terça-feira, maio 08, 2007

Brasil recusa tratado com a Santa Sé

Jamil Chade - CIDADE DO VATICANO

O Vaticano não conseguirá atingir um dos seus principais objetivos políticos na viagem do papa Bento XVI ao Brasil a partir de amanhã: a assinatura de um acordo com o governo garantindo à Igreja todos os seus direitos no território nacional, inclusive a consolidação de todas as isenções fiscais que recebe, obrigações no setor educacional e mesmo a autorização para que missionários possam entrar em reservas ecológicas e indígenas. O governo ainda teme que o acordo poderia ser, no futuro, interpretado como uma forma de dificultar mudanças nas leis do aborto, já que deixaria claro que o Estado brasileiro e o Vaticano compartilham dos mesmos valores.

A embaixadora do Brasil na Santa Sé, Vera Machado, negou ontem em Brasília que o governo brasileiro já tenha tomado qualquer decisão sobre o assunto. “O acordo está em negociação e não há nenhuma posição pré-fixada em não assinar”, afirmou.

O Brasil se recusou a assinar o acordo proposto no final do ano passado e sugeriu uma versão light do tratado, apenas citando as boas relações entre o Vaticano e o Estado brasileiro e remetendo todas as questões à Constituição e ao Código Civil.

O Estado apurou que o chanceler Celso Amorim nem sequer irá ao encontro entre o papa Bento XVI e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele usará uma desculpa protocolar: como o encontro ocorrerá apenas entre o papa, Lula e o secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertoni, não haveria motivo para a presença do chanceler. O Vaticano não enviará seu “ministro” responsável pelas Relações Exteriores, Dominique Mamberti, já que se trata de uma viagem pastoral.

Protocolo à parte, Amorim conseguiu evitar assim o encontro e tratar do acordo. Do lado brasileiro, apenas Vera Machado estará presente. Segundo ela, o acordo não está na agenda do encontro. A embaixadora reafirmou que essa é uma visita pastoral do papa e não serão discutidos assuntos de governo. “O acordo será discutido em outra ocasião.”

TEMAS DELICADOS

Lula prometeu uma visita ao Vaticano em setembro deste ano para tentar garantir boas relações entre o maior País católico do mundo e a Igreja. Em todo seu governo, o presidente esteve em Roma apenas no funeral do papa João Paulo II.

Quanto ao acordo, o Vaticano alega que vários governos contam com acordos similares com a Santa Sé, entre eles a Itália. Um dos países que recentemente renovaram seu acordo com o Vaticano foi Portugal, em 2004. O entendimento reconhece a personalidade jurídica da Igreja, os feriados religiosos e isenta o clero de deveres judiciais. Mas o acordo com Portugal inclui temas mais delicados. Pela concordata, o casamento religioso é equiparado ao casamento civil, o divórcio passa a ser algo “grave” e ainda estabelece a “educação moral e religiosa católica”. No caso do Brasil, diversas leis garantem certos privilégios à Igreja, como isenção fiscal e reconhecimento da estrutura de poder.

Mas o que o Vaticano queria agora é a união de todas essas leis em um documento único. No fim do ano passado, a Igreja enviou a proposta ao governo, o que pegou Brasília de surpresa. O Itamaraty convocou o Ministério da Fazenda para debater o que isso implicaria às contas nacionais, já que a isenção não é dada apenas às paróquias, mas seminários e outras entidades religiosas.

Na prática, o acordo não significaria uma maior isenção imediata à Igreja. Mas engessaria o governo para o futuro em relação a qualquer mudança. Além disso, o governo teme que a bancada evangélica no Congresso (10% dos parlamentares) se mobilize para obter acordo similar para suas igrejas.

O acordo ainda poderia servir como mais um mecanismo para que o Vaticano garantisse o ensino religioso nas escolas públicas. A Igreja, em sua proposta inicial, fala de “ensino católico”, mas resolveu amenizar os termos para tentar um acordo, o que nem assim foi aprovado pelo governo.

Apesar de não falar diretamente de aborto, o governo teme que o acordo possa ser usado no futuro pela Igreja para pressionar contra reformas da lei que permitam o aborto.

Outro ponto destacado pelo acordo que assustou o governo foi a proposta de que missionários religiosos tenham livre acesso e proteção em reservas indígenas e ambientais, como a Amazônia. A Igreja ficou preocupada com a morte da irmã Dorothy Stang e a citação do tema no acordo seria uma forma de dar proteção aos missionários.

Fonte: O Estado de São Paulo, 08 de Maio de 2007.

NOTA: Mesmo sendo contra a legalização do aborto, devo comemorar a possível recusa do governo brasileiro em assinar uma concordata com o Vaticano, uma vez que por trás desse acordo há a violação do caráter laico da República do Brasil (a união Igreja-Estado sempre é perigosa para a liberdade de consciência).

segunda-feira, maio 07, 2007

ONG propõe "menos filhos" contra aquecimento global

A forma mais barata e efetiva de combater o aquecimento global é reduzir o número de nascimentos para controlar a população global, afirma uma organização não-governamental britânica que lança nesta segunda-feira sua “estratégia para o clima baseada na população”.

Para a organização Optimum Population Trust (OPT), dedicada a defender o controle de natalidade, “o crescimento populacional é amplamente reconhecido como uma das principais causas da mudança climática, mas ainda assim os políticos e os ambientalistas raramente discutem isso por temor a provocar polêmica”.

Segundo o argumento da ONG, mesmo se o mundo todo conseguir uma redução de 60% nos níveis de emissões de CO2 até 2050 em relação aos níveis de 1990, de acordo com as recomendações do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), isso será praticamente anulado pelo crescimento populacional no período.

“O impacto do crescimento populacional no clima é enorme. Baseado nas emissões médias per capita de 4,4 toneladas de CO2 até 2050 (o cenário ‘médio’ traçado pelo IPCC), o crescimento de 2,5 bilhões na população mundial até aquela data, de 6,7 bilhões para 9,2 bilhões, significará emissões de 11 bilhões de toneladas de CO2 a mais por ano”, afirma o documento de lançamento da campanha.

Camisinha

Segundo os cálculos da OPT, um cidadão britânico médio gera 750 toneladas de CO2 durante sua vida, num impacto equivalente a 620 vôos de ida e volta entre Londres e Nova York.

Considerando um “custo social” de US$ 85 (cerca de R$ 172) por tonelada de CO2, de acordo com o estimado por um relatório do governo britânico, o documento da ONG avalia em 30 mil libras (cerca de R$ 121,5 mil) o custo de cada britânico em sua vida em termos de emissões de dióxido de carbono.

“Uma camisinha de 0,35 libra (cerca de R$ 1,42), que poderia evitar aquele custo de 30 mil libras em um único uso, significa assim um espetacular potencial de retorno para o investimento – cerca de 9.000.000%”, afirma a organização.

“Uma estratégia para o clima baseada na população envolve menos dos impostos, das regulamentações e dos outros limites à liberdade individual e à mobilidade hoje considerados como resposta às mudanças climáticas. Para concluir, seria mais fácil, mais rápido, mais barato, mais livre e mais verde”, conclui o documento.

Fonte: BBC Brasil

NOTA: Essa matéria torna evidente a motivação política que está por trás do tema “aquecimento global”. Seguindo a doutrina malthusiana (leia ECOmenismo – parte 4), não existem “recursos naturais suficientes no planeta para suportar a expansão dos benefícios da moderna civilização industrial”. Daí ser necessário limitar o crescimento populacional e frear o progresso industrial no mundo. (Essa guerra contra o progresso é também uma guerra velada contra o protestantismo – um dos maiores fatores de impulso do progresso da era moderna –, logo, pode-se perceber também a presença do paganismo por trás dessa discussão do aquecimento global.) Outro destaque da matéria acima é a menção, ao final, de “outros limites à liberdade individual e à mobilidade” como sendo propostas válidas para combater o aquecimento global. Você já sabe o que isso, na prática, quer dizer...

“A todos, os pequenos e os grandes, os ricos os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” (Apocalipse 13:16 e 17).

sexta-feira, maio 04, 2007

Diplomatas muçulmanos fazem curso no Vaticano

Em uma iniciativa sem precedentes, diplomatas do Irã, do Iraque, da Arábia Saudita e de vários países muçulmanos do Mediterrâneo e do Oriente Médio irão se encontrar na próxima segunda-feira em Roma para fazer um curso para conhecer e aprender sobre as instituições da Igreja católica e a política internacional da Santa Sé.

O curso, que durará três semanas, duas em Roma e uma em Turim, promovido pela Fundação da Pontifícia Universidade Gregoriana e pelo Instituto Internacional Jacques Maritain, será aberto pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, e pelo cardeal Renato Martino, presidente do Pontifício Conselho de Justiça e Paz.

O objetivo, explicaram os promotores da iniciativa, é fazer com que o mundo muçulmano conheça a realidade da Santa Sé e "contribuir para a formação de mediadores nas relações entre os Estados, os povos e as culturas a fim de favorecer o conhecimento entre os povos e as religiões no complicado contexto atual".

Os diplomatas muçulmanos terão aulas, encontrarão os responsáveis pelos ministérios da Santa Sé e visitarão os locais mais importantes da política vaticana.

A iniciativa teve uma acolhida "extraordinária", explicou hoje, em uma coletiva de imprensa em Roma, o padre Franco Imoda, presidente da Fundação La Gregoriana e reitor da universidade, e o professor Papini, diretor do Instituto Maritain. Entre os países convidados, só Omã e Tunísia recusaram mandar representantes.

Devido a motivos de organização, a Autoridade Nacional Palestina, o Qatar e o Iêmen também não participarão do curso. Estarão presentes os diplomatas da Argélia, Albânia, Arábia Saudita, Barein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Irã, Iraque, Líbano, Marrocos, Montenegro, Síria, Turquia, Liga Árabe e Liga das Universidades islâmicas.

Fonte: ANSA

NOTA: O diálogo entre as religiões tem o seu lugar, mas as reais intenções do Vaticano podem ser avaliadas pela contrapartida: Será que o papa Bento XVI aceitaria um convite para enviar seus cardeais para fazer um curso sobre Islamismo em Meca? E se fosse um curso sobre Budismo no Tibete? Que tal um curso sobre Adventismo na Conferência Geral, em Washington?

