressurreição é tão importante que a Igreja não deixa de proclamá-la, prolongando a sua recordação, especialmente no Domingo, que é o dia do Senhor e a Páscoa semanal do povo de Deus”. (Ecclesia)

NOTA: Concordo com a ressurreição de Cristo como um fato histórico. As evidências são abundantes neste particular. O ponto de discordância fica sendo em relação ao domingo como dia do Senhor, alegado memorial da ressurreição de Cristo. É exatamente o contrário o que encontramos no texto bíblico.

O memorial da ressurreição é o batismo por imersão: "Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo Jesus foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida" (Rm 6:3, 4).

O dia do Senhor é o sábado: "Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor vosso Deus; não farás nenhum trabalho" (Ex 20:10). "Porque o Filho do Homem é Senhor do sábado" (Mt 12:8).

Depois da ressurreição o sábado deveria continuar como dia do Senhor: "Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado" (Mt 24:20 - alerta de Jesus para fugir da destruição de Jerusalém que ocorreria só no ano 70 d.C.). O apóstolo Paulo continuou guardando o sábado do Senhor (At 18:4).

A ressurreição de Jesus não ocorreu no sábado do Senhor, nem no sábado cerimonial: "Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus" (Lc 24:1-3). Havia sete sábados cerimoniais (dias de santa convocação e descanso solene) relacionados com as sete festas religiosas do calendário judaico. Estes sete sábados (como que feriados) poderiam cair em qualquer dia da semana, até mesmo no sétimo dia. Quando coincidia o sábado do Senhor com um sábado cerimonial, então, era chamado de sábado grande, como aconteceu no ano em que Jesus morreu (Jo 19:31). Um fato interessante é que, nas três primeiras festas do calendário judaico, que aconteciam no primeiro mês, havia dois sábados cerimoniais - nenhum deles relacionado com a Páscoa (sexta-feira em que Jesus morreu) ou com as Primícias (domingo em que Cristo ressuscitou).
Segundo Levítico 23, o primeiro e o último dia da festa dos Pães Asmos deveriam ser sábados cerimoniais (seta vermelha na figura ao lado) - no ano em que Jesus morreu o primeiro dia dos Pães Asmos caiu no sábado. Portanto, nem pelos sábados cerimoniais pode-se chegar à conclusão que o domingo é o dia do Senhor por ter Cristo ressuscitado em um dia santo.

Os sábados cerimoniais e todo o ritual do santuário chegou ao fim com a morte de Cristo: "Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados [quando se refere aos sábados do Senhor aparece "meus sábados"] e todas as suas festividades" (Os 2:11). "Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo" (Mt 27:51).

quinta-feira, outubro 23, 2008

Senado discute projeto de Lei que beneficia os guardadores do sábado

O projeto de lei 261/04, que proíbe a realização de vestibulares e concursos públicos aos sábados, dividiu as opiniões dos convidados para audiência pública sobre o tema realizada nesta quarta-feira pela Comissão de Educação do Senado. Os que defendem a proposta, apresentada pela então senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA), recordaram o princípio da liberdade religiosa. Os contrários lembraram dificuldades práticas para implantar a proibição.

O principal defensor do projeto foi o assessor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Alcides Coimbra. Em defesa da proposta, ele recordou a existência, na Constituição, do princípio da objeção de consciência. E citou como exemplo a prestação, já regulamentada, de atividades alternativas ao serviço militar obrigatório por aqueles que se recusam a cumpri-lo por questão de consciência.

Coimbra disse não concordar apenas com a proibição da realização aos sábados de vestibulares e concursos. Em sua opinião, deveria se estabelecer, também nesse caso, uma solução alternativa. O assessor recordou ainda, "sem nenhum preconceito", que sete, dos 11 feriados nacionais de 2008, são de natureza religiosa.

"Não se pede privilégio, mas prestação alternativa", afirmou Coimbra.

O diretor-executivo da Confederação Israelita do Brasil, Luiz Sérgio Steinecke, lembrou que os judeus - especialmente os "mais observantes" - não poderiam exercer nenhum tipo de trabalho aos sábados. Mesmo assim, muitas vezes precisam, por exemplo, freqüentar aulas aos sábados. Ele considerou o projeto "interessante", mas disse ser contrário a regras muito rígidas, como o horário estabelecido na proposta para a proibição da realização dos exames.

O projeto foi elogiado pelo presidente do Sistema Universal de Comunicações e Relações Institucionais da Igreja Universal do Reino de Deus, Jerônimo Alves Ferreira.

"Em nome de minha instituição, desejo manifestar meu apoio a esse projeto. Nosso país tem avançado e respeitado a pluralidade religiosa", disse Ferreira.

Após observar que o vestibular é o principal processo seletivo para o acesso às universidades, o assessor jurídico da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Daniel Pitangueiras Avelino, disse já existir um parecer do Conselho Federal da Educação que isenta de amparo legal o abono de falta a candidatos que se ausentem de exames por convicção religiosa.

