quinta-feira, julho 05, 2007

Polícia Rodoviária recomenda os mandamentos do Vaticano

A Polícia Rodoviária Federal aproveitou a divulgação, no dia 19 de junho, pelo Vaticano dos 10 mandamentos do motorista católico e estendeu as recomendações a todos os condutores brasileiros, independentemente da orientação religiosa...

A Coordenação de Controle Operacional da PRF recomendou, então, aos superintendentes regionais que mantenham contato com as dioceses da Igreja Católica e se coloquem à disposição para ações de conscientização. Os 10 mandamentos divulgados pelo Vaticano foram listados e cada um deles foi comentado, usando estatísticas e recomendações.

Fonte: O Estado de São Paulo

Nota: O Vaticano está astutamente fazendo aquilo que a IASD já deveria ter feito: destacar a importância dos Dez Mandamentos para a sociedade relacionando-os com as diversas situações do dia-a-dia (outra sugestão: Dez Mandamentos para a preservação ambiental...). Dessa forma, a sociedade lembraria da IASD todas as vezes que se falasse nos Dez Mandamentos. É claro que a Igreja Católica lançou os Dez Mandamentos para o motorista neste momento histórico a fim de promover a imagem de guardiã dos Dez Mandamentos e preparar a opinião pública para o futuro estabelecimento da Lei Dominical (que começará nos EUA). Na verdade, a Igreja Católica mudou historicamente a Lei de Deus (o mandamento que proíbe o culto às imagens, e o mandamento que prescreve a guarda do sábado).

quarta-feira, julho 04, 2007

Clonagem da história

Por trás do atual consenso mundial sobre o tema “aquecimento global” há interesses políticos e até religiosos camuflados (leia a série ECOmenismo neste blog - 6 partes). Até mesmo algumas vozes do mundo secular têm se levantado para discordar da atual histeria mundial sobre o aquecimento global. Embora os cristãos têm o dever de preservar o meio ambiente não só com sua influência, mas também com ações equilibradas, ao mesmo tempo têm o direito de discernir nos acontecimentos atuais prenúncios dos últimos eventos proféticos para este mundo.

Ainda mais percebendo que, como a própria história demonstra, quando o paganismo sente-se ameaçado ou mesmo vê a sua influência sendo anulada pelo impacto do cristianismo, rapidamente tende a arrumar uma razão para perseguir (até fisicamente) os cristãos que procuram adorar o único Deus verdadeiro segundo os princípios da Palavra de Deus.

Na época do Império Romano, por exemplo, o imperador Marco Aurélio (governou entre os anos 161-180 d.C.), ao mesmo tempo um homem culto e supersticioso, perseguiu sem compaixão os cristãos do Império. As razões que ele encontrou para isso é que deveriam deixar os modernos cristãos em estado de alerta: “Durante os primeiros anos do seu reinado, as invasões, inundações, epidemias e outros desastres pareciam suceder uns aos outros sem trégua alguma. Logo correu a voz de que tudo isto se devia aos cristãos, que haviam atraído sobre o Império a ira dos deuses, e se desatou então a perseguição”. Justo González, Uma História Ilustrada do Cristianismo, Vol. 1, pág. 74.

Se epidemias, inundações e outros desastres naturais serviram de motivo para perseguir os cristãos, então, é melhor começar a orar desde já porque em breve a história será clonada: “Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder... Estas visitações devem tornar-se mais e mais freqüentes e desastrosas... E então o grande enganador persuadirá os homens de que os que servem a Deus estão motivando esses males... Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta”. O Grande Conflito, pág. 590.

“Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU”. João 13:19.

quinta-feira, junho 28, 2007

A misericórdia e a ira de Deus - Parte 3

Satanás quer ser o dono deste mundo, e pretende ter como seus súditos todos os habitantes da Terra. Pretende fundar aqui seu reino do mal para sempre. Cristo veio para quebrar o pecado que acorrenta os homens ao Diabo. Em outras palavras, vivemos no meio de um conflito cósmico, onde as forças do bem e do mal lutam para obter o controle da mente humana. Deus usa como arma Sua infinita misericórdia para atrair o ser humano. Quando este O rejeita permanentemente, Deus com dor no coração afasta-se dele, e o deixa seguir seu próprio caminho. Jesus disse que só há dois caminhos nesta vida (Deus ou Satanás) e não existe um terceiro; e o homem que não está com Deus automaticamente está a serviço das forças do mal: “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. Mt 12:30.


ATITUDES QUE PROVOCAM A IRA DIVINA

Idolatria: (Dt 6:14 e 15; 9:8-12; 32:21), (Js 23:16), (Jz 2:12 e 13; 3:7; 10:6), (1 Rs 14:9; 22:54), (2 Cr 25:14 e 15; 28:24 e 25), (Jr 25:6).
Consultar espiritismo e adivinhação: (2 Rs 21:6).
Desprezar a Palavra de Deus e zombar de seus mensageiros: (2 Cr 36:16).
Profanar o sábado: (Neemias 13:18), (Ez 20:21).
Rejeitar as advertências do Senhor: (Jr 32:32 e 33).
Falar contra o porta-voz de Deus: (Nm 12:9 e 10).
Prática da prostituição e do adultério: (Cl 3:5 e 6).
(Uma lista mais completa de atitudes que provocam a ira de Deus está em 2 Rs 17:7-23).

O apocalipse revela que o dia da ira do Cordeiro acontecerá somente quando Deus permitir: “Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma”. Ap 7:1. “Ventos”, em profecia simbolizam conflitos, guerras e por extensão todas as demais manifestações da ira divina: “Trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro ângulos do céu e os espalharei na direção de todos estes ventos; e não haverá país aonde não venham os fugitivos de Elão. Farei tremer a Elão diante de seus inimigos e diante dos que procuram a sua morte; farei vir sobre os elamitas o mal, o brasume da minha ira, diz o Senhor; e enviarei após eles a espada até que venha a consumi-los”. Jr 49:36 e 37

O que chama a atenção em todo esse estudo é perceber que Deus é infinitamente mais misericordioso do que a nossa imaginação possa conceber. E o ministério do juízo divino só entra em ação depois que o ministério da graça e misericórdia realizou tudo que estava ao seu alcance para conquistar o coração dos habitantes desse mundo.

Estamos próximos de ver o cumprimento profético da Ira do Cordeiro. Até lá todos estão tendo oportunidades para conhecer melhor a Deus e o Seu amor demonstrado no plano da salvação para redimir o ser humano. Nosso destino eterno dependerá da resposta que dermos ao convite de misericórdia que Deus nos oferece.

“Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” Ap 22:17.

A misericórdia e a ira de Deus - Parte 2

Como regra geral, a ira de Deus se manifesta por uma simples atitude dEle: retirar Seu favor e Sua proteção do ser humano: “Não me escondas, Senhor, a tua face, não rejeites com ira o teu servo; tu és o meu auxílio, não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação”. Sl 27:9. “Assim sucedeu por causa da ira do Senhor contra Jerusalém e contra Judá, a ponto de os rejeitar de sua presença”. Jr 52:3. De fato, como regra geral, Deus não manda nenhum raio do céu para atingir o ser humano por mais pecador que seja. Na maioria dos casos, Deus não é o agente ativo da Sua ira. A Bíblia revela quem, geralmente, é o agente ativo da ira divina. Ao compararmos dois textos que tratam da mesma história chegaremos a uma conclusão correta: “Tornou a ira do Senhor acender-se contra os israelitas, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e de Judá”. 2Sm 24:1. No livro de Crônicas encontramos o relato paralelo: “Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel”. 1Cr 21:1. Aparentemente, os dois textos dizem o contrário. Porém, quando estudamos este assunto da ira de Deus, compreendemos que esses textos não são contraditórios, pois Satanás, via de regra, é o agente ativo da ira divina. Quando Deus abandona o pecador em seus próprios caminhos e retira dele Sua proteção (anjo da guarda, o Espírito Santo), e quando esconde dele Seu rosto e Seu favor, o impenitente fica à mercê das hostes do mal e dos inimigos do povo de Deus controlados por Satanás. Em última análise, o diabo aproveita a oportunidade para enganar e destruir a humanidade que rejeita a misericórdia de Deus.

No passado, em muitas ocasiões Deus manifestou Sua ira, lançando Israel longe de Sua presença. Apesar de que a misericórdia divina sempre ia muito além do que poderia se esperar: “Porém o Senhor teve misericórdia de Israel, e se compadeceu dele, e se tornou para ele, por amor da aliança com Abraão, Isaque e Jacó; e não o quis destruir e não o lançou ainda da sua presença”. 2Rs 13:23. Se dependesse somente de Deus, nunca Ele trocaria a misericórdia por Sua ira para com o ser humano. Acontece que a humanidade é livre para escolher seu próprio caminho; e nessa liberdade acaba escolhendo rejeitar a misericórdia e o favor divinos. É exatamente quando isso repetidamente acontece que Deus derrama Sua ira: “...a boa mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas a sua força e sua ira, contra todos os que o abandonam”. Ed 8:22.

A manifestação da ira divina pode envolver o engano (1Rs 22:19-23) e a destruição: “O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa e fará ver o golpe do seu braço, que desce com indignação de ira, no meio de chamas devoradoras, de chuvas torrenciais, de tempestades e de pedra de saraiva”. Is 30:30. Em outras palavras, quando Deus permite, Satanás e seus agentes podem enganar ou usar as forças da natureza para causar incêndios, enchentes, furacões, tempestades, secas etc. Ainda outro meio muito usado como manifestação da ira divina é a violência e a guerra patrocinadas pelos inimigos do povo de Deus: “Ainda que o exército dos siros viera com poucos homens, contudo, o Senhor lhes permitiu vencer um exército mui numeroso dos judeus, porque estes deixaram o Senhor, Deus de seus pais. Assim, executaram os siros os juízos de Deus contra Joás”. 2Cr 24:24.

Os inimigos do povo de Deus podem ser instrumentos de Sua ira: “Depois disto, diz o Senhor, entregarei Zedequias, rei e Judá, e seus servos, e o povo, e quantos desta cidade restarem de pestilência, da espada e da fome na mão de Nabucodonosor, rei da Babilônia, na de seus inimigos e na dos que procuram tirar-lhes a vida; feri-los-á a fio de espada; não os poupará, não se compadecerá, nem terá misericórdia”. Jr 21:7.

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A misericórdia e a ira de Deus - Parte 1

Na Palavra de Deus encontramos um tema que tem trazido desconforto e até confusão para os cristãos: a ira de Deus e Seus juízos. Como pode Deus ser amor e ainda assim derramar Seus juízos sobre a humanidade? O profeta João viu em visão a reação daqueles que não estarão preparados para a Volta de Cristo: “E disseram aos montes e aos rochedos: caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o Grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?”. Ap 6:16 e 17. O mesmo Cordeiro de quem João Batista disse “eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), determinou um dia de acerto de contas com a humanidade pecadora, no qual derramará Sua ira sobre os impenitentes. Esse dia é chamado no Apocalipse de “O Dia da Ira do Cordeiro”. Como entender esse duplo comportamento de Cristo? Para esclarecer esse assunto tão importante precisaremos estudá-lo num contexto mais amplo observando os dois lados de uma mesma moeda: misericórdia versus ira de Deus.