“...mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (Apocalipse 13:3).

Ensino religioso nas escolas públicas

A Comissão de Educação e Cultura vai promover audiência pública para debater o caráter laico do Estado e o ensino religioso na rede pública de ensino. O evento atende requerimento dos deputados Ivan Valente (Psol-SP) e Fernando Gabeira (PV-RJ), aprovado na quarta-feira (2), e ainda não tem data marcada.

Serão convidados um representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, representantes de entidades científicas e pesquisadores da área.

Os autores da proposta afirmam que, por iniciativa da secretaria, o Ministério da Educação recolocou em discussão, na sociedade brasileira, a questão do ensino religioso nas redes públicas de ensino.

Os deputados citam reportagem segundo a qual a secretaria teria promovido, em dezembro último, seminário intitulado "Os desafios do ensino religioso como área do conhecimento no contexto escolar". O propósito desse evento, conforme declarações do secretário Ricardo Henriques, do MEC, teria sido "aproveitar o ambiente rico da educação para tentar fazer com que as várias visões de mundo conversem". "O ensino religioso, a partir de uma visão ecumênica, tem a potencialidade de discutir a tolerância e o pluralismo", acrescentou o secretário.

De acordo com os deputados, o secretário descartou, na ocasião, a obrigatoriedade da disciplina, face às determinações que vigoram na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a LDB (9394/96).

"Por se tratar de tema polêmico, recorrente em nossa história e de grande amplitude, entendemos como necessária a realização deste debate", argumentam Gabeira e Valente.

Fonte: Agência Câmara

NOTA: Mesmo feita a ressalva da não obrigatoriedade da disciplina, devemos destacar a perigosa aproximação Igreja-Estado por trás dessa proposta. Termos como “visão ecumênica”, “tolerância” e “pluralismo”, têm sido redefinidos e amplamente empregados para enfraquecer o cristianismo bíblico e estabelecer a Nova Ordem Mundial (a Babilônia do Apocalipse). Não é por acaso que em alguns países, como os EUA, está crescendo uma modalidade de ensino (amparada por lei) chamada Homeschooling (ensino em casa), onde os pais descontentes com a influência do ensino público podem efetuar a educação dos filhos em casa – os principais adeptos dessa modalidade têm sido os cristãos que discordam de posturas como o liberalismo, o evolucionismo, o coletivismo e o ecumenismo, cada vez mais presentes no ensino público.

“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor...” (2 Pedro 3:10).

Vaticano determina novo conceito de terrorismo

O jornal L'Osservatore Romano qualificou nesta quarta-feira de "terrorismo" as críticas ao Papa feitas por um apresentador durante o concerto celebrado em Roma como parte das comemorações do primeiro de maio. "Atacar a Igreja é fazer terrorismo... alimentar o furor cego e irracional contra quem fala sempre de amor, do amor pela vida e pelo homem", escreveu L'Osservatore Romano. É "vil lançar pedras contra o Papa, sentindo-se respaldado pelos gritos de aprovação da massa facilmente excitável", assinalou.

Durante o show, o artista Andrea Rivera afirmou que a Igreja Católica local havia negado enterro religioso a Piergiorgio Welby, o tetraplégico que foi objeto de eutanásia em dezembro de 2006. "O Papa diz que não acredita na teoria da evolução. Estou de acordo, a Igreja não evoluiu", disse Rivera ante 400 mil pessoas que assistiam ao show tradicional do qual participaram mais de 20 grupos de rock. "Não suporto saber que o Vaticano negou a Welby o enterro. Isso não aconteceu com os ditadores como Francisco Franco ou Augusto Pinochet", afirmou.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi interveio, concedendo entrevista à RAI 1, na qual assegurou que "os comentários foram insensatos e irresponsáveis".

Fonte: Último Segundo

NOTA: Sem entrar no mérito da questão da crítica que o artista fez ao papa, e por extensão à Igreja Católica, o fato que deve causar profunda preocupação em qualquer cidadão que valorize a liberdade de consciência é a “redefinição” de termos que o jornal L’Osservatore Romano (mídia oficial do Vaticano) usou para defender o papa das críticas. Ora, segundo o pensamento de que “quem define os termos, define o julgamento” (pensamento esse amplamente usado pelas sociedades secretas para estabelecer a Nova Ordem Mundial), “discordar”, segundo a Igreja Católica, a partir de agora, é o mesmo que “atacar”, e se o alvo for a Santa Sé, então, tudo poderá ser resumido em uma só palavra: “terrorismo”. Com uma única declaração o Vaticano transformou todos aqueles que discordam da Igreja Católica em terroristas. Cuidado! Para a “Santa Inquisição” entrar em ação falta pouco...

“Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem” (Salmo 118:8).

O aquecimento global e o Vaticano

Atualmente, dois temas paralelos (preservação da natureza e aquecimento global) têm sido tratados pela mídia mundial como sendo no seu todo convergentes, confundindo assim a opinião pública. Embora a preservação do meio ambiente seja algo legítimo em que os cristãos devam se envolver, não significa isso que a “verdade” sobre o aquecimento global seja também algo “acima de qualquer suspeita”. Muito pelo contrário, a mídia mundial tem sido parcial na apresentação dos fatos sobre o aquecimento global, forjando na sociedade a idéia de unanimidade científica nesse tema, o que, no mínimo, revela a presença de interesses escusos nos bastidores, já que, na prática, a teoria não pode ser comprovada.

A dissonância nesse assunto é muito maior do que se imagina, conforme podemos ver por meio do documentário produzido pelo canal de TV britânico “Channel 4” – “The Great Global Warming Swindle” (A Grande Fraude do Aquecimento Global). Nele o professor Tim Ball, do Departamento de Climatologia da Universidade de Winnipeg, afirma: "Quando as pessoas dizem que não creio em aquecimento global eu digo que creio em aquecimento global, mas não que o CO2 de origem humana está causando esse aquecimento global." Já o professor John Christy, principal autor do relatório do IPCC, também afirma: "Muitas vezes ouço dizer que já há um consenso de milhares de cientistas na questão do aquecimento global e que os seres humanos estão causando mudanças catastróficas no sistema climático. Sou um cientista entre muitos que pensa que isso simplesmente não é verdade."

Ainda sobre o IPCC, o professor Philip Stott, do Departamento de Biogeografia da Universidade de Londres, conclui: "O IPCC, como qualquer corporação humana, é político e suas conclusões finais são motivadas politicamente." Compartilhando dessa opinião, Patrick Moore, co-fundador do Greenpeace, sustenta: "Isso não devia se chamar mais movimento ambientalista porque é realmente um movimento de ativismo político e se tornaram enormemente influentes em nível global." Ainda na parte 1 desse documentário, Nigel Calder, ex-redator da New Scientist, faz uma afirmação categórica: "A questão toda tornou-se semelhante a uma religião. E as pessoas que discordam são chamadas de 'heréticas'. Eu sou um 'herético' e os produtores deste programa são todos 'heréticos'." (Colaboração na tradução: Prof. Azenilto Brito.)

Como já era de se esperar, a Igreja Católica “pegou carona” nessa onda politicamente correta do aquecimento global, e promoveu em Roma, entre os dias 26 e 27 de abril, um seminário sobre “Mudanças climáticas e desenvolvimento”. O papa Bento XVI enviou uma mensagem aos 80 especialistas (cientistas e religiosos) de 20 países dos cinco continentes presentes no seminário, onde defendeu o equilíbrio entre a defesa do meio ambiente e o desenvolvimento das nações recordando a lição “sumamente pertinente e instrutiva dos primeiros capítulos da Bíblia”. (Quando será que a ICAR voltou a acreditar nos primeiros capítulos do Gênesis? Alguém tem essa informação?) Conforme destacou o leitor Marcello Flores: “É nítida a chamada para a criação, inclusive ao citar-se os primeiros capítulos da Bíblia. Quanto demorará para se invocar o memorial da criação? Daí para a imposição do falso sábado é um pulo.”

Certamente, essa “crise” ambiental já se tornou mais um motivo para a “união religiosa” (Ecumenismo + ECOmenismo). E a tentativa de transformar algo que em si mesmo é dissonante em uma perfeita harmonia tende a continuar com o apoio da mídia. (Note que o título da matéria e a primeira linha dela tentam fundir duas idéias na realidade não convergentes: “meio ambiente” e “aquecimento global”.)

Aparentemente, o seminário patrocinado pelo Vaticano contribuiu para diminuir a ênfase “apocalíptica” do aquecimento global que a própria Igreja Católica ameaçava adotar. No entanto, ao fim do seminário, não ficou muito claro se as conclusões divulgadas refletem o pensamento da Santa Sé ou se são apenas conclusões do cardeal Renato Martino. Resta-nos esperar para ver até quando a ICAR vai sustentar sua “visão realista”, opondo-se a “improváveis previsões catastróficas” (o que seria o correto). De um jeito ou de outro, mais cedo ou mais tarde, poderá “surgir” a idéia do descanso dominical como forma de prevenir ou combater o aquecimento global. É só esperar...

“Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará” (Hebreus 10:37).

quinta-feira, abril 26, 2007

As dez ofensas

O leitor atento Fernando Machado descobriu uma notícia relevante para o “Minuto Profético”. Trata-se do anúncio do novo livro de autoria de Pat Robertson, tele-evangelista norte-americano. Robertson pergunta por que os Dez Mandamentos são as Dez Ofensas?

"Os Dez Mandamentos estão sendo despidos dos edifícios públicos através do nosso país. Então, por que eles são afixados sobre as cabeças de nossos juízes da Suprema Corte a cada hora que eles realizam a corte? Eles são afixados lá", insiste Robertson, best-seller do The New York Times, "porque é onde devem estar." Seu novo livro, As Dez Ofensas: Reivindique as bênçãos dos Dez Mandamentos, afirma que a América foi fundada como uma nação cristã e que os esforços recentes para negar ou revisar esse fato são "perigosos para nossa sociedade".

