Terça-feira, Novembro 29, 2011

Bento XVI reforça o ECOmenismo

O papa Bento XVI pediu hoje [27] aos participantes na Convenção das Alterações Climáticas da ONU que encontrem uma resposta “responsável e credível” para reduzir os gases de efeito de estufa, que tenha em conta as necessidades dos mais pobres. Os trabalhos da Convenção da ONU sobre as alterações climáticas e o protocolo de Quioto arrancam na segunda-feira, em Durban, África do Sul, sendo esperadas cerca de 25 mil pessoas.


A agência Associated Press adianta que atenções estão viradas para os prazos estipulados no protocolo de Quioto, que estabelece que 37 países industrializados reduzam até 2012 em pelo menos cinco por cento os níveis das emissões de carbono que registaram em 1990. É ainda esperado que os países ocidentais consigam que a China e outras economias em crescimento aceitem restrições às emissões de gases de efeito estufa.

“Espero que todos os membros da comunidade internacional cheguem a acordo para uma resposta responsável, credível e solidária a este inquietante e complexo fenómeno, tendo em conta as necessidades das populações mais pobres e das gerações futuras”, disse Bento VXI esta manhã, na tradicional bênção dominical na praça São Pedro.

O papa referiu também que a paz mundial depende da salvaguarda da criação de Deus, demonstrando mais uma vez preocupação com a protecção do ambiente.[grifo acrescentado]

Sob a direcção de Bento XVI, o Vaticano instalou células fotovoltaicas no seu auditório principal para assim converter a luz solar em electricidade. O Vaticano juntou-se também a um projecto de reflorestamento que visa compensar as suas emissões de CO2.

Para o papa, esta é uma questão moral, pois o “ensinamento da Igreja afirma que o homem deve respeitar a criação”. [grifo acrescentado]

Bento XVI argumentou ainda que as mudanças climáticas e catástrofes naturais ameaçam os direitos das pessoas à vida, alimentação, saúde e à paz.

Fonte: SOL  

NOTA: Preservar o meio ambiente é algo correto. Porém, a maior preocupação deve ser com o que o papa não disse explicitamente. As verdadeiras intenções do Vaticano estão nas entrelinhas... "Salvaguarda da criação", "respeitar a criação" apontam para o descanso obrigatório do domingo que, segundo Bento XVI, é o "dia em que a igreja dá graças pela criação". O reconhecimento das nações da obrigatoriedade do descanso dominical significará a restauração da supremacia mundial de Roma, uma vez que o domingo é símbolo do seu poder. Por outro lado, a soberania de Deus permitirá essa situação para que o sábado do sétimo dia seja exaltado como o verdadeiro dia do Senhor! 


"O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos" (Pv 16:9). 


Leia também: "Solução simples para o aquecimento global". "Igreja Católica, liberdade e Estado Laico".

Segunda-feira, Novembro 28, 2011

Rússia aumenta a retórica contra a OTAN

A Rússia está enviando uma frota de navios de guerra para sua base naval na Síria, em uma demonstração de força que sugere que o governo russo está disposto a defender seus interesses no país, à medida que cresce a pressão internacional sobre o presidente Bashar al -Assad.
O jornal Izvestia divulgou nesta segunda-feira, citando o almirante russo aposentado Viktor Kravchenko, que a Rússia planeja enviar seu porta-aviões "Almirante Kuznetsov" e um navio patrulha, uma embarcação antisubmarino e outros navios.
"Ter qualquer força militar além da Otan é muito benéfico para a região, uma vez que impede a eclosão de conflitos armados", disse Kravchenko, que foi chefe da equipe da Marinha de 1998-2005, segundo o Izvestia.
Um porta-voz da Marinha, citado pelo jornal, confirmou que os navios de guerra russos seriam deslocados para a base de manutenção que a Rússia mantém na costa síria perto de Tartus, mas disse que a viagem não tem nada a ver com a revolta contra Assad.
O jornal disse que o porta-aviões Almirante Kuznetsov seria armado com pelo menos oito caças Sukhoi-33, vários caças MiG-29K e dois helicópteros [...] (O Estado de São Paulo)
A Rússia disse que pode impedir a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de usar o território do país para abastecer tropas no Afeganistão caso a aliança não considere seriamente as objeções russas quanto a um escudo antimísseis norte-americano para a Europa, disse nesta segunda-feira o embaixador russo na Otan, Dmitri Rogozin, de acordo com o jornal The Wall Street Journal.
A Rússia intensificou suas objeções ao sistema antimísseis na Europa, ameaçando, na semana passada, instalar mísseis balísticos na fronteira com a União Europeia (UE) para conter o movimento americano. A Otan alega que o escudo se destina a impedir um ataque de um Estado pária - como o Irã -, não representa uma ameaça para a Rússia e que a aliança irá adiante com o plano, apesar das objeções de Moscou.
Se a Otan não fornecer uma resposta séria, "vamos ter de estudar as relações em outras áreas", reportaram serviços de notícias russos citando o embaixador. Ele afirmou que a cooperação da Rússia no Afeganistão pode ser uma área que pode passar por revisão, de acordo com os serviços de notícias.
A Otan passou a enviar seus suprimentos por meio da Rússia em 2009, após um chamado recomeço nas relações entre Moscou e Washington, permitindo à aliança uma rota mais segura para enviar suprimentos ao Afeganistão [...] (O Estado de São Paulo)

OTAN planeja ataque falsa bandeira

Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França estão procurando realizar uma série de operações falsa bandeira na Síria, diz um observador político.