Em primeiro lugar, devemos saber que a misericórdia de Deus alcança toda a humanidade: “Benigno e misericordioso é o Senhor, tardio em irar-se e de grande clemência. O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias permeiam todas as suas obras”. Sl 145:8 e 9. Ele não deseja a morte de ninguém: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva”. Ez 33:11. “Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniqüidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação”. Sl 78:38. “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã. Grande é a tua fidelidade”. Lm 3:22 e 23. Na verdade, a misericórdia de Deus é infinitamente superior a sua ira: “Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira”. Sl 30:5. “O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado”. Na 1:3. Deus não tem prazer na Sua ira, pelo contrário, é um ato estranho ao Seu caráter: “Porque o Senhor se levantará, como no monte Perazim, e se irará, como no vale de Gibeom, para realizar a sua obra, a sua obra estranha, e para executar o seu ato, o seu ato inaudito”. Is 28:21. Sem dúvida, a misericórdia divina é tão grande e importante que na Bíblia encontramos um salmo inteiro demonstrando essa verdade: “Porque a misericórdia do Senhor dura para sempre”. Sl 136.


Muitos podem pensar que, geralmente, Deus é o agente ativo de Sua própria ira. Porém, uma análise mais profunda da Bíblia nos levará a uma conclusão diferente. Senão vejamos: “[Senhor] abandonará a Israel por causa dos pecados que Jeroboão cometeu e pelos que fez Israel cometer”. 1 Rs 14:16. “Nesse dia, a minha ira se acenderá contra ele; desampará-lo-ei e dele esconderei o rosto, para que seja devorado; e tantos males e angústias o alcançarão, que dirá naquele dia: Não nos alcançaram estes males por não estar o nosso Deus no meio de nós?”. Dt 31:17.

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quarta-feira, junho 27, 2007

Norma coloca Bush acima dos Três Poderes em caso de emergência

Enquanto o debate sobre as normas de imigração nos Estados Unidos dominava o noticiário, a Casa Branca ditou uma norma que dá ao presidente poderes para “coordenar” o trabalho dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo em caso de uma “emergência catastrófica” – o equivalente no Brasil à declaração de estado de emergência. Seria uma situação inédita no sistema político americano, caracterizado pela total independência dos três poderes.

O assunto ganhou pouquíssima atenção na grande mídia dos EUA, mas levantou discussões acaloradas nos blogs de política. Lee Rogers, do RogueGovernment.com, foi direto ao ponto: “A linguagem vaga da norma dá a oportunidade de fazer do presidente um ditador na ocorrência dessa tal emergência catastrófica”.

O texto do documento, divulgado em 9 de maio em uma nota de imprensa da Casa Branca, é realmente vago, concorda o cientista político Peri Arnold, da Universidade Notre Dame. “Emergência catastrófica” é definida como “qualquer incidente, independentemente da localização, que resulte em níveis extraordinários de feridos ou mortos entre a população ou que cause danos ou interrupção dos serviços de infra-estrutura, meio ambiente, economia ou nas funções do governo”.

“Um incidente como o Katrina seria uma emergência catastrófica? Seria o suficiente para George Bush passar a controlar os demais poderes?”, indaga Rogers no blog.

Segundo a definição de emergência catastrófica, sim. Qualquer desastre ambiental que ponha a vida de um grande número de pessoas e a governabilidade em risco é motivo para convocar a diretriz NSPD51. Um atentado nos moldes do 11/9 também, além de um extenso ataque hacker a uma rede sensível do governo, como as que abrigam documentos secretos do Pentágono, por exemplo.

O blogueiro aponta outras armadilhas na redação do documento, em especial a parte que explica o que seria o governo de resistência constitucional (ECG, sigla em inglês), ou seja, o governo liderado pelo presidente que garantiria a continuação do sistema constitucional, mesmo no caso de atentado terrorista com a perda de sedes físicas de governo, como o Capitólio e a Casa Branca. “ECG significa um esforço de cooperação entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, coordenado pelo presidente”, diz a diretriz.

“Se o presidente vai coordenar tal esforço, isso o coloca na responsabilidade pelos três poderes. A linguagem é maliciosa. Fala sobre cooperação, mas o coloca como líder. Na prática, ele vai ditar dizer o que o governo vai fazer”, critica.

Arnold prefere não classificar a NSPD51 como um perigo à democracia. Ressalta que o documento deixa claro que o governo de resistência constitucional existiria para “preservar nossa forma de governo sob a Constituição”:

– Originalmente, um documento como este existe para que a Presidência e os altos ministérios tenham legitimação suficiente mesmo depois de uma tragédia. Mas a administração Bush resolveu ampliar a emergência para todo o governo, englobando até as agências mais mundanas na elaboração de um plano de reação à catástrofe.

A tática, crê, é equivocada.

– Minha preocupação é menos com o autoritarismo presidencial e mais com a criação de um exercício gigantesco que pode ser inútil. Colocar todas as funções de governo em prática numa catástrofe não é tão eficiente. Qual a necessidade de o Escritório de Patentes funcionar se houver um ataque nuclear? – ironiza.

Fonte: Jornal do Brasil

(Assista mais aqui)

sábado, junho 23, 2007

Satanismo na Globo

A cultura cristã do Brasil vem sendo pouco a pouco substituída por uma cultura pagã. A mídia tem contribuído muito para neutralizar a consciência dos cristãos e estimular a prática dos valores e costumes pagãos. A Rede Globo não é a única, mas é a principal promotora do paganismo no Brasil. Agora, quem diria, com a veiculação da nova telenovela Sete Pecados, a Globo chegou mesmo ao fundo do poço em termos de moral. Basta lembrarmos que esses sete pecados retratam o estilo de vida defendido pelo satanista Anton LaVey em sua sinistra obra The Satanic Bible. Nessa obra é promovida a completa indulgência para com os sete pecados que agora desfilam na tela da Globo. É isso mesmo, o satanismo será promovido de norte a sul do Brasil diariamente. O fato de a trama ser obra de ficção ou fantasia não diminui em nada a influência e o alcance de sua propaganda ideológica. A consciência do brasileiro está completamente anestesiada (para não dizer cauterizada). Espero que pelo menos os cristãos se mantenham bem longe desse lixo moral.

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade” (Isaías 5:20).

quarta-feira, junho 13, 2007

Encontro inédito

Baseando-se na interpretação historicista que vê o cumprimento das profecias escatológicas da Bíblia ocorrendo ao longo da história a partir do momento histórico em que foram dadas, a Igreja Adventista tem interpretado o Apocalipse e identificado os dois poderes representados pelas duas bestas do capítulo 13 como sendo o Vaticano e os EUA. Esses dois poderes agindo em comum acordo instalarão em breve uma Lei Dominical através do poder civil, tendo o objetivo de levar o mundo todo a reverenciar o domingo como dia de guarda. Quando isso acontecer, a guarda do domingo se tornará um sinal de adoração do paganismo – a marca da besta profetizada no Apocalipse. A justificativa para a implantação de tal lei virá das razões mais diversas possíveis como: crise ambiental, crise energética, crise econômica ou social...

É dentro desse contexto que o encontro histórico do presidente norte-americano, George W. Bush, com o papa Bento XVI, ocorrido no Vaticano, no último sábado (09 de junho), deve ser entendido.

Três pontos devem ser destacados desse encontro:

1- O protocolo diplomático pede que o visitante, ao dirigir-se ao papa, o trate de “Vossa Santidade”. O fato do governante da maior potência do mundo (nação protestante, inclusive) reconhecer o papa como “Vossa Santidade” é um sinal não só do poder de Roma, mas também um sinal profético: “... e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta”. Apocalipse 13:3. De acordo com o Portal G1, George Bush cometeu uma “gafe” porque em alguns momentos chamou o papa de “Senhor” e não de “Vossa Santidade”.
2- A maioria daqueles que visitam o bispo de Roma vestem-se de preto, enquanto o papa sempre aparece de branco. Acontece que o preto-e-branco tem um significado peculiar dentro do ocultismo. O simbolismo do preto-e-branco serve para apontar a superioridade espiritual no ocultismo. Em outras palavras: o sacerdote sempre se veste de branco enquanto os demais, para demonstrar submissão espiritual vestem-se de preto. Observe que, no encontro de sábado, não só o presidente Bush como também sua mulher estavam de preto. (Link “Fotografias”).

Observe outros exemplos:

João Paulo II no Encontro Ecumênico de Oração em Assis

João Paulo II e a rainha Elizabeth II

João Paulo II e Bill Clinton

Bento XVI e Tony Blair

Bento XVI e Angela Merkel
3- Outro fato interessante é que George Bush deu um presente ao papa Bento XVI: um bastão com a inscrição dos Dez Mandamentos! É curioso notar, por exemplo, que Zoroastro (fundador da religião pagã do Zoroastrismo) costumava também carregar um Bastão de Autoridade, e que o satanismo o considera (Zoroastro) um tipo do Anticristo – e de Lúcifer (inclusive vestia-se de branco). Um Bastão de Autoridade com a inscrição dos Dez Mandamentos? O que será que Bush tinha em mente ao dar esse presente para o papa? Será que o Anticristo estaria próximo de aparecer? Ou o sinal do paganismo estaria próximo de ser imposto? Observe a imagem e tire suas próprias conclusões...

Idéias têm conseqüências – Parte 2

O autor, então, toca no ponto central da questão: “A implicação óbvia é que não se deve misturar o que Deus deu em tal esplendor variado. Isso vale no âmbito sexual. Somos sexualmente santos ao guardar as diferenças de sexo e gênero que Deus ordenou... Quando Deus criou o mundo e o santificou fazendo diferenças, ele imprimiu a sua própria pessoa no modo que as coisas são... No paganismo, a unidade envolve a destruição das diferenças, a autonomia radical do indivíduo e a aniquilação máxima da personalidade. No teísmo, a unidade nutre, incentiva e celebra as diferenças e as une numa tapeçaria rica e ordenada por Deus de complementabilidade interminavelmente variada... A heterossexualidade espelha o caráter de um universo divinamente criado em que a unidade é a unidade da comunhão das diferenças... Se Deus, o Criador, se distingue das coisas que Ele fez, então manter as diferenças – na vida em geral e na sexualidade em particular – é uma parte essencial da verdade sobre o mundo. Dizer que não há separação entre nós e Deus, dizer que tudo é o mesmo, dizer que todas as permutações sexuais são boas é expressar falsidade acerca da sexualidade” (págs 128-130, 133 e 135).