Pat Robertson acredita que há uma batalha assoladora para a alma da América. Ele escreve que as cortes enlouquecidas, abastecidas por aliados seculares, estão causando a erosão das fundações espirituais da América. Como conseqüência, as bênçãos e benefícios históricos estão sendo tecidos como uma grande ofensa para a nossa cultura religiosa diversa. "Nada", insiste o autor e apresentador, "poderia estar mais longe da verdade. O pluralismo religioso viceja na América como resultado do nosso patrimônio cristão, não a despeito dele”, diz. Em As Dez Ofensas, Robertson chama os americanos para reivindicar suas raízes espirituais – para reafirmar o papel central das Leis fundamentais de Deus – antes que seja demasiado tarde.

Leia mais aqui.

Nota: É um tanto revelador perceber que, enquanto o papa Bento XVI recentemente fez um apelo aos europeus para manter as raízes cristãs da Europa, “por que não conceber o mundo e as leis como se Deus existisse?”, Pat Robertson, um dos líderes protestantes mais conhecidos dos EUA, publica uma obra com o objetivo de influenciar os cidadãos americanos a “reivindicar as bênçãos dos Dez Mandamentos” dentro da sociedade.

Sem dúvida, os Dez Mandamentos são a melhor norma de conduta para qualquer pessoa seguir. No entanto, o erro no qual não podemos incorrer é achar que essa norma pode e deve ser imposta a todos mediante o poder civil desde que “encontrem” alguma justificativa para isso. Além do que, já repetimos várias vezes neste blog que o quarto mandamento da Lei de Deus (guarda do sábado) foi adulterado pela Igreja Romana. E os protestantes, ao propor o descanso dominical, não estão fazendo nada mais do que submetendo-se à autoridade de Roma. A profecia da bíblia que aponta para o estabelecimento de uma futura Lei Dominical está quase para se cumprir.

“Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá” (Mateus 24:44).

Casamento anunciado: Igreja-Estado

“A conversa que o papa Bento XVI terá com o presidente Lula no mês que vem vai reabrir as negociações de uma 'concordata' (tratado) entre o Vaticano e o Brasil. Esse tipo de acordo define as regras de separação entre Estado e Igreja, incluindo cobrança de impostos, mas há dois temas polêmicos em discussão: a CNBB quer autorização para que escolas públicas ofereçam ensino religioso e garantias na Constituição a favor da vida, o que, na prática, dificultaria a aprovação do aborto” (Época, 23 de abril de 2007, p. 37).

Conforme destacamos anteriormente, a vinda aqui ao Brasil do papa Bento XVI poderá contribuir, e muito, para a união Igreja-Estado, lembrando em todos os sentidos os tempos da Idade Média. (Quem diria que em tempos de tanto conhecimento, a sociedade também se entregaria a esse sofisma.) O articulista da Época, na matéria citada acima, foi nada imparcial ao afirmar que Concordata é um “acordo que define as regras de separação entre Estado e Igreja”, quando, na verdade, poderia ser: “Um acordo que define as regras de aproximação entre Estado e Igreja.”

Da mesma forma, a revista Pesquisa Fapesp do mês de abril, destacou a opinião de algumas autoridades brasileiras sobre o tema Igreja-Estado e a visita de Bento XVI ao Brasil. Para o filósofo Roberto Romano, “o Brasil é estratégico para a Igreja Católica, sobretudo na América do Sul. Está sendo preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país. Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder (religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja será feito por ela no sentido de conseguir concessões vantajosas para o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo, aborto e outras questões árduas)... Não são incomuns atos religiosos que são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal”.

Já na opinião da educadora Roseli Fischman, “o súbito chamamento do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas e todos os que têm praticado todas as formas de liberdade de consciência e crença neste país desde a República”.

Por isso, acredito que a sociedade civil (pelo menos aqueles que valorizam a liberdade religiosa) deveria se manifestar contra essa intromissão de um Estado religioso (Vaticano) nas leis e nos costumes de um Estado oficialmente laico como o Brasil, mesmo sabendo que uma Concordata é assinada por dois chefes de Estado, e não é submetida à discussão no Congresso.

“O preço da liberdade é a eterna vigilância.” Thomas Jefferson

“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:21).

A violação da liberdade

“O preço da liberdade é a eterna vigilância.” Thomas Jefferson

Durante toda a Idade Média, como conseqüência da união entre Igreja e Estado, não havia liberdade religiosa. Tanto as autoridades seculares quanto as autoridades religiosas (Igreja Católica) recorriam a diversas formas de tortura, como castigo àqueles que desafiavam sua autoridade. No aspecto religioso, o castigo era imposto àqueles chamados “hereges”, incluindo aí nessa categoria aqueles que consideravam somente as Escrituras como norma válida de fé, doutrina e prática, e não reconheciam a autoridade da Igreja acima das Escrituras. Tal situação já havia sido profetizada por Jesus: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome” (Mateus 24:9). E também atestada pelos apóstolos: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12).

Logo, era comum ver muitos “hereges” sendo condenados à fogueira ou mortos à espada, ou mesmo sendo submetidos à diferentes instrumentos de tortura. Como exemplo desses instrumentos, pode-se ver a seguir: (1) Mesa de estiramento – mesa sobre a qual era colocado o condenado tendo os braços e as pernas esticados (para lados opostos), provocando até distensão muscular. (2) Cadeira de pregos – onde o condenado ficava preso após tirar a roupa e assentar-se. (3) Esmaga-miolos – uma espécie de cuia em forma de capacete onde a cabeça do condenado era colocada, para em seguida seu crânio ser apertado.

Nota: Todos esses instrumentos foram usados em processos seculares e, tudo indica, também em processos religiosos.



Depois de Colombo ter descoberto o novo continente e formarem-se as colônias espanholas de tradição católica, a “Santa Inquisição” avançou em solo americano, criando Tribunais Inquisitoriais em pelo menos três cidades da atual América Latina. São elas:

Lima (Peru) – estabelecido por Felipe II em 1569.

Cidade do México (México) – estabelecido também por Felipe II em 1569.

Cartagena (Colômbia) – estabelecido por Felipe III em 1610.

De acordo com o Museu da Inquisição, localizado em Lima, a Inquisição acabou no Peru pelo Decreto das Cortes de Cádiz, em 22 de fevereiro de 1813, deixando um saldo de 1.477 pessoas processadas, sendo 32 delas condenadas à morte. Algo que chama a atenção nesse relatório é que de todas as 1.477 pessoas processadas, 185 delas (12,52%) foram classificadas como “judaizantes”. E das 32 pessoas condenadas à morte, 23 delas (71,88%) também o foram pelo mesmo motivo – eram “judaizantes”. (O principal aspecto envolvido era a guarda do sábado bíblico.)

Sendo assim, os fatos comprovam: colocar a autoridade da Igreja acima da autoridade das Escrituras é um perigo real para a liberdade religiosa. Por isso, a exaltação do descanso dominical, atualmente tão enfatizada pela Igreja Católica e copiada pela maioria dos protestantes, deve servir de alerta à população mundial. O motivo é simples: trata-se de um sinal da autoridade da Igreja Católica que se coloca acima da autoridade das Escrituras, o que nem a própria Igreja Católica faz questão de esconder. Em dezembro de 2003, uma publicação católica escreveu: "A maioria dos cristãos supõe que o domingo é o dia de adoração aprovado biblicamente. A Igreja Católica insiste que transferiu a adoração cristã do sábado bíblico (sábado) para o domingo, e que tentar sustentar que a mudança foi feita na Bíblia é tanto desonesto como uma negação da autoridade católica. Se o protestantismo quer basear seus ensinamentos somente na Bíblia, deveria adorar no sábado" (Rome’s Challenge, dec. 2003 - citado em www.sabbathseventhday.org/index.html

“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto [volta de Cristo] não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2 Tessalonicenses 2:3 e 4).

“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada” (Salmo 119:126).

quarta-feira, abril 18, 2007

Feriados religiosos em um país laico

O Brasil católico está em festa pela chegada, em breve, em território tupiniquim, do “Vigário de Cristo” na Terra. Já o outro Brasil não tem muito que comemorar, afinal, com a vinda do papa Bento XVI ao Brasil, entre outras coisas, mais um “santo” será acrescentado ao já farto menu de ídolos católicos. Não bastasse isso, o senador Francisco Dorneles (RJ) apresentou um Projeto de Lei no Senado para instituir o dia 11 de Maio como feriado nacional em homenagem a Frei Galvão, o primeiro santo verde-amarelo católico apostólico romano.

Tal fato abriu novamente a discussão: até que ponto deve ser permitido instituir feriados nacionais religiosos em um país oficialmente laico? Essa discussão deve esquentar ainda mais visto o Brasil ser o maior país católico do mundo e, como tal, exercer uma influência desmedida sobre suas autoridades.

Particularmente, acredito que essa discussão tem lá seu fundo profético. Explicando melhor: o quarto mandamento da Lei de Deus, que prescreve a guarda do sábado (sétimo dia da semana), foi alterado sem autorização divina já nos primórdios da Igreja Cristã, passando a ser assim enunciado: “Guardar domingos e festas”. Ora, já que a profecia revela que no fim dos tempos o domingo seria imposto mediante uma lei civil como dia obrigatório de guarda, não é de estranhar, então, que a instituição de muitos feriados religiosos (festas) só tende a colaborar para o condicionamento da população para aceitar o futuro decreto dominical. Guardando tantos feriados religiosos (festas), será que a população se oporia a um decreto de descanso dominical compulsório?

Duas matérias demonstrando a inconstitucionalidade desses feriados religiosos em um país oficialmente laico podem ser lidas aqui e aqui.

“Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus.” Salmo 61:11

“Se eu no meu coração contemplara a vaidade [pecado], o Senhor não me teria ouvido.” Salmo 66:18

segunda-feira, abril 16, 2007

ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 6

A pergunta a ser feita agora é: Já existiu algum caso precedente na História que possibilite afirmar que a Lei Dominical possa ser “estritamente imposta” por outras razões que não sejam somente por razões religiosas? A resposta é sim! Em 1979 houve uma crise de petróleo no mundo. E nos EUA o editor de uma das principais revistas evangélicas, a Christianity Today, propôs como saída a paralisação total aos domingos do tráfego de veículos visando a uma economia de combustíveis (Revista Adventista, novembro de 1979, p. 8). Por isso, a qualquer momento “crises” ambientais, energéticas, ou de qualquer outra área de interesse global, quer sejam reais ou “fabricadas”, podem acelerar o processo para implantação da Lei Dominical.