O especialista em Oriente Médio Peter Eyre disse em um artigo publicado na Eyre International neste domingo que os três países "estão novamente batendo seus sabres na Síria". "Eles estão à espera de uma justificativa para agir; um incidente tipo falsa bandeira, como o que aconteceu em 11/09", disse Eyre.



O analista político acrescentou que os três países "também pressionarão a ONU para conseguir permissão de ir à Síria por razões humanitárias, o que é uma das melhores vigarices". 


"Com certeza os franceses têm especialistas treinando as milícias perto da fronteira da Turquia e também do Líbano. Os EUA e os britânicos continuam a pressionar para uma mudança de regime", disse Eyre [...]


Ele afirmou que a conspiração contra a Síria é parte de um plano dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França para "assumir o controle da União Européia, do Oriente Médio e do mundo".


"O plano tem três pontos principais: assumir o controle dos recursos naturais do mundo, assumir o controle dos mercados para os recursos, e assumir o controle das rotas marítimas e rotas de trânsito para esses recursos", acrescentou Eyre [...]


Fonte: PressTv

Domingo, Novembro 27, 2011

Erro 404: Eu já fui um Iluminatti

A partir do momento em que este texto for publicado, minha vida corre perigo. Ponderei muito antes de desabafar e revelar algumas verdades que você nem imagina. Mas estou cansado de ver dia após dia tantas pessoas servindo como massa de manobra para uma minoria absoluta.

A Nova Ordem Mundial está em formação. Você não significa nada para nós, é apenas um peão em meio a nosso tabuleiro particular chamado mundo. Condicionamos você a usar os nossos produtos e a se encantar com as tecnologias que criamos, tudo para que você seja controlado em cada um dos seus passos e possa agir da maneira que for mais conveniente para nós.


Nós temos todas as respostas
Nosso maior salto até agora foi controlar a maneira como você pensa. Ou melhor, a maneira como você acha que pensa. Se você tiver alguma dúvida, sobre qualquer assunto, a quem você vai recorrer? Ao Google, provavelmente. O buscador mais usado no planeta tem todas as respostas que você precisa, ordenadas da maneira que nós queremos que você julgue relevante.

A “googlelização” de tudo foi um de nossos primeiros programas de condicionamento. Nosso propósito era prever o comportamento de cada um de vocês, fazendo com que o pensar se tornasse algo secundário, missão cumprida com sucesso pelos Iluminatti.

Aliás, uma curiosidade: você sabia que as duas letras “o” da palavra Google simbolizam um par de olhos em constante observação do seu comportamento? Estivemos de olho em você o tempo todo, mas você nem se deu conta disso. Admiro a maneira ingênua como vocês se comportam.

O livro dos tolos


O que você está fazendo? Apenas o Google não é o suficiente para que possamos manter o controle sobre você. Por isso, o estimulamos a nos contar de hora em hora tudo aquilo que está acontecendo em sua manipulada vida. Assim, criamos as redes sociais e os microblogs. Colocamos em suas mãos as ferramentas para que você ache que pode fazer o que quiser.
De hora em hora você nos avisa, via Twitter, tudo aquilo que está acontecendo em sua vida primária. “Vou tomar banho”; “vou almoçar no restaurante da esquina”; “estou pensando em fulano”. Não importa o que você esteja fazendo, estamos de olho em você, monitorando a sua vida.

As suas fotos, a maneira como você se diverte e tudo mais o que você faz, controlamos por meio do livro dos tolos, que vocês popularmente conhecem como Facebook. Nele temos informações atualizadas de boa parte da população mundial. Devo confessar que essa é uma das formas mais eficientes de controle que criamos até hoje. E vocês ainda se divertem, não é o máximo, tolos?


O fruto proibido

A Apple é o maior exemplo de condicionamento de massas que conseguimos criar até o momento. A começar pelo nome da empresa, utilizamos como símbolo o fruto proibido para instigar você a ter um produto diferenciado em suas mãos. Mas certamente vocês nem perceberam isso, de tão encantados que ficam com as nossas tecnologias mágicas.

Contudo, nosso plano mais ambicioso até então foi o da morte de Steve Jobs. Sim, Steve está vivo e é um dos nossos membros mais ativos e inteligentes. Sete dias depois de anunciarmos a morte dele, chegou ao mercado a nossa ferramenta de controle chamada iPhone 4S. No smartphone, instalamos dois dispositivos: o Find My Friends e o Siri.
O primeiro dispensa explicações: sabemos onde você está sem que você precise fazer nada, basta estar com o seu celular no bolso. Não queremos perdê-lo de vista, vai que você começa a ter ideias anárquicas ou socialistas por aí, é melhor não facilitar. Já o Siri é, sem dúvida, um golpe de mestre.

Siri nada mais é do que uma sigla para “Steve is resting inside”, algo como “Steve descansa aqui dentro”. Como eu já disse, Steve Jobs não morreu. Uma de nossas mentes mais iluminadas, Jobs foi convidado a deixar a vida pueril e assumir a Grande Central de Comando. A partir de lá, ele tem acesso, em tempo real, a todos os diálogos feitos com os iPhones.

Você acha que está conversando com o Siri, mas na verdade está conversando com nossa Grande Central de Comando. Temos centenas de atendentes treinados para respondê-lo da maneira mais conveniente possível para nós. Com sorte você poderá um dia até mesmo ouvir do próprio Steve uma resposta para as suas perguntas fúteis.


