domingo, setembro 16, 2007

Bento XVI adverte: "Sem o domingo não podemos viver"

Ao presidir esta manhã [12] na Praça de São Pedro a tradicional Audiência Geral das quartas-feiras, o Papa Bento XVI recordou sua recente viagem a Áustria oferecendo valiosos pontos chaves de suas visitas e discursos e insistiu na transcendência do Dia do Senhor ao afirmar que se o cristão abandonar o Domingo, renuncia à própria cultura...

Ao evocar a Missa concelebrada no domingo passado na vienense Catedral de Santo Estevão, o Pontífice voltou a referir-se ao "Sine dominico non possumus!", "Sem o Senhor e sem seu Dia não podemos viver", a frase dos mártires da Abitinia (atualmente Tunísia) pronunciada em 304, que "tem plena validez hoje".

"Também nós, cristãos de Dois mil, não podemos viver sem o Domingo: um dia que dá sentido ao trabalho e ao repouso, atualiza o sentido da criação e da redenção, expressa o valor da liberdade e do serviço ao próximo…tudo isto é o Domingo: é mais que um preceito!".

"Se a população da antiga civilização cristã abandonou este significado e deixou que o Domingo se reduzisse a um ‘fim de semana’ ou a uma ocasião para os interesses mundanos e comerciais –advertiu o Papa– quer dizer que decidiram renunciar à própria cultura"...

Fonte: ACI

(Colaboração Diário da Profecia)

NOTA: Bento XVI só "esqueceu" de mencionar um "detalhe"...

A natureza, o domingo e o ecumenismo

A beleza da criação de Deus está sendo destruída, e os crentes de todos os credos deverão trabalhar juntos para deter a destruição, disse o cardeal Theodore McCarrick.

O arcebispo emérito de Washington, D.C., falou na terça-feira, através da Rádio Vaticano, sobre a necessidade de proteger o meio ambiente. Suas declarações aconteceram a partir de sua participação no sétimo simpósio organizado pela ONG "Religião, Ciência e Meio Ambiente", que concluiu em 12 de setembro.

O simpósio, no qual se reuniram líderes religiosos e sociais na Groelândia, contou com o patrocínio do patriarca ortodoxo Bartolomeu I. O cardeal McCarrick declarou que "este é um lugar santo, devido à obra de Deus. O Senhor nos entregou este mundo, esta beleza, que tem uma importância extraordinária para o bem-estar do mundo inteiro. Estando aqui, podemos dar graças a Deus por este mundo, graças por este lugar, graças pela oportunidade de viver e habitar nestes lugares, porque esta é sua casa".

"Mas – acrescenta o cardeal de 77 anos – também sabemos que é necessário fazer algo de maneira que a grandeza do mundo siga adiante, a beleza do mundo, a santidade do mundo. Estamos aqui para dizer que somos uma família e que devemos salvaguardar a casa da família."

Na segunda-feira, os participantes visitaram Nuuk, sede da única igreja católica na Groelândia. O cardeal McCarrick animou as pessoas de todas as religiões a trabalharem juntas para proteger o meio ambiente. "Vimos esta beleza, mas também temos de ver, lamentavelmente, que tudo isso está sendo destruído – concluiu. Creio que devemos participar e unir-nos para poder fazer algo bom neste momento, para o futuro do mundo e das futuras gerações."

Fonte: Zenit

(Colaboração Diário da Profecia)

sexta-feira, setembro 14, 2007

EUA estão aderindo ao consenso global

O principal assessor do presidente George W. Bush para assuntos científicos disse nesta sexta-feira ter mais de 90% de certeza de que as emissões de gases poluentes pelo homem são responsáveis pelo aquecimento global. O professor John Marburger, que também é diretor do departamento de Políticas para Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos, admitiu que as mudanças climáticas são fato e que a Terra pode se tornar um lugar "inabitável" se não houver cortes nas emissões de monóxido de carbono.

Em entrevista à BBC, Marburger disse que apesar das divergências sobre ciências climáticas, "há um consenso geral em certos pontos básicos e um deles é que estamos produzindo muito mais monóxido de carbono a partir de combustíveis fósseis do que deveríamos", disse Marburger. "E isto pode causar problemas, a menos que comecemos a reduzir a quantidade de combustíveis fósseis que queimamos e usamos em nossas economias".

"O monóxido de carbono acumula na atmosfera, que vai ficando cada vez mais quente até o ponto em que se torna inabitável", alertou o assessor de Bush. As declarações de Marburger demonstram uma mudança de postura da Casa Branca em relação aos perigos representados pelo aquecimento global...

Fonte: BBC Brasil

NOTA: A Babilônia (Nova Ordem Mundial) que os ocultistas planejaram está prestes a se concretizar. Para alcançar um governo mundial luciferiano foi planejado uma união global em torno da "salvação do planeta". Para isso, está faltando só o consenso em torno da responsabilidade humana. Quando os EUA aderirem ao conceito de que é o homem o agente 100% responsável pelo tal "aquecimento global", a Lei Dominical será lançada como solução para salvar o planeta. E pela notícia acima falta bem pouco. Resta o consolo de saber que há pessoas que ainda pensam e têm discernimento neste mundo (será que ele também lê o Minuto Profético?)

O cerimonial do santuário terrestre - Parte 3







O cerimonial do santuário terrestre - Parte 2






















Continua...

O cerimonial do santuário terrestre - Parte 1

O povo de Deus havia permanecido durante séculos como escravos no Egito. Através de um milagre o Senhor os libertou do jugo da escravidão e prometeu introduzi-los na Terra Prometida. Porém, como estivessem acostumados com a escravidão e com a idolatria do Egito, esqueceram-se da prática da religião verdadeira. Deus tinha por objetivo restabelecer a religião entre o povo. Por isso resolveu instituir um método didático e permanente: "E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles" (Ex 25:8). Através do cerimonial do santuário esperava Deus ensinar o evangelho a um povo inculto e contaminado com as influências da idolatria egípcia.

O santuário possuía três compartimentos: o Pátio, o lugar Santo e o lugar Santíssimo. Em cada um desses compartimentos havia móveis que eram utilizados no serviço cerimonial. No Pátio havia: o altar dos holocaustos e a pia onde os sacerdotes se purificavam. No lugar Santo estava: o altar de incenso, o castiçal com sete lâmpadas e a mesa dos pães da proposição. E no Santíssimo: a arca com a Lei de Deus e o propiciatório com dois querubins voltados um para o outro. Separando o Pátio externo do Santo, bem como o Santo do Santíssimo havia um véu ou cortina.

Todo o cerimonial do santuário visava ensinar algumas lições ao povo:
1- A morte diária de um cordeiro ensinava que o pecado implica em morte: "Porque o salário do pecado é a morte" (Rm 6:23).
2- O perdão só pode ser alcançado com derramamento de sangue (porque a vida está no sangue): "Com efeito, quase todas as coisas, segundo a Lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão" (Hb 9:22).
3- O homem precisa de um mediador para interceder por ele (só o sacerdote podia entrar no Santo e ministrar com o sangue derramado): "Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da majestade nos céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem" (Hb 8:1, 2). "É Cristo Jesus quem morreu ou, antes quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós" (Rm 8:34).

O sacerdote era o mediador entre o pecador e Deus. Após o sacrifício do animal, o sacerdote entrava no lugar Santo e aspergia o sangue do animal no altar de ouro e juntamente com o incenso (que representava as orações do povo subindo com a justiça de Cristo) fazia a intercessão pelo pecador. No lugar Santíssimo, entre os querubins, Deus se manifestava através de uma glória muito intensa e falava com o Sumo Sacerdote (chefe dos sacerdotes), que entrava uma vez por ano nesse compartimento para purificar o santuário de todos os pecados que, simbolicamente, foram transferidos para lá durante aquele ano (esse dia especial de purificação era chamado Dia da Expiação, e era o dia mais importante do cerimonial do santuário).

Todo o cerimonial visava apontar para o sacrifício e intercessão de Cristo. Quando Cristo morreu na cruz esse cerimonial perdeu a função e a validade. O "tipo" encontrou o "antítipo". E Deus demonstrou claramente esse fato, conforme diz as Escrituras: "Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas" (Mt 27:51). É por isso que o povo de Deus, a partir de então, não precisa mais oferecer holocaustos. A morte de Cristo já é uma realidade histórica. Nossa fé está baseada em um fato histórico consumado, e não em algo que ainda está por vir.

O assunto do santuário é importante para compreensão de outros temas da Bíblia, principalmente das profecias. Os "tipos" do santuário terrestre profetizam o plano da salvação em dois sentidos: quanto aos acontecimentos em si e quanto ao tempo em que cada um ocorreria. O Pátio externo com seus utensílios tipificava a fase do ministério terrestre de Jesus. Já o lugar Santo apontava para o ministério intercessor de Jesus no santuário celestial. E o lugar Santíssimo prefigurava o juízo e o segundo Advento de Cristo.

Continua...

quinta-feira, setembro 13, 2007

A visão do santuário - Parte 2

Antes de continuar com a visão, estudaremos dois temas: a tipologia e o serviço cerimonial do santuário judaico.

TIPOLOGIA
O apóstolo Paulo, referindo-se a acontecimentos do êxodo, da travessia do povo de Israel pelo deserto com destino à Canaã, afirmou: "Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado" (1Co 10:11). A palavra grega traduzida por "exemplos", significa "tipos", e estabelece uma correspondência entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Portanto, "tipo é uma relação representativa preordenada que certas pessoas, eventos e instituições têm com pessoas, eventos e instituições correspondentes, que ocorrem numa época posterior na história da salvação" (Henry Virkler, Hermenêutica, p. 141, Editora Vida).