Finalmente, deve-se perguntar ainda: Nessa “crise” de aquecimento global que ganhou proporções midiáticas, por que ninguém até agora disse uma palavra sequer sobre o projeto secreto HAARP (High Frequency Active Auroral Research), localizado no Alasca? Por que será que um conjunto gigantesco de antenas que emitem ondas eletromagnéticas capazes de interferir na camada da ionosfera e alterar o clima da Terra (até produzir terremotos artificiais) simplesmente não foi mencionado uma vez sequer por nenhum cientista, nenhum ambientalista ou mesmo nenhum jornalista, os quais estão mais preocupados em criar um “consenso coletivo” em torno desse tema?

No livro Armas Eletromagnéticas – seria o projeto HAARP a próxima ameaça mundial?, editora Aleph, p. 312, o autor norte-americano Jerry E. Smith afirma: “A Conspiração certamente já obteve grandes vantagens em função do aquecimento global. Sem dúvida, seus membros parecem estar usando esse fenômeno como veículo para induzir a opinião pública a exigir regulamentações e monitoramento internacionais, algo que, em última análise, levaria a um único Governo Mundial. Alguns pesquisadores especulam que, se o HAARP pudesse de fato alterar os padrões climáticos, poderia ser também usado secretamente para criar condições meteorológicas mais adversas, que fariam os povos do mundo suplicar por maiores controles globais, isto é, a Nova Ordem Mundial (NWO). Conforme foi relatado na imprensa, muitas pessoas acreditam agora que o HAARP já tenha sido utilizado para a consecução desse objetivo.”

Sem dúvida, esse tema poderá no futuro ser ampliado, dependendo dos próximos acontecimentos. Embora não saibamos quanto tempo ainda vai levar para ser decretada a Lei Dominical, enquanto isso, os cristãos devem se preocupar em preservar o meio ambiente como forma de expressar o seu amor a Deus, que tudo criou. Também como parte da sua responsabilidade em administrar fielmente os recursos outorgados pelo Criador. O simples medo da destruição final deste mundo não deve ser a única pobre motivação dos cristãos na questão da preservação ambiental. Da mesma forma, não devemos nos comprometer com programas e organizações ambientalistas que estejam promovendo disfarçadamente a adoração à mãe-Natureza (paganismo). Melhor do que só apontar as notícias “apocalípticas” do aquecimento global como sinal de que Jesus vai em breve voltar, é denunciar o movimento que está por trás dessas notícias que tem como finalidade última “fabricar” uma crise que justifique a imposição do descanso dominical ao redor do mundo.

“Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna.” Isaías 24:5

“E os estabeleceu [lua, sol, céus, águas] para todo o sempre; fixou-lhes uma ordem que não passará.” Salmo 148:6

ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 5

A influência pagã por trás do ECOmenismo e também a ligação deste com o Ecumenismo tornaram-se visíveis em um evento ocorrido aqui no Brasil, em julho de 2006. O evento aconteceu em Manaus e teve destaque apenas na mídia local (não por causa da sua importância, mas talvez pela conveniência). O Jornal do Comércio, de Manaus, fez uma análise interessante do “Simpósio Amazônia Fonte de Vida”, presidida por ninguém menos que Bartolomeu I, Patriarca de Constantinopla, conhecido também como “Patriarca Verde” por abraçar a causa ambientalista (o mesmo líder da Igreja Ortodoxa com quem o papa Bento XVI se encontrou na famosa viagem à Turquia, no ano passado, com o objetivo de aprofundar os laços ecumênicos com a Igreja Ortodoxa). Além de representantes católicos, luteranos e anglicanos, estiveram presentes também pajés de três tribos indígenas da Amazônia.

Durante o evento, Bartolomeu I realizou um ritual (pagão?) ecumênico para abençoar as águas amazônicas: “Foi uma cerimônia incomum. Às 8h55 de ontem em Manaus (9h55 em Brasília), o patriarca Bartolomeu 1º desceu de uma lancha do navio Iberostar Grand Amazon para a balsa Lady Irene, ancorada no encontro das águas dos rios Solimões e Negro, que formam o Amazonas. Com ele, religiosos de quatro confissões cristãs (ortodoxos gregos, católicos, luteranos e anglicanos) e líderes de três etnias indígenas (baniua, tucano e dessana). Todos estavam ali para abençoar as águas amazônicas, em celebração ecumênica pela natureza”.

Quais serão, então, as conseqüências do ECOmenismo para os cristãos? Acredito que a “crise” sobre o aquecimento global vai gerar medidas semelhantes àquelas colocadas em prática após o 11 de setembro: restrição de liberdades civis e até mesmo de liberdades religiosas. Imagine, por exemplo, a repercussão de um pacote de medidas (o que pode acontecer na forma de Lei), onde, entre outras coisas, fosse proposto que um dia na semana (imagine só qual dia seria “escolhido”) ninguém deveria usar seu carro, moto ou caminhão (transporte particular), mas só transporte público. As fábricas deveriam reduzir seu trabalho ou até mesmo suspender por completo a jornada (menos poluição), etc... O mundo todo estaria condicionado para aceitar tal proposta. Outro dia estava conversando com um jovem sobre esse assunto. Quando comentei com ele sobre a possibilidade descrita acima, ele arregalou os olhos e disse: “Pastor! No ano 2005, quando cursava a faculdade de Engenharia Ambiental, um professor defendeu justamente essa idéia em sala de aula!”

Certamente que um simples comentário como esse não pode se transformar numa profecia. A menos, é claro, que a profecia já tenha sido feita. E é justamente esse o ponto central da questão. No livro O Grande Conflito, p. 589 e 590, encontra-se a descrição profética de algo muito parecido com essa realidade que atualmente está surgindo do “consenso mundial” sobre aquecimento global:

“Satanás também opera por meio dos elementos a fim de enceleirar sua messe de almas desprevenidas. Estudou os segredos dos laboratórios da natureza, e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto o permite Deus... Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder... Estas visitações devem tornar-se mais e mais freqüentes e desastrosas... E então o grande enganador persuadirá os homens de que os que servem a Deus estão motivando esses males... Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta.”

Você percebe? Mais claro, impossível! Os furacões, enchentes, terremotos e outras calamidades naturais serão todos debitados na conta dos servos de Deus, especialmente daqueles que guardam o sábado, e serão usados como argumento para que a “observância do domingo seja estritamente imposta”. Agora você consegue entender por que o relatório do IPCC é contundente ao determinar que a responsabilidade sobre o aquecimento global é exclusiva do homem (cidadão comum)? E por que insiste tanto na mudança do seu “estilo de vida”? Eles só não falam, é claro, que o objetivo final da mudança no “estilo de vida” será o de promover o paganismo através da exaltação do dia de guarda dedicado ao deus sol – o domingo –, isso sim, uma grande verdade inconveniente!

Continua...

ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 4

Uma obra se destaca na busca de respostas para tais perguntas: Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial, 9ª edição, Capax Dei Editora, RJ. É através dessa obra que podemos verificar a ligação entre as famílias mais poderosas do mundo (curiosamente as mesmas que estão envolvidas com o ocultismo das sociedades secretas) e o surgimento das “crises ambientais”, bem como das ONGs espalhadas pelo mundo (que são a tropa de choque na promoção do ambientalismo ao redor do mundo – aquele tipo de ambientalismo que torna o homem um escravo ou mesmo um adorador da mãe-Natureza).

Logo no início da obra (p. 27), é mencionado o poderoso “Clube das Ilhas”, o qual “criou, financia e dirige a gigantesca máquina de propaganda e intervenção política representada pelas ONGs ambientalistas, das quais as primeiras foram a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), fundada em 1948, e o WWF, criado em 1961 pelos príncipes Philip da Inglaterra e Bernardo da Holanda” (sendo este último ex-membro ativo do partido nazista da Alemanha). “O financiamento do aparato ambientalista provém de uma vasta infra-estrutura constituída de mais de mil fundações familiares oligárquicas da América do Norte e da Europa, além de doações de empresas privadas e agências governamentais dos EUA, Canadá, Inglaterra e outros países.”

Da mesma forma, o livro ainda demonstra como o pensamento coletivo é deliberadamente condicionado através da “engenharia social”, cuja principal organização na realização de estudos avançados é o Instituto Tavistock de Relações Humanas, em Londres. “A ‘engenharia social’ pode ser definida como a técnica de moldagem das crenças e padrões de comportamento de um grupo social, para facilitar o seu controle pelos grupos detentores do poder político e econômico. Seu princípio básico é a neutralização da razão que orienta as atitudes individuais e a sua substituição pela irracionalidade coletiva” (p. 36).

“O conceito é descrito no livro Battle for the Mind, de 1957, pelo Dr. William Sargant, um especialista do Instituto Tavistock: ‘Vários tipos de crenças podem ser implantados em um grande número de pessoas, depois que as funções cerebrais tenham sido suficientemente perturbadas pelo medo, raiva ou excitação acidentais ou deliberadamente induzidas. Dos resultados causados por tais distúrbios, o mais comum é uma capacidade de julgamento temporariamente prejudicada e uma suscetibilidade elevada. Suas várias manifestações de grupo são, às vezes, classificadas sob o rótulo de instinto de rebanho e surgem mais espetacularmente em tempos de guerra, durante epidemias severas e em todos os períodos similares de perigo comum, que aumentam a inquietação e, assim, a suscetibilidade individual e de massa’” (p. 36 e 37). (Será que qualquer semelhança com o “11 de setembro” é mera coincidência?) “O ambientalismo se mostrou um terreno fértil para a aplicação das técnicas de ‘engenharia social’, enfatizando ameaças inexistentes ou exageradas” (p. 37).