Jones também menciona as implicações da androgenia: “Pessoas andróginas, quer homossexuais ou bissexuais, expressam dentro de si mesmas ambas as identidades sexuais. No ato sexual elas se envolvem tanto como homens quanto como mulheres... e assim provam tanto a androgenia física quanto a espiritual. No plano físico elas se tornam monistas clássicos, unindo os opostos, experimentando um mundo sem diferenças... A androgenia apaga as distinções, inclusive a distinção entre o humano e o divino” (pág. 76). É por isso que, o Movimento Gay esconde-se atrás de uma máscara chamada “direitos humanos” para tentar, na verdade, implantar uma visão pagã em todo o mundo. Fato esse que pode ser comprovado pelas palavras da antiga diretora de planos de ação da National Gay and Lesbian Task Force, Paula Ettelbrick: “Ser homossexual é mais do que montar a casa, dormir com alguém do mesmo sexo e buscar a aprovação estatal para se viver desse jeito... Ser homossexual significa forçar os parâmetros do sexo, da sexualidade e da família e, no processo, transformar a própria estrutura da sociedade” (pág. 67).

O paralelo com a antiga Sodoma é impressionante: “Como os sodomitas que queriam arrombar a porta da casa de Ló há milênios, o movimento gay moderno se reúne às portas de nossas igrejas e instituições acadêmicas exigindo entrada e pleno reconhecimento”. (pág. 63). Como pode ser visto, no final só uma das duas visões de mundo subsistirá. “O evangelho pagão prega que a redenção é a liberação do Criador e repúdio às estruturas da criação. Ele oferece a ‘liberação’ do sexo de sua essência complementar heterossexual”. Por outro lado, “o evangelho cristão proclama que a redenção é a reconciliação com o Criador e honrar o lado bom da criação. Esse evangelho celebra o lado bom do sexo dentro de seus devidos limites heterossexuais” (pág. 97).

Agora é com você. Qual será sua escolha?

“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).

Saiba mais: Sobre as implicações políticas e filosóficas do Movimento Gay leia aqui.

Idéias têm conseqüências – Parte 1

No domingo passado a cidade de São Paulo sediou pela 11ª vez a Parada Gay, um evento com claras implicações políticas, filosóficas e religiosas.

O momento é mais que propício para uma melhor análise das implicações religiosas do Movimento Gay. Razão pela qual recomendo a leitura do livro “O Deus do Sexo – Como a espiritualidade define a sua sexualidade”, de autoria de Peter Jones, Editora Cultura Cristã.

“Nesse livro provocante e autêntico, o teólogo e especialista em neo-paganismo, Peter Jones, apresenta duas visões da sexualidade que surgiram de duas opções religiosas ligadas a duas cosmovisões fundamentais”.

Segundo o autor, por trás do Movimento Gay está uma maneira pagã de ver o mundo. “A crença pagã na divindade de todas as coisas é chamada de monismo. O monismo é um-ismo, isto é, os seres humanos, os animais, as árvores, as pedras e Deus são um porque todas as coisas têm a mesma natureza”. Enquanto o “oposto do monismo é o teísmo, a nobre cosmovisão da Bíblia, que revela e honra a Deus como Senhor de tudo. Deus e o universo são distintos, como um relógio e um relojoeiro”. (pág. 106). O autor cita também as palavras de Lloyd Geering, pensador monista da Nova Zelândia: “Diferente do caráter dualista do mundo cristão, o novo mundo global é monista. Isso significa que o universo é visto como essencialmente um”. (pág 39).

Portanto, dentro do monismo não há espaço para um Deus Transcendente já que tal filosofia admite uma só realidade: não há separação entre Criador e criaturas. Já para o teísmo, “dar a Deus um lugar distinto é santificá-Lo, ou confessá-Lo como ‘santo’ porque o significado fundamental de santo [na Bíblia] é ‘separado’... O mandamento de reconhecer a Deus como santo significa separá-lo como único, ou seja, não confundi-lo com outras entidades que reivindicam o direito à divindade ou confundi-lo com o que ele fez. Os dois não são o mesmo”. (pág. 106 e 107).

Sobre esse ponto Jones, então, conclui: “Não há somente um círculo que envolve a realidade, como afirmam os monistas. A Bíblia insiste em que os cristãos desenhem dois círculos. Há dois tipos de realidade: a realidade do Criador Divino e a realidade da ordem criada. Esse ‘dualismo’ entre céu e terra, entre Deus e a criação – o dualismo que os pensadores pagãos tanto difamam – é a própria essência da revelação bíblica”. (pág. 112).

Seguindo o raciocínio proposto o autor continua: “A distinção entre Criador e criatura determinou o modo como Deus cria. Deus fez a matéria cósmica nascer do nada, do ‘caos’ original ou matéria sem forma. A obra da criação de Deus transformou o caos em universo organizado. Como um especialista habilidoso... Deus criou estabelecendo distinções, filtrando as coisas e dando a cada coisa o seu lugar e função. Essa é a essência do que a Bíblia quer dizer com o ato da criação. É por isso que a separação é imediatamente associada ‘ao que é bom’. O paganismo crê que a separação é má; Deus declara que é boa.’E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas’. (Gênesis 1:3)... Os atos de ‘separação’ criativa de Deus têm relação com a noção de santidade... Separar e santificar são termos sinônimos... Ao filtrar as coisas e dar a cada uma um nome específico e uma função diferente [incluindo aí a questão de gênero: macho e fêmea], Deus está ‘santificando’ e declarando santo o que Ele faz. Elas refletem, em algum nível de criatura, a santidade de Deus”. (págs 119-121).

Continua...

Domingo é dia de compras

O domingo tem sido um dos dias preferidos dos consumidores em todo o Brasil. O comércio comemora os lucros, mas vai ter que se ajustar às novas regras trabalhistas.

Nenhum degrau vazio na escada rolante e lojas cheias no dia de folga da maioria dos brasileiros. O impressor gráfico Antônio preferiu usar o domingo para pesquisar preço de ar condicionado.

“No meio da semana estou muito ocupado, chego cansado do trabalho”, disse ele.

Os funcionários do comércio ganham, atualmente, um dia de folga para cada três domingos trabalhados. Agora, o Ministério do Trabalho definiu uma nova regra: a cada dois domingos de trabalho, o empregado terá um domingo de folga.

O funcionamento das lojas aos domingos continua dependendo da autorização de cada município. Mas quem abrir, vai ter que obedecer a determinação do ministério.

O vendedor Renato Labes diz que vale a pena. “Em um dia normal de venda a gente vende em média R$ 2 mil. Domingo a gente chega a vender R$ 6 mil”, explica o vendedor.

Às 15h do domingo, os corredores e lojas de um shopping do subúrbio do Rio de Janeiro estão lotados. A imagem comprova o que constatou uma pesquisa nacional: o domingo, definitivamente, virou um dos principais dias de compra para o consumidor brasileiro. Em quatro anos, o número de pessoas que dizem ir às compras aos domingos subiu de 59% para 73%.

A pesquisa encomendada por entidades do setor mostrou que 93% dos shoppings de grande porte abrem nesse dia. Os domingos também rendem lucros para os supermercados: esse dia da semana já representa 12% do faturamento semanal.

Ulisses, como a maior parte dos consumidores – 52% dizem não ter tempo – alega falta de tempo para as compras nos outros dias.

“Presente para a namorada, para o irmão, para a mãe, para a sogra, para todo mundo. Durante a semana é muito corrido, o tempo é muito curto”, justifica o consumidor.

A nova regra para o trabalho no comércio aos domingos será enviada à Casa Civil até a próxima segunda-feira. O governo federal vai decidir se ela vai valer através de uma medida provisória ou se vai encaminhar ao Congresso um projeto de lei.

Fonte: Jornal Nacional, 11 de junho de 2007

(Colaboração: Fernando Machado)

NOTA: Devagar, mas de modo constante, o assunto do descanso dominical está sendo introduzido na mídia. Em breve a guarda do domingo se tornará o tema dominante e a profecia bíblica sobre a crise final então se cumprirá. Aqueles que inadvertidamente honram o domingo como dia do Senhor devem mais que depressa dar ouvidos à Palavra de Deus:

“Santificai os Meus sábados [sétimo dia], pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Ezequiel 20:20).

Parada Gay teve patrocinadores pela 1ª vez

Os patrocinadores garantirão, pela primeira vez, boa parte da verba da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, que chega à 11ª edição no domingo, a partir da avenida Paulista. "A parada já teve um ou outro apoiador que fazia uma ação de marketing, mas nunca teve patrocinadores", diz André Guimarães, da equipe de organização.

Marcas sem foco específico no público gay, como a vodca Smirnoff Ice, o energético Flash Power e as sandálias Goóc, compraram cotas de R$ 10 mil a R$ 50 mil. Os principais parceiros são empresas estatais: a Petrobras, que injetou R$ 200 mil, e a Caixa Econômica Federal, com R$ 120 mil. A Prefeitura de São Paulo gastou R$ 350 mil em infra-estrutura.

No total, a parada e seus eventos paralelos custarão cerca de R$ 1,2 milhão. As marcas têm direito a espaço nos trios elétricos (serão 23 neste ano), banners, etc., com destaque proporcional ao investimento...

Fonte: Folha de São Paulo, 6 de junho de 2007

NOTA: Para todo tipo de evento ou campanha que venha defender princípios e valores contrários ao teísmo (como a Parada Gay de domingo passado) o dinheiro (financiamento) sempre aparece em abundância. Nesse caso até mesmo de empresas estatais (caso fosse correntista da Caixa, fecharia minha conta imediatamente). A ligação entre o paganismo e o socialismo é por afinidade mesmo: só não vê quem não quer. Outro exemplo aqui.

Será que para uma campanha de defesa dos princípios e valores do teísmo poderíamos contar com o financiamento de empresas estatais também? Só alguém muito ingênuo responderia “sim”. Sem contar o folheto que seria distribuído no evento de domingo incentivando o uso de drogas.

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24:12).

quarta-feira, junho 06, 2007

Bush faz sinal ocultista em público

O presidente norte-americano, George W. Bush, ao receber a visita da rainha Elizabeth II, no começo do mês de maio, foi fotografado ao lado dela fazendo o sinal conhecido como “mão chifrada” ou “mão cornuda”, sinal usado para invocar os demônios em rituais de ocultismo e satanismo.

Veja a foto aqui.

O momento para realizar o sinal parece que foi propositadamente escolhido, já que a casa real britânica está profundamente envolvida com o ocultismo.

Para saber mais sobre o sinal ocultista da “mão chifrada” leia aqui.

Cientistas encontram cocaína no ar de Roma

Um grupo de cientistas descobriu partículas de cocaína e maconha, além de cafeína e tabaco, no ar da capital italiana. A concentração das drogas no ar foi mais alta em volta da universidade de Roma Sapienza, mas o médico Angelo Cecinato, do Conselho de Pesquisa Nacional, disse que ainda é precipitado tirar conclusões sobre os hábitos dos alunos.