Por sua vez, o advogado Hugo Sarubbi, da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, ponderou que existem dificuldades para colocar em prática a proibição prevista no projeto. Ele questionou como se poderia permitir que um grupo de candidatos faça o mesmo exame que os demais candidatos em data diferente.

"Nossa postura não tem viés religioso. Mas essa fórmula não resolverá o problema, causará outros problemas e é vulnerável a qualquer exame de constitucionalidade. Existe ainda o argumento do risco da ditadura das minorias. A exceção não pode ser a regra", advertiu Sarubbi.

Fonte: O Globo Online

A senadora Fátima Cleide (PT-RO), relatora do projeto que propõe a proibição de vestibular e de concursos públicos aos sábados, considerou a proposta um desafio por exigir a compatibilização do Estado laico com a liberdade religiosa. A senadora afirmou que, antes de elaborar seu relatório sobre o projeto (PLS 261/04), irá consultar as notas taquigráficas do debate realizado pela CE nesta quarta-feira (22).

"Muçulmanos guardam as sextas-feiras, judeus e evangélicos guardam os sábados, católicos guardam os domingos. Assim, é um desafio garantir o direito de cada um", declarou a senadora, ao agradecer a participação dos debatedores.

Fátima Cleide explicou que está preocupada principalmente com os que trabalham todos os dias da semana, exceto sábados e domingos, e querem participar dosvestibulares e concursos públicos. Ela disse ser necessário também pensar na garantia do sigilo dos concursos públicos.

Por sua vez, o senador Virginio de Carvalho (PSC-SE), que disse ser evangélico, elogiou a prudência da senadora Fátima Cleide em propor o debate antes da apresentação do relatório.

"Estamos pensando na sexta-feira, no sábado e no domingo, mas a questão vai além disso", declarou Virgínio de Carvalho, observando que há muitos feriados "em torno de um mesmo segmento".

Quanto à preocupação da relatora com os que trabalham de segunda a sexta-feira, o senador disse acreditar que o direito do trabalhador de fazer concurso público ou vestibular, mesmo se a prova for realizada em dia útil, deverá contar com a boa vontade dos empregadores no comércio e na indústria.

Na presidência da reunião, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) disse que o projeto toca numa questão muito complexa e apresenta uma equação difícil, cuja solução é papel dos legisladores encontrar.

Fonte: Senado

NOTA: É hora de todos os guardadores do sábado mandarem uma mensagem para a relatora da comissão demonstrando que garantir a liberdade religiosa é dever do Estado.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Papa fala sobre o sábado aos judeus

Chamada pelo Pe. David Mark Neuhaus, secretário-geral de vicariato católico de língua hebraica em Israel, de sutil evolução, a compreensão do papa Bento XVI sobre o shabat (sábado) é surpreendente. “Acaso não diz o Talmud Yoma (85b): ‘O sábado foi dado para vós, não vós para o sábado?’”, teria afirmado o pontífice em viagem à Paris, ocorrida a poucos dias, segundo noticiou o site católico Zenit.

O site do vicariato católico de língua hebraica traz mais detalhes sobre o discurso de Bento XVI à comunidade judaico-católica em Paris. Separamos o seguinte trecho: "Eu estou satisfeito por receber vocês nesta tarde. É uma circunstância feliz que nosso encontro tenha lugar na véspera da celebração do 'Shabat', o dia que desde um tempo imemorial ocupa esimultaneamente um lugar destacado na religião e na vida cultural de Israel. Cada judeu piedoso santifica o 'Shabbat' pela leitura das Escrituras e recitação de salmos. Queridos amigos, como vocês sabem, a devoção de Jesus foi também nutrida pelos salmos. Ele ia regularmente ao Templo e à sinagoga. Ele falou ali no dia de Sábado. Ele queria enfatizar com que generosidade Deus olhou para o homem, também incluindo a organização do tempo. Acaso não diz o Talmud Yoma (85b): ‘O sábado foi dado para vós, não vós para o sábado?’, Cristo fez a pergunta ao povo da Aliança para reconhecer constantemente a inaudita grandeza e amor do Criador de todo homem. Queridos amigos, a despeito das razões que nos unem, a despeito das razões que nos separam, nós podemos viver e fortalecer nossa fraternidade. E nós sabemos que os laços da fraternidade são um contínuo convite para conhecer melhor um ao outro e respeitar-nos mutuamente." [grifos meus].

Sem dúvida, o líder maior da igreja Católica omitiu que o sábado, este dia que Cristo tinha em tão alta conta (conforme o papa mesmo admitiu) foi substituído pela expúria observância do domingo, durante a idade média. Ainda assim, Bento deixou nas entrelinhas sua intenção ecumênica.

Fonte: Blog Questão de Confiança

NOTA Minuto Profético: A astúcia diplomática do Vaticano é milenar e contribui muito para o obscurecimento da verdade presente. (Veja também aqui).