A tipologia pode ser considerada uma profecia através de símbolos. São pessoas, eventos ou instituições encontradas no Antigo Testamento, que prefiguram pessoas, eventos ou instituições que apareceriam no Novo Testamento. A correspondência do tipo no Novo Testamento é chamada de "antítipo". Não é qualquer símbolo do Antigo Testamento que tem correspondência no Novo Testamento. Há três regras para se determinar a validade dos tipos (Henry Virkler, Hermenêutica, p. 144, Editora Vida):
1- Alguma semelhança notável ente o tipo e o antítipo.
2- Alguma evidência de que Deus indicou que o tipo representa a coisa tipificada.
3- Algum antítipo futuro correspondente.

Por exemplo: Adão é um tipo de Cristo – "Entretanto reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir" (Rm 5:14). Outro exemplo – A serpente levantada por Moisés tipificava a morte de Cristo na cruz: "E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna" (Jo 3:14). Mais alguns exemplos – Moisés, como profeta, foi um tipo de Cristo: "O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvireis" (Dt 18:15). Jonas, ao ficar no ventre de um grande peixe, foi também um tipo de Cristo: "Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra" (Mt 12:40). Da mesma forma, o cordeiro morto diariamente no sacrifício do santuário israelita era um tipo de Cristo: "No dia seguinte viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1:29).

O conhecimento da tipologia é importante para todo estudante das Escrituras, principalmente de quem está empenhado em interpretar as profecias, porque o "tipo" é uma profecia em símbolo. Especialmente tipológicos são os eventos do êxodo, que tratam da peregrinação do povo de Israel pelo deserto em direção à Terra Prometida. Em particular, por ser totalmente tipológico, o serviço cerimonial do santuário instituído por Deus durante essa peregrinação deve ser alvo de estudo mais detalhado. Tanto o serviço cerimonial diário quanto as festas religiosas anuais do santuário judeu, prefiguram maravilhosamente o calendário da salvação bem como o ministério de Cristo.

Ainda antes de continuar com a visão, será importante o leitor compreender como funcionava o cerimonial do santuário terrestre.

Continua...

A visão do santuário - Parte 1

O profeta Daniel registrou no capítulo 8 a visão que Deus lhe mostrou no ano 551 a. C., quando já estava com 72 anos aproximadamente. Esta visão "se refere ao tempo determinado do fim" (Dn 8:19), e possui um significado importante para aqueles que viveriam exatamente antes da Volta de Cristo.

VISÃO: "Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último" (Dn 8:3)
INTERPRETAÇÃO: "Aquele carneiro com dois chifres que viste, são os dois reis da Média e da Pérsia" (v. 20).
O sincronismo é perfeito. Esta visão de Daniel também se relaciona com o surgimento e a queda dos impérios. O carneiro visto pelo profeta representava o reino da Medo-Pérsia. A princípio, os medos possuíam a supremacia e seu rei era o governante oficial. Porém, como foi mostrado a Daniel, o chifre mais alto subiria por último, profetizando assim, a supremacia da Pérsia sobre a Média. De fato, Ciro rebelou-se contra seu avô Astíages, que era Medo, e acabou estabelecendo a supremacia Persa. Pouco tempo depois conquistou a Lídia, a Babilônia e o Egito elevando o reino ao status de Império. Como a Babilônia ficava ao ocidente em relação à Pérsia, a Lídia ao norte, e o Egito ao sul, podemos entender o fato que o "carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do sue poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia" (v. 4). As três costelas na boca do urso (Dn 7:5), encontra aqui seu paralelo nos pontos cardeais para onde o carneiro dava suas marradas.

VISÃO: "Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele" (Dn 8:5-7).
INTERPRETAÇÃO: "Mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei" (v. 21)
Alexandre o Grande, representado pelo chifre grande, veio do ocidente (Macedônia, Grécia), para estabelecer o império Grego. A velocidade de suas conquistas mais uma vez é destacada, pois o bode veio do ocidente "sem tocar no chão", como se estivesse voando. É só lembramos que, em meia década (336 – 331 a. C.), o grande conquistador alcançou a maior ambição que o alimentava: derrotar o império Medo-Persa.

VISÃO: "O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu" (Dn 8:8).
INTERPRETAÇÃO: "O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha" (Dn 8:22).
Alexandre, o Grande, morreu prematuramente em 323 a. C., não deixando ninguém para substituí-lo. Seu meio-irmão Filipe, e também seu filho Alexandre tentaram manter o império unido, porém, sem sucesso. Depois de muitas lutas internas e da morte dos dois governantes oficiais, Antígono levantou-se como pretendente ao trono. Tentou a todo custo soldar o império fragmentado. Entretanto, encontrou a oposição de quatro generais: Lisímaco, Ptolomeu, Seleuco, e Cassandro, os quais derrotaram Antígono em 301 a. C., na batalha de Ipsus, e repartiram o império em quatro partes, uma para cada um dos generais.

Continua...

segunda-feira, setembro 10, 2007

Patriarca Ortodoxo intensifica o ECOmenismo

O patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, fez um chamado a uma melhor qualidade de vida, mediante o respeito ao meio ambiente, e à sustentabilidade como expressão da responsabilidade cristã para com a criação. Sua exortação ressoou na III Assembléia Ecumênica que se celebrou de 4 a 9 de setembro, em Sibiu, Romênia.

"Estamos preocupados pela criação de Deus, que é objeto de exploração contínua e descarada, e geme – nosso planeta também está ameaçado – em espera de nossa redenção e proteção", disse o "primus inter pares" da Ortodoxia. A questão da mudança climática é um tema que preocupa muito o patriarca ecumênico. Ele patrocina, com a contribuição da ONG "Religião, Ciência e Ambiente", o simpósio "Ártico: espelho de vida".

A reunião convocou na Groelândia, de 7 a 12 de setembro, reconhecidos especialistas para refletir sobre o futuro das maiores fontes hídricas do mundo. Seu objeto é difundir a consciência do aspecto ético da Ecologia, mediante uma sinergia ativa entre ciência e religião. "Estamos preocupados pelo clima e outros condicionamentos ambientais; literalmente, estamos preocupados pelo ar e pelo oxigênio que o homem de hoje respira e que a futura geração, tememos, buscará em vão", acrescentou Bartolomeu I. "Estamos, por último, preocupados pela simples sobrevivência da humanidade neste continente e em todo o planeta", concluiu.

Justamente a salvaguarda da Criação é um dos principais temas deste encontro e é objeto também de um foro específico nesta Assembléia, titulada "A luz de Cristo ilumina todos. Uma esperança para a renovação e a unidade na Europa".

A Carta Ecumênica, assinada em Estrasburgo em abril de 2001, na qual as Igrejas da Europa se comprometeram explicitamente a promover um estilo de vida sustentável, é um ponto de partida para conseguir a "coalizão de forças" necessária, com base ecumênica, visando este fim. Desde a II Assembléia Ecumênica Européia, celebrada em Graz, Áustria, em 1997, os dois organismos organizadores deste evento, o Conselho das Conferências Episcopais Européias católicas (CCEE) e a Conferência das Igrejas Européias (KEK), envolveram-se com dinamismo em atividades ambientais.

A CCEE organizou depois uma série de consultas no âmbito europeu – envolvendo em primeiro lugar os representantes das Conferências Episcopais – sobre temas ambientais (1999-2004). Em 1998, foi fundada a Rede Ambiental Cristã Européia (ECEN), que criou uma plataforma para um intercâmbio e uma cooperação aberta entre os delegados de cada Igreja para levar adiante o trabalho programado na área ambiental. A Assembléia de Graz aderiu à proposta do Patriarca ecumênico de celebrar o dia 1º de setembro como Jornada da Criação. Nos últimos anos, várias igrejas introduziram um tempo dedicado à Criação, entre 1º de setembro e o segundo domingo de outubro.

Fonte: Zenit

NOTA: O Patriarca de Constantinopla, um dos principais representantes da Igreja Ortodoxa, foi escolhido (pelos detentores do poder, leia-se sociedades secretas) para promover o ECOmenismo ao redor do mundo. Em breve, a união definitiva da Igreja Ortodoxa com o Vaticano acontecerá sob a bandeira do descanso dominical e a causa ambiental.