Sobre a questão do “aquecimento global” a obra ainda afirma: “Até 1975, poucos discutiam a sério tal possibilidade, pois as oscilações verificadas no registro de temperaturas eram corretamente consideradas variações naturais que têm ocorrido em toda a história geológica do planeta. Entretanto, em outubro daquele ano, tal percepção começou a mudar com a realização do seminário ‘A atmosfera: ameaçada e ameaçadora’, em Washington, EUA, o qual reuniu cientistas de várias áreas para discutir os possíveis impactos da ação humana sobre a atmosfera. Sintomaticamente, o evento não foi organizado por nenhum especialista no assunto, mas pela antropóloga Margaret Mead, uma das mais experimentadas ‘aprendizes de feiticeiro’ dos EUA, ativa participante da Operação Mk-Ultra” (p. 38). (Mk-Ultra é o codinome de um projeto secreto de pesquisa da CIA, de 1950, sobre o controle da mente pelo uso de drogas ou mesmo por sinais eletrônicos.)

A base para quase todas as crenças que originaram as políticas ambientalistas, desde então, pode ser encontrada no malthusianismo (veja Thomas Malthus). Segundo a visão de Malthus, não existem “recursos naturais suficientes no planeta para suportar a expansão dos benefícios da moderna civilização industrial” (p. 39). Daí ser necessário limitar o crescimento populacional e frear o progresso industrial no mundo. O atual conceito de “desenvolvimento sustentado”, tão falado pela ONU, “além de redundante, oculta uma retomada do velho paganismo, na forma de um novo culto à deusa Gaia (a deusa grega que representava a Terra)” (p. 39).

“A chamada Hipótese Gaia, formulada pelo biólogo inglês James E. Lovelock e sua colega estadunidense Lynn Margullis, é uma teoria pseudocientífica segundo a qual a Terra seria um ser vivo de direito próprio e presciente, dotado de mecanismos de controle sobre os organismos constituintes da sua biosfera, inclusive o homem. Assim, este teria que condicionar as suas aspirações ao progresso e ao desenvolvimento aos rígidos limites impostos por Gaia, a Mãe-Terra, sob pena de ser implacavelmente eliminado. Os ideólogos do ambientalismo propõem a equiparação do homem com as demais espécies vivas, rebaixando-o, na hierarquia universal, ao nível dos seres irracionais (com “direitos” não superiores aos destes)” (p. 39).

Não por acaso, então, Al Gore, ao receber o prêmio do Oscar, preferiu usar essa linguagem de origem pagã: “A mãe-Natureza fala alto.”

Continua...

sexta-feira, abril 06, 2007

ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 3

Todavia, nem tudo está perdido. Há pessoas da sociedade civil que estão se mobilizando para contra-atacar a histeria mundial sobre o aquecimento global. Exemplo disso é a criação da Coalizão da Sociedade Civil para Mudança Climática – “um grupo de 26 organizações da sociedade civil, provenientes de 23 países”, incluindo o Brasil, criado para “desafiar o alarmismo não justificável e promover debates racionais” no que se refere a mudanças climáticas. (Leia mais.)

A esta altura é bom fazer dois esclarecimentos:

1. Defender este assunto não significa colocar-se contra a preservação do meio ambiente! Longe disso. Assim como já demonstramos neste blog que a “guerra contra o terrorismo” está sendo usada para limitar as liberdades civis e impor a Nova Ordem Mundial, e nem por isso significa que o cristão deve colocar-se a favor do terrorismo, assim também afirmar que o ECOmenismo é mais uma estratégia para avançar com a Nova Ordem Mundial não significa, em hipótese alguma, que o cristão deve colocar-se contra a preservação do meio ambiente. Que isso fique bem claro a todos! Até porque, ao fazer referência ao ECOmenismo quero com isso dizer: movimento ambientalista de inspiração pagã (centrado na adoração de Gaia, a “mãe Terra” ou “mãe natureza”), que visa criar um consenso mundial em torno do aquecimento global e impor medidas que restringirão as liberdades civis (até religiosas), favorecendo o estabelecimento da Nova Ordem Mundial. Portanto, isso não quer dizer que tudo que envolve a preservação do meio ambiente deve ser rejeitado. Pelo contrário, a despoluição de rios, o controle sobre o desmatamento, a economia no uso da água, e ainda outros temas legítimos ligados à preservação do meio ambiente devem ter o apoio dos cristãos. Digo mais: os cristãos devem ser os primeiros a cultivar essa consciência de preservação, colocando sempre os elementos na ordem certa – Deus, o Criador, e o homem como administrador inteligente dos recursos da natureza (e nunca um escravo ou mesmo adorador dela). Por outro lado, o fato de eu ser vegetariano (e uma das razões de o ser é justamente desestimular a matança indiscriminada dos animais criados por Deus) não faz com que aceite tudo que se ouve por aí a respeito do aquecimento global e das mudanças climáticas.

2. Outro esclarecimento importante a fazer é que o modelo de ordem social coletivista (onde o coletivo sempre é mais importante que o indivíduo) tem se espalhado como doutrina social ao redor do mundo (no passado, foi uma das colunas para erguer o nazismo e o comunismo; e no presente tem sido uma das colunas de sustentação do socialismo, e da futura Nova Ordem Mundial), fazendo com que o “consenso coletivo” seja sempre mais importante e mais desejável que a consciência individual. (Recomendo muito dois textos sobre o assunto em questão (leia aqui e aqui). Por isso, temas como este do “aquecimento global” e da “guerra contra o terrorismo” têm se transformado num verdadeiro campo de batalha, onde se encontram, de um lado, a poderosa mídia mundial (controlada pela “Comunidade Internacional”), atualmente totalmente orientada pelo coletivismo, e do outro, aqueles tantos cidadãos espalhados pelo mundo, que são orientados pela consciência individual, cujas vozes quase nunca se fazem ouvir nos próprios meios de comunicação de massa (por causa da censura deliberada). Compreendendo isso, fica fácil entender também por que os princípios e os valores divulgados atualmente pela mídia (coletivista) estão tão distantes dos valores e princípios da tradição judaico-cristã, visto ser esta orientada pela consciência individual: “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” Romanos 14:12.

Portanto, se você é daqueles que acredita sempre na “versão oficial” dos fatos (não estou dizendo com isso que a versão oficial nunca é verdadeira), e não investiga por si só em outras fontes, não analisa os fatos pesando todos os lados da questão, e prefere o mundo confortável do “isso é assim mesmo”, ou “pra que perder tempo se as autoridades no assunto já apresentaram suas conclusões”, ou ainda “esse assunto já esta resolvido”, cuidado! Você pode estar colocando até mesmo seu destino eterno nas mãos do “consenso coletivo”.

Tendo dito isso, voltamos à pergunta inicial: Quem está por trás do ECOmenismo? Quais são os seus interesses? Até que ponto as conseqüências do “consenso mundial” sobre o aquecimento global afetarão os cristãos?

Continua...

quinta-feira, abril 05, 2007

ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 2

Se não bastasse isso, há ainda outros pesquisadores que estão se posicionando na contramão da “versão oficial dos fatos” sobre o aquecimento global. É o caso de Bjarne Andresen, do Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhague. Segundo Andresen, "todo o debate sobre o aquecimento global é uma fantasia", já que o método utilizado para determinar o aquecimento global e suas conseqüências "é mais político do que científico". Do lado de Andresen estão também os cientistas Christopher Essex, da Universidade de Western Ontário, e Ross McKitrick, da Universidade de Guelph, também em Ontário, os quais (os três) afirmaram ser "impossível falar em uma única temperatura em algo tão complexo quanto o clima da Terra".

Andresen ainda menciona que a temperatura só pode ser definida em um sistema homogêneo, e o clima não pode ser determinado por apenas uma temperatura. “São as diferenças de temperaturas que impulsionam o processo e criam as tempestades, correntes marinhas, trovões, que são as que constituem o clima", afirma. E acrescenta: "Não faz nenhum sentido falar em uma temperatura global para a Terra, porque existem elementos em todo o planeta que não podem simplesmente ser somados e divididos”.

Segundo a matéria da Folha Online, os cientistas concluíram dizendo que “existem duas formas de calcular as médias, a aritmética e a geométrica. Ambos dão resultados diferentes e ambos estão corretos. É necessário um motivo forte para escolher um em demérito do outro e, por isso, as previsões sobre desastre podem ser uma conseqüência do método usado. São necessários argumentos físicos para decidir pelo uso de um método de análise do estado da Terra, e não a tradição”.

Outro cientista que resolveu engrossar a fileira dos descontentes com o pensamento “politicamente correto” na questão do aquecimento global é o dinamarquês Bjorn Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético (disponível em português). Ele também concorda que o problema do aquecimento global está sendo exagerado no contexto mundial. Já sobre o filme “Uma Verdade Inconveniente”, de Al Gore, Lomborg foi enfático: “É muito alarmista. Pega apenas as piores previsões possíveis e conta histórias de aterrorizar.”

O fato de vários cientistas decidirem manifestar-se contra o sensacionalismo em âmbito mundial criado em torno do tema aquecimento global é uma questão que não pode passar despercebida, uma vez que personalidades influentes estão aderindo à onda do “politicamente correto” e ajudando a promover o sensacionalismo. É o caso aqui no Brasil do jornalista Alberto Dines, responsável pelo conhecido programa de TV “Observatório da Imprensa”. Em programa exibido no dia 6 de fevereiro deste ano, ao comentar sobre o relatório do IPCC, Dines sentenciou: “Este é um dos raros casos em que o sensacionalismo é benéfico” (eu pensava que o “Observatório da Imprensa” tivesse sido criado justamente para denunciar o sensacionalismo da mídia, separando o joio do trigo. O que será que aconteceu, então? Que interesses estarão por detrás dessa afirmação?).

Algo comprometedor também, que sugere interesses globais (leia-se Nova Ordem Mundial) na promoção da causa do aquecimento global, é o fato de que vários cientistas têm sido pressionados a aderir à causa “politicamente correta” ou então contentarem-se com o silêncio (a pressão acontece com o corte das verbas para pesquisa, desvalorização do trabalho pessoal ou ainda acusações que comprometam sua reputação científica). Quem estaria por detrás disso tudo? Quem estaria forjando esse “consenso mundial” sobre o aquecimento global? Será que ninguém nunca ouviu falar do pensamento: “Quando todos pensam a mesma coisa, é sinal que ninguém esta pensando”?