Os pesquisadores, que divulgaram o estudo no dia 31 de maio, caracterizaram seu estudo como "o primeiro do mundo a mostrar a presença de partículas de cocaína suspensas na atmosfera da cidade", e disseram que utilizaram amostras de Roma, da cidade de Taranto, no sul da Itália, e da capital argelina Argel.

Nicotina e cafeína foram detectadas em todas as três, "mostrando como está difundido o consumo dessas substâncias e como elas permanecem na atmosfera", disseram os cientistas em comunicado.

A concentração de cocaína na atmosfera de Roma foi de no máximo apenas 0,1 nanograma por metro cúbico (1 nanograma é um bilionésimo de grama) durante os meses de inverno, disseram os pesquisadores. Mas as conclusões são preocupantes para a saúde pública. [grifo acrescentado].

"É bem documentado que mesmo pequenas concentrações desses poluentes no ar podem prejudicar seriamente a saúde", disse o médico Ivo Allegrini, do Instituto para Poluição Atmosférica do CNR. [grifo acrescentado].

Fonte: Portal G1


NOTA: Já que a simples presença de partículas de cocaína e maconha no ar oferece “preocupação para a saúde pública”, que razões alguns ativistas ainda encontram para pressionar a sociedade a fim de alcançarem a legalização dessas drogas? Todo o tipo de intemperança (uso de substâncias que causam qualquer tipo de dano ao corpo e/ou à mente) deve ser repudiado pela sociedade para o próprio bem dessa geração e das gerações futuras. Isso é um dever social e religioso: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6:19 e 20).

quinta-feira, maio 31, 2007

O Apocalipse e a marca da besta – Parte 6

A falsa adoração é promovida pelas religiões pagãs

O falso culto é um fenômeno global promovido pelas religiões pagãs tais como o budismo, hinduísmo, divindades africanas nativas, sikhismo, espiritismo, xintoísmo, etc. O denominador comum dessas religiões pagãs é a salvação mediante esforços humanos, não por meio de uma divina provisão de graça. Nos rituais são empregados deuses de feitura humana para serem favoráveis e concederem vida neste mundo e no mundo vindouro.

A falsa adoração é promovida pelo humanismo e o secularismo

A falsa adoração é também promovida hoje por uma hoste de ideologias tais como o humanismo, o secularismo, o materialismo, o evolucionismo, todas essas ideologias que negam a existência de Deus e de Seu plano para a humanidade e a criação sub-humana. Eles crêem na habilidade humana de construir um melhor futuro sem a intervenção divina. Muitos vivem segundo o lema: “Nenhum Deus, nenhuma culpa. A crença em Deus desperta o fanatismo e a culpa. Viva livre e responsável. Desbatize-se!”

As pessoas irreligiosas que acatam essas filosofias seculares humanísticas compreendem mais de 1,1 bilhão de pessoas hoje. Representam 16% da população mundial. Sua meta é promover uma adoração centralizada no eu, antes que em Deus.

O falso culto é promovido pelo papado

O papado tem desempenhado um papel profético destacado em levar pessoas ao falso culto a Deus mediante ícones, estátuas, crucifixos, relíquias, Maria, e, acima de tudo, a exaltação do papa. Qualquer tentativa para materializar a Cristo ou os outros membros da Trindade, identificando-os com objetos, altares, ícones, crucifixos ou estátuas, é condenada nas Escrituras como idolatria. Este é o problema fundamental do culto católico. É um culto idolátrico que depende em grande medida de objetos de culto como auxílios. Os crentes são enganados em crer que pelos elementos da Eucaristia, relíquias santas, imagens, altares sagrados, podem experimentar o divino.

A adoração a Deus mediante objetos termina superando a pregação, que é o meio escolhido por Deus para comunicar a fé e nutrir a vida espiritual de Seu povo. O apóstolo Paulo explica que “a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Rom. 10:17). Isso significa que a fé salvadora procede da leitura, pregação e pelo ouvir a Palavra de Deus, e não mediante a participação do corpo físico de Cristo ou a veneração de objetos “santos”.

O papa promove o falso culto hoje, especialmente por reavivar a adoração a Maria. Durante o ano passado o Papa Bento XVI fez constantes apelos a orar a Maria pedindo orientação e proteção. O website “Os Pensamentos Marianos do Papa Bento XVI” alista mais de 90 apelos a orar a Maria, feitos pelo papa entre 19 de abril e 6 de novembro (www.udayton.edu/mary/popessaying.html).

Por exemplo, no primeiro dia da Festa da Assunção, Bento XVI declarou: “Maria foi assunta em corpo e alma para o Céu: há até espaço para o corpo em Deus. O céu não é mais uma esfera bastante remota desconhecida por nós. Temos uma Mãe no céu. E a Mãe de Deus, a Mãe do Filho de Deus, é nossa Mãe. Ele mesmo assim disse. Ele a tornou nossa Mãe quando disse aos discípulos e a todos nós: ‘Eis aí a tua Mãe!’ Temos uma mãe no Céu. O Céu é aberto, o Céu tem um coração”. Acaso isso significa que sem Maria Deus não tem um coração?

É duro de se crer como a Igreja Católica tem tido êxito em torcer as palavras de Cristo a João: “Eis aí tua mãe” (João 19:27). Por essas palavras Jesus confiava Maria aos cuidados de João, e não à humanidade para cuidar dela. Isso é claramente indicado pela declaração de Cristo a Maria: “Mulher, eis aí o teu filho” (João 19:26). Por essas duas declarações Jesus primeiro confiou João a Maria e daí, Maria a João. Nesses versos não ocorre exaltação a Maria como mãe de Deus e da humanidade. Isso é pura invenção idolátrica católica.

Essas conclusões preliminares extraídas da contextualização do livro de Apocalipse propiciam a base para um estudo mais detido da profecia fundamental da marca e o número da besta. Tais estudos demonstram que a questão-chave no conflito final é o culto apropriado a Deus. A profecia de João sobre a marca e o número da besta apela aos crentes para reconhecerem, não sinais externos ou títulos papais, mas o falso culto global promovido por uma variedade de religiões, inclusive o catolicismo.

A melhor proteção contra os enganos dos tempos finais da falsa adoração é o selo de Deus, manifestado na vida pelo poder capacitador do Espírito em obediência aos mandamentos de Deus.

Samuele Bacchiocchi, Ph.D., professor aposentado de História Eclesiástica e Teologia da Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan, EUA.

(Tradução: Azenilto Brito)

O Apocalipse e a marca da besta – Parte 5

O escopo global do falso culto

O cristianismo com seus 2,1 bilhões de membros nominais representa 33% da população mundial (cerca de 6 bilhões de pessoas). Mas a maioria da população cristã da Europa Ocidental consiste de cristãos não-praticantes. Freqüentam ocasionalmente a igreja nos eventos especiais e percebem a religião como uma herança cultural, em grande medida irrelevante para sua vida diária. O problema da falsa adoração nos países cristãos é tão difundida quanto em países não-cristãos.
A falsa adoração promovida pelo Islã

Em seguida ao cristianismo vem o Islã, com 1,3 bilhões de membros. Representam 21% da população mundial. O Islã também desempenha um papel profético relevante ao promover o falso culto do tempo do fim da trindade iníqua de Apocalipse 13. Incorpora o Espírito do Anticristo por negar a divindade de Cristo (1 João 2:22,23), Sua crucifixão, ressurreição e ascensão ao céu.

Para os muçulmanos, o ensino bíblico de que Cristo é o Filho de Deus seria blasfemo. “Blasfemam aqueles que dizem: Deus é um de três numa Trindade, pois não há Deus, exceto Um Deus” (Surata 5:76). O ensino do Islã da unidade absoluta de Deus deriva de sua crença de que Deus está “lá no alto, distante” e além de qualquer relacionamento íntimo. Ele vive num isolamento solitário. Tal ensino procede das seitas gnósticas que viviam na Arábia Saudita ao tempo de Maomé. Em contraste, o Deus da Bíblia consiste de três Pessoas que vivem em eterna comunhão. Ele é tanto transcendente quanto imanente, além e dentro de Sua criação.

Não há provisão de salvação no Islã. Os muçulmanos obtêm a salvação mediante rituais religiosos como orar, jejuar, dar esmolas e fazer peregrinações a Meca. Alá é um Deus temível que requer total submissão a suas regras e rituais. Por exemplo, se um muçulmano não ora a Alá diariamente, ele terá que cumprir os deveres que deixou de cumprir no inferno, antes de ir para o céu. Os muçulmanos adoram a Alá mais por temor de punição sobre a Terra e no céu.

Há uma impressionante semelhança entre o Islã e o catolicismo em seu respectivo entendimento da importância das boas obras para alcançar a salvação. Tanto no catolicismo quanto no Islã, a salvação é o resultado de uma combinação de graça e obras. No catolicismo, a graça de Deus é infundida nos crentes para capacitá-los a realizar boas obras necessárias para merecer a salvação no dia do juízo.

Numa linha de raciocínio semelhante, no Islã a salvação é uma combinação da graça de Alá e as obras dos muçulmanos. No Dia do Juízo, se as boas obras de um muçulmano ultrapassarem as más, e se Alá aceitar suas boas obras, então podem ser perdoados de todos os seus pecados e entrar no Paraíso. Portanto, o Islã é uma religião de salvação pelas obras porque combina as obras do homem com a graça de Alá.

O Alá do Corão explicitamente promove matança de pagãos, judeus e cristãos que não aceitarem o Islã. “Quando os meses proibidos passarem, então lutai e matai os pagãos onde quer que os encontreis, cercai-os e permanecei à espreita por eles com todo estratagema (de guerra). Mas se eles se arrependerem, e estabelecerem orações regulares e praticarem caridade regular [se tornarem muçulmanos], então abri-lhes o caminho” (Surata 9:5).

Esse método de evangelismo por coerção revela-se em total contraste com os ensinos do Deus bíblico para ganhar homens e mulheres para o Seu Reino, proclamando-lhes as Boas Novas de Sua graça salvadora mediante o sacrifício expiatório de Cristo.

(Continua...)

O Apocalipse e a marca da besta – Parte 4

Advertência contra o falso culto relevante hoje

A advertência de João contra o falso culto ultrapassa o seu tempo, alcançando até o fim da história. Isso é indicado pelo fato de que as tentativas finais da besta de impor a falsa adoração são imediatamente seguidas pelo anúncio da queda de Babilônia e o julgamento sobre a besta e seus seguidores por ocasião da vinda do Filho do Homem nas nuvens do céu (Apoc.14:14).

Ao tempo de João o falso culto era promovido especialmente mediante o culto ao Imperador, o que forçava os cristãos a terem que escolher entre Cristo ou César. Hoje o falso culto é promovido por uma variedade de agências satânicas mediante religiões tanto cristãos quanto pagãs. Isso torna a profecia da marca e número da besta particularmente relevante para o nosso tempo.