A questão do ecumenismo

"Os valores do mundo nasceram na Europa, os valores da Europa são cristãos. É triste ver que muitas pessoas e personalidades políticas desprezam, e são incapazes de aceitar esse fato" - disse o purpurado. Pouco antes, o cardeal O'Connor lançara um apelo em favor da unidade dos cristãos no continente europeu, afirmando: "Queremos a unidade, rezamos e nos empenhamos em trabalhar por essa unidade." (Rádio Vaticano)

As divisões entre católicos, ortodoxos e evangélicos «são co-responsáveis pelas divisões na Europa e pela secularização do continente», afirma o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos...
"Queríamos dar testemunho da Verdade, o que esperamos também das outras Igrejas, como seguramente fazem", sublinhou... Mais tarde, o cardeal relacionou a questão da unidade visível e plena de todos os cristãos com o destino da Europa. "O perigo principal não está representado tanto pela oposição atéia, mas pelo esquecimento de Deus – já que simplesmente se passa por cima dos preceitos de Deus – pela indiferença, pela superficialidade, pelo individualismo e pela falta de disponibilidade a comprometer-se em favor do bem comum e a saber sacrificar-se por este fim", acrescentou. (Zenit)

O cardeal Peter Erdo, presidente do Conselho de Conferências Episcopais da Europa (CCEE), exortou os participantes na III Assembléia Ecumênica Européia (EEA3), que acontece em Sibiu, Romênia, a dar a conhecer o cristianismo em sua verdadeira essência e a combater o atual relativismo moral entre os cristãos das diversas confissões... O metropolita Kirill insistiu na necessidade de os cristãos defenderem "as normas éticas" comuns e buscar aliados em outras religiões que comportam posturas morais semelhantes. (Zenit)

O papa Bento 16 cumpriu hoje seu objetivo de peregrinar ao santuário mariano austríaco de Mariazell, onde disse que o Ocidente e a Europa estão em crise porque são "incapazes" de distinguir a verdade "e se resignaram"...
Em sua homilia, o papa afirmou que o Cristianismo é muito diferente de um sistema moral, de exigências ou leis, e que os mandamentos são um "'sim' a Deus, que nos ama, nos guia e nos deixa nossa liberdade". Os mandamentos, acrescentou, são um "sim à família, à vida, ao amor responsável, à solidariedade, à responsabilidade social, à justiça, à verdade e ao respeito ao próximo". (Último Segundo)

NOTA Diário da Profecia: Não é preciso nenhum esforço interpretativa para se visualizar, com clareza meridiana, que a profusão de notícias deste final de semana indicam, de forma absolutamente cristalina, a diretiva de conclamar os mais diversos segmentos religiosos a perseguirem a unidade, em combate à secularização, o que deve ser feito pela aplicação da verdade e pela observância de normas éticas comuns. Neste contexto, o Vaticano não se furtou a cravar o que venha a ser "a verdade", demonstrando que esta se revela na observância dos mandamentos.

A conexão realizada com o ateísmo e o relativismo moral, que devem ser combatidos pela obdiência aos preceitos de Deus, destaque reiterado por manifestação veiculada também na última semana, deixa claro que o domingo virá como solução para demonstração da unidade, do combate a secularização, da adoção da verdade e de normas éticas comuns. E isso é uma enorme contrafação às determinações bíblicas:

"Foi para conservar esta verdade sempre perante o espírito dos homens que Deus instituiu o sábado no Éden; e, enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, "Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas". Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento." (O Grande Conflito, p. 336).

Papa pede respeito aos domingos

O papa Bento 16 fez ontem um apelo aos católicos para que os domingos sejam mantidos como um dia de reflexão sobre a fé e o destino do planeta, em vez de dias dedicados apenas ao lazer e submetidos "à corrida louca do mundo moderno". "Dêem à alma o domingo, e ao domingo sua alma", afirmou o pontífice, citando uma fala de um bispo alemão do século 20. O pedido foi feito durante missa na catedral de St. Stephen, em Viena, no último dia da visita de Bento 16 à Áustria.

Fonte: Folha de São Paulo, 10 de setembro de 2007.

Leia também Portal G1, BBC Brasil e Zenit.

NOTA: "Dia de reflexão sobre a fé e o destino do planeta" - a ligação do descanso dominical com o ECOmenismo é evidente, conforme temos denunciado aqui no Minuto Profético. Outro detalhe não menos importante tem a ver com a numerologia ocultista. De acordo com o ex-satanista William Schnoebelen (Lúcifer Destronado, p. 149, Editora Danprewan), o número "nove é um dos números mais apreciados pelos satanistas, pois é o único número que se reduz a si mesmo sempre" (faça o teste pegando qualquer número múltiplo de nove e depois somando seus algarismos – o resultado será sempre nove). Sabendo também que os ocultistas usam o número 999 como disfarce para o número 666 (já que aquele é só uma inversão deste), o pronunciamento papal, ontem, sobre a guarda do domingo pode ser melhor compreendido: 09/09/2007 - os ocultistas lêem esta data da seguinte maneira: 0+9, 0+9, 2+0+0+7; ou seja, 9 9 9, que é o mesmo que 6 6 6 ! Não por acaso, o Apocalipse faz ligação da marca da besta (futura Lei Dominical) com o número 666 (Ap 13:16-18)!

sexta-feira, setembro 07, 2007

Consenso sobre o descanso dominical aumenta

Os empregados que trabalham no comércio aos domingos não precisarão mais folgar apenas durante a semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem (dia 5) medida provisória que regulamenta a situação desses trabalhadores.

Agora, de cada três domingos trabalhados, esses trabalhadores terão um de repouso. Antes da medida provisória, a definição sobre como os empregados compensam o dia trabalhado cabia aos municípios. "A medida trouxe uma padronização nacional em relação às regras que empresários e trabalhadores devem seguir", comentou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que participou da solenidade de assinatura do documento.

Para Lula, a medida é fruto de um acordo que conciliou a necessidade dos empresários e dos trabalhadores. "Os empregados não podem trabalhar todos os domingos, mas muitos consumidores também não têm tempo de comprar nos outros dias da semana", explicou Lula, para quem "isso é uma prova de que 90% dos problemas podem ser resolvidos na mesa de negociação".

Fonte: Portal do Governo

NOTA: O descanso semanal é um direito do trabalhador e uma necessidade prevista pelo próprio Deus no quarto mandamento: "Lembra-te do dia de sábado para o santificar". Porém, o consenso coletivo que está sendo formado em torno do descanso dominical ao redor do mundo, só vem confirmar a profecia do Apocalipse para os últimos dias deste mundo.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Código de conduta ou mordaça?

A Aliança Evangélica Mundial está disposta a unir-se ao Conselho Mundial das Igrejas e à Santa Sé, para apoiar um código de conduta comum sobre conversões inter-religiosas. O secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial , o pastor Geoff Tunnicliffe, declarou seu pleno apoio à iniciativa, patrocinada pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso e pelo Conselho Mundial das Igrejas.

Este mês [agosto], em Toulouse, França, cerca de 30 teólogos e líderes católicos, ortodoxos, protestantes, pentecostais e evangélicos da Europa, Ásia, África e Estados Unidos elaboraram um esboço do conteúdo do código de conduta, que se espera, possa ser ultimado até 2010. Ao inaugurar a consulta, o arcebispo de Toulouse, Dom Robert Le Gall, disse que vê o código de conduta como um instrumento para garantir o "respeito mútuo entre quem está comprometido com uma religião" e, ao mesmo tempo, preservar o "direito a propagar e explicar a própria fé".

Na reunião, debateu-se sobre formas comuns de entender a conversão, o testemunho, a missão e a evangelização, assim como a preocupação pela dignidade humana; a diferença entre proselitismo agressivo e evangelização; e o equilíbrio entre o mandato de evangelizar e o direito de escolher a própria religião. O próximo passo nesse projeto será a realização, em 2008, de uma reunião na qual se redigirá o código de conduta, baseando-se nos resultados do encontro deste mês.

Fonte: Rádio Vaticano

NOTA: Preocupado com a evasão de fiéis, o Vaticano tem aplicado toda sua astúcia diplomática (milênios de experiência) para persuadir as demais religiões da necessidade de se criar limites à prática da pregação e ensino entre os fiéis de diferentes confissões cristãs. Qualquer limite que se estabeleça nesta área para dificultar a "mudança de religião" será um atentado à liberdade religiosa. Fiquem de olho. O passado está chegando mais rápido do que se imagina.

A visão dos quatro animais - Parte 4

Em 1844 o papa Gregório XVI emite uma encíclica "condenando as Sociedades Bíblicas e fazendo um chamamento aos governos para que se opusessem ao progresso de liberdade de consciência" (comentário de Ruy Carlos de C. Vieira, editor Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 72). Portanto, colocando a autoridade da Igreja acima da autoridade Bíblica, a Igreja Cristã lançou a base para mudar a Lei de Deus. Um exemplo clássico dessa tensão aconteceu com Lutero por ocasião do surgimento da Reforma Protestante. Ele afirmava que a consciência do homem deve estar subordinada apenas à Palavra de Deus; seu conhecido lema era: Sola Scriptura, "A Bíblia e a Bíblia somente". Ocorre que certa vez, um de seus mais ferozes opositores, o teólogo Johann Eck, tentou ironizá-lo dizendo: "A Escritura ensina: ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar; seis dias trabalharás e farás toda tua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus...’ Assim, a igreja mudou o sábado para o domingo por sua própria autoridade, e para isso você não tem nenhuma Escritura" (citado por C. M. Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, p. 134).

Outro exemplo de que a Igreja Romana assume a mudança do 4º mandamento da Lei de Deus está no diálogo a seguir envolvendo perguntas feitas a um líder católico:
" – Ensinam os protestantes algum outro absurdo no que diz respeito à Escritura?
– Sim; eles procuram persuadir os seus seguidores, de que a Escritura contém revelada toda a vontade de Deus e que não se deve crer ou praticar nada além do que se acha expressamente escrito no Livro Sagrado... Eles devem, se a Escritura é sua única regra... guardar, não o domingo, mas o sábado, de acordo com o mandamento ‘lembra-te do dia de sábado para o santificar...’; porque este mandamento não foi mudado ou ab-rogado na Escritura..." (A Doctrinal Catechism, citado por Edwin Thiele, Apostila de Daniel, p. 70).

Ainda outro diálogo:
" – Que autoridade bíblica existe para mudar o descanso do sétimo dia para o primeiro dia da semana? Quem deu ao papa a autoridade para mudar um mandamento de Deus?
– Se a Bíblia é o único guia para os cristãos, então o adventista do sétimo dia está certo em observar o sábado como o judeu. Entretanto, como os católicos aprendem o que crer e o que fazer da divina e infalível autoridade estabelecida por Jesus Cristo, a Igreja Católica fez do domingo o dia de descanso nos tempos apostólicos para comemorar a ressurreição do nosso Senhor neste dia, e para distinguir claramente o judeu do cristão" (A Doctrinal Catechism, citado por Edwin Thiele, Apostila de Daniel, p. 71).