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ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 1

Nos últimos anos, autoridades mundiais têm se esforçado para demonstrar que o planeta Terra está marchando para a destruição final (em alguns casos a mídia até tem invocado o Apocalipse) devido às grandes mudanças climáticas e ao descaso com que o meio ambiente vem sendo tratado pelo ser humano. Manchetes recentes têm apontado a maior de todas as preocupações: o aquecimento global. O mundo está derretendo. E a culpa é 100% do homem. Só uma mudança no estilo de vida da sociedade poderá salvar o mundo da destruição final.

Todas essas “verdades” que têm sido propagadas nos quatro cantos do planeta escondem no seu interior uma outra verdade, essa sim, inconveniente para a elite ocultista que controla as sociedades secretas ao redor do mundo, e por isso mesmo, jamais será reconhecida como “versão oficial dos fatos”. Você quer saber qual é essa verdade? Então continue a leitura e tire suas próprias conclusões só após terminar todas as partes deste texto... (Só serão aceitos comentários depois que todas as partes forem postadas.)

No dia 2 de fevereiro deste ano, foi divulgado o relatório (a primeira de quatro partes) do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da ONU. De acordo com esse relatório, "concentrações de dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso aumentaram notavelmente como resultado das atividades humanas desde 1750, e agora excedem, em muito, os valores (anteriores)". Por isso, no fim do relatório, os cientistas ”concluíram que há 90% de chance de o aquecimento global observado nos últimos 50 anos ter sido causado pela atividade humana”.

Observe as datas mencionadas acima: “resultado das atividades humanas desde 1750”, “aquecimento global observado nos últimos 50 anos”. A partir dessas informações “oficiais”, pode-se já colocar um grande ponto de interrogação nas intenções por detrás dessa “verdade” do aquecimento global. Isso porque apenas trinta anos atrás as manchetes dos jornais anunciavam exatamente o contrário: “A Terra caminha para nova era glacial”, “Os invernos serão cada vez mais frios”. Por que o relatório do IPCC procura provar o aquecimento global nos “últimos 50 anos” sendo que cerca de 30 anos atrás a preocupação era o esfriamento global? Por que essa histeria em torno do aquecimento global, então? Será que antes de produzir o relatório do IPCC os cientistas não leram o Estadão? Ou há algo a mais nessa história?

Para a causa do aquecimento global provocado por mudanças climáticas, a mídia mundial (leia-se Hollywood) já elegeu seu garoto propaganda. Trata-se do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, quem, inclusive, ganhou o Oscar neste ano, na categoria “documentário”. O vídeo “Uma Verdade Inconveniente” foi premiado por tratar exatamente do aquecimento global e as possíveis soluções para o problema. Ao receber o prêmio, Al Gore fez o seguinte apelo: "Meus compatriotas americanos, povo de todo o mundo, temos que resolver a crise ambiental. Não é uma questão política. É uma questão moral." Ainda na opinião do próprio Al Gore, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, agora, tornou-se “verde” e “ecológica”.

Seria tentador acreditar em tudo o que Al Gore afirma não fosse uma dúvida pertinente: será que ele próprio acredita naquilo que suas palavras afirmam? Reza o bom senso que, quando alguém acredita em uma causa, as ações dessa pessoa devem caminhar na mesma direção. O que nem sempre é verdade no caso de Al Gore.

A esta altura você deve estar se perguntando se existe mais alguém que discorda da versão oficial sobre o aquecimento global. Com certeza. E são pessoas com credenciais científicas. É o caso dos reconhecidos cientistas britânicos Paul Hardaker e Chris Collier. Recentemente, eles “criticaram o exagero com o qual alguns de seus colegas tratam os riscos da alteração do clima, sem bases científicas”. Hardaker ainda “advertiu contra descrever a mudança climática como fazem os filmes de Hollywood, que só contribuem para confundir a opinião pública”.

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Outro apelo papal a favor da guarda do domingo

A agência católica Zenit noticiou que “em meio às dificuldades trabalhistas que a juventude experimenta em tempos de globalização, Bento XVI fez um chamado a recuperar a ‘dimensão humana do trabalho’. A proposta do Santo Padre faz parte da mensagem que enviou aos participantes no IX Foro internacional de jovens, organizado pelo Conselho Pontifício para os Leigos, sobre o tema ‘Testemunhas de Cristo no mundo do trabalho’, em Rocca di Papa (localidade próxima a Roma). No encontro, que culminará com a Jornada Mundial da Juventude, que este ano se celebra no âmbito diocesano em 1º de abril, Domingo de Ramos, participam cerca de 300 jovens dentre 20 e 35 anos, comprometidos na Igreja e no mundo do trabalho, procedentes de aproximadamente cem países, e de diferentes experiências trabalhistas e eclesiais”.

Depois de apresentar uma visão geral do trabalho em tempos de globalização e falar sobre a visão cristã do trabalho, o papa Bento XVI afirmou ser necessário “tomar como ponto de referência a doutrina social, exatamente como é apresentada pelo Catecismo da Igreja Católica e sobretudo pelo Compêndio da Doutrina Social da Igreja”. E finalizou propondo uma solução: “Hoje, mais que nunca, é necessário e urgente proclamar ‘o Evangelho do trabalho’, viver como cristãos no mundo do trabalho e converter-se em apóstolos entre os trabalhadores. Mas para cumprir com esta missão é necessário permanecer unidos a Cristo com a oração e com uma intensa vida sacramental, valorizando, com este objetivo, de maneira especial o domingo, que é o dia dedicado ao Senhor [sic]”

Nóta: Embora a profecia do Apocalipse demonstre que a batalha final entre a guarda do sábado e a Lei Dominical começará nos EUA, país protestante, não devem passar despercebidas diante de nossos olhos as várias declarações provenientes do Vaticano a favor da guarda do domingo. A preparação dos fiéis católicos para defender a guarda do domingo mesmo na rotina do trabalho é mais um sinal dos tempos em que vivemos.

Vale lembrar que a mudança do sábado para o domingo como dia de guarda deu-se sem autorização bíblica, e baseada exclusivamente na autoridade da Igreja. Ao colocar a autoridade da Igreja acima da autoridade das Escrituras, a Igreja Católica lançou a base para mudar a Lei de Deus.

Assim, a luta entre a autoridade da Igreja e a autoridade da Bíblia foi a nota tônica no decorrer de toda a Idade Média. Um exemplo clássico dessa tensão aconteceu com Lutero por ocasião da Reforma Protestante. Ele afirmava que a consciência do homem deve estar subordinada apenas à Palavra de Deus (o que estava correto); seu lema era “Sola Scriptura”. Em determinada ocasião, um de seus mais ferozes opositores católicos, Johann Eck, tentou ironizá-lo dizendo: “A Escritura ensina: ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar; seis dias trabalharás e farás toda sua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus...’ Assim, a igreja mudou o sábado para o domingo por sua própria autoridade, e para isso você não tem nenhuma Escritura” (citado por C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, pág. 134, Casa Publicadora Brasileira).

A Lei de Deus é um reflexo de Seu caráter imutável, e por isso mesmo ela jamais poderia ser mudada, quer seja na essência, quer seja na forma.

“Quanto às Tuas prescrições, há muito sei que as estabeleceste para sempre.” Salmo 119:152

quinta-feira, março 29, 2007

Bento XVI fará reunião ecumênica em mosteiro

O papa Bento XVI participará de um encontro com representantes das religiões judaica, muçulmana e cristã de diversas denominações em sua primeira visita ao Brasil, entre os dias 9 e 13 de maio. A reunião será no dia 10, às 12h30, no mosteiro de São Bento, segundo a Folha de S.Paulo.

O xeque Armando Hussein Saleh, representante da comunidade islâmica que estará com Bento XVI, diz que "há um interesse mútuo nessa aproximação". "Nós, muçulmanos, calculamos as pessoas por suas intenções. O papa teve uma declaração que foi infeliz, mas a intenção dele é boa", diz Saleh.

O rabino Henry Sobel - que também foi convidado para o encontro - disse que "o papa é muito conservador em doutrina, mas ao mesmo tempo muito aberto em relação ao diálogo inter-religioso".

Cético, mas que também confirmou presença no encontro, o pastor luterano Walter Altmann declarou que "nos encontramos num momento de transição. O entusiasmo da 'primeira hora' passou e há desapontamentos em relação ao ecumenismo no seio da cristandade. Esperava-se avanços mais significativos no reconhecimento mútuo das igrejas".

Ele é presidente do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), órgão que reúne 350 igrejas ortodoxas, protestantes, evangélicas e, em menor grau, pentecostais do mundo inteiro, representando aproximadamente meio bilhão de fiéis.

O pastor luterano e presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) Carlos Möller também estará presente para representar outras denominações cristãs.

(Terra)

Nota: O Ecumenismo já produziu para a Santa Sé o objetivo para o qual foi criado: devolver ao Vaticano o prestígio, o poder e a liderança mundiais tanto no campo religioso quanto no político, perdidos ao fim da Idade Média (1798). Falta apenas o reconhecimento oficial de sua supremacia por parte das nações, o que acontecerá quando a guarda do domingo como dia sagrado se tornar realidade por meio da imposição de uma lei civil em diversos países ao redor do mundo.

Tremores proféticos

"Uma série de terremotos atingiu ilhas do Pacífico na madrugada deste domingo, incluindo um tremor de 7.1 pontos na escala Richter na costa oeste da maior ilha do Japão, Honshu.

"Pelo menos uma pessoa morreu e 150 ficaram feridas pelo tremor, que chegou a ser sentido na capital, Tóquio. Um alerta de tsunami foi divulgado por um curto período de tempo na área de Ishikawa.

"O maior dos terremotos, de 7.2 pontos, atingiu as proximidades da ilha de Vanuatu, no sul do Oceano Pacífico, às 11h40 no horário local (21h40 na hora de Brasília), seguido por um tremor menor 28 minutos depois. O epicentro dos dois tremores estava a 335 quilômetros ao sudeste da capital da ilha, Port Vila."

(BBC Brasil)

Nota: Embora os terremotos sempre tenham acontecido na história passada, atualmente estão cada vez mais freqüentes e mais intensos, e é justamente esse o sinal deixado por Jesus em Mateus 24 que indica a proximidade de Sua vinda. O site Apolo11, que realiza, entre outras coisas, o monitoramento online de terremotos de todo o planeta, registrou só nos últimos seis dias (22-28 de março) 120 terremotos, sendo três deles acima de 6.0 na escala Richter, e outros 22 entre 5.0 e 5.9 na mesma escala.