A centralidade da profecia da marca da Besta

Antes de discutir o escopo global do falso culto hoje, é importante observar a localização da profecia da marca da besta no centro do livro. A profecia é precedida pela grande batalha entre Cristo e o dragão no capítulo 12 e seguida pelo apelo divino final através das mensagens dos três anjos em Apocalipse 14, seguidas pelos juízos finais de Deus sobre a humanidade, especialmente Babilônia.

Em seu livro The Deep Things of God, John Paulien escreve: “No centro do livro do Apocalipse arma-se a grande batalha entre o dragão e o remanescente. Esta seção, com suas mensagens dos três anjos é o centro em torno do qual se estrutura o conteúdo do que João deseja transmitir. É a chave para entender o livro inteiro... Aqui Deus estabelece Sua agenda para o evento final da história da Terra” (pág. 122).

A importância da profecia da marca da besta é evidente quando se examina a chamada literatura quiástica do Apocalipse. Vários eruditos têm feito notar que as mensagens do Apocalipse são expostas como um quiasma. A palavra “quiasma” deriva da letra “X” em forma de cruz, e é empregada para descrever a estrutura literária típica da literatura hebraica. Embora as composições literárias sigam um padrão A-B-C com o clímax sendo atingido no fim, a estrutura quiástica se caracteriza por uma linha A-B-A. Num esboço quiástico o relato progride de A para B, e então de volta ao A. Mas o segundo “A” expande o pensamento do primeiro “A”, como numa escala musical onde as mesmas notas mantêm-se retornando, mas num tom mais elevado.

É importante observar também que numa estrutura quiástica o clímax do relato ocorre ao centro, com as seções precedente e seguinte movendo-se para cima e para distante dela. No Apocalipse a primeira metade do quiasma é histórica, enfocando eventos da história da Igreja cristã, enquanto a segunda parte é escatológica, tratando de eventos que levam à consumação da redenção.

O centro da seção sobre a CRISE FINAL contém o tema teológico central do livro: O grande conflito entre Cristo e Satanás, que começa no céu e prossegue sobre a Terra, onde o dragão persegue o remanescente. Em sua desesperada tentativa para suprimir o genuíno culto a Deus, o dragão dá poder à besta que sobe do mar e à besta que sobe da Terra para impor o falso culto, colocando a marca e o número da besta sobre os seus seguidores. As tentativas da besta de suprimir a adoração de Deus (Apoc. 13) são seguidas pela advertência final de Deus à humanidade e os juízos sobre Satanás e seus seguidores.

O ponto desta discussão sobre a estrutura quiástica do Apocalipse é que a profecia que estamos para estudar sobre a marca e o número da besta não é uma profecia isolada tratando com marcas externas dos títulos do papa, mas uma profecia central e fundamental que descreve em dramáticas imagens a tentativa desesperada final de Satanás em vencer sua batalha contra Deus, promovendo e impondo um falso culto idólatra.

A marca e o número da besta representam as tentativas desesperadas de Satanás de vencer a batalha pela mente e o coração da humanidade, antes que Deus intervenha para executar os Seus juízos sobre o dragão, a besta, o falso profeta, e os ímpios, a fim de resolver o conflito cósmico por destruir permanentemente os ímpios e estabelecer um novo mundo.

A questão-chave no conflito final é a adoração apropriada de Deus. A profecia de João a respeito da marca e o número da besta apela aos crentes para que reconheçam, não títulos papais, mas a adoração falsa global promovida por uma variedade de religiões, incluindo o catolicismo.

No tempo de João, os cristãos defrontavam o desafio do falso culto, promovido especialmente pelo Imperador Domiciano, que desejava ser adorado como “DEUS E SENHOR”. Adicionalmente os cristãos tinham que enfrentar as religiões mais atrativas dos mistérios de Mitra, Cibele e Ísis, que ofereciam esperança para a vida no além. Hoje o desafio aos cristãos do falso culto é bem mais complexo e difundido.

(Continua...)

O Apocalipse e a marca da besta – Parte 3

A escolha entre aliança a Cristo ou a César

Ao espalhar-se o culto ao imperador pelo Império Romano, especialmente na Província da Ásia, o profeta João pôde ver nisso os sinais da crise vindoura, quando “os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:8'). João reconheceu que os cristãos em breve teriam que escolher entre sua aliança a César ou a Cristo, como o seu Senhor.

O próprio João tomou a decisão de ser fiel a Cristo e pagou o preço de ser exilado à ilha de Patmos, diminuta e “esquecida por Deus”. Ele nos conta que estava na ilha, não num giro evangelístico, mas “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (Apoc. 1:9). Mais provavelmente o “testemunho de Jesus” refere-se à decisão de João de adorar a Cristo como Dominus et Deus – Senhor e Deus, em vez de ao Imperador Domiciano.

O termo “Senhor” – Dominus em latim, ou Kurios em grego, ” tornou-se o campo de batalha de lealdades”. Os cristãos tinham que escolher se adoravam a Cristo ou a César como o seu SENHOR. Isso nos ajuda a entender por que o anjo elogia aqueles cristãos que tinham “perseverança e por amor do meu nome” sofreram, sem desfalecer (Apoc. 2:3), permanecendo fiéis: “Não negaste a minha fé” (Apoc. 2:13).

Mas se o Imperador julgou que Patmos era um lugar ideal, esquecido por Deus, para isolar João, um influente líder da Igreja na Ásia Menor, ele estava errado. Pois foi daquela pequena ilha que o Espírito de Deus lhe deu mensagens para atender as suas necessidades espirituais e a cada uma das sete Igrejas na Ásia Menor (Apoc. 1-3). Ademais, o anjo o levou em visão para o céu, junto ao próprio trono de Deus (Apoc. 4 e 5). Dali foi-lhe mostrado o desdobrar do conflito entre Deus e Satanás, até a vitória final e o estabelecimento de um novo mundo.

A influência do culto pagão sobre as Igrejas Cristãs

A segunda razão para a centralidade da adoração em Apocalipse é a preocupação de João com a influência do culto pagão sobre as congregações cristãs da Ásia Menor. Detectamos essa preocupação nas mensagens de repreensão a seis das sete igrejas. As mensagens revelam que algumas congregações foram condicionadas pelo culto pagão ao seu redor. Quando comparado com o resto dos livros do Novo Testamento, o Apocalipse contém repreensões bem severas. A razão é que João confronta alguns ensinos que causavam divisões e que eram promovidos por certos membros influentes.

Em Apocalipse 2, João descreve esses falsos ensinos por três nomes diferentes: os nicolaítas, Balaão e Jezabel. “Entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem” (Apoc. 2:14). A mesma questão de “comerem das coisas sacrificadas a ídolos” é mencionada com referência a Jezabel.

Aparentemente esses falsos ensinadores não viam nada errado em participar no culto pagão ao Imperador e deuses por comer alimentos que haviam sido consagrados em seus altares. Esse comprometimento com o culto pagão ameaçava a vida espiritual de algumas congregações. Por exemplo, é dito à Igreja de Sardes: “Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer” (Apoc. 3:1-2).

A carta de Plínio ao Imperador Trajano poucos anos mais tarde (111 AD) confirma a preocupação de João com o comprometimento com o culto pagão por um crescente número de cristãos. Plínio, governador da Bitínia, escreveu: “O contágio dessa superstição [cristianismo] tem se espalhado não só pelas cidades, mas também pelas aldeias e fazendas. Mas parece possível deter e curar isso. Certamente é por demais claro que os templos, que estavam quase desertos, começaram a ser freqüentados, que o estabelecimento de ritos religiosos, há muito negligenciados, estão sendo reativados, e que de toda parte estão vindo sacrifícios de animais, para os quais até agora poucos compradores têm sido encontrados. Daí, é fácil imaginar que uma multidão de pessoas pode ser reformada se uma oportunidade para arrependimento lhes for concedida” (Plínio, Cartas X, 97).

Nessa época crítica quando alguns cristãos estavam comprometendo sua aliança com Cristo a fim de ajustar-se ao mundo pagão, João, de seu exílio em Patmos, os chama a um despertamento e reconhece a natureza demoníaca do culto ao Imperador. Roma é uma besta habilitada por Satanás para requerer a adoração que a Deus pertence. O tema central do Apocalipse é um chamado à fidelidade no contexto da influência sedutora do culto idolátrico da sociedade romana.

(Continua...)

O Apocalipse e a marca da besta – Parte 2

Adoração, Tema Central do Apocalipse

A segunda conclusão significativa que emergiu de meu estudo preliminar é que adoração é o tema central do Apocalipse. É a chave para entender muito do livro. Nenhum outro livro da Bíblia contém tantas cenas de adoração. Vez após vez foram mostrados a João seres celestes e terrestres louvando a Deus (4:9; 7:12; 11:17) e servindo-O em Seu templo (7:15; 22:3).

Os adoradores cantam o cântico de Moisés e do Cordeiro (5:9; 14:3; 15:3). Dão louvor a Deus (19:5) e glorificam o Seu nome (15:4). Anciãos, anjos e criaturas viventes prostram-se perante Ele e O adoram (4:10; 5:8,14; 7:11; 11:16; 19:4). A palavra “Amém” e a exclamação “Aleluia” são encontrados regularmente em ambientações de culto (1:6,7; 5:14; 7:12; 19:4; 19:1, 3, 4, 6).

O verbo “adorar” (proskuneo) — um termo litúrgico fundamental — ocorre 24 vezes no Apocalipse. Isso representa quase metade de ocasiões de tais ocorrências em todo o Novo Testamento. A adoração a Deus e ao Cordeiro irradia do epicentro da sala do trono de Deus, em círculos concêntricos expansivos que incluem as quatro criaturas viventes (19:4), os vinte e quatro anciãos (4:10; 5:14; 11:16; 19:4), todos os anjos (7:11), e todas as nações (15:4). A convocação final à humanidade é o chamado, “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apo. 14:7; ênfase acrescentada). Declarado de modo simples, descobri que a adoração é a chave que abre o Apocalipse. Entendendo a razão para a centralidade da adoração em Apocalipse podemos interpretar a profecia da marca e número da besta em seu apropriado cenário histórico.

Adoração É a Causa Original do Grande Conflito

A terceira conclusão é intimamente relacionada à segunda. Descobri que a razão porque a adoração é tão central no Apocalipse é pelo fato de que a João foi mostrado em visão que a adoração é a causa original da titânica controvérsia entre Cristo e Satanás. Em Apocalipse 12, João descreve como essa controvérsia sobre adoração se iniciou no céu, quando Miguel e seus anjos combateram e derrotaram o dragão (Satanás), ambos tendo sido lançados para a Terra.