Além do quarto mandamento sobre o descanso no sábado, a Igreja Romana também alterou (omitiu) o segundo mandamento que proíbe a adoração de imagens. Todos esses aspectos históricos encaixam-se perfeitamente com a profecia de Daniel, o que só vem confirmar a aplicação do simbolismo do chifre pequeno à Igreja Romana, aquela que continua sendo dirigida pelo bispo de Roma.

Outro item a ser considerado dentro da profecia de Daniel é o juízo: "Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de dias se assentou... assentou-se o tribunal, e se abriram os livros" (Dn 7: 9, 10). Vamos abordar este tem em outro estudo. De momento, o que importa entender é que o juízo mencionado na profecia ocorre depois do período de domínio do chifre pequeno: "Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até o fim" (7:26).

Finalmente, podemos perceber que a pedra que destruiu a estátua no sonho do rei Nabucodonosor (simbolizando o reino de Deus), também encontra um paralelo no capítulo 7 de Daniel. Assim como em Daniel 2 a profecia assinalou que "o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo" (Dn 2:44), assim também no capítulo 7 temos uma referência ao reino de Deus a ser implantado aqui na Terra por ocasião da Volta de Cristo: "Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu reino jamais será destruído... O reino e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão" (Dn 7:14, 27).

A visão do capítulo 7 de Daniel, portanto, é uma repetição do sonho do rei Nabucodonosor relatado no capítulo 2, com o acréscimo de importantes detalhes, ampliando maravilhosamente a mensagem de Deus à humanidade. É o princípio da "repetição e ampliação" encontrado de maneira clara nas profecias de Daniel e do Apocalipse. Após este estudo, a confiança no nosso Deus se fortalece. Estamos certos de que não somos escravos do acaso, mas servos da Vontade Soberana de Deus: "Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente" (Is 40:8).

A visão dos quatro animais - Parte 3


"Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles... e os santos lhe foram entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo" (Dn 7:21, 25). Praticamente dois aspectos estão envolvidos nessa profecia: o tempo especial de supremacia deste poder e a ação de intolerância para com os santos de Deus. Sobre o significado da palavra "tempo" na profecia, o próprio livro de Daniel esclarece: "Porque o rei do Norte tornará, e porá em campo multidão maior do que a primeira, e, ao cabo de tempos, isto é, de anos, virá à pressa com grande exército e abundantes provisões" (11:13). Então, em profecia, "tempo" significa "ano". Por isso, somando "um tempo, dois tempos e metade de um tempo", chegamos a três anos e meio. E para descobrir quanto vale três anos e meio na profecia, de acordo com o historicismo, basta recorrer a própria Bíblia: "Quarenta dias te dei, cada dia por um ano" (Ez 4:7). E também: "Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos" (Nm 14:34). Portanto, cada dia profético representa um ano literal (de 360 dias de acordo com o calendário da época), e se desmembrarmos os "tempos", ou "anos" em meses de 30 dias chegamos à seguinte conclusão:

1 "tempo" = 1 "ano" = 12 meses X 30 dias = 360 dias proféticos.
2 "tempos" = 2 "anos" = 24 meses X 30 dias = 720 dias proféticos.
½ "tempo" = ½ "ano" = 6 meses X 30 dias = 180 dias proféticos.

Somando todos os dias proféticos chegamos ao total de 1260. Como já vimos que, um dia profético representa um ano literal (de 360 dias), então, concluímos que o tempo de supremacia do poder representado pelo chifre pequeno seria de 1260 anos. Assim, o cumprimento histórico pode ser observado pelos seguintes fatos:

538 d. C. – Emissão de um decreto pelo imperador Justiniano, onde o bispo de Roma foi reconhecido como o cabeça de todas as igrejas. Nesse mesmo ano, Belisário derrotou definitivamente os Ostrogodos, último dos três chifres (reinos) que foram arrancados por influência do chifre pequeno (Dn 7:24), estabelecendo então, oficialmente a supremacia papal.
1798 d. C. – O general Berthier, das tropas Napoleônicas, invadiu Roma e aprisionou o papa Pio VI, confiscando as terras da Igreja e aplicando-lhe um golpe mortal, determinando o fim da supremacia papal.

Dessa forma, os 1260 dias proféticos (ou 1260 anos literais), cumpriram-se plenamente na história e servem para atestar a veracidade da profecia.
Ainda conforme a profecia, esse poder usaria de intolerância extrema para com aqueles que ousassem pensar diferente de seus dogmas: os chamados "hereges". O líder de uma das Cruzadas, certa vez afirmou: "Não poupamos nem sexo, nem idade, nem posição, mas a todos ferimos com o gume da espada" (Leopold Ranke, Weltgeschichte, citado por Guilherme Stein Jr., Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 68). E sobre a Inquisição, a história esclarece: "Aqui e acolá os inquisidores penetravam inesperadamente nas casas; todos os suspeitos eram presos, lançados em cárceres imundos, e obrigados à confissão pelas mais terríveis torturas, sendo finalmente condenados à fogueira, o que, porém, tinha de ser executado pela autoridade secular – porque a igreja não bebe sangue. As fogueiras ardiam em número incalculável e a execução era feita sempre com grande solenidade em presença de altos personagens e de enorme multidão de povo. Os que se retravam iam perecer na prisão" (Enciclopédia Britânica Micropédia, v. 5, p. 366, verbete Inquisição Medieval, citado em Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 69).

Outros fatos demonstram o cumprimento profético: "Inocêncio VIII, em 1487, expediu uma bula contra os valdenses, convocando todos os membros da Igreja a se unirem na cruzada contra os hereges" (Nota de Ruy Carlos de C. Vieira, editor de Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 70). Em Paris, no dia 23 de agosto de 1572, ocorreu o massacre dos protestantes franceses chamados huguenotes, que ficou conhecido como massacre do dia de São Bartolomeu. Fernado Alvarez de Toledo, conhecido como Duque D’Alba (1507-1582), restabeleceu nos Países Baixos, o famoso "Conselho de Sangue" (Ibidem, p. 70). Sem dúvida, esses exemplos e outros mais que poderiam ser citados contribuem para confirmar a veracidade da profecia: "magoará os santos do Altíssimo" (Dn 7:25).

"Cuidará em mudar os tempos e a Lei" (verso 25). Essa profecia é a que mais caracterizaria o poder do chifre pequeno – a mudança da Lei de Deus. Tal mudança aconteceu gradualmente, devido a vários fatores desde o segundo século da era cristã. Todavia, um fator determinante foi a absorção por parte da Igreja Romana de costumes pagãos. Por isso, já em 321 d. C., o imperador Constantino, tentando ganhar a cristandade sem perder o apoio dos pagãos, decretou a primeira Lei Dominical que se tem notícia. A partir de então, os cristãos foram obrigados a venerar o domingo como dia santo, em lugar do sábado do sétimo dia prescrito no 4º mandamento da Lei de Deus. Essa mudança deu-se sem autorização bíblica, baseada exclusivamente na autoridade da Igreja. A luta entre a autoridade da Igreja e a autoridade das Escrituras foi a nota tônica no decorrer de todo o período em que o chifre pequeno (Igreja Romana) dominou. A seguinte resolução foi tomada no Sínodo de Toulouse em 1299: "Os leigos não devem possuir os livros do Velho e do Novo Testamento; mas somente o saltério e o breviário, e também estes livros não em traduções feitas no idioma do país" (citado por Guilherme Stein Jr., Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 72).

Continua...

A visão dos quatro animais - Parte 2

VISÃO: "Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência" (Dn 7:8).
A partir deste ponto, o capítulo 7 amplia sobremaneira o capítulo 2, acrescentando uma variedade de novos detalhes. Esse outro chifre que surge dentre os dez, representa também um reino, um poder. Embora sendo um elemento novo que surge no cenário profético, é possível descobrirmos seu significado mediante os sinais dados na visão de Daniel. Vejamos:

INTERPRETAÇÃO: "E, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros" (verso 24). Esse poder surgiria do meio das dez tribos bárbaras e teria uma natureza diferente de todos os anteriores. Enquanto todos os reinos até aqui foram seculares, este outro seria, pois, um reino espiritual. Somente um poder preenche de modo completo todos os sinais dados pelo anjo a Daniel, a começar por esse já citado: a Igreja Romana. "Roma, abandonada pelos imperadores e tornada uma presa fácil da pilhagem dos bárbaros, aos quais não tinha coragem de resistir, viu no bispo de Roma o seu tutor, seu protetor e seu pai. De ano em ano o poder temporal dos papas foi tomando incremento e converteu-se finalmente num domínio". (O Vidente na Corte de Babel, citado por Guilherme Stein Jr., Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 56, 57)."Sob o Império Romano os papas não tinham poderes temporais. Mas quando o Império Romano se desintegrou e foi substituído por vários reinos rudes, bárbaros, a igreja católica romana não apenas se tornou independente dos estados em assuntos religiosos, mas também dominou os negócios seculares". (Carl Conrad, The Papacy and Wold-Affairs, citado pelo Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia sobre Daniel, edição em português, p. 241).

"E abaterá a três reis" (verso 24). Daqueles dez reinos, três eram arianos, ou seja, não aceitavam a natureza divina do Filho de Deus, mas ao contrário, declaravam ser Ele um ser criado. Como esses três reinos representavam uma ameaça aos dogmas da Igreja Romana, e conseqüentemente colocavam sua hegemonia em jogo, foram eliminados por influência da própria Igreja Romana: os Hérulos (493 d. C.), os Vândalos (534 d. C.) e os Ostrogodos (538 d. C.). A partir de então, a Igreja Romana alcançou a supremacia mundial incontestável.