Em tempo: Conforme observação feita pelo leitor Fernando Machado, apenas oito dias depois do terremoto no Japão, outros terremotos atingiram as Ilhas Salomão, no Pacífico. Sendo que o maior deles (o primeiro) chegou a provocar um tsunami (2 de abril). De acordo com o Valor Online “milhares de pessoas dos litorais ocidentais das mais de 200 ilhas que formam o arquipélago passaram a noite no topo de morros e montanhas, com medo de um novo tsunami”.

Profecia atual

Ao longo dos últimos cinqüenta anos os cristãos têm presenciado a profecia de Daniel 2:43, referente às nações da Europa, cumprir-se a despeito dos grandes esforços humanos na direção contrária: "Mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro."

Em 25 de março de 1957, seis países da Europa (Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos) assinaram o Tratado de Roma estabelecendo o início da Comunidade Econômica Européia (CEE) e prevendo a criação de um Mercado Comum Europeu já para o ano seguinte.

Desde então, outros documentos foram assinados ampliando o número de países membros (hoje são 27 países) da atual União Européia (UE). No entanto, o processo ficou estagnado depois que a França e a Holanda, através de um plebicito em 2005, rejeitaram a Constituição Européia.

No último domingo, dia 25, os líderes da UE reuniram-se em Berlim para reativar o processo. O encontro ficou marcado pelo consenso em torno de um Documento (Declaração de Berlim). De acordo com a agência de notícias EFE, "o documento inclui o compromisso dos 27 países do bloco para renovar os alicerces da UE até 2009, mas não tem referência à Constituição - assunto ainda polêmico entre os membros do bloco". Alguns líderes protestaram porque tiveram apenas 24 horas para ler o documento e propor emendas. O resultado foi que só três lideres assinaram a Declaração.

Como se pode notar, passados mais de 2.500 anos, quando o livro de Daniel foi escrito, a profecia bíblica continua atual e verdadeira. O principal objetivo das profecias é despertar a fé das pessoas nAquele que conhece o fim desde o princípio, cuja soberania está acima da história humana e cujo poder é ilimitado para salvar todo aquele que nEle crer.

"Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU." João 13:19

sexta-feira, março 16, 2007

Vitória da liberdade

O Senado brasileiro decidiu na manhã desta quinta-feira criar um grupo de trabalho para estudar de forma mais aprofundada a chamada “Lei da Homofobia”, que pretende punir como crime qualquer tipo de reprovação ao homossexualismo.

O grupo de trabalho criado terá o objetivo de promover audiências públicas para ouvir especialistas no assunto.

O projeto entrou na pauta de votações logo pela manhã, mas os senadores declinaram em votá-lo. Um dos motivos da cautela dos senadores, segundo apurou Zenit, seria o grande número de e-mails e telefonemas registrados nos últimos dias de cidadãos que se posicionaram contra a lei.

Especialistas consultados por Zenit explicaram que a “Lei da Homofobia” implicaria um marco legal de perseguição religiosa. Se aprovada a nova Lei, o homossexualismo deixaria de ser um vício para tornar-se um mérito. “E quem ousar criticar tal conduta será tratado como criminoso”, afirmava a advogada e presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida, Maria das Dores Dolly Guimarães.

“Além dos direitos previstos na Constituição para todas as pessoas, o homossexual, pelo simples fato de ser homossexual, ganhará privilégios”, explicou a especialista à Zenit, na terça-feira.

A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) por homossexuais.

Na mesma pena poderá incorrer o pastor ou o padre que, em uma homilia, condenar o homossexualismo; e o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual poderá receber pena maior, de 3 a 5 anos de reclusão.

O projeto que agora tramita no Senado como PLC 122/2006 já foi votado e aprovado pela Câmara dos Deputados (sob o nome de PL 5003/2001) no dia 23 de novembro de 2006.

Fonte: ZENIT

Nota: Parabéns a todos que participaram exercendo sua cidadania e liberdade de pensamento. Todavia, devemos ficar alerta porque a guerra ainda não acabou!

Notícias de outro mundo

1. “Uma empresa japonesa está vendendo um equipamento criado para detectar objetos voadores não identificados (OVNIs) e alienígenas. De acordo com a companhia, ninguém em sã consciência deve sair de casa sem um desses. A empresa prega que existem milhões de alienígenas infiltrados entre os humanos, como funcionários dos correios, motoristas de ônibus e imitadores da Marilyn Monroe. Esses seres emitiriam ondas próprias de espécies de outro planeta.

O dispositivo funciona no modo automático e no manual. No primeiro, o aparelho fica ligado 24 horas por dia e quando encontra algum tipo de informação extraterrestre, emite um som e pisca uma luz. Já no modo manual, o produto só busca por ETs enquanto um botão estiver apertado. Quanto mais próxima estiver a forma de vida alienígena, mais alto o som e mais rápido as luzes piscarão.

O fabricante adverte que existem casos em que o extraterrestre é muito bom e engana o aparelho, que continua fazendo buscas em graus mais elevados até verificar ou não a existência de vida alienígena. O detector de OVNIs e ETs custa 2,22 mil ienes, cerca de R$ 40 ...” (Terra)

2. “Dois objetos voadores não identificados (OVNIs) foram registrados há alguns dias por radares indianos nas proximidades da residência do primeiro-ministro, Manmohan Singh, segundo informou nesta quarta-feira o canal CNN-IBN. De acordo com a rede de televisão, sete radares dos controladores de vôo de Nova Delhi detectaram nas primeiras horas da tarde do dia 7 de março a presença de objetos voadores.

"A Aeronáutica foi alertada, mas os objetos desapareceram em poucos minutos e antes que os aviões pudessem interceptá-los. Até agora ninguém conseguiu explicar o que eram esses objetos. Há quem diga que foi um bando de pássaros, mas segundo especialistas essa hipótese é impossível pela maneira como os objetos voavam. Até o momento, não há sinais de que os radares não tenham funcionado direito.

"Tanto o ministro da Aviação Civil como a Aeronáutica abriram uma investigação para tentar compreender como foi que a informação chegou tarde e os aviões não puderam interceptar os objetos a tempo. A residência do primeiro-ministro encontra-se no centro da capital da Índia.” (ANSA)

Nota: No primeiro caso, a comercialização de um aparelho como esse serve não só para despertar a curiosidade como também para manter viva na imaginação de todos a “possibilidade” de futuros contatos com “ET’s”. Já no segundo caso apresentado, surge novamente a pergunta: Por que será que a mídia enfatiza tanto o avistamento de OVNIs por celebridades (cantores, artistas) e por políticos? É só para dar maior credibilidade ao fato? Quem estaria interessado nessa divulgação planetária (até com a ajuda de Hollywood) e por que? Para saber mais, leia o texto “Extraterrestres – eles estão chegando!”, parte 1, parte 2 e parte 3. Leia também “O Vaticano e os extraterrestres”.

quarta-feira, março 14, 2007

A liberdade de pensar e julgar a homofilia

Célio Borja, ex-presidente da Câmara e ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal.

O PROJETO DE LEI nº 5003/2001 da Câmara dos Deputados (PLC nº 122/2006, do Senado Federal), na sua versão original, “determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas”, como se lê na sua ementa. Em três artigos, a matéria é desenvolvida com propriedade e coerência, tipificando as condutas proibidas (arts. 1º e 2º) e cominando-lhes sanções administrativas, sem recorrer a penas privativas da liberdade dos agentes.

Alguns fatos recentes que vitimizam pessoas de orientação sexual peculiar explicam a preocupação do legislador de assegurar-lhes tratamento compatível com a dignidade humana e a paz social.

Contudo, as modificações sofridas por essa proposição, no curso de sua tramitação, na Câmara dos Deputados, ampliando-lhe o escopo a fim de alcançar outras formas de discriminação constitucionalmente vedadas (raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero) e valem-se de meios, alguns discutíveis, de tipificação de condutas e de apenação dos infratores.

O projeto, já aprovado na Câmara, depende de revisão do Senado (PLC 122/2006 – SF), em cuja Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa a senadora Fátima Cleide foi designada relatora.

Por amor à brevidade, abstraio as ambigüidades da tipificação de condutas em que incide a proposição emendada, sua inútil extensão, as disposições redundantes, como a do artigo 20-B, atinente à interpretação segundo princípios já adotados na Constituição e disciplinados pela ciência do direito, e o retrocesso acolhido no artigo 20-A, que reserva a poucos a iniciativa da notitia criminis que a lei processual penal faculta a todos. Mas fixo-me no conflito da matéria, tal como emendada na Câmara, com os mais veneráveis princípios de todas as Constituições democráticas do nosso tempo: o que garante as liberdades de pensamento e de consciência e o que torna inviolável o direito de religião (Const., art. 5º, VI, VIII e IX).

Atropelando essas franquias, o projeto nº 122/2006 (numeração do Senado) restabelece o delito de opinião que é uma das formas mais execráveis de opressão. O parágrafo 5º do artigo 20, do projeto em tramitação no Senado, equipara a manifestação ou expressão de inconformidade ou reprovação da homofilia, “de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica” à “ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória”.

Portanto, o direito de não considerar natural, próprio e conveniente, ou de qualificar como moral, filosófica ou psicologicamente inaceitável o comportamento homossexual não seria mais tolerado. Os juízos morais, filosóficos ou psicológicos, não poderiam mais ser externados, embora a constituição assegure a livre manifestação do pensamento (art. 5º, IV). Essa norma poderia impedir que os pais eduquem seus filhos de acordo com o que entendem ser o comportamento mais natural e socialmente próprio.

Esse temor se justifica porque o substitutivo diz que “para os fins de interpretação e aplicação dessa Lei, serão observados, sempre que mais benéficas em favor da luta antidiscriminatória, as diretrizes traçadas pelas Cortes Internacionais de Direitos Humanos, devidamente reconhecidas pelo Brasil”. Ora, nenhuma lei pode incitar ou compelir pessoas a engajarem-se em qualquer tipo de luta, a não ser a guerra externa para defesa do Brasil.