Após a expulsão do céu, Satanás tornou este planeta o teatro de suas operações, empregando todos os seus recursos para suprimir a adoração e os adoradores do verdadeiro Deus, promovendo, em lugar disso, o falso culto a si mesmo, mediante a trindade iníqua, representada pelo dragão, a besta do mar e a besta da terra, conhecida também como o “falso profeta”.

O conflito chega a um clímax em Apocalipse 13, onde Satanás, representado pelo Dragão, dá poder à besta do mar e à besta da terra para imporem o seu falso culto, colocando uma marca, um nome e o número 666 sobre as testas e mãos de seus seguidores. Assim, como veremos, a marca, nome e número da besta representam a natureza da falsa adoração, promovida pela trindade iníqua.

Por que a Adoração é uma questão crítica no Apocalipse?

Por que a Adoração é uma questão crítica no Apocalipse? Por que a adoração não é o tema central de outros livros neotestamentários? Por que somente em Apocalipse os cristãos são advertidos contra as terríveis conseqüências de participar do falso culto?

Lemos, por exemplo, em Apocalipse 14:9-11: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome”.

Por que tão severa advertência contra a falsa adoração é encontrada no Apocalipse? Nas epístolas paulinas o tema central é fé versus obras, mas em Apocalipse o tema central é a verdadeira contra a falsa adoração. Qual é a razão para essa diferença em ênfase? Há duas respostas a esta pergunta e ambas são sugeridas pela ambientação histórica do livro.

A Ameaça do Culto ao Imperador

A primeira razão para a centralidade e conflito sobre adoração se acha na ameaça do culto ao Imperador. Ao tempo em que João redigia o seu livro o culto ao imperador havia penetrado nas instituições políticas e econômicas do Império Romano, de modo a tornar-se crescentemente difícil a cristãos conscienciosos permanecerem fiéis a Cristo.

O culto ao Imperador teve início sob o Imperador César Augusto (27 AC – 14 AD) como um meio de unificar a multiplicidade de nações que constituíam o Império Romano, promovendo lealdade comum e um senso de destino nacional. Foi, contudo, pelo fim do primeiro século, durante o reinado do Imperador Domiciano (81-96), que o culto ao Imperador representou a maior ameaça à Igreja cristã.

Conquanto o pai de Domiciano, Vespasiano (69-79) e seu irmão Tito (79-81), receberam honrarias divinas por ocasião da morte, o Imperador Domiciano desejou obtê-las durante o seu tempo de vida. O historiador romano Suetônio nos informa que Domiciano referia-se a si próprio grandiloqüentemente como “Dominus et Deus” – Senhor e Deus. Suetônio prossegue: “E assim surgiu o costume de daí em diante dirigir-se a ele em nenhum outro modo, mesmo por escrito ou em conversa. Ele não permitia que nenhuma estátua fosse erguida em sua honra no Capitólio, exceto de ouro ou prata e de certo peso pré-estabelecido”. (Suetônio, Domitian xiii).

O culto ao Imperador tornou-se um teste de fé para os cristãos. Mais tarde discutiremos a carta que Plínio, governador da Bitínia, escreveu em 111 AD ao Imperador Trajano para obter instruções sobre como proceder contra os cristãos. Ele explica que o procedimento era perguntar-lhes se eram cristãos. Os que assim o confessassem eram executados, mas os que alegavam não mais serem cristãos eram requeridos adorar a imagem do imperador, oferecendo incenso e vinho perante a mesma. O culto à “imagem da besta” era um terrível teste para a fé cristã. Isso nos ajuda a entender por que João fala da besta da terra instando as pessoas a fazerem “uma imagem à besta” (Apoc. 13:14), e fazendo com “que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta” (Apoc. 13:15).

(Continua...)

O Apocalipse e a marca da besta – Parte 1

[O texto a seguir foi escrito por Samuele Bacchiocchi, Ph.D., professor aposentado de História Eclesiástica e Teologia da Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan., EUA, e traduzido por Azenilto Brito.]

Durante as semanas passadas gastei considerável tempo familiarizando-me com o cenário histórico do livro de Apocalipse. Eu muito recomendo o capítulo “O Mundo do Livro de Apocalipse”, da obra de John Paulien The Deep Things of God [As coisas profundas de Deus]. O capítulo oferece uma pesquisa concisa, mas informativa da precária situação da Igreja no tempo de João e os desafios que os cristãos estavam defrontando de fora e de dentro. O capítulo ajuda o leitor a apreciar algumas das questões que João está abordando no Apocalipse.

John Paulien, Ph. D., atualmente serve como Chefe do Departamento de Novo Testamento do Seminário Teológico da Universidade Andrews. Ele é reconhecido como a maior autoridade em literatura joanina, especialmente a respeito do livro de Apocalipse. Em apreciação por sua erudição e contribuição ao entendimento do Apocalipse, ofereci-me a promover e distribuir sem qualquer comissão seus cinco álbuns de 60 CD-ROMS, contendo um total de 120 conferências sobre o livro de Apocalipse. Considerável tempo e esforço foram investidos nessas conferências por uma equipe profissional.

Apocalipse: Uma Perspectiva Tridimensional


A primeira conclusão que emerge de meu estudo preliminar é que Apocalipse não foi escrito como um quebra-cabeça gigante para ser montado dois mil anos depois, mas um poderoso drama destinado a falar sobre os desafios dos leitores originais, bem como das futuras gerações de cristãos. Podemos dizer que o Apocalipse tem uma perspectiva tridimensional: passado, presente e futuro. Essa perspectiva tridimensional se reflete na fórmula empregada três vezes para descrever a Deus como “Aquele que era, que é e que há de vir” (Apoc. 1:4; 1:8; 4:8').

João escreveu a sete congregações reais em sete cidades reais da província romana da Ásia Menor. Era de se esperar que eles lessem, ouvissem e praticassem as palavras da profecia. “Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. (Apoc. 1:3). O termo grego para “lê” (anaginoskon) significa literalmente “ler com entendimento”. Era esperado que o leitor (pregador) e os ouvintes (a congregação) entendessem as mensagens proféticas.

Este texto promete uma bênção especial ao leitor e ouvinte do livro de Apocalipse. “Os leitores seriam os pregadores—enquanto os ouvintes seriam a congregação reunida ouvindo a leitura. Embora a leitura e o ouvir das profecias sejam muito importantes, a totalidade das bênçãos é pronunciada sob os que conservam suas mensagens” (Ranko Stefanovich, Revelation of Jesus Christ, p. 59).

O Apocalipse Atinge Até a Consumação da Redenção


Mas as profecias do Apocalipse alcançam além do tempo de João, até a consumação da redenção, com o estabelecimento de um novo mundo. Elas descrevem o desenrolar do grande conflito desde seu início no céu até as suas várias manifestações sobre a Terra. Retratam com imagens dramáticas as forças satânicas, representadas pelo dragão, as bestas, e o falso profeta, batalhando pela lealdade dos corações humanos por imposição de um falso culto. Mas a vitória pertence a Cristo, que retorna como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Apo. 19:6), para destruir os ímpios e estabelecer “um novo céu e uma nova Terra” (Apo. 21:1).

O tema de que trata o livro de Apocalipse poderosamente, não só dirigido a seu público original, como também às gerações futuras de crentes, apela ao discernimento espiritual em interpretar suas mensagens proféticas. Nenhum método simples (preterismo, futurismo, historicismo, idealismo) pode ser usado como um padrão para interpretar todo o Apocalipse. Em vez disso, precisamos examinar cada passagem, perguntando, como assinala John Paulien: “‘Que método é adequado para esta passagem?’ Ao percorrermos o livro de Apocalipse devemos ser sensíveis à evidência do texto. Permitiremos que o texto bíblico governe o que vemos na passagem” (John Paulien, The Deep Things of God, p. 30).

Ao aplicarmos este princípio à profecia concernente à marca e o número da besta, significa que precisamos ser sensíveis à evidência do texto. Acaso sugere que a imposição do falso culto pela besta terá lugar exclusivamente no Fim? Ou já houve um cumprimento inicial no tempo de João? A resposta a esta pergunta será encontrada logo mais ao examinarmos o desafio do culto ao Imperador que João e seus irmãos cristãos estavam enfrentando.

(Continua...)

sexta-feira, maio 25, 2007

Domingo do pluralismo

No próximo domingo (dia 27), o Centro para o Cristianismo Progressivo (The Center for Progressive Christianity – TCPC) estará promovendo nos EUA, o “Domingo do Pluralismo” (Pluralism Sunday). Segundo o site do TCPC, a iniciativa é “um passo para derrubar os muros do orgulho e preconceito” presentes na cultura, os quais são responsáveis por promover “a violência física em nossos lares, em nossas comunidades, e no mundo”.

De acordo com a proposta, nesse domingo as igrejas evangélicas devem trazer outras pessoas de diferentes denominações para pregar e dirigir a adoração. Além disso, as igrejas devem tomar tempo para ensinar aos seus membros os valores de outras denominações, tudo em nome do pluralismo.

NOTA: O diálogo entre as religiões pode ser muito proveitoso, porém, é inegável que essa iniciativa ecumênica visa a preparar as religiões para a aceitação da futura Lei Dominical – é um movimento disfarçado para unir as igrejas em torno da guarda do domingo.

quinta-feira, maio 24, 2007

Nova diretriz presidencial dá a Bush poder ditatorial

A Diretriz Presidencial de Segurança Nacional e a Diretriz Presidencial de Segurança Interna [Nota: “Homeland Security” é uma agência federal do governo norte-americano encarregada de prevenir, defender e responder aos ataques de terrorismo no território dos EUA], assinada em 9 de maio de 2007, afirma que em caso de um “evento catastrófico”, George W. Bush pode tornar-se o que é melhor descrito como “um ditador”.

“O Presidente deverá conduzir as atividades do Governo Federal para garantir o governo constitucional.”

Essa diretriz, completamente desconhecida pela mídia, e dada sem o escrutínio pelo Congresso, dá a Casa Branca poder ditatorial sem precedentes sobre o governo e o país, contornando o Congresso dos EUA e removendo a separação de poderes. A Diretriz também colocou o secretário de Segurança Interna [Nota: Homeland Security] no cargo de “segurança doméstica”.

Fonte: The Intelligence Daily

(Colaboração: Azenilto Brito e Marcello Flores)

NOTA: “Eventos catastróficos” podem incluir um ataque terrorista, uma pandemia (gripe aviária) ou um desastre natural (terremoto de grande magnitude, furacão, tsunami). A pergunta a se fazer é: Por que justamente agora, na surdina, a Casa Branca lança uma diretriz como essa? O que será que eles sabem que nós ainda não sabemos? Por que o presidente americano deveria ter todo o poder em sua mão em caso de alguma “catástrofe”? É bom lembrar que o poder acumulado de Bush pode ser colocado em prática através da Federal Emergency Management Agency (FEMA) - Agência de Gerenciamento de Emergência Federal.