"E parecia mais robusto do que os seus companheiros" (verso 20). "Assim, pois, se estendia desde Chipre e da costa fenícia até o Golfo Fínico, da Groenlândia e da Islândia até as Colunas de Hércules, a Igreja da cristandade latina, aquele Estado bélico-sacerdotal de povos romano-germânicos, que no correr dos séculos médios foi gradualmente se elevando até essa altura. Na sua frente estava a gerarquia papal que exercia a sua influência em todas as partes até os mais extremos limites. Estava agora, apesar de tudo, realizado aquilo ao que os velhos alemães do tempo dos carolíngios, e saxões, se haviam oposto com todas as suas forças: O princípio espiritual havia atingido ao domínio onipotente". (Leopold Ranke, Weltgeschichte, citado por Guilherme Stein Jr., Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 64). Portanto, esse poder foi superior não só pela extensão do seu território como também pela influência política e religiosa que exerceu.

"Neste chifre havia olhos como os de homem" (verso 8). "Uma ponta em que existem olhos! Isto é com efeito uma idéia singular: Quão maravilhosa, porém, se a compreendermos no seu verdadeiro sentido! O que há 1200 anos conferiu o poder a Roma, foi justamente essa agudeza de vista sobrehumana, essa habilidade segundo a ciência do mundo de que os olhos são símbolo..." (François S. R. Gaussen, Lê Souverain Pontife et l’Eglise de Rome, soutiens de la verité, par l’accomplissement dês Escritures, citado por Guilherme Stein Jr., Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 66)

"E uma boca que falava com insolência" (verso 8). Historicamente é fácil reconhecer o cumprimento desse aspecto: "O papa é de tão grande dignidade e excelência, que não é meramente homem, mas como se fosse Deus, e é o vigário de Deus. Só o papa é chamado santíssimo... monarca divino, supremo imperador, e rei de reis... O papa é de tão grande dignidade e poder que se constitui um no tribunal com Cristo, de tal maneira que, tudo o que o papa faz parece proceder da boca de Deus" (Ferraris Eclessiastical Dictionary, citado por Edwin Thiele, Apostila de Daniel, p. 68). O papa Leão XIII disse certa ocasião: "Ocupamos na Terra o lugar de Deus Todo-Poderoso" (The Great Encyclical Letters of Leo XIII, citado por Edwin Thiele, Apostila de Daniel, p. 68). Cristóvão Marcellus disse ao papa Júlio II no 5º Concílio de Latrão, ocorrido em 1512: "Vós sois o pastor, vós sois o médico, vós sois o governador, vós sois o chefe de família, enfim, vós sois um outro Deus na terra" (citado por C. M. Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, p. 131). Os textos históricos citados cumprem também o que foi profetizado em Daniel 7:25: "Proferirá palavras contra o Altíssimo".

Continua...

A visão dos quatro animais - Parte 1

A mensagem profética, em geral, apresenta a forma como Deus trata com o pecado e com o pecador. Sendo assim, o objetivo da profecia é mostrar ao homem o caminho para alcançar a vitória sobre o pecado: "Não havendo profecia o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz" (Pv 29:18). No capítulo 7 de Daniel encontra-se registrada a visão profética que Daniel teve no ano 553 a. C., já com 70 anos.

VISÃO: "Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar" (Dn 7:2, 3).
INTERPRETAÇÃO: "Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra" (7:17).
Portanto, a visão de Daniel 7 é uma repetição do sonho profético que o rei Nabucodonosor teve 50 anos antes, e que Daniel havia interpretado (Daniel 2). O objetivo de Deus é salientar Sua onisciência revelando novamente o futuro, agora usando outros símbolos e, tão importante quanto isso, acrescentando novos detalhes para ampliar a compreensão dos leitores. Trata-se do princípio de ampliação e repetição, tão presente nas profecias apocalípticas da Bíblia.

Os quatro reinos, representados aqui por "quatro animais" são os mesmos do capítulo 2: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Os "ventos" simbolizam as guerras com as quais um reino haveria de adquirir supremacia sobre o outro: "Trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro ângulos do céu, e os espalharei na direção de todos esses ventos; e não haverá país aonde não venham os fugitivos de Elão. Farei tremer a Elão diante de seus inimigos e diante dos que procuram a sua morte... e enviarei após eles a espada, até que venha a consumi-los" (Jr 49:36, 37). E as "águas" representam o mundo povoado de onde surgiriam os reinos: "As águas que viste... são povos, multidões, nações e línguas" (Ap 17:15).

VISÃO: "O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem" (7:4).
INTERPRETAÇÃO: Assim como o ouro é o melhor dos metais, e o leão é o mais destacado dentre os animais, assim seria o reino da Babilônia. As "asas de águia" simbolizam a velocidade com que venceram seus inimigos: "Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas. Eles são pavorosos e terríveis... os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, mais ferozes do que os lobos ao anoitecer são os seus cavaleiros que se espalham por toda parte; sim, os seus cavaleiros chegam de longe, voam como águia que se precipita a devorar" (Hc 1:6-8). O fato deste animal, posteriormente ter perdido suas asas e ficado sobre dois pés tendo recebido mente de homem, significa que perderia suas qualidades próprias da natureza de um leão, ou seja, a coragem e a força, e passaria a ser tímido e fraco. De fato, a história demonstra que os últimos reis de Babilônia foram fracos comparados a Nabucodonosor II.

VISÃO: "Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um de seus lados; na boca, entre os dentes trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne" (7:5).
INTERPRETAÇÃO: De acordo com a seqüência dos impérios, o urso só pode representar os Medos-Persas, sendo que a Pérsia adquiriu hegemonia sobre a Média, ou "se levantou sobre um de seus lados". As "três costelas" representam os mais importantes reinos da época derrotados pelos Medos-Persas: "Bendito o Senhor, que não nos deu por presa aos dentes deles" (Sl 124:6) – a Lídia (547 a. C.), a Babilônia (539 a. C.) e o Egito (525 a. C.).

VISÃO: "Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio" (7:6).
INTERPRETAÇÃO: O reino da Grécia, representado pelos quadris de bronze na estátua do capítulo 2, aqui é simbolizado pelo leopardo. As asas, como vimos, representam velocidade. Sem dúvida, uma clara referência a Alexandre O Grande, o qual em pouco tempo levantou o Império Grego sobre a terra. Um detalhe acrescentado neste capítulo quanto ao reino grego é a presença de "quatro cabeças". Essas cabeças representam reis (líderes políticos): "Mas a capital da Síria será Damasco, e o cabeça de Damasco, Rezim" (Is 7:8). Quando Alexandre O Grande morreu (323 a. C.), o reino grego dividiu-se em quatro partes, ficando uma parte para cada general do Império. Antígono tentou a qualquer custo manter unido o império desmembrado, mas falhou. "Esta (batalha de Ipsos, 301 a. C.) foi a última tentativa de restaurar o desmembrado império de Alexandre. Lisimaco ficou com a ásia Menor ao norte do Tauro; Seleuco com a Mesopotâmia e a Síria; Cassandro com a Macedônia; e Ptolomeu com o Egito e o sul da Síria". (History of Ancient Civilization, citado por Edwin Thiele, Apostila de Daniel, p. 60).

VISÃO: "Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres" (7:7).
INTERPRETAÇÃO: Esse quarto animal era tão terrível que o profeta não conseguiu classificá-lo zoolgicamente. Além dos dentes de ferro, possuía também unhas de bronze (verso 19). Sendo que os dentes e as unhas são usados pelos animais para atacar, isso é uma indicação de que o quarto reino se destacaria pela intensidade do seu poder destruidor. Nada mais exato poderia ser usado para profetizar o poder destruidor das legiões romanas. Quanto aos dez chifres, "correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino" (verso 24). Aqui, mais uma vez há uma clara correspondência com o capítulo 2, onde foram mencionados os dez dedos da estátua representando também dez reinos. Em ambos os casos, o cumprimento histórico se deu com as dez tribos bárbaras que fragmentaram o Império Romano do Ocidente em 476 d. C..

Continua...

quarta-feira, setembro 05, 2007

União e separação no reino de Deus

Um órgão regulador britânico poderá autorizar, ainda nesta quarta-feira, a criação de embriões híbridos de animais e seres humanos, como primeiro passo para o desenvolvimento de técnicas destinadas ao tratamento de doenças como Alzheimer e mal de Parkinson. Após vários meses de consultas, a Autoridade para a Fecundação e Embriologia Humanas dará seu esperado sinal verde à prática, segundo antecipa o jornal britânico The Guardian.

Os pesquisadores querem criar embriões híbridos inserindo núcleos de células humanas em óvulos de vacas. A expectativa é de extrair valiosas células embrionárias, e com elas combater doenças neurodegenerativas e até mesmo graves lesões da medula espinhal. A decisão oficial, depois de publicada, deverá passar até o fim do ano pelo Parlamento. Ela foi precedida por meses de lobby a favor, por parte dos cientistas. Ao mesmo tempo, grupos religiosos e outros, que se opõem ao uso de células-tronco embrionárias para fins médicos, vinham criticando a medida.

Os cientistas argumentam que a utilização de óvulos de animais resolverá o problema da escassez de óvulos humanos. De acordo com a legislação atual, os embriões devem ser destruídos depois de 14 semanas, quando não têm ainda o tamanho de uma cabeça de alfinete, e não podem ser implantados no útero. Os críticos afirmam que a autorização acaba com a distinção entre o ser humano e o animal. Além disso, vai incentivar a criação de embriões destinados a ser destruídos após a extração das células-tronco...