Esse jargão é incompatível com o direito, cuja finalidade é a paz. E, depois, observe-se que as relações do direito interno e do internacional são reguladas pela Constituição (art. 5º, LXXVIII, § § 1º, 2º e 3º), não cabendo ao legislador ordinário dispor diferentemente.

Andaria bem o Senado se desse preferência ao projeto original. Garantiria, assim, a liberdade de pensamento e a de instruir, educar e formar os filhos e os discentes de acordo com sua consciência moral. E a de manifestar publicamente os juízos de valor inerentes aos credos religiosos.

Fonte: Jornal do Brasil, 14 de março de 2007.

Ameaça à consciência

“É nosso dever, ao vermos os sinais do perigo que se aproxima, despertar-nos para a ação. Que ninguém se assente em calma expectativa do mal, confortando-se com a crença de que esta obra terá de prosseguir porque a profecia o predisse, e que o Senhor guardará o Seu povo. Não estamos cumprindo a vontade de Deus se nos deixarmos ficar em quietude, nada fazendo para preservar a liberdade de consciência... Haja as mais fervorosas orações, e então trabalhemos em harmonia com as nossas orações.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 713 e 714.

O texto acima foi escrito no contexto da Lei Dominical. Todavia, um princípio pode ser extraído dele e aplicado em outras situações: sempre é nosso dever fazer o que for necessário (orações e ações) para preservar a liberdade de consciência. Só porque os cristãos crêem que as profecias se cumprirão (tanto a imoralidade do mundo quanto a proteção de Deus junto ao Seu povo) não é razão para permanecerem de braços cruzados, em especial, quando a liberdade de consciência estiver em jogo.

Agora mesmo, a liberdade de consciência está sendo ameaçada em nosso país. Refiro-me ao Projeto de Lei 5003/2001, que trata da criminalização da homofobia no Brasil. Se o tal projeto for aprovado, muitos problemas surgirão no caminho dos cristãos e das igrejas, os quais não poderão mais se pronunciar publicamente contra o homossexualismo sob risco de serem condenados e presos.

Vale lembrar que a prática homossexual está sendo incentivada em todo mundo. E juntamente com a feitiçaria e o ocultismo tem sido o carro-chefe do movimento neopagão pelo mundo afora. Por isso, nós cristãos deveríamos não só orar mais, mas também pressionar os parlamentares no Congresso para que não aprovem esse Projeto de Lei tão infame.

O autor Júlio Severo mostra o caminho para que isso seja feito. Você pode ler o texto “Alerta de Júlio Severo” encontrado em seu site, e ajudar na divulgação buscando apoio para a devida pressão dos congressistas brasileiros. De agora em diante, os cristãos terão muito com o que se preocupar no que diz respeito à liberdade de consciência. É mais um sinal dos tempos!

Lembrando que toda comunicação com os congressistas deve ressaltar pontos importantes como:

• Não apoiamos qualquer tipo de ato ou lei que promova a discriminação de pessoas.
• Não apoiamos qualquer tipo de ato ou lei que estimule a violência contra pessoas por qualquer razão.
• Não apoiamos qualquer tipo de ato ou lei que venha a restringir a liberdade de expressão e/ou a liberdade de consciência. (O Projeto de Lei 5003/2001, na forma como está, poderá ser mal aplicado contra aqueles que tão somente discordarem do comportamento homossexual.)

Leia mais aqui.

“Esconde-me da conspiração dos malfeitores e do tumulto dos que praticam a iniqüidade, os quais afiam a língua como espada e apontam, quais flechas, palavras amargas, para, às ocultas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente e não temem.” Salmo 64:2-4

“O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?” Salmo 77:13

segunda-feira, março 12, 2007

Só faltam as cortinas se abrirem

“A partir de 11 de setembro de 2001, as luzes do palco para a Nova Ordem Mundial se acenderam, as da platéia já se apagaram. Só faltam as cortinas se abrirem..."

O pensamento acima foi extraído, para minha surpresa, de um site católico que também tem esclarecido seus leitores quanto ao plano secreto de um Governo Mundial (há, portanto, pessoas sinceras e tementes a Deus mesmo dentro da Igreja Católica). Descobri o site graças a um de nossos leitores (M.Flores).

Já mencionei anteriormente, no texto “A Era de Aquário e os números ocultistas – Parte 2”, sobre a relação do 11 de Setembro com a implantação da Nova Ordem Mundial (conforme David Bay, responsável pela The Cuting Edge).

Todavia, há ainda outro filme-documentário mostrando fortes evidências de que algo muito maior está por detrás do 11 de Setembro. O vídeo está disponível na Web (legendas em português) para aqueles que desejam saber mais sobre o 11 de Setembro: “Loose Change 2”.

Segundo o documentário, “no projeto para um novo século americano, um grupo de pensadores neo-conservadores que tem como membros Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Jeb Bush e Paul Wolfowitz, liberam seu relatório (em setembro de 2000) entitulado ‘Reconstruindo as Defesas Americanas’. Nesse documento eles declaram que o ‘processo de transformação, mesmo que traga mudanças revolucionárias, provavelmente será longo, se não houver um evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor’”.

Não é suspeito que esse documento tenha sido preparado e divulgado um ano antes do 11 de Setembro?

Mas isso é só o começo...

Contudo, temos uma certeza:

“Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” II Pedro 3:9

quinta-feira, março 08, 2007

O tempo do nosso amor

No Dia Internacional da Mulher, gostaria de prestar uma homenagem a todas as mulheres que acompanham este blog. E farei isso declarando meu amor por minha esposa, amiga e parceira de jornada. A você, Patrícia, parabéns pelo seu dia e muito obrigado por repartir comigo toda sua feminilidade, tão marcante e atraente. Eu te amo!

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela.” Efésios 5:25

A poesia a seguir, que fiz para minha esposa, foi inspirada em Eclesiastes 3:1-8.

O tempo do nosso amor

Houve tempo de crescer e de aprender.
Houve tempo de pedir e de Deus receber.

Houve tempo de olhar e se apaixonar.
Houve tempo de conversar e se encantar.

Houve tempo de sonhar e de planejar.
Houve tempo de esperar e de conquistar.

Houve tempo de orar e de decidir.
Houve tempo de buscar e se unir.

Houve tempo de amar e de curtir.
Houve tempo de trabalhar e de construir.

Houve tempo de crescer e de perdoar.
Houve tempo de pensar e de valorizar.

Houve tempo de se adaptar e a família aumentar.
Houve tempo de se dedicar e no futuro pensar.

Houve tempo de brincar e se alegrar.
Houve tempo de sorrir e de chorar.

Houve tempo de perder e de ganhar.
Mas jamais haverá tempo do amor acabar!

“O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor.” Provérbios 22:18

segunda-feira, março 05, 2007

Sociedade secreta e cristianismo no tempo do fim

1. Em um congresso realizado no dia 1º de março de 2007, na Faculdade Pontifícia Teológica São Boaventura, cidade de Roma, a Igreja Católica respondeu à seguinte pergunta: "Pode um católico ser membro da maçonaria?" O congresso foi presidido pelo bispo Gianfranco Girotti, o qual declarou à agência Zenit que a ICAR “sempre criticou as concepções e a filosofia da maçonaria, considerando-as incompatíveis com a fé católica”. Segundo a Zenit, “o último documento oficial de referência é a ‘Declaração sobre a Maçonaria’, assinado pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, em 26 de novembro de 1983”. O documento afirma que “os princípios da maçonaria sempre foram considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja; em conseqüência, a afiliação à mesma continua proibida pela Igreja”. E também que “os fiéis que pertençam a associações maçônicas se encontram em estado de pecado grave e não podem acudir à santa comunhão”.

2. O assunto é mais um daqueles em que há um abismo entre a posição oficial da Santa Sé e a prática de seus fiéis. Basta lembrar que, em 1984, David Yallop, pesquisador católico, publicou o livro Em Nome de Deus no qual apontava as provas de que o papa João Paulo I foi, na verdade, assassinado por ter descoberto, entre outras coisas, que dentro do alto escalão do Vaticano havia vários membros da maçonaria infiltrados. Segundo a obra de Yallop, o plano de João Paulo I era afastar os maçons do alto escalão do Vaticano. Todavia, depois da morte do papa, em 1978, “com a eleição de Wojtyla, tudo voltou aos valores de Paulo VI, acrescido de juros. Como no caso da infiltração dos maçons no Vaticano. O Vaticano, através do atual Papa [JPII], não apenas absorveu em seus quadros uma ampla variedade de maçons, de uma ampla variedade de lojas, mas também adquiriu a sua própria versão interna. Seu nome é Opus Dei... a Obra de Deus”.

3. Uma das principais razões para o cristão não se filiar às sociedades secretas é justamente para não contrariar o exemplo de Cristo: “Declarou-lhe Jesus: Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto.” João 18:20.

4. Outra forte razão é que o cristão é aconselhado a não entrar em sociedade (estabelecendo interesses íntimos), em nenhum caso, com aqueles que defendem conceitos e costumes pagãos: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?” II Coríntios 6:14. E o motivo por detrás do conselho é claro: “para que te não sejam por cilada.” Êxodo 34:12.

5. Além desses fatos, a Igreja Adventista ainda sabe que a preparação do mundo para receber Satanás em forma de Cristo está sendo feita pelas sociedades secretas: “Um poder de baixo está operando a fim de promover as últimas grandes cenas do drama: Satanás vindo como Cristo e operando com todo o engano da injustiça nos que se ligam em sociedades secretas.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 8, pág. 28.

6. Por isso vem a exortação: “Aqueles que se acham sob a ensangüentada bandeira do Príncipe Emanuel, não se podem unir aos Maçons ou a outra qualquer organização secreta. O selo do Deus vivo não será colocado em ninguém que mantenha tal ligação depois que a luz da verdade fulgiu em seu caminho.” Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 140.

“Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz, nem ramo.” Malaquias 4:1

NOTA: Recomendo o livro Maçonaria – Do outro lado da luz, editora Luz e Vida, no qual o autor William Schnoebelen mostra por que, após sua conversão ao cristianismo, abandonou a maçonaria (32º Grau).