Lobby a favor do fechamento do comércio aos domingos

As associações brasileiras de Supermercados (Abras), de Lojistas de Shoppings (Alshop) e de Shopping Centers (Abrasce), juntamente com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), apresentaram ontem ao Ministério do Trabalho e Emprego uma proposta para alterar a Lei Federal nº 10.101, de 2000, que, entre outros pontos, regulamenta o trabalho aos domingos.

As entidades querem que a lei seja unificada e passe a valer em todo o País. Hoje, apesar de ter abrangência nacional, em alguns estados e municípios, como Bahia e São Paulo, as determinações para essa atividade são diferenciadas. Nesses dois estados, o trabalho no domingo é regulamentado por acordo celebrado entre bases sindicais e patronais. Um dos principais temores do varejo é que a falta de alinhamento nacional dê força a pressões que estão sendo feitas em Brasília para que o comércio deixe de funcionar aos domingos. [Grifo acrescentado].

A principal proposta das lideranças do varejo é a alteração do artigo 6° da lei que determina que, em um período de quatro semanas, a folga do trabalhador caia no domingo, o chamado esquema "três por um". A sugestão do varejo é que seja padronizado o esquema dois por um – a cada dois domingos, um é de descanso –, com a compensação do acréscimo de três dias nas férias do funcionário. A proposta é uma opção ao pedido dos comerciários, que querem a adoção de uma folga dominical a cada domingo trabalhado.

As entidades também vão apresentar a pesquisa que encomendaram ao Ibope sobre a aceitação da população da abertura do comércio aos domingos. [Resultado da pesquisa aqui]

Segundo o presidente da Abras, Sussumu Honda, o setor não conseguiria se manter fechado aos domingos sem demitir grande número de funcionários. Hoje, 73 mil mercados e supermercados do País abrem aos domingos e empregam cerca de 850 mil pessoas. "Se não pudermos abrir nesse dia vamos precisar dispensar até 120 mil desses trabalhadores", disse Honda. Ele ainda diz que não há como acatar a proposta de "um para um" como querem comerciários, já que não haveria mão-de-obra capacitada no mercado para trabalhar em supermercado em quantidade suficiente para cobrir esse rodízio.

Honda também afirmou que o movimento do domingo responde pelo segundo melhor dia nas vendas dos supermercados, ficando atrás apenas do sábado. Cerca de 12% do faturamento da semana é conseguido no domingo. No final de semana todo são faturados 38% dos ganhos semanais do setor.

FONTE: Diário do Comércio

NOTA: O fechamento definitivo do comércio aos domingos provavelmente ocorrerá quando surgir alguma “crise” do tipo energética ou mesmo ambiental. Começará com os EUA e se espalhará pelo mundo. Estamos nos aproximando da grande crise final profetizada pela Bíblia no Apocalipse. O que você está fazendo para se preparar para esse momento?

quinta-feira, maio 17, 2007

Bento XVI no Brasil: verdades e mentiras – Parte 3

Segundo a agência ACI, o papa discursou na sessão de abertura da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano propondo a prática da Eucaristia (leia-se missa dominical) como estratégia para construir o verdadeiro amor na sociedade. "Só da Eucaristia brotará a civilização do amor, que transformará a América Latina e o Caribe para que, além de ser o Continente da Esperança, seja também o Continente do Amor!", afirmou o bispo de Roma. Em seguida, fez o apelo: "Temos que motivar os cristãos para que participem dela ativamente e, se for possível, melhor com a família. A assistência dos pais com seus filhos à celebração eucarística dominical é uma pedagogia eficaz para comunicar a fé e um estreito vínculo que mantém a unidade entre eles. O domingo significou, ao longo da vida da Igreja, o momento privilegiado do encontro das comunidades com o Senhor ressuscitado... Por isso a celebração dominical da Eucaristia tem que ser o centro da vida cristã". (O blog Diário da Profecia também postou a notícia.)

Além disso, já na sexta-feira, em um discurso na Catedral da Sé, em São Paulo, dirigido ao episcopado brasileiro, o papa foi bem claro ao dar o seu recado: “A única Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro” (O Estado de S. Paulo, 12 de maio de 2007).

Dessa forma, as duas notícias citadas acima demonstram a que ponto pode chegar a teologia católica ao colocar a autoridade da Igreja acima da própria autoridade das Escrituras Sagradas. O descanso dominical (e não o descanso sabático, como prescrevem as Escrituras) foi uma invenção de Roma, uma flagrante mudança do quarto mandamento da Lei de Deus sem autorização bíblica. A maior confirmação desse fato nos é dada pelo Dr. Samuele Bacchiocchi, teólogo adventista e italiano de nascimento. O Dr. Bacchiocchi resolveu fazer o doutorado na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (a mais famosa universidade católica do mundo). E desenvolveu sua tese doutoral em cima do tema “Do sábado para o domingo”, utilizando para sua pesquisa inclusive documentos da própria biblioteca do Vaticano. Algo impensável até então. (Ele foi o primeiro teólogo protestante a cursar o doutorado naquela Universidade.) Resultado: em 1977, sua tese foi aprovada e publicada pela universidade com o Imprimatur oficial da Igreja Católica. Recebeu ainda um diploma com a assinatura do próprio papa Paulo VI (então bispo de Roma). Atualmente, Bacchiocchi reside nos EUA, trabalha como escritor e realiza palestras e seminários sobre “O Dia do Senhor”. Quatro dessas palestras (incluindo um pouco da história do autor) podem ser lidas em português no site do Prof. Azenilto Brito. (Vale a pena conferir.)

É lamentável ver que a Igreja Romana se auto-intitula a única igreja de Cristo na Terra, mas diminui a autoridade das Escrituras Sagradas deixando de lado muitos ensinamentos do próprio Senhor Jesus. Pelo jeito, a viagem de Bento XVI ao Brasil não contribuirá muito para deter a evasão de fiéis católicos.

“Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lucas 6:46).

Bento XVI no Brasil: verdades e mentiras – Parte 2

O clímax da visita do bispo de Roma ao Brasil ocorreu na missa celebrada no Campo de Marte, em São Paulo, onde foi canonizado Frei Galvão, o primeiro santo verde-amarelo. Possivelmente, as implicações teológicas desse evento são o melhor indicativo do abismo existente entre a teologia católica e o protestantismo.

A Igreja Católica, ao canonizar os santos, apresenta-os aos fiéis como “intercessores” diante de Deus e também incentiva sua adoração (aos santos) na forma de imagens. Uma flagrante violação do segundo mandamento da Lei de Deus: “Não farás para ti imagem de escultura... não as adorarás, nem lhes darás culto” (Êxodo 20:4 e 5). (Só para lembrar: a ICAR aboliu o segundo mandamento da Lei de Deus por sua própria autoridade.)

Como surgiu, então, essa doutrina espúria de “santos” tornarem-se intercessores? A resposta é uma só: foi copiada do modelo pagão do Império Romano. O teólogo Orlando Jerônimo de Oliveira assim explica: “A mitologia clássica da Grécia e de Roma ensinava a existência de Dii Majores, divindades superiores, e Dii Minores, divindades inferiores. Os pagãos acreditavam que os Dii Majores possuíam todo o poder e autoridade e que os Dii Minores serviam de mediadores entre os deuses e os mortais, de tal modo que a mitologia grega no Império Romano consistia de muitos deuses e muitos mediadores. Acreditava-se que quando um homem se fazia notável por seus feitos, conquistas e invenções ou qualquer outra coisa que o distinguisse como benfeitor do gênero humano, podia ser canonizado e posto no número dos deuses inferiores. Como deus inferior ou semi-deus vinha a ser um mediador. A simpatia por seus semelhantes, somada aos méritos o tornavam idôneo para desempenhar as funções de intercessor entre os mortais e os deuses maiores. Os filósofos pagãos Hesíodo, Platão, Apuleo, e outros, falam todos nesse sentido. O filósofo Apuleo disse: ‘Os semi-deuses são inteligências intermediárias, por meio das quais nossas orações e necessidades chegam ao conhecimento dos deuses. São mediadores entre os habitantes da Terra e os habitantes do Céu. Eles levam para lá as nossas orações e trazem para a Terra os favores implorados. Eles vão e voltam como portadores das súplicas dos homens e dos auxílios da parte dos deuses’” (A Igreja Católica nas Profecias, p. 107, 108. Editora Ados).

Como a ICAR apresenta um “santo” para cada necessidade da vida humana (casamenteiro, livrar-se da dívida, etc.), o ministério intercessor de Jesus no Céu fica esvaziado, sem sentido. A profecia bíblica já havia advertido de que isso ocorreria: “Sim, engrandeceu-se até o príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo” (Daniel 8:11). O poder por trás dessa profecia é o poder romano (tanto o Império quanto a Igreja Romana, posteriormente). Se o “exército dos céus” contra quem o chifre pequeno lutou são os “santos de Deus”, então o Príncipe do exército é o próprio Filho de Deus: Jesus Cristo. O Império Romano “engrandeceu-se” contra Ele na pessoa de Pilatos e dos soldados romanos que O torturaram e O crucificaram. E “deitaram o lugar do seu santuário abaixo” quando no ano 70 d.C. os romanos destruíram Jerusalém e o templo dos judeus, não deixando ali “pedra sobre pedra”. Já a Igreja Romana, levantou-se contra Cristo e “dEle tirou o sacrifício diário” quando substituiu alguns dos ensinamentos bíblicos por tradições humanas. A melhor tradução para “sacrifício diário” é “contínuo”, e não se refere ao sacrifício mas sim à intercessão contínua de Cristo no santuário celestial: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém, no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hebreus 9:24). De alguma forma a Igreja Cristã anulou a intercessão que Cristo foi realizar no Céu. Na verdade, além de alterar a Lei de Deus, os Dez mandamentos, o poder religioso de Roma transferiu o ato de intercessão pelo pecador para o líder da igreja, para os sacerdotes. Deitaram abaixo o lugar do santuário de Deus, invalidando a contínua intercessão de Cristo, sem falar da multidão de “santos intercessores” criados pela Igreja como imitação do paganismo romano.

Pesa ainda o fato de que a igreja foi capaz até de comercializar o perdão vendendo indulgências, método contra o qual se levantou Martinho Lutero. Tudo isso contribuiu para desfigurar a imagem de Deus e Sua obra de salvação pela humanidade. De acordo com o Papa Leão XIII, a missa substituiu o trabalho de Cristo no santuário celestial: “Os sacrifícios do Velho Concerto eram sombras do futuro sacrifício da cruz muito antes já do nascimento de Cristo. Após a Sua ascensão ao Céu, um sacrifício idêntico continuou na missa... Nosso Divino Redentor quis que o sacrifício consumado uma vez na cruz se prolongasse para sempre. E isto é feito através da missa” (citado por Edwin Thiele, Apostila de Daniel). De fato, Pedro, quando diante de um pecador para conceder-lhe perdão, não assumiu essa responsabilidade que só compete a Jesus, mas aconselhou-o a rogar a Deus pelo perdão (Atos 8:20-23).