Fonte: O Estado de São Paulo

NOTA: "Mas se há um pecado acima de todo outro que atraiu a destruição da raça pelo dilúvio, foi o aviltante crime de amálgama do homem e de animais que deturpou a imagem de Deus e causou confusão por toda parte. Deus propôs-Se a destruir aquela raça poderosa e longeva que corrompera os seus caminhos perante Ele." The Spirit of Prophecy, vol. 1, pág. 69. Leia mais sobre este tema aqui. "Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem" (Mt 24:37). Sem dúvida, um dos grandes pecados do homem moderno consiste em separar aquilo que Deus uniu (casamento) e unir aquilo que Deus separou (diferença homem-mulher, manipulação genética homens-animais) - uma clonagem da história antediluviana.

Autoridade da Igreja ou das Escrituras?

Neste início de setembro, mês que a Igreja no Brasil dedica à Bíblia, o cardeal primaz do país, Dom Geraldo Agnelo, dirigiu-se aos fiéis para enfatizar a importância da Palavra de Deus.

Em artigo remetido a Zenit essa segunda-feira, o arcebispo de Salvador afirma que "esta Palavra não é só notícia relativa à salvação, mas também é parte integrante no próprio evento da salvação".

"Não só tem por conteúdo Cristo, morto e ressuscitado, mas o próprio Cristo que fala através dos Seus enviados: 'como enviados de Deus, pregamos em Cristo, sob os olhares de Deus' (2Cor 2,17). Os discípulos continuam a pregar e a ensinar em Seu nome e com a sua presença (cf Mateus 28,20)."

Segundo o cardeal Agnelo, hoje em dia muitos católicos, no afã de viver a fé à sua maneira, não se preocupam seriamente com a Palavra de Deus, ou ignoram a Sagrada Escritura.

Outros ainda "lhe dão interpretação individual ou de grupo, sem terem em conta a interpretação autêntica do magistério eclesial. Pelo contrário, chamado a viver a fé, o cristão necessita ler o livro sagrado e lê-lo de acordo com a Igreja"...

Fonte: ZENIT

NOTA: A autoridade da Igreja, ou tradição, só tem peso normativo quando estiver em conformidade com as Escrituras. A autoridade da Palavra de Deus sempre deve estar acima da tradição dos homens, caso contrário, o ser humano estará colocando seu destino eterno em perigo. "Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?... E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mt 15:3,6-9). "Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando" (Dt 4:2). Um exemplo claro da autoridade da Igreja sobrepondo-se à autoridade das Escrituras está no fato da tradição Católica Romana ter mudado a guarda do sábado bíblico (sétimo dia) para o descanso dominical sem autorização das Escrituras.

Ecumenismo da Europa para o mundo

A cidade romena de Sibiu acolhe, a partir de hoje, os participantes na III Assembleia Ecuménica Europeia, um momento histórico para o diálogo entre os cristãos, onde serão discutidos problemas e desacordos. Cerca de 3000 participantes das Igrejas e confissões cristãs da Europa, incluindo uma representação portuguesa, promovem até ao próximo dia 9 uma grande festa do ecumenismo, à volta do tema "A Luz de Cristo ilumina todos. Esperança de renovação e unidade na Europa".

Depois das experiências de Basileia (1989), cidade com marca protestante, e de Graz (1997), localidade de maioria católica, chega a hora de uma cidade de tradição ortodoxa receber a assembleia magna do ecumenismo europeu, que abordará diversos temas, da espiritualidade à ecologia, passando pelo diálogo com as outras religiões, a construção europeia, a paz e a justiça.

Esta Assembleia é fruto de um percurso iniciado pelas Igrejas cristãs da Europa no ano passado, tendo percorrido duas localidades simbólicas, Roma e Wittemberg, e cada um dos países participantes. Os cristãos de toda a Europa são chamados a percorrer um caminho comum que os leve a aprofundar "a confiança e a compreensão recíprocas, vivendo, trabalhando e rezando em conjunto".

Este é o desafio lançado pela "Carta aos cristãos da Europa", documento conclusivo da terceira etapa de preparação para a III Assembleia Ecuménica Europeia (AEE3), que se desenrolou em Wittenberg (Alemanha), localidade historicamente ligada aos nascimento do Luteranismo.

A iniciativa, organizada pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE, 34 organismos episcopais católicos) e pela Conferência das Igrejas Europeias (KEK, 150 Igrejas ortodoxas, protestantes, anglicanas e vetero-católicas), recolheu as conclusões dos trabalhos efectuados a nível local, regional e nacional para preparar o grande encontro de Sibiu.

As comunidades cristãs são convidadas a "superar o medo e a desconfiança", nesta "peregrinação da luz" que é proposta aos seguidores de Jesus Cristo na Europa, para superar "a escuridão das incompreensões". Depois de uma história de "suspeição e inimizades", as várias comunidades eclesiais são chamadas agora a unirem-se na oração, "trabalhando para levar a justiça e a esperança" à Europa.

A Igreja Católica portuguesa envia a Sibiu uma delegação oficial de 15 pessoas, liderada por D. Manuel Felício, membro da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo. Em declarações à Agência ECCLESIA, este responsável indica que os assuntos propostos para a III AAE, na Roménia, são muito "concretos e de uma grande actualidade". A construção da Europa é um assunto comum a todos os cidadãos, onde os cristãos têm um contributo a dar. A promoção do diálogo inter cultural e inter religioso, "pois sem ele não se consegue uma paz com bases sólidas"; o respeito pela ecologia, "considerando a natureza como o espírito de Deus é comum a todos", a pobreza, a justiça, a globalização "são questões que a fé pede que nos pronunciemos".

Esta é uma oportunidade que segundo o membro da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo "devemos aproveitar por razões internas de vivência da fé, não porque há uma Assembleia Ecuménica. Não se pode estar parado perante problemas concretos".

Estes temas têm de comprometer todas as comunidades cristãs, "pois há valores de fundo onde precisamos de estar empenhados como actores sociais e em nome da fé que partilhamos". O compromisso pessoal tem de ser efectivo, pois "a fé obriga a encontrar caminhos concretos de aplicação na nossa situação". Não é algo teórico, mas é na vida prática que vamos manifestar as preocupações. "Estou muito esperançado que os caminhos de cooperação entre nós, vão ser concretizados".

Fonte: ECCLESIA

segunda-feira, setembro 03, 2007

Uso de chips implantados é discutido na Califórnia

Nem mesmo George Orwell imaginava para o seu Grande Irmão um desenvolvimento tão invasivo. Mas, nos dias de hoje, ele está tão presente que chega a entrar literalmente no corpo das pessoas, a ponto de os governos terem de adotar medidas para enfrentar o problema. O último caso ocorreu no estado norte-americano da Califórnia, onde o Senado proibiu todos os empregadores a exigirem dos funcionários o implante subcutâneo de microchips de identificação.

A intervenção se tornou necessária depois que nos últimos meses "pelo menos uma empresa" começou a contratar funcionários impondo o uso do microchip. O microchip, chamado RFID, do tamanho de um grão de arroz, permite reunir uma série de diferentes dados de identificação (desde o número de identidade de uma pessoa a até mesmo seu histórico de saúde) e não incomoda fisicamente, segundo afirmam os defensores da sua utilização.

As associações de empresários mais conservadoras afirmam que os microchips "simplificam todos os procedimentos, especialmente em relação aos imigrantes". O Senado foi, então, obrigado a intervir. A medida proposta pelo senador democrata Joe Simitian, de Palo Alto, foi aprovada pela maioria, mas com motivações diversas.

"O RFID poderá ser um pequeno milagre com uma infinidade de boas utilizações, mas não podemos permitir 'etiquetarem' seres humanos desse modo. Seria realmente a última invasão de privacidade", disse Simitian. No entanto, é muito diferente a posição de alguns republicanos, que votaram a favor do projeto mas defendendo que a prática não pode ser permitida porque a digitalização dos microchips permitiria o "roubo" das impressões digitais dos trabalhadores, com o conseqüente nascimento de um mercado negro das identidades.

Outros republicanos, que se opuseram à medida do Senado, defenderam simplesmente que a proibição do microchip "não parece necessária". Agora a medida passará pelas mãos do governador da California, Arnold Schwaezenegger. O jornal Los Angeles Time informou que em Cincinnati, em Ohio, já existe uma empresa que contrata funcionários utilizando microchips. A empresa de câmeras de vigilância CityWatcher exige que alguns dos seus funcionários possuam um microchip implantando no braço.

Até agora na Califórnia apenas uma empresa obteve da Federal and Drug Administration (FDA) a autorização para vender "implanted identification devices", ou seja, chips a serem introduzidos no corpo, e pelo menos 2 mil pessoas já possuem o circuito eletrônico no braço. Tratam-se de pessoas com históricos de saúde complexos, que adotaram esta medida por motivos de saúde. A empresa que vende este tipo de microchips preferiu evitar comentários sobre a polêmica.

Fonte: ANSA

NOTA: O controle das liberdades individuais será uma realidade na Nova Ordem Mundial (a Babilônia do Apocalipse). Leia mais aqui.

domingo, setembro 02, 2007

Bento XVI faz apelo para salvar planeta

O papa Bento 16, liderando o primeiro encontro ecológico de jovens da Igreja Católica, disse neste domingo a meio milhão de pessoas que os líderes mundiais devem tomar decisões corajosas para salvar o planeta "antes que seja tarde demais".

"Um ''sim'' decisivo é necessário em decisões para proteger a criação, assim como um forte comprometimento para reverter tendências que arriscam levar a irreversíveis situações de degradação", disse o papa, 80 anos, em seu sermão.

Vestindo trajes verdes, ele falou a uma vasta multidão, composta principalmente de jovens, na cidade de Loreto, em um evento em que a Igreja Católica celebra seu dia anual para salvar a criação.

Mais de 300 mil pessoas dormiram em colchonetes e barracas, rezando durante a noite de sábado para domingo. Organizadores disseram que mais 200 mil fiéis de toda a Itália chegaram para a celebração na manhã de domingo.

"Novas gerações serão encarregadas do futuro do planeta, que carrega sinais de um tipo de desenvolvimento que nem sempre tem protegido os delicados equilíbrios da natureza", afirmou Bento 16.

Fazendo seu mais forte apelo ambiental até agora, ele disse ainda que "escolhas corajosas que podem recriar uma forte aliança entre o homem e a terra devem ser feitas antes que seja tarde demais".

Fonte: O Estado de São Paulo

NOTA Diário da Profecia: As cartas estão sendo colocadas na mesa já há algum tempo, mas algumas referências nesta notícia são extremamente singulares. O Papa agora invoca "decisões corajosas", "proteção da criação" e finalmente "recriar uma forte aliança entre o homem e a terra" (?!), o que faz relembrar, respectivamente, "posições extremadas", "o memorial da criação" e referência explícita ao "paganismo", porque a Bíblia nos indica por mais de uma vez o homem fazendo alianças com o Criador, jamais com a criação. Trocando as subliminares pelos pontos pretendidos, "perseguição", "Sábado" e "Domingo", o Grande Conflito em seus últimos atos...

O Vaticano não faz questão nenhuma de esconder sua intenção de promover o descanso dominical como solução para os problemas ambientais.

EUA planejam ataque ao Irã

O Pentágono está preparando um plano envolvendo um bombardeio aéreo contra 1.200 alvos no Irã para aniquilar a capacidade militar e nuclear do país em três dias, afirmou Alexis Debat, um especialista em segurança nacional dos EUA, citado na edição de hoje do jornal britânico Sunday Times.

Diretor do departamento de terrorismo do instituto Nixon Center, Debat disse que os estrategistas militares americanos não estão preparando apenas ataques cirúrgicos contra as instalações nucleares do Irã. "A idéia é destruir completamente todo o poderio militar iraniano", afirmou. O especialista disse que o comando militar americano concluiu que ataques pontuais às usinas nucleares ou uma ampla ação militar causariam a mesma reação entre os iranianos. "Por isso, é uma decisão estratégica legítima."

Na semana passada, o presidente americano, George W. Bush, aumentou sua retórica contra o Irã, acusando Teerã de colocar o Oriente Médio "sob a sombra de um holocausto nuclear". E fez um alerta dizendo que os EUA e seus aliados iriam confrontar o Irã "antes que fosse tarde demais".

Um funcionário da Administração Bush confirmou ao jornal, sob condição de anonimato, que "a temperatura dentro do governo está aumentando". Já a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou um relatório na semana passada informando que há uma cooperação "significante" por parte do Irã. O presidente Mahmud Ahmadinejad, porém, vem irritando a Casa Branca ao afirmar que está pronto para ocupar "o vácuo de poder" no Iraque.

Fonte: Jornal da Tarde, 02 de setembro de 2007

NOTA: Albert Pike, norte-americano responsável por sistematizar a maçonaria moderna e também cérebro dos Illuminati no séc. XVIII, afirmava que a Nova Ordem Mundial seria implantada mediante três guerras mundiais, sendo que a terceira deveria ocorrer entre o sionismo e o mundo muçulmano, após a qual, o anticristo esperado pelos ocultistas se manifestaria. No livro Conspiração Mundial, o Almirante católico William Guy Carr, da marinha do Canadá afirma: "A História nos ensina, que, desde 1776, a Conspiração tem-se desenvolvido exatamente como Adam Weishaupt previu, simplesmente porque os dirigentes dessa empresa demoníaca têm sido capazes de guardar o segredo do seu objetivo final, isto é, a escravização, de corpo e alma, do que restar da Raça Humana... Weishaupt, depois Pike, tinham necessidade de que o Sionismo Político fosse organizado, financiado, e controlado pelos Illuminati, de maneira que pudessem utilizá-lo, inicialmente, para a criação de um Estado soberano que veria o coroamento do seu Déspota-Rei, Senhor do Universo, o que lhes permitiria, a seguir, fomentar a Terceira Guerra Mundial... Se deixarmos a 3ª G.M. eclodir, o Sionismo e o mundo muçulmano serão varridos do mapa, e as nações restantes serão eliminadas, enquanto potências mundiais." Já o autor evangélico (dispensacionalista) David Bay acrescenta: "Em 22 de janeiro de 1870, Albert Pike e Guiseppe Mazzini, um de seus co-conspiradores internacionais, publicaram o Plano para estabelecer a Nova Ordem Mundial. Esse plano foi mantido em grande segredo, revelado dentro dos círculos da Maçonaria, desde o tempo de sua concepção, somente aos outros conspiradores Iluministas ocultistas... O Plano secreto de Pike para controlar o mundo previa a necessidade de três guerras mundiais... A Terceira Guerra Mundial foi prevista para ser entre o judaísmo e o islamismo."
Creio que este acontecimento pode ser o que está profetizado em Daniel 11:40-45, após o qual, chegaria o "tempo de angústia" (Dn 12:1). Se realmente os EUA vão atacar o Irã, e se realmente essa guerra pode ser o estopim para incendiar o Oriente Médio, só esperando para ver...

quarta-feira, agosto 29, 2007

A história dos Impérios antecipada - Parte 2

(Leia antes a Parte 1)

A interpretação do sonho

Sonho: "Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e sua aparência era terrível. A cabeça era de fino ouro". (Dn 2:31, 32).
Interpretação: "Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória... tu és a cabeça de ouro". (Dn 2:37, 38).
História: "O reino de Babilônia, o primeiro de verdadeira importância histórica é, em relação aos outros reinos que se elevaram sobre os seus destroços e que pelo seu poder vieram a tornar-se fortes, o mais notável e o mais sublime. Assim como ele é o primeiro na ordem dos tempos, ele impõem-se também pela precocidade de sua majestade deslumbrante". (citado por Guilherme Stein Jr., Sucessos Preditos da História Universal, 2ª ed., p. 17).

Sonho: "O peito e os braços, de prata". (v. 32).
Interpretação: "Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu". (v. 39).
História: "Ciro, conquistador famoso do século VI a. C., foi o fundador do Império Persa... Chegando à virilidade pôs-se à frente das tribos belicosas da Pérsia, então avassaladas à monarquia meda, fez guerra a seu avô, destronou-o e fez-se coroar em seu lugar... Hoje, admite-se que em 560 ou 559 a. C., Ciro levantara os persas contra os medos: tornou-se independente, fez-se proclamar rei e restabeleceu no seu país a religião de Zoroastro. Em 552 a. C., atacado por Astiages e pelos medos, venceu-os em Pasárgada... Em seguida conquistou a Mesopotâmia, a Cólchida e outros países ao sul do Cáucaso. Depois marchou contra a Lídia; Creso foi ao seu encontro; em Pteria feriu-se uma batalha indecisa, voltando depois para Sárdis. Ciro persegui-o em pleno inverno, vencendo-lhe o exército em Timbrea, e prendeu-o em Sárdis (542). Destruiu o império da Lídia, submeteu as cidades gregas da costa e fez incorporar no seu império quase todos os povos até o Indo. Em 538 a. C., cercou Babilônia, apoderando-se dela". (citado por Ruy Carlos de Camargo Vieira, editor Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 25).

Sonho: "O ventre e os quadris, de bronze". (v. 32).
Interpretação: "E um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a Terra". (v. 39).
História: "O povo grego tinha atingido de 600 a 400 a. C. ao mais elevado grau de cultura na política, nas ciências e nas artes, quando, pelas conquistas do macedônio Alexandre, foi fundada cerca do ano 330 a terceira monarquia universal, chamada a grega, visto os gregos e os macedônios serem da mesma origem, e pelas conquistas o elemento grego ter-se tornado dominante em todo o mundo conhecido daquele tempo". (Jules Silvan Zeller, citado por Guilherme Stein Jr, Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 27).

Sonho: "As pernas de ferro". (v. 33).
Interpretação: "O quarto reino será forte como ferro, pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará". (v. 40).
História: "As armas da república, algumas vezes vencidas na batalha, sempre vitoriosas na guerra, avançavam com passos rápidos para o Eufrates, o Danúbio, o Reno e o oceano; e as imagens de ouro, ou prata, ou cobre, que serviam para representar as nações e seus reis, foram sucessivamente despedaçadas pela férrea monarquia romana". (Edward Gibbon, The History of the Deeline and Fall of the Roman Empire, citado por Enoch de Oliveira, Ano 2000 – Angústia ou Esperança, p. 200).

Sonho: "Os pés, em parte de ferro, em parte de barro". (v. 33).
Interpretação: "Quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será esse um reino dividido". (v. 41).
História: "Tenho que falar agora de uma tormenta que convulsionou a Europa desde o oriente até o ocidente, que arremessou um povo sobre outro, mudando a sede de muitos e que causou a derrocada do império romano ocidental. Foram os nossos antepassados germanos, que, como há muito estava anunciado, lhe vibraram o golpe mortal". (Redenbacher, História Universal, citado por Guilherme Stein Jr., Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p. 35).

Interpretação: "Misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro". (v. 43).
História: A imagem abaixo é uma pintura na parede encontrada no castelo Fredrickborg, na Dinamarca, e comprova os vários casamentos realizados pela realeza européia na tentativa de unir os povos.



De acordo com o historiador Niccolo Macchiavelli, as dez tribos que ocuparam a Europa após a queda do Império Romano do Ocidente foram: Lombardos, Francos, Borgonhos, Ostrogodos, Visigodos, Vândalos, Hérulos, Suevos, Hunos, Saxões. (History of Florence, citado por Guilherme Stein Jr., Sucessos Preditos da História Universal, 2ª Ed., p.54).

Sonho: "Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou". (v. 34).
Interpretação: "Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre". (v. 44).
A pedra lançada sem auxílio de mãos representa o reino de Deus que será estabelecido para todo sempre em lugar dos reinos de pecado desta Terra. Será o cumprimento da oração ensinada por Jesus: "Venha o Teu reino". Será também o cumprimento da promessa do Mestre: "Vou preparar-vos lugar... Virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também". (Jo 14:1-3).

Resumindo, temos a seguinte seqüência dos Impérios:

Babilônia (605-539 a. C.)
Medo-Pérsia (539- 331 a. C.)
Grécia (331-168 a. C.)
Roma (168 a. C. – 476 d. C.)
Europa dividida (476 d. C. – Volta de Cristo)

Em Daniel 2 encontramos a história universal de mais de vinte e cinco séculos condensada em pouco mais de duzentas palavras: que poder de síntese! A Palavra Profética cumpriu-se perfeitamente até aqui, e caminha para o seu cumprimento total. Louvado seja Deus por isso! "Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade". (Is 46:9, 10).

A história dos Impérios antecipada - Parte 1

Estudar o livro do profeta Daniel com o desejo de compreender a mensagem divina é recompensador. O livro está dividido em duas partes, sendo a primeira parte histórica (capítulos 1-6), e a segunda parte profética (capítulos 7-12). O profeta Daniel nasceu cerca de 622 a. C., e nos seus dias quatro nações dominavam o Oriente Médio: o Egito, a Lídia, a Média e a Babilônia. "Entre 626 e 612 a. C. - período em que Daniel nasceu - Nabopolassar, rei de Babilônia, esmagou o que restava do Império Assírio e tornou-se o fundador do Império Neo-Babilônico. Seu filho, Nabucodonosor II, conseguiu elevar Babilônia à sua época de ouro. Nabucodonosor II é o Nabudonosor do livro de Daniel." (C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era segundo as profecias de Daniel, p. 13).

Por ocasião da morte de Nabopolassar em 605 a. C. , "seu filho Nabucodonor estava em campanha na Síria onde recentemente vencera os egípcios em sangrenta batalha. Ao receber a notícia da morte de seu pai, deixou as presas de guerra e os cativos, entre os quais provavelmente Daniel e seus companheiros, para seus generais levarem a Babilônia, e retornou rapidamente pelo caminho mais curto que cruzava o deserto, temendo a ação de algum usurpador. Ele havia sido educado para tornar-se o herdeiro do reino, como indicava seu próprio nome, NABU-KUDURRI-USUR, ou ‘Nabu proteja o filho’, dado por seu pai em homenagem a Nabucodonosor I, famoso rei da segunda dinastia de Isin. Após várias campanhas para expulsar os egípcios da Síria e da Palestina, no fim do ano 598 a.C., o rei Nabucodonosor atacou a Palestina, e devido à rebelião do rei Joaquim de Judá, cercou e tomou Jerusalém em 16 de março de 597 a. C., levando para o exílio em Babilônia o rei e mais cerca de 3.000 cativos. Zedequias foi posto como rei em Judá prestando tributo a Nabucodonosor até 589 a. C. quando Jerusalém novamente se rebelou e foi sitiada durante 18 meses até ser completamente destruída em 586 a. C., e milhares de judeus serem levados para o exílio babilônico". ( Ruy Carlos de Camargo Vieira, editor Sucessos Preditos da História Universal, 2ª ed., p. 7, nota de roda-pé).

Portanto, Jerusalém foi atacada três vezes por Nabucodonosor: em 605 a. C., quando Daniel e seus companheiros foram levados como prisioneiros; em 597 a. C., quando Ezequiel foi levado também; e finalmente, em 586 a. C., quando Jerusalém foi completamente destruída. As Escrituras registram o motivo pelo qual Deus permitiu a destruição de Jerusalém: "Eles, porém, zombavam dos mensageiros, desprezavam as palavras de Deus e mofavam dos seus profetas, até que subiu a ira do Senhor contra o seu povo, e não houve remédio algum". (2Cr 36:16).

O cativeiro babilônico serviria para o povo se humilhar diante de Deus e buscá-lo novamente com fervor. Deus em Sua infinita misericórdia revelou através do profeta Jeremias a duração do cativeiro: "Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar". (Jr 29:10).

O sonho de Nabucodonosor

Corria o ano de 603 a. C. e Daniel já havia se habituado com a cultura dos babilônios a ponto de destacar-se entre os sábios do reino. Uma coisa, sobretudo, Daniel e seus três companheiros mantiveram de acordo com a educação que receberam em sua terra natal: o temor do Senhor e a prática da vida religiosa. Não se contaminaram com a idolatria dos babilônios. Permaneceram adorando o único "Deus no céu e na terra". Nesse ano, o rei Nabucodonosor teve um sonho que foi enviado por Deus, apesar do rei acreditar ter vindo o sonho das divindades babilônicas. Por não se lembrar do sonho, muito menos sua interpretação, resolveu convocar os sábios, encantadores e adivinhos do reino para que lhe contassem o sonho e também sua interpretação. Como não conseguiram decifrar o tal sonho, foram ameaçados com a pena de morte pelo rei. Daniel ficou sabendo da decisão e buscou a direção de Deus para interpretar o sonho. Deus respondeu sua oração, e logo então, Daniel foi introduzido à presença do monarca que, ansioso, aguardava o pronunciamento do profeta: "O mistério que o rei exige, nem encantadores, nem magos, nem astrólogos o podem revelar ao rei; mas há um Deus no céu, o qual revela mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias". (Dn 2:27, 28)

De acordo com a Bíblia os "últimos dias" começaram com a morte de Cristo. O Salvador inaugurou os "últimos dias" com Seu sangue derramado na cruz: "Havendo Deus, outrora falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o Universo". (Hb 1:1, 2) "O sangue de Cristo conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós". (1Pe 1:19, 20). Não podemos confundir os "últimos dias" com o "tempo do fim", também encontrado em Daniel (8:17; 11:35; 12:4, 9). O "tempo do fim" refere-se ao fim dos "últimos dias", ou seja, determina o período final dos "últimos dias". Por enquanto, o importante é saber que os "últimos dias" começaram com a morte de Cristo.

Continua...

segunda-feira, agosto 27, 2007

Simpósio ecumênico sobre Meio ambiente

A salvaguarda da criação, a atenção do homem ao ambiente em que vive e as agressões perpetradas a esse ambiente, por seus habitantes, o futuro da terra e o futuro do ser humano. Esses serão os temas de um simpósio internacional que enfocará, de modo especial, uma região de nosso Planeta, com o tema: "O Ártico, espelho da vida". A reunião se realizará na Groenlândia, de 6 a 12 de setembro. Lá estarão cientistas, pesquisadores, intelectuais, homens e mulheres do mundo da fé e da política.

Até aí, nada de novo numa reunião de especialistas, para debater sobre temas ligados ao meio ambiente. O curioso é que o simpósio é promovido pelo patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I. O encontro reunirá ortodoxos, católicos, judeus, muçulmanos, hinduístas, xintoístas, luteranos, anglicanos, batistas, budistas e evangélicos, além de seguidores de crenças locais da Lapônia (região ao norte da Finlândia) e dos esquimós, ao redor de uma só idéia: elevar a Deus, da quietude das geleiras da Groenlândia, uma "oração silenciosa", pedindo-Lhe que continue a velar com amor, pelo nosso Planeta Azul.

O patriarca Bartolomeu não está sozinho na promoção desse simpósio: ele conta com o apoio da União Européia e das Nações Unidas. Este será o sétimo encontro do gênero. No ano passado, o tema foi a água e o encontro se realizou às margens do rio Amazonas, um belo cenário transformado em palco de reflexão e oração multirreligiosa. A água também foi tema de simpósios anteriores, dedicados ao Mar Egeu, ao Mar Negro, ao Danúbio, ao Mar Adriático e ao Mar Báltico.

Em 2002, na Itália, Bartolomeu I assinou uma declaração comum com João Paulo II, reafirmando a importância da espiritualidade para preservar a criação, em vista do bem-estar das futuras gerações. Uma declaração semelhante foi também firmada em conjunto com Bento XVI, em 30 de novembro de 2006, na residência do patriarca, em Constantinopla.

Fonte: Rádio Vaticano

NOTA: Cuidar do Meio ambiente também é responsabilidade de todos nós cristãos. Porém, é impossível deixar de notar a influência pagã por trás de todo esse movimento ECOmênico, tentando promover a adoração a deusa Gaia (Mãe-Terra), juntamente com a guarda do domingo (dia em que os pagãos adoravam o sol). É justamente por causa dessa "suposta" crise ambiental mundial (leia-se mudanças climáticas) que a política e a religião estão querendo caminhar de mãos dadas (o que, de fato, é um perigo em potencial, pois todas as vezes que política e religião se uniram no passado, as minorias foram perseguidas).