E você ainda não acredita

Aposto que você chegou até esse ponto da leitura e continua cético com relação a tudo que eu disse. Continue assim, é exatamente isso que queremos. É tudo tão óbvio, todas as respostas estão na sua frente, mas ainda assim você não é capaz de enxergar e compreender. Para isso contamos com a ajuda de um projeto bastante eficiente, que permite também o controle mental sobre a população.


O nome dele é HAARP, algo que você já deve ter ouvido falar, mas nem se preocupou. Utilizamos uma mescla de ondas de rádio com frequências sonoras para manipular a mente coletiva dos cidadãos, fazendo com que vocês defendam a todo custo suas vidas ilusórias e julguem os nossos projetos como “meras teorias conspiratórias”.

E vem mais por aí


Apesar de termos o controle sobre você, ainda queremos mais. Temos algumas ideias em mente como o RG com chip, que permitiria monitorar todos os cidadãos, mesmo aqueles que não têm aparelho nenhum em mãos. Internamente chamamos esse projeto de “a marca das bestas”. Temos certeza que você vai aceitar isso sem maiores restrições, afinal vamos prometer informatização, controle e agilidade em troca da sua liberdade.


Também não queremos que você tenha o trabalho de enviar os seus dados para nós a todo instante. Nossa nova plataforma de controle em expansão se chama “computação nas nuvens”. Na prática, oferecemos um espaço virtual gratuito para você em troca dos seus dados mais confidenciais. Obviamente você vai aceitar, sem pensar duas vezes.


Por conta das revelações que você leu acima, devo ser eliminado muito em breve. Fiz minha parte e esclareci os mistérios ocultos para vocês. Eu sei que provavelmente vocês não irão acreditar e vão dizer que tudo o que eu falei se resume a teorias conspiratórias sem sentido, mas a escolha é de vocês. Quer continuar sendo manipulado? O azar é só seu, minha marionete!

Atenção: este artigo faz parte do quadro Erro 404, publicado semanalmente às sextas-feiras, cujo objetivo é fornecer um texto descontraído aos leitores do Baixaki. Qualquer semelhança com a realidade é meramente coincidência!

Fonte: Tecmundo 


NOTA: De duas uma: Ou esse texto foi escrito para ridicularização das "teorias conspiratórias" ou como um alerta em forma de ironia. Acredito na segunda opção, ainda que haja alguns argumentos imprecisos (Steve Jobs está vivo, RG com chip é a marca da besta...). Vale como alerta!

Quinta-feira, Novembro 24, 2011

OTAN esconde preparativos para ação militar contra a Síria

Os Estados Unidos decidiram abrir mão de certas obrigações referentes as Forças Convencionais no Tratado da Europa (CFE). Em particular, os EUA deixarão de informar a Rússia sobre os planos relacionados com a reorganização das suas forças. Essas restrições não afetam qualquer outro país.


"Hoje os Estados Unidos anunciaram em Viena, Áustria, que deixariam o cumprimento das obrigações determinadas nas Forças Armadas Convencionais do Tratado da Europa (CFE) em relação à Rússia. Este anúncio no grupo de implementação das Forças Convencionais do Tratado da Europa vem depois dos Estados Unidos e dos aliados da OTAN  terem tentado ao longo dos últimos quatro anos encontrar uma solução diplomática após a decisão da Rússia em 2007 de cessar a execução com relação a todos os outros 29 Estados do Tratado. Desde então, a Rússia se recusou a aceitar inspeções e deixou de prestar informações sobre suas forças militares aos outros membros conforme exigido pelo Tratado", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, nesta terça-feira.
Segunda ela, os EUA não se recusam a dialogar com a Rússia dentro do escopo do Tratado. No entanto, a Rússia deve voltar para a instituição do CFE, acrescentou a diplomata norte-americana [...]
No final de 2007, Vladimir Putin decidiu suspender a participação da Rússia no CFE, até os EUA e seus aliados europeus ratificarem a variante nova do Tratado (de 1999). Os americanos não querem fazer qualquer movimento nessa direção. Agora, eles decidiram não informar a Rússia sobre a redistribuição de suas forças. Isto é obviamente uma outra violação do tratado que os Estados Unidos cometeram [...]
Pravda: É a Rússia um grande obstáculo para a condução da operação da OTAN contra a Síria? Tem os EUA algo a esconder de nós neste momento?
Anatoly Tsyganok (diretor do Centro de Previsões Militares): A Rússia é um obstáculo, sim. Temos uma base naval em Tartus, Síria. A base é protegida por complexos de defesa aérea, por isso as chances para o ataque da OTAN ou de Israel pelo mar são escassas. Se eles decidirem atacar, será mais provável ocorrer pela Arábia Saudita. Então, os EUA tem algo a esconder.
Há outro aspecto além desse. Há aproximadamente 120 mil cidadãos russos que vivem na Síria. Presumivelmente, por causa das mulheres russas, que se casaram com homens locais. A Rússia pode usar este detalhe para interferir nos acontecimentos da Síria. Além disso, 20% do complexo de defesa russo simplesmente perderá o posto caso a Rússia perca o mercado sírio. Não é de descartar que eles estejam reagrupando as forças da OTAN para se preparar para a guerra contra a Síria, e eles não queiram notificar a Rússia sobre isso.
Fonte: Pravda (Agência notícias da Rússia)


Navios de guerra russos que têm chegado em águas territoriais da Síria recentemente estavam carregando, entre outras coisas, assessores técnicos russos que ajudarão os sírios armar uma matriz de mísseis S-300 que Damasco recebeu nas últimas semanas, afirmou nesta quinta-feira uma notícia em Árabe sediada em Londres (Al Quds-Al Arabi). Citando fontes na Síria e na Rússia, o jornal disse que Moscou vê o ataque do ocidente a Síria como uma "linha vermelha" que não será tolerada. (Israel National News)

O mundo por um fio

A embaixada norte-americana em Damasco advertiu seus cidadãos na Síria a partir "imediatamente", e o ministro de relações exteriores da Turquia insistiu com os peregrinos Turcos a optar por vôos de volta para casa da Arábia Saudita que evitem viajar pela Síria por razões de segurança. (CBS)


O Ministério da Defesa da China anunciou nesta quinta-feira a realização de exercícios militares navais em águas do Oceano Pacífico nos próximos dias, após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgar no último dia 16 o aumento da presença militar americana na Austrália, o que irritou as autoridades de Pequim [...]


"Pequim está muito descontente por ver os EUA envolvidos nas disputas territoriais no Mar da China Meridional, desafiando nossa soberania territorial em aliança com o Vietnã e Filipinas", comentou ao jornal South China Morning Post o analista chinês em assuntos militares Ni Lexiong, após o anúncio das manobras[...] (Folha S. Paulo)


O presidente russo, Dmitri Medvédev, afirmou nesta quarta-feira que dado a alarmante aceleração do desdobramento do sistema antimísseis dos EUA na Europa, a Rússia poderia retirar-se do Tratado START (Tratado russo-americano de redução de armas estratégicas ofensivas), instalando armas em suas fronteiras contra o sistema.


Os especialistas dizem que este anúncio mostra que a Rússia agora é um país que vai defender seus interesses legítimos, mas que quer continuar as negociações. Além disso, vários analistas militares afirmam que a Rússia tem todas as condições para combater o escudo antimísseis norte-americano, inclusive mediante novíssimos mísseis intercontinentais (Russia Today)


NOTA: A iminente intervenção da OTAN na Síria e os recentes desgastes na relação entre EUA-China e EUA-Rússia envolvendo questões geoestratégicas apontam para o cumprimento da profecia de Daniel 11:40-45. Tempos difíceis estão diante de nós. Ainda há tempo para se preparar...

Quarta-feira, Novembro 23, 2011

A rede do poder corporativo mundial

Ladislau Dowbor


"Há uma grande diferença entre suspeitar a existência de um fato, e demonstrá-lo empiricamente" (1)
Todos temos acompanhado, décadas a fio, as notícias sobre grandes empresas comprando-se umas às outras, formando grupos cada vez maiores, em princípio para se tornarem mais competitivas no ambiente cada vez mais agressivo do mercado. Mas o processo, naturalmente, tem limites. Em geral, nas principais cadeias produtivas, a corrida termina quando sobram poucas empresas, que em vez de guerrear, descobrem que é mais conveniente se articularem e trabalharem juntas, para o bem delas e dos seus acionistas. Não necessariamente, como é óbvio, para o bem da sociedade.
Controlar de forma organizada uma cadeia produtiva gera naturalmente um grande poder econômico, político e cultural. Econômico por meio do imenso fluxo de recursos – maior do que o PIB de muitos países – político pela apropriação de grande parte dos aparelhos de Estado, e cultural pelo fato de a mídia de massa mundial criar, com pesadíssimas campanhas publicitárias – financiadas pelas empresas, que incluem os custos nos preços de venda –, uma cultura de consumo e dinâmicas comportamentais que lhes interessa, e que gera boa parte do desastre planetário que enfrentamos.
Uma característica básica do poder corporativo é o quanto é pouco conhecido. As Nações Unidas tinham um departamento, UNCTC (United Nations Center for Transnational Corporations), que publicava, nos anos 1990, um excelente relatório anual sobre as corporações transnacionais. Com a formação da Organização Mundial do Comércio, simplesmente fecharam o UNCTC e descontinuaram as publicações. Assim, o que é provavelmente o principal núcleo organizado de poder do planeta deixou simplesmente de ser estudado, a não ser por pesquisas pontuais dispersas pelas instituições acadêmicas, e fragmentadas por países.
O documento mais significativo que hoje temos sobre as corporações é o excelente documentário A Corporação (The Corporation), estudo científico de primeira linha, que em duas horas e doze capítulos mostra como funcionam, como se organizam, e que impactos geram. Outro documentário excelente, Trabalho Interno (Inside Job), que levou o Oscar de 2011, mostra como funciona o segmento financeiro do poder corporativo, mas limitado essencialmente a mostrar como se gerou a presente crise financeira. Temos também o clássico do setor, Quando as Corporações Regem o Mundo (When Corporations Rule the World) de David Korten. Trabalhos deste tipo nos permitem entender a lógica, geram a base do conhecimento disponível.
Mas nos faz imensa falta a pesquisa sistemática sobre como as corporações funcionam, como se tomam as decisões, quem as toma, com que legitimidade. O fato é que ignoramos quase tudo do principal vetor de poder mundial que são as corporações.
É natural e saudável que tenhamos todos uma grande preocupação em não inventarmos conspirações diabólicas, maquinações maldosas. Mas, ao vermos como os principais setores de atividade corporativa se reduziram a poucas empresas extremamente poderosas, começamos a entender que se trata sim de poder político. Agindo no espaço planetário, e na ausência de governo mundial, manejam grande poder sem nenhum controle significativo.
A pesquisa do ETH (Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica) (2) vem pela primeira vez nesta escala iluminar a área com dados concretos. A metodologia é muito interessante. Selecionaram 43 mil corporações no banco de dados Orbis 2007, de 30 milhões de empresas, e passaram a estudar como se relacionam: o peso econômico de cada entidade, a sua rede de conexões, os fluxos financeiros, e em que empresas têm participações que permitem controle indireto. Em termos estatísticos, resulta um sistema em forma de bow-tie¸ ou “gravata borboleta”, onde temos um grupo de corporações no “nó”, e ramificações para um lado que apontam para corporações que o “nó” controla, e ramificações para outro que apontam para as empresas que têm participações no “nó”.
A inovação, é que a pesquisa aqui apresentada realizou este trabalho para o conjunto das principais corporações do planeta, e expandiu a metodologia de forma a ir traçando o mapa de controles do conjunto, incluindo a escada de poder que às vezes corporações menores detêm, ao controlarem um pequeno grupo de empresas que por sua vez controla uma série de outras empresas e assim por diante. O que temos aqui é exatamente o que o título da pesquisa apresenta, “a rede do controle corporativo global”.
Em termos ideológicos, o estudo está acima de qualquer suspeita. Antes de tudo, é importante mencionar que o ETH de Zurique faz parte da nata da pesquisa tecnológica no planeta, em geral colocado em segundo lugar depois do MIT dos Estados Unidos. Os pesquisadores do ETH detêm 31 prêmios Nobel, a começar por Albert Einstein. A equipe que trabalhou no artigo entende tudo de mapeamento de redes e da arquitetura de poder que resulta. Stefano Battiston, um dos autores, assina pesquisas com J. Stiglitz, ex-economista chefe do Banco Mundial. O presente artigo, com dez páginas, é curto para uma pesquisa deste porte, mas é acompanhado de 26 páginas de metodologia, de maneira a deixar transparentes todos os procedimentos. E em nenhum momento tiram conclusões políticas apressadas: limitam-se a expor de maneira muito sistemática o mapa do poder que resulta, e apontam as implicações.
A pesquisa é de difícil leitura para leigos, pela matemática envolvida. Pela importância que representa para a compreensão de como se organiza o poder corporativo do planeta, resolvemos expor da maneira mais clara possível os principais aportes, ao mesmo tempo que disponibilizamos abaixo o link do artigo completo.
O que resulta da pesquisa é claro: “A estrutura da rede de controle das corporações transnacionais impacta a competição de mercado mundial e a estabilidade financeira. Até agora, apenas pequenas amostras nacionais foram estudadas e não havia metodologia apropriada para avaliar globalmente o controle. Apresentamos a primeira pesquisa da arquitetura da rede internacional de propriedade, junto com a computação do controle que possui cada ator global. Descobrimos que as corporações transnacionais formam uma gigantesca estrutura em forma de gravata borboleta (bow-tie), e que uma grande parte do controle flui para um núcleo (core) pequeno e fortemente articulado de instituições financeiras. Este núcleo pode ser visto como uma “superentidade” (super-entity), o que levanta questões importantes tanto para pesquisadores como para os que traçam políticas.(3)
Para demostrar como este travamento acontece, os autores analisam a estrutura mundial do controle corporativo. O controle é aqui definido como participação dos atores econômicos nas ações, correspondendo “às oportunidades de ver os seus interesses predominarem na estratégia de negócios da empresa”. Ao desenhar o conjunto da teia de participações, chega-se à noção de controle em rede. Esta noção define o montante total de valor econômico sobre o qual um agente tem influência.
O modelo analisa o rendimento operacional e o valor econômico das corporações, detalha as tomadas mútuas de participação em ações (mutual cross-shareholdings) identificando as unidades mais fortemente conectadas dentro da rede. “Este tipo de estruturas, até hoje observado apenas em pequenas amostras, tem explicações tais como estratégias de proteção contra tomadas de controle (anti-takeover strategies), redução de custos de transação, compartilhamento de riscos, aumento de confiança e de grupos de interesse. Qual seja a sua origem, no entanto, fragiliza a competição de mercado… Como resultado, cerca de 75% da propriedade das firmas no núcleo ficam nas mãos de firmas do próprio núcleo. Em outras palavras, trata-se de um grupo fortemente estruturado (tightly-nit) de corporações que cumulativamente detêm a maior parte das participações umas nas outras” (4).
Este mapeamento leva, por sua vez, à análise da concentração do controle. À primeira vista, sendo firmas abertas com ações no mercado, imagina-se um grau relativamente distribuído também do poder de controle. O estudo buscou “quão concentrado é este controle, e quem são os que detêm maior controle no topo”. Isto é uma inovação relativamente aos numerosos estudos anteriores que mediram a concentração de riqueza e de renda. Segundo os autores, não há estimativas quantitativas anteriores sobre o controle. O cálculo consistiu em identificar qual a fração de atores no topo que detém mais de 80% do controle de toda a rede. Os resultados são fortes. Encontramos que apenas 737 dos principais atores (top-holders) acumulam 80% do controle sobre o valor de todas as ETNs… Isto significa que o controle em rede (network control) é distribuído de maneira muito mais desigual do que a riqueza. Em particular, os atores no topo detêm um controle dez vezes maior do que o que poderia se esperar baseado na sua riqueza (5).
Combinando o poder de controle dos atores no topo (top ranked actors) com as suas interconexões, “encontramos que, apesar de sua pequena dimensão, o núcleo detém coletivamente uma ampla fração do controle total da rede. No detalhe, quase 4/10 do controle sobre o valor econômico das ETNs do mundo, por meio de uma teia complicada de relações de propriedade, está nas mãos de um grupo de 147 ETNs do núcleo, que detém quase pleno controle sobre si mesmo. Os atores do topo dentro do núcleo podem assim ser considerados como uma “superentidade” na rede global das corporações. Um fato adicional relevante neste ponto é que três quartos do núcleo são intermediários financeiros”.
IMAGEM 1 1024x723 A rede do poder corporativo mundialCapitalismo revelado
Exemplo de apenas algumas conexões financeiras internacionais. Em vermelho, grupos europeus, em azul norte-americanos, outros países em verde. A dominância dos dois primeiros é evidente, e muito ligada à crise financeira atual. Somente uma pequena parte dos links é aqui mostrada. Fonte Vitali, Glattfelder e Fattiston.
Saber que as corporações regem o planeta não é novidade. Saber como estão articuladas, quem são e quanta riqueza e poder controlam, bem como as ramificações das suas decisões, devidamente quantificado e demonstrado, é novidade sim, e ajuda imensamente na luta por uma economia que funcione. Este poder articulado explica muito melhor para os não economistas do planeta porque não se conseguem os 300 bilhões anuais que liquidariam a miséria no planeta, e se transferem em meses trilhões para banqueiros que sequer reinvestem, e aprofundam a especulação e a desorganização econômica.
Os números em si são muito impressionantes, e estão gerando impacto no mundo científico, e vão repercutir inevitavelmente no mundo político. Os dados não só confirmam como agravam as afirmações dos movimentos de protesto que se referem ao 1% que brinca com os recursos dos outros 99%. O New Scientist reproduz o comentário de um dos pesquisadores, Glattfelder, que resume a questão: “com efeito, menos de 1% das empresas consegue controlar 40% de toda a rede”. E a maioria são instituições financeiras, entre as quais Barclays Bank, JPMorgan Chase&Co, Goldman Sachs e semelhantes(3).
Algumas implicações são bastante evidentes. Assim, ainda que na avaliação do New Scientist as empresas se comprem umas às outras por razões de negócios e não para dominar o mundo, não ver a conexão entre esta concentração de poder econômico e o poder político constitui evidente prova de miopia. Quando numerosos países, a partir dos anos Reagan e Thatcher, reduziram os impostos sobre os ricos, lançando as bases da trágica desigualdade planetária atual, não há dúvidas quanto ao poder político por trás das iniciativas. A lei recentemente passada nos Estados Unidos, que libera totalmente o financiamento de campanhas eleitorais por corporações, tem implicações igualmente evidentes. O desmantelamento das leis que obrigavam as instituições financeiras a fornecer informações e que regulavam as suas atividades passa a ter origens claras.
Outra conclusão importante refere-se à fragilidade sistêmica que geramos na economia mundial. Quando há milhões de empresas, há concorrência real, ninguém consegue “fazer” o mercado, ditar os preços, e muito menos ditar o uso dos recursos públicos. Esses desequilíbrios se ajustam com inúmeras alterações pontuais, assegurando uma certa resiliência sistêmica. Com a escala do poder corporativo, as oscilações adquirem outra dimensão. Por exemplo, com os derivativos em crise, boa parte dos capitais especulativos se reorientou para commodities, levando a fortes aumentos de preços, frequentemente atribuídos de maneira simplista ao aumendo da demanda da China por matérias-primas. A evolução recente dos preços de petróleo, em particular, está diretamente conectada a estas estruturas de poder(4).
Os autores trazem também implicações para o controle dos trustes, já que estas políticas operam apenas no plano nacional: “instituições antitruste ao redor do mundo acompanham de perto estruturas complexas de propriedade dentro das suas fronteiras nacionais. O fato de séries de dados internacionais bem como métodos de estudo de redes amplas terem se tornado acessíveis apenas recentemente, pode explicar como esta descoberta não tenha sido notada durante tanto tempo”. Em termos claros, estas corporações atuam no mundo, enquanto as instâncias reguladoras estão fragmentadas em 194 países, sem contar a colaboração simpática dos paraísos fiscais.
Outra implicação é a instabilidade financeira sistêmica gerada. Estamos acostumados a dizer que os grandes grupos financeiros são demasiado grandes para quebrar. Ao ver como estão interconectados, a imagem muda, é o sistema que é grande e poderoso demais para que não sejamos todos obrigados a manter os seus privilégios. “Trabalhos recentes têm mostrado que quando uma rede financeira é muito densamente conectada fica sujeita ao risco sistêmico. Com efeito, enquanto em bons tempos a rede parece robusta, em tempos ruins as empresas entram em desespero simultaneamente. Esta característica de ‘dois gumes’ foi constatada durante o recente caos financeiro.”
Ponto fundamental, os autores apontam para o efeito de poder do sistema financeiro sobre as outras áreas corporativas. “De acordo com alguns argumentos teóricos, em geral, as instituições financeiras não investem em participações acionárias para exercer controle. No entanto, há também evidência empírica do oposto. Os nossos resultados mostram que, globalmente, os atores do topo estão no mínimo em posição de exercer considerável controle, seja formalmente (por exemplo, votando em reuniões de acionistas ou de conselhos de administração) ou por meio de negociações informais.”
Finalmente, os autores abordam a questão óbvia do clube dos superricos. “Do ponto de vista empírico, uma estrutura em “gravata borboleta” com um núcleo muito pequeno e influente constitui uma nova observação no estudo de redes complexas. Supomos que possa estar presente em outros tipos de redes onde mecanismos de “ricos-ficam-mais-ricos” (rich-get-richer) funcionam… O fato de o núcleo estar tão densamente conectado poderia ser visto como uma generalização do fenômeno de clube dos ricos (rich-club phenomenon).” A presença esmagadora dos grupos europeus e norte-americanos neste universo sem dúvida também ajuda nas articulações e acentua os desequilíbrios.
Conclusões gerais a se tirar? Não faltam na internet comentários de que o fato de serem poucos não significa grande coisa. Na minha análise, é óbvio que se trata sim de um clube de ricos, e de muito ricos, que se apropriam de recursos produzidos pela sociedade em proporções inteiramente desproporcionais em relação ao que produzem. Trata-se também de pessoas que controlam a aplicação de gigantescos recursos, muito mais do que a sua capacidade de gestão e de aplicação racional. Um efeito mais amplo é a tendência de uma dominação geral dos sistemas especulativos sobre os sistemas produtivos. As empresas efetivamente produtoras de bens e serviços úteis à sociedade teriam todo interesse em contribuir para um sistema mais inteligente de alocação de recursos, pois são em boa parte vítimas indiretas do processo. Neste sentido, a pesquisa do ETH aponta para uma deformação estrutural do sistema, e que terá em algum momento de ser enfrentada.
E quanto ao que tanto preocupa as pessoas, a conspiração? A grande realidade que sobressai da pesquisa é que nenhuma conspiração é necessária. Ao estarem organizados em rede, e com um número tão diminuto de pessoas no topo, não há nada que não se resolva no campo de golfe no fim de semana. Esta rede de contatos pessoais é de enorme relevância. Mas sobretudo os interesses são comuns, e não é necessária nenhuma conspiração para que os defendam solidariamente, como na batalha já mencionada para se reduzir os impostos que pagam os muito ricos, ou para se evitar taxação sobre transações financeiras, ou ainda para evitar o controle dos paraísos fiscais. [grifo acrescentado]
O caos financeiro planetário, em última instância, tem uma base muito organizada. No pânico gerado, debatem-se as políticas de austeridade, as dívidas públicas, a irresponsabilidade dos governos, deixando na sombra o ator principal, as instituições de intermediação financeira. No início do pânico da crise financeira, em 2008, a publicação do FMI Finance & Development estampou na capa em letras garrafais a pergunta “Who’s in charge?”, insinuando que ninguém está coordenando nada. Para o bem ou para o mal, a pergunta está respondida. [grifo acrescentado]
Anexo
Abaixo, as primeiras 50 corporações listadas. Note-se que na classificação por setor (NACE Code), os números que começam por 65, 66 e 67 correspondem a instituições financeiras. Lehman Brothers tem direito a uma nota a parte dos autores.
IMAGEM 2 A rede do poder corporativo mundial
Notas
[1] Vitali, Glattfelder e Battiston. Veja aqui.
[2] S. Vitali, J.B Glattfelder e S. Battiston – The Network, of Global Corporate Control –  Chair of Systems Design, ETH Zurich – corresponding author sbattiston@ethz.ch – O texto completo foi disponibilizado em arXiv em pré-publicação, e publicado pelo PloS One em 26 de outubro de 2011.
[3] New Scientist (em português e em inglês)
[4] O aumento do risco sistêmico nos grandes sistemas integrados é estudado por Stiglitz em Risk and Global Economic Architecture, 2010.
* Ladislau Dowbor é professor da PUC-SP nas áreas de economia e administração, e consultor de várias agências das Nações Unidas. Autor de "Democracia Econômica" e numerosos estudos disponíveis online em Dowbor.org ou Dowbor.org/wp 
Fonte: Dowbor.org 

Segunda-feira, Novembro 21, 2011

Rumores de guerra - Parte 3

Navios de guerra russos estão sendo aguardados para chegar em águas territoriais da Síria, afirmou uma agência de notícias síria na última quinta-feira, indicando que esse movimento representaria uma clara mensagem ao Ocidente de que Moscou resistiria a qualquer intervenção estrangeira no conflito civil do país. (Haaretz


O governo de Israel considera que "chegou a hora" de agir contra o Irã, afirmou este domingo o ministro da Defesa, Ehud Barak, que em entrevista concedida nos Estados Unidos se negou a descartar um ataque militar para deter o programa nuclear da República Islâmica. (Terra) 


O comandante da força aérea da Guarda Revolucionária, o general Amir Ali Hadjizadeh, declarou que o Irã espera que Israel cometa o erro de atacar o país para enviar o país vizinho ao "lixo da história", informou a agência Fars.

"Uma de nossas grandes esperanças é que cometam tal ação, pois há muito tempo existe uma energia armazenada que esperamos utilizar para enviar os inimigos do Islã ao lixo da história", declarou o general, ao comentar as ameaças de ataques israelenses contra as instalações nucleares iranianas. "O desenvolvimento de nossas capacidades balísticas não cessará nunca", completou. (Terra)

Sexta-feira, Novembro 18, 2011

ONU quer nova moeda global para substituir o dólar

Em um relatório radical, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) disse que o sistema monetário e as regras do capital que ligam a economia mundial não estão funcionando corretamente, e foram os grandes responsáveis pela crise econômica. E acrescenta que o sistema atual, em que o dólar funciona como moeda de reserva mundial, deveria ser sujeito a uma reconsideração por atacado.


Embora países como China e Rússia têm sugerido substituir o dólar como moeda de reserva mundial, com o relatório da UNCTAD é a primeira vez que uma grande instituição multinacional tem manifestado tal posição [...]


"Substituir o dólar por uma moeda artificial resolveria alguns dos problemas relacionados ao potencial de grandes déficits dos países, e ajudaria a estabilidade", disse Detlef Kotte, um dos autores do relatório.


"Mas você também vai precisar de um sistema de taxas de câmbio administradas. Os países deveriam manter taxas de câmbios reais (ajustadas pela inflação) estáveis. Os Bancos Centrais teriam de intervir, ou senão, uma instituição multilateral como o FMI lhes diria o que fazer" [...]


Fonte: The Telegraph 


NOTA: Essa recomendação reduziria a identidade nacional (até mesmo a soberania) dos países e aumentaria a centralização do poder econômico nas mãos da elite ocultista mundial (e por tabela, do Vaticano). Traduzindo: CONTROLE, CONTROLE, CONTROLE... Por que será que as chamadas "instituições multilaterais" ou o próprio Vaticano nunca mencionam a real causa do problema econômico? Só não vê quem não quer...

Quinta-feira, Novembro 17, 2011

Ministério da Fazenda espanhol quer reduzir o pagamento em dinheiro vivo

Os Técnicos do Ministério da Fazenda [Espanha] (GESTHA) estimam que a medida proposta pelo candidato socialista, Alfredo Pérez Rubalcaba, de proibir o pagamento em dinheiro vivo de faturas de mais de 3.000 euros para lutar contra a fraude, permitiria diminuir a taxa da economia informal em 5,1 pontos, de 23,3% atual (uma redução em termos percentuais de 21,9%), o que implica uma arrecadação adicional de uns 19,66 milhões de euros anuais [...]


Os Técnicos recordam que os governos da Grécia e da Itália aprovaram recentemente medidas semelhantes para reduzir a elevada economia informal em seus países. Assim, a Grécia proibiu as transações em dinheiro vivo superiores aos 1.500 euros a partir de janeiro de 2011. A Itália, por sua vez, anunciou que vai conter a evasão de impostos generalizada declarando ilegais as transações em dinheiro vivo de mais de 5.000 euros, reduzindo o limite atual de 12.500 euros - as grandes fortunas pediam que o limite fosse de apenas 300 euros. Igualmente, a Assembléia Nacional da França defende a proibição de pagamentos em dinheiro vivo acima de 3.000 euros para as pessoas e acima de 1.100 euros para os comerciantes [...]


Os Técnicos da Fazenda lembram também que na Espanha as notas de 500, o instrumento preferido pelos fraudadores para realizar negócios à margem do Fisco, representam 73,15% do dinheiro total em circulação, mais que o dobro da média da Eurozona (33,54%), e junto com as notas de 200, as notas grandes equivalem a 78,05% do dinheiro total em circulação na Espanha [...]
Fonte: Libre Mercado 


NOTA: Já era esperado que no meio da crise financeira (das outras crises também) surgissem medidas prometendo mais segurança e salvação para o sistema, mas que no fundo contribuíssem para trazer MAIS CONTROLE SOBRE A POPULAÇÃO. As mudanças estão acontecendo rapidamente diante de nossos olhos e o poder opressor da Babilônia logo será sentido, proibindo aqueles que não concordarem com a adoração do sol (guarda do SUN-DAY) de comprar e vender (Ap 13:16 e 17). Quem viver verá...

Quarta-feira, Novembro 16, 2011

Três crises e a supremacia da Babilônia

A Babilônia moderna - o movimento religioso inspirado na antiga religião de mistério da Babilônia - está preparando o mundo para a chegada do anticristo. Em especial, três "crises" estão contribuindo para acelerar esse processo e  para provocar o caos e a desestabilização social da atual ordem mundial e, consequentemente, a implantação de uma "Nova Ordem". Com uma paternidade comum, essas três "crises" foram geradas (ou forjadas) e cresceram lentamente alcançando no estágio atual a sua maioridade - graças também à cumplicidade da mídia. A necessidade de "criar" um inimigo comum é sociologicamente fácil de se entender: status quo é mantido pela submissão a uma sociedade e a seus valores. A submissão requer uma causa; e uma causa requer um inimigo. E melhor ainda se forem três:


1) Guerra contra o terrorismo: atingiu seu clímax com o 11 de setembro. Segundo o historiador Michael Scheuer que trabalhou para a CIA por vinte anos, "o maior inimigo dos EUA - o islã radical - nunca existiu, nem quando Bin Laden estava vivo nem agora". Os EUA tornaram-se mais tarde alvo de extremistas devido sua política externa expansionista e exploradora.


2) Crise ambiental: batizada de mudanças climáticas ou aquecimento global, atingiu seu clímax em 2007 com a divulgação do relatório da ONU (IPCC). Centenas de cientistas têm questionado a premissa básica desta "crise": que o homem é o culpado pelo aquecimento global.


3) Crise financeira: atingiu seu clímax atualmente com a crise na Europa, depois de ter feito vítimas também nos EUA (2008). Devido a intensidade com que está atingindo alguns países da União Européia, especialistas afirmam que pode provocar um "apocalipse econômico". Da mesma forma que as outras "crises", esta também é manipulada pela elite ocultista mundial (a serviço do Vaticano) - os donos dos grandes bancos centrais do mundo e detentores do poder especulativo do mercado. Note que no Apocalipse eles são chamados de "mercadores da terra" (18:3, 11, 15 e 23). 


Essas três crises estão levando o mundo à máxima centralização do poder político-econômico-religioso, exatamente como na Babilônia antiga. Prova disso e também do envolvimento do Vaticano neste objetivo foi a recente defesa do próprio Vaticano de uma "autoridade política global" e um "Banco Central Mundial" para resolver o problema da crise financeira. "Solução" idêntica àquela defendida pela mídia secular (controlada pela elite ocultista). Por que será?