“Porquanto, há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5).

quarta-feira, maio 16, 2007

Bento XVI no Brasil: verdades e mentiras – Parte 1

A passagem de Bento XVI pelo Brasil mobilizou 3.200 jornalistas de todo o mundo. (Para os jogos PAN 2007, estão sendo esperados 3.000 jornalistas.) Só esse número já é suficiente para concluir que, atualmente, o poder político (e também religioso) do Vaticano é inversamente proporcional ao seu tamanho geográfico. Cada palavra proferida por Bento XVI nessa viagem foi registrada e analisada pela mídia. Como era de se esperar, houve até uma “overdose” de notícias relacionadas à viagem papal. (Não foi difícil encontrar pessoas com comentários do tipo “Não agüento mais ouvir notícias sobre o papa”.)

A própria mídia percebeu que o objetivo da viagem de Bento XVI ao Brasil foi “promover o estilo de vida católico”. O papa usou o púlpito brasileiro para explicar ao mundo “o que é ser católico”. A razão é simples: a Igreja Católica passa por uma crise de identidade não só no Brasil, como no mundo todo. Por um lado, pressionados pela visão secular-relativista do pós-modernismo, e de outro lado inconformados com posições “radicais” da moral ensinada pela própria Igreja (algumas posições são realmente radicais), muitos fiéis estão abandonando o redil católico, sendo que alguns o fazem só em “espírito”, outros em “espírito e corpo” – vários dos quais passam a congregar em igrejas evangélicas, para desespero do Vaticano.

Alguns temas enfatizados por Bento XVI em seus discursos também são comuns aos protestantes (igrejas tradicionais): a santidade da vida (contra o aborto), a santidade do matrimônio tradicional (contra a união homossexual), a castidade antes do casamento e a fidelidade depois do voto matrimonial. Outro exemplo pode ser encontrado na exortação de Bento XVI, proferida durante a missa no Campo de Marte, em São Paulo: “É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento.” (Imagine como seria fantástico se todos os cristãos colocassem em prática essa exortação!)

Todavia, entre a teologia do catolicismo e a teologia protestante tradicional ainda existe um abismo intransponível. Sem dúvida, a diferença principal é a questão sobre a autoridade das Escrituras Sagradas. Enquanto o protestantismo coloca a autoridade das Escrituras Sagradas como norma final para a fé e a prática, o catolicismo insiste em afirmar que a autoridade das Escrituras Sagradas está subordinada à autoridade da Igreja. Daí, como se pode ver, decorrem todas as outras diferenças teológicas. A começar pela figura e a autoridade do papa (palavra em latim que significa “pai”). Se os católicos seguissem os ensinamentos de Jesus registrados nos Evangelhos, seu corretor-mór perderia o emprego: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus” (Mateus 23:9).

Quanto à autoridade do papa supostamente ser derivada da autoridade concedida a Pedro pelo próprio Cristo (Mateus 16:18 e 19), esse argumento é mais um exemplo do tipo de teologia que faz a Igreja Católica, colocando a autoridade da Igreja acima da autoridade das Escrituras Sagradas. Assim, ela é capaz de usar um texto bíblico que lhe convém, e ao mesmo tempo ignorar muitos outros textos que apontam seus erros. Ora, se o papa acredita ser o sucessor de Pedro, por que, então, ele não segue o exemplo do apóstolo em determinadas questões: (1) Pedro nunca assumiu o papel de intercessor manifestando a pretensão de perdoar os pecados (Atos 8:20-23); (2) Pedro também não aceitava homenagens de adoração (Atos 10:25 e 26).

"Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantenha a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam, a voz da maioria – nenhuma destas coisas, nem todas em conjunto deveriam considerar-se como prova, em favor ou contra qualquer ponto da fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro ‘Assim diz o Senhor’. Satanás se esforça constantemente por atrair a atenção para o homem, em lugar de Deus. Induz o povo a olhar para os bispos, pastores, professores de teologia, como seus guias, em vez de examinarem as Escrituras a fim de, por si mesmos, aprenderem seu dever" (O Grande Conflito, p. 595).

sexta-feira, maio 11, 2007

Papa quer acordo entre Vaticano e Brasil até 2010

O papa Bento 16 manifestou nesta quinta-feira, durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, o desejo de ver firmado um acordo entre o Vaticano e o Brasil durante o seu pontificado e o atual mandato de Lula, até 2010.

A revelação foi feita pela embaixadora do Brasil no Vaticano, Vera Machado, que contou que o acordo regulamentaria a ação da Igreja no Brasil, abordando o ensino de religião nas escolas, a isenção fiscal para as paróquias e outros temas.

"Eles (o Vaticano) sentem falta desse status de um acordo internacional que tem com outros países", disse a embaixadora.

Apesar de ser o país com o maior número de católicos no mundo, o Brasil ainda não tem um acordo específico com o Estado do Vaticano, que foi um dos primeiros a reconhecer a independência do país.

Uma proposta de acordo foi enviada pela Santa Sé ao Itamaraty em dezembro do ano passado, mas o governo brasileiro vem resistindo aos pedidos da Igreja e prefere remeter os temas para a legislação brasileira já em vigor.

Leia mais BBC Brasil.

NOTA: Está sendo uma grande surpresa (e boa) saber que o Brasil deixará de assinar, no momento, uma concordata com o Vaticano, que já tem acordos desse tipo com mais de cem países. Só não devemos nos iludir achando que o governo brasileiro agiu assim porque morre de amores pela liberdade religiosa. Ledo engano. A motivação é política mesmo. O governo do Brasil está alinhado com o socialismo-pagão (coletivista) da futura Nova Ordem Mundial (NOM), fato comprovado ao verificar os vários projetos de Lei já apresentados em Brasília (e outros que ainda serão apresentados) que visam a promover a agenda da NOM no Brasil:

- Legalização da prostituição (Projeto de Lei 98/2003).
- Proibição de castigo físico pelos pais (PL 2654/2003) – (Diminuir a autoridade dos pais).
- Tornar crime de delito o discordar do homossexualismo (PL 5003/2001).
- Legalizar o aborto (em breve).
- Legalizar a eutanásia (em breve).
- Legalizar drogas ilícitas – maconha... (em breve).
- Desarmar a população civil (já submetido à consulta popular).

Sem mencionar o fato de que não é porque o governo brasileiro deixou de assinar a concordata agora que isso significa que nunca mais assinará. No futuro breve, aproveitando alguma ocasião em que haja menos holofotes, essa concordata poderá ser assinada.

“Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40:8).

“Vantagens” da futura Lei Dominical

Alguns teólogos e eruditos falam que a Europa está numa era “pós-cristã”, como se o cristianismo ali já tivesse morrido. E esses líderes cristãos preocupados que pensam e se preocupam com tal problema estão propondo soluções. Eu poderia ler centenas de artigos e dissertações, como exemplo, da revista Sunday, publicada regularmente para tratar exatamente desse problema, e noto que há várias propostas freqüentemente feitas. Três delas se destacaram em minha mente. Uma é a proposta legislativa. A segunda pode ser chamada, a proposta educacional, a terceira pode se chamar, a proposta teológica para ajudar a resolver o problema da profanação do Dia do Senhor.

Muitos hoje crêem que o de que precisamos é uma legislação nacional que poria fora da lei todas as atividades que não sejam compatíveis com o espírito do domingo. É argumentado que essa legislação nacional poderia alcançar dois objetivos principais:

1) Preservaria o equilíbrio ecológico de nosso meio-ambiente.

2) Incentivaria ou promoveria a freqüência à igreja aos domingos.

Permitam-me perguntar-lhes: o que pensam a respeito disso? Pensam realmente que uma legislação nacional seria a melhor solução para a prevalecente não-observância, indiferença e negligência do dia do Senhor? O que acham disso?

Eu pessoalmente não creio que em nossa sociedade materialista e pluralista possamos tornar as pessoas religiosas por meio de legislação coerciva. Isso se comprova na Europa, na Itália, Inglaterra, Alemanha onde há leis dominicais que proíbem todo tipo de atividade comercial e industrial. Na Itália, por exemplo, você não pode comprar gasolina aos domingos. Pode haver um posto de gasolina aberto para cada dez.

Assim, tem-se que encher o tanque no sábado se estiver viajando por lá, de outro modo estará sem combustível no domingo. Significa isso que as pessoas são mais religiosas? Não! Só 3 por cento das pessoas vão à igreja aos domingos; 97% vão à igreja só três vezes na vida: quando são batizadas, quando se casam e quando são sepultadas, e neste último caso nem vão por si — são carregadas! ... Assim, isso mostra que a legislação não é a solução para a prevalecente profanação do Dia do Senhor.

E muitos líderes religiosos reconhecem isso, assim estão propondo um programa para educar, iluminar nossa comunidade quanto aos vários benefícios sociais, econômicos, ecológicos, fisiológicos que podem derivar de quando pessoas e máquinas param por um dia no domingo. De fato, um recente artigo da revista Sunday diz que se todas as lojas fechassem aos domingos isso se traduziria em economia: economia em mão de obra, economia em energia, economia que poderia ser transferida para o consumidor em termos de 15% de redução na caixa registradora.

Isso parece bastante atraente, não é mesmo? Outra vez, porém, um programa educacional como esse poderia ter sucesso? Bem, eles estão tratando duro disso. Há pouco recebi, por exemplo, alguns posters que têm sido colocados em algumas partes do país, como este que foi colocado em importantes lojas e que diz: “A abertura aos domingos vai custar-lhe todo dinheiro extra no preço final de suas compras.” Eis aqui outro que diz: “Não se engane. Se esta loja está aberta aos domingos você vai pagar maiores preços sete dias por semana."

Uma vez, permitam-me perguntar: Pode uma campanha educacional como essa realmente ter êxito em educar e convencer as pessoas a se tornarem religiosas no domingo, a assistirem a igreja de sua escolha? O que pensam?

Temo que educação uma vez mais não seja a solução porque a experiência nos ensina que as pessoas não mudam o seu estilo de vida só por causa de uma peça de bom conselho que lhes é dada, não é verdade? Em todo maço de cigarro nos EUA está claramente escrito, em preto e branco, que o Cirurgião Geral (N.T.: equivalente a Ministro da Saúde) determinou que o fumar é prejudicial para a saúde. Esta é uma boa peça de conselho dada por uma autoridade altamente respeitada no país. Contudo, o que vemos? Há mais de 37 milhões de pessoas nesse país somente que preferem consumir sua saúde em fumaça a interromper o hábito de fumar! O que isso demonstra? O que prova? Simplesmente prova que bom conselho, educação por si mesmo não é suficiente.

Dr. Samuele Bacchiocchi

(Trecho de um dos “Seminários do Dia do Senhor” realizados pelo autor – créditos da tradução: Azenilto